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Alterações

69 bytes removidos ,  19h20min de 8 de janeiro de 2017
[[Imagem:Alcobaca.mosteiro.church.south.2.jpg|thumb|| Igreja da abadia com transepto]]
 
A Igreja é constituída por uma nave central, duas naves laterais, e um transepto, ou cruzeiro, criando a imagem de uma cruz - planta de cruz latina. É discutível se a Igreja foi construída, em relação ao altar-mor, ao deambulatório e ao transepto, na forma actual ou se se desviou de forma semelhante àquela desenvolvida no mesmo período por Claraval, tendo um transepto mais curto e sem deambulatório.<ref>Cocheril pp. 42-45; Nobre de Gusmão pp. 19-31</ref> Todas as naves têm ca. de 20m de altura. A sala do altarcapela-mor é limitada a oriente por um caminhodeambulatório, ou charola, com nove capelas radiais. As outras quatro capelas vão dar, pelos dois lados, ao transepto. O comprimento total é de 106 m, a largura média é de 22 m e a largura do transepto é de 52 m. Desta forma, esta Igreja é uma das maiores [[arte cisterciense|abadias cistercienses]], tendo sido apenas a hoje já não existente abadia de [[Vaucelles]] (132 m) maior. Apesar de a abadia de [[Pontigny]], que se localizavalocaliza igualmente em França, ter com os seus 108 m dois metros a mais, ela tinhatem um transepto mais estreito. A igreja de Claraval, que hoje já não existe e que serviaserviu de modelo à parte medieval do Mosteiro, tinha o mesmo tamanho. A arquitectura da igreja de Alcobaça é um reflexo da regra [[Ordem de São Bento|beneditina]] da procura da modéstia, da humildade, do isolamento do mundo e do serviço a Deus. Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e construindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada. Apesar da sua enorme dimensão, o edifício apenas sobressai através dos seus elementos de estrutura necessárias que se dirigem ao céu. Esta impressão foi restabelecida através da restauração efectuada em 1930. Neste mesmo ano ficou decidida a reconstrução nos moldes da época medieval, eliminando-se muitas construções que foram surgindo ao longo dos séculos. Infelizmente, também se eliminou um órgão. Por conseguinte, as pedras à base de calcário, que constituem o muro, ficaram visíveis, contendo muitas os símbolos do entalhador. Por isso, sabe-se que o seu trabalho era remunerado. As cadeiras do coro, originárias do século XVI, arderam em 1810, durante asa terceira InvasõesInvasão FrancesasFrancesa. A fachada principal do Mosteiro, a ocidente, foi alterada entre 1702 e 1725 com elementos do estilo barroco. Desde aí, a fachada da igreja é ladeada, em direcção à praça, por alas de dois andares com um comprimento de 100 m cada. A própria igreja adquiriu dois campanários barrocos e possui uma fachada de 43 m, ornamentada por várias estatuetasestatuas. A escadaria da entrada, com as suas decorações barrocas, data, igualmente, deste tempo. Da fachada antiga apenas restam o portal gótico e a rosácea. É difícil conhecer-se o aspecto da fachada original, pois foi destruída em 1531. Provavelmente, a igreja não possuiria campanários, correspondendo, deste modo, ao ideal cisterciense da simplicidade.
 
=== Caracterização arquitectónica ===
[[Imagem:Monastery of Alcobaça gargoyle.jpg|thumb|[[Gárgula]]]]
 
DeCom uma estrutura de planta em cruz latina. A actual fachada é do século XVIII, restando do gótico primitivo o portal de arcos ogivais e o arco da rosácea. Aa concepção arquitectónica deste monumento, desprovidadesprovido, no interior, de decoração e sem imagens, como ordenava a Ordem de Cister, apresenta uma grandiosidade e beleza indiscutíveis. As naves central e laterais são inteiramente abobadadas, praticamente da mesma altura, dão a sensação de amplo espaço, a que o processo de iluminação, românico ainda, dá pouca luz e o torna maior. As naves laterais prolongam-se pelo deambulatório, e da charola irradiam nove capelas que acompanham a [[abside]] circular, iluminada por frestas altas, o que realça o altar-mor. A segurar a parte alta da abside existem arcos-botantes, pouco vulgares nas abadias de Cister, talvez por ser um monumento de transição entre o românico e o gótico. As inovações típicas da arte gótica aparecem ainda com o aspecto de um ensaio, como por exemplo a subida das naves laterais até à altura da central. O transepto apresenta-se com duas naves, mas quando olhamos a planta da igreja, reconhecem-se três, nos alicerces e no corpo central.
 
O interior do edifício demonstra a existência de um gótico avançado, mas o exterior do edifício exprime a austeridade cisterciense, neste caso orientada para objectivos mais pragmáticos. Realmente, como aconselhava a regra, não existem torres, e as fachadas, nomeadamente o frontispício, possuía apenas uma parede lisa com empena triangular. As paredes são contrafortadas, exceptuando a cabeceira, na qual surgem pela primeira vez arcobotantes na arquitectura portuguesa. A coroação do templo, pelo exterior, é composta por merlões com topo biselado dos dois lados, sobre um parapeito que descansa numa fiada de modilhões. Esta característica confere ao conjunto uma solidez militar, um ar de fortaleza.
 
Estes e outros aspectos poderão desmentir a escassa influência do mosteiro de Alcobaça na história da arquitectura portuguesa. De facto, o monumento tem sido sempre encarado como uma excepção no quadro do modo gótico produzido em Portugal, como uma peça única e experimental sem antecedentes nem descendentes.
 
=== Deambulatório ===
O deambulatório é uma obra complexa,. aA sua estrutura interior - o presbitério, propriamente dito - articula-se com a nave por intermédio de duas paredes opostas, rectas, marcadas por dois pilares nos extremos e de cada lado; oito colunas de grande diâmetro e robustez, com capitéis de cesto troncocónico côncavo e ornamentação vegetalista muito simplificada, sustentam arcos quebrados muito aperaltados; a abóbada, nervurada e ligeira, parteassenta deem meias colunas cuja raiz se situa acima daqueles capitéis. A parte exterior do Deambulatório é dotada de uma abóbada mais pesada e de acordo com os sistemas mais simples utilizados no restante edifício.
 
=== Sacristia ===
 
=== Os primeiros túmulos reais ===
Dentro da igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1223; túmulo datado de 1224) e de D. Afonso III (1210-1279). Os túmulos situam-se dos dois lados da Capela de São Bernardo (contendo a representação da sua morte), no transepto a sul. Diante destes túmulos, numa sala lateral, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais se encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III, e três dos seus filhos. Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II. Não se conhece a história dos outros sarcófagos, estando estes, hoje em dia, vazios após terem sido novamente selados entre 1996 e 2000. O edifício lateral, nos quais esses sarcófagos se encontram actualmente, foi reconstruídoconstruído na sequência dos estragos causados pela grande inundação de 17721774. A partir do século XVI, os sarcófagos encontravam-se no transepto a sul e, anteriormente, provavelmente na nave central.
 
=== D. Pedro e Inês de Castro ===
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