Abrir menu principal

Alterações

270 bytes adicionados, 17h50min de 18 de janeiro de 2017
Disambiguated: massacreAssassínio em massa +correções semiautomáticas (v0.51/3.1.38); seção única para o período pós-guerra
{{Info/Conflito militar
|nome = Segunda Guerra Mundial
|imagem = Infobox collage for WWII.PNG
|legenda = '''Sentido horário, do topo à esquerda''': Forças [[República da China (1912–1949)|chinesas]] na [[Batalha de Wanjialing]]; forças [[Austrália|australianas]] durante a [[Primeira Batalha de El Alamein]]; aviões [[Alemanha Nazista|alemães]] [[Junkers Ju 87|Stuka]] na [[Frente Oriental (Segunda Guerra Mundial)|Frente Oriental]]; forças navais [[Estados Unidos|estadunidenses]] no [[Golfo de Lingayen]]; [[Wilhelm Keitel]] assinando a Rendição Alemã; tropas [[União Soviética|soviéticas]] durante a [[Batalha de Stalingrado]].
|data = {{dtlink|1|9|1939}} – {{dtlink|2|9|1945}}
|local = [[Europa]], [[Guerra do Pacífico|Pacífico]], [[Batalha do Atlântico|Atlântico]], [[Sudeste Asiático]], [[Segunda Guerra Sino-Japonesa|China]], [[Frente do Mediterrâneo (Segunda Guerra Mundial)|Oriente Médio, Mediterrâneo, Norte da África]] e brevemente na [[Ataques na América durante a Segunda Guerra Mundial|América do Norte]] e do [[Batalha do Rio da Prata|Sul]].
|resultado = Vitória [[Aliados da Segunda Guerra Mundial|Aliada]]
* Dissolução do [[Alemanha Nazi|Terceiro Reich]], do [[Império do Japão]] e do [[Império colonial italiano|Império Italiano]]
* Criação da [[Organização das Nações Unidas]] (ONU)
* Estabelecimento dos [[Estados Unidos]] e da [[União Soviética]] como [[superpotência]]s
* Início da [[Guerra Fria]] ([[Segunda Guerra Mundial#Consequências|mais...]])
|combatente1 = [[Aliados da Segunda Guerra Mundial|Aliados]]
* {{flagicon image|Flag of the Soviet Union (1923-1955).svg}} [[União Soviética]]
* {{flagicon image|US flag 48 stars.svg}} [[Estados Unidos]]
* {{flagicon image|Flag of the United Kingdom.svg}} [[Reino Unido]]
* {{flagicon image|Flag of the Republic of China.svg}} [[República da China (1912–1949)|China]]
{{Collapsible list |title=outros países
|{{flagicon image|Flag of Free France (1940-1944).svg}} [[França Livre]]
|{{flagicon image|Flag of Poland (1928-1980).svg}} [[Polónia|Polônia]]
|{{flagicon image|Canadian Red Ensign 1921-1957.svg}} [[Canadá]]
|{{flagicon image|Flag of Australia.svg}} [[Austrália]]
|{{flagicon image|Flag of New Zealand.svg}} [[Nova Zelândia]]
|{{flagicon image|Flag of the Kingdom of Yugoslavia.svg}} [[Reino da Iugoslávia|Iugoslávia]]
|{{flagicon image|Flag of South Africa (1928-1994).svg}} [[União Sul-Africana]]
|{{flagicon image|Flag of Denmark.svg}} [[Dinamarca]]
|{{flagicon image|Flag of Norway.svg}} [[Noruega]]
|{{flagicon image|Flag of the Netherlands.svg}} [[Países Baixos]]
|{{flagicon image|Flag of Belgium.svg}} [[Bélgica]]
|{{flagicon image|Flag of the Czech Republic.svg}} [[Checoslováquia]]
|{{flagicon image|Flag of Greece (1822-1978).svg}} [[Reino da Grécia|Grécia]]
|{{flagicon image|Flag of Brazil (1889-1960).svg}} [[Estado Novo (Brasil)|Brasil]]
|{{flagicon image|Flag of Mexico (1934-1968).svg}} [[México]]
----
Estados fantoches
|{{flagicon image|Flag of the Philippines (navy blue).svg}} [[Filipinas]] <small>(1941–45)</small>
|{{flagicon image|Flag of the People's Republic of Mongolia (1940-1992).svg}} [[República Popular da Mongólia|Mongólia]] <small>(1941–45)</small>
|...''[[Aliados da Segunda Guerra Mundial|e outros]]''}}
|combatente2 = [[Potências do Eixo|Eixo]]
* {{flagicon image|Flag of German Reich (1935–1945).svg}} [[Alemanha Nazi|Alemanha]]
* {{flagicon image|Flag of Japan (1870-1999).svg}} [[Império do Japão|Japão]]
* {{flagicon image|Flag of Italy (1861-1946).svg}} [[Itália fascista|Itália]]
{{Collapsible list |title=outros países
|{{flagicon image|Flag of Romania.svg}} [[Roménia|Romênia]]
|{{flagicon image|Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946; 3-2 aspect ratio).svg}} [[Reino da Hungria|Hungria]]
|{{flagicon image|Flag of Bulgaria.svg}} [[Reino da Bulgária|Bulgária]]
----
Co-intervenientes
|{{flagicon image|Flag of Finland.svg}} [[Finlândia]]
|{{flagicon image|Flag of Thailand.svg}} [[Tailândia]]
|{{flagicon image|Flag of Iraq 1924.svg}} [[Reino do Iraque|Iraque]]
----
Estados fantoches
|{{flagicon image|Flag of Manchukuo.svg}} [[Manchukuo]]
|{{flagicon image|War flag of the Italian Social Republic.svg}} [[República Social Italiana]]
|{{flagicon image|Flag of France.svg}} [[França de Vichy]]
|{{flagicon image|Flag of Croatia Ustasa.svg}} [[Estado Independente da Croácia|Croácia]]
|{{flagicon image|Flag of First Slovak Republic 1939-1945.svg}} [[Eslováquia]]
|...''[[Potências do Eixo|e outros]]''}}
|combatente3 =
|comandante1 = [[Líderes dos Aliados na Segunda Guerra Mundial|Líderes Aliados]]
* {{GBRb}} [[Winston Churchill]]
* {{URSb}} [[Joseph Stalin]]
* {{USAb}} [[Franklin Delano Roosevelt|Franklin Roosevelt]]
* {{ROCb}} [[Chiang Kai-shek]]
* '''[[Líderes dos Aliados na Segunda Guerra Mundial|outros]]'''
|comandante2 = [[Líderes do Eixo na Segunda Guerra Mundial|Líderes do Eixo]]
* {{DEUb|1935}} [[Adolf Hitler]]
* {{JPNb|império}} [[Hirohito]]
* {{ITAb|1861-1946}} [[Benito Mussolini]]
* '''[[Líderes do Eixo na Segunda Guerra Mundial|outros]]'''
|baixas1 = '''Soldados:'''<br />mais de 16 milhões<br />'''Civis:'''<br />mais de 45 milhões<br />'''Total:'''<br />mais de 61 milhões</small><br /><small>''[[Mortos na Segunda Guerra Mundial|...detalhes]]''
|baixas2 = '''Soldados:'''<br />mais de 8 milhões<br />'''Civis:'''<br />mais de 4 milhões<br />'''Total:'''<br />mais de 12 milhões</small><br /><small>''[[Mortos na Segunda Guerra Mundial|...detalhes]]''
}}
{{Ver desambig|o livro de Winston Churchill|A Segunda Guerra Mundial (Churchill)}}
A '''Segunda Guerra Mundial''' foi um [[guerra|conflito militar]] global que durou de [[1939]] a [[1945]], envolvendo a maioria das nações do mundo — incluindo todas as [[Grande potência|grandes potências]] — organizadas em duas alianças militares opostas: os [[Aliados da Segunda Guerra Mundial|Aliados]] e o [[Potências do Eixo|Eixo]]. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de [[militar]]es mobilizados. Em estado de "[[guerra total]]", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos [[Esforço de guerra|esforços de guerra]], deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o [[Holocausto]] e a [[Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki|única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate]], foi o conflito mais letal da [[História do mundo|história da humanidade]], resultando [[Mortos na Segunda Guerra Mundial|entre 50 a mais de 70 milhões de mortes]].<ref>{{cite book|title=The Complete Illustrated History of World War Two: An Authoritative Account of the Deadliest Conflict in Human History with Analysis of Decisive Encounters and Landmark Engagements|first=Donald |last=Sommerville|publisher=Lorenz Books|date=14 de dezembro de 2008|page=5|isbn=0754818985}}</ref>
 
Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a [[invasão da Polônia]] pela [[Alemanha Nazi]]sta em 1 de setembro de 1939 e subsequentes [[Declaração de guerra|declarações de guerra]] contra a Alemanha pela [[Terceira República Francesa|França]] e pela maioria dos países do [[Império Britânico]] e da ''[[Commonwealth]]''. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como [[Etiópia]] e [[Reino de Itália (1861–1946)|Reino de Itália]] na [[Segunda Guerra Ítalo-Etíope]] e [[República da China (1912–1949)|China]] e [[Império do Japão|Japão]] na [[Segunda Guerra Sino-Japonesa]].<ref>{{citeCitar web|url=http://russianthought.com/starikov_when_did_world_war_ii_start.html|titletítulo=When Did WWII Start?|lastúltimo=Nikolay|firstprimeiro=Starikov|publisherpublicado=russianthought.com|accessdateacessodata=3 de fevereiro de 2010}}</ref> Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram aderindo ao conflito em resposta a eventos como a [[Operação Barbarossa|invasão da União Soviética pelos alemães]] e os ataques japoneses contra as forças dos [[Estados Unidos]] no [[Guerra do Pacífico|Pacífico]] em [[Ataque a Pearl Harbor|Pearl Harbor]] e em [[colônia]]s ultramarítimas britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o Japão pelos Estados Unidos, [[Países Baixos]] e o [[Commonwealth|Commonwealth Britânico]].<ref name="AUSTRALIA DECLARES WAR ON JAPAN">{{citeCitar web |url=http://www.ibiblio.org/pha/timeline/411209awp.html |titletítulo=Australia Declares War on Japan |publisherpublicado=ibiblio |accessdateacessodata=2009-10-03}}</ref><ref name="ibiblio">{{citeCitar web |url=http://www.ibiblio.org/pha/policy/1941/411208c.html |titletítulo=The Kingdom of The Netherlands Declares War with Japan |publisherpublicado=ibiblio |accessdateacessodata=3 de outubro de 2009|yearano=2007}}</ref>
 
A guerra terminou com a vitória dos Aliados em 1945, alterando significativamente o alinhamento político e a estrutura social mundial. Enquanto a [[Organização das Nações Unidas]] (ONU) era estabelecida para estimular a cooperação global e evitar futuros conflitos, a [[União Soviética]] e os [[Estados Unidos]] emergiam como [[superpotência]]s rivais, preparando o terreno para uma [[Guerra Fria]] que se estenderia pelos próximos quarenta e seis anos (1945-1991). Nesse ínterim, a aceitação do princípio de [[autodeterminação]] acelerou movimentos de [[descolonização]] na [[Ásia]] e na [[África]], enquanto a [[Europa ocidental]] dava início a um movimento de recuperação econômica e [[História da União Europeia|integração política]].
O primeiro dia de setembro de 1939 é geralmente considerado o início da guerra, com a [[Invasão da Polônia|invasão alemã da Polônia]]; o [[Reino Unido]] e a [[França]] declararam guerra à [[Alemanha nazista]] dois dias depois. Outras datas para o início da guerra incluem o início da [[Segunda Guerra Sino-Japonesa]], em 7 de julho de 1937.<ref>{{Cite book|first=Roger|last=Chickering|title=A World at Total War: Global Conflict and the Politics of Destruction, 1937–1945|page=64|url=http://books.google.com/?id=evVPoSwqrG4C|isbn=0-275-98710-8|publisher=Cambridge University Press|year=2006 }}</ref><ref>{{Cite book|last=Fiscus|first=James W|title=Critical Perspectives on World War II|page=44|url=http://books.google.com/?id=6MTcnkLfDZAC|publisher=Rosen Publishing Group|isbn=1-4042-0065-7|year=2007}}</ref>
 
Outros seguem o [[historiador]] britânico [[A. J. P. Taylor]], que considerava que a Guerra Sino-Japonesa e a guerra na Europa e em suas [[colônia]]s ocorreram de forma simultânea e posteriormente se fundiram em [[1941]]. Este [[verbete]] utiliza a data convencional. Outras datas por vezes utilizadas para o início da Segunda Guerra Mundial incluem a [[Segunda Guerra Ítalo-Etíope|invasão italiana da Abissínia]] em [[3 de outubro]] de [[1935]].<ref>Ben-Horin, Eliahu (1943). ''The Middle East: Crossroads of History''. W. W. Norton & Co. p. 169; [[A. J. P. Taylor|Taylor, A. J. P]] (1979). ''How Wars Begin''. Hamilton. p. 124. ISBN 0241100178; Yisreelit, Hevrah Mizrahit (1965). ''Asian and African Studies'', p. 191. For 1941 see Taylor, A. J. P (1961). ''The Origins of the Second World War''. Hamilton. p. vii; Kellogg, William O (2003). ''American History the Easy Way''. Barron's Educational Series. p. 236 ISBN 0764119737. Existem também o ponto de vista que considera que a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais foram parte da "Guerra Civil Europeia" ou "Segunda Guerra dos Trinta Anos": Canfora, Luciano; Jones, Simon (2006). ''Democracy in Europe: A History of an Ideology''. Wiley-Blackwell. p. 155. ISBN 1405111313; Prin, Gwyn (2002). ''The Heart of War: On Power, Conflict and Obligation in the Twenty-First Century''. Routledge. p. 11. ISBN 0415369606.</ref> O historiador britânico [[Antony Beevor]] vê o início da Segunda Guerra Mundial nas batalhas de Khalkhin Gol, travadas entre o [[Império do Japão]] e a [[União Soviética]] de maio a setembro de 1939.<ref>{{cite book|last=Beevor|first=Antony|title=The Second World War|year=2012|publisher=Weidenfeld & Nicolson|location=Londres|isbn=9780297844976|page=10}}</ref>
 
Também não existe consenso quanto à data exata do fim da guerra. Tem sido sugerido que a guerra terminou no [[armistício]] de 14 de agosto de 1945 ([[Dia V-J]]), ao invés da [[Rendição do Japão|rendição formal do Japão]] em 2 de setembro de 1945; alguns apontam o fim da guerra no dia 8 de maio de 1945 ([[Dia da Vitória na Europa|Dia V-E]]). No entanto, o [[Tratado de São Francisco|tratado de paz com o Japão]] não foi assinado até 1951,<ref>{{Cite book|first=Shiraishi|last=Masaya|title=Japanese relations with Vietnam, 1951–1987|publisher=SEAP Publications|year=1990|isbn=0-87727-122-4|page=4}}</ref> enquanto que o [[Tratado Dois Mais Quatro|acordo de paz com a Alemanha]] não foi ratificado até 1990.<ref>{{citeCitar web|url=http://usa.usembassy.de/etexts/2plusfour8994e.htm|titletítulo=German-American Relations – Treaty on the Final Settlement with Respect to Germany (two plus four)|publisherpublicado=Usa.usembassy.de|accessdateacessodata=29 de janeiro de 2012}}</ref>
 
== Antecedentes ==
[[Imagem:Bundesarchiv Bild 102-09042, Genf, Völkerbund, Sitzungssaal.jpg|thumb|esquerda|Assembleia da [[Liga das Nações]] em [[Genebra]], [[Suíça]], 1930]]
 
A [[Primeira Guerra Mundial]] alterou radicalmente o mapa [[Geopolítica|geopolítico]] da Europa, com a derrota dos [[Impérios Centrais]] ([[Áustria-Hungria]], [[Império Alemão|Alemanha]] e [[Império Otomano]]) e a tomada do poder pelos [[bolchevique]]s em 1917 na [[Rússia]]. Os aliados vitoriosos, como França, Bélgica, Itália, Grécia e Romênia ganharam territórios, enquanto novos Estados foram criados a partir do colapso da Áustria-Hungria e dos impérios [[Império Russo|russo]] e otomano. Apesar do [[Pacifismo|movimento pacifista]] após o fim da guerra,<ref>{{citeCitar web|lastúltimo=Derby|firstprimeiro=Mark|titletítulo=Conscription, conscientious objection and pacifism|url=http://www.teara.govt.nz/en/conscription-conscientious-objection-and-pacifism/3|publisherpublicado=Te Ara|accessdateacessodata=22 June 2012|quotecitação="The move towards world war in 1914 sparked an upsurge in pacifist movements"}}</ref><ref>{{citeCitar web|titletítulo=Pacifism in the Twentieth Century|url=http://www.infoplease.com/ce6/society/A0860192.html|workobra="pacifism"|publisherpublicado=Columbia Electronic Encyclopedia|accessdateacessodata=22 de junho de 2012|quotecitação="During the 1920s and early 30s pacifism enjoyed an upsurge"}}</ref> as perdas causaram um [[nacionalismo]] irredentista e revanchista em vários países europeus. O [[irredentismo]] e [[revanchismo]] eram fortes na Alemanha por causa das significativas perdas territoriais, coloniais e financeiras incorridas pelo [[Tratado de Versalhes]]. Pelo tratado, a Alemanha perdeu cerca de 13% do seu território e todas as [[Império colonial alemão|suas colônias ultramarinas]], foi proibida de anexar outros Estados, teve que pagar indenizações e sofreu limitações quanto ao tamanho e a capacidade das suas forças armadas.<ref>{{Harvnb|Kantowicz|1999|p=149}}</ref> Enquanto isso, a [[Guerra Civil Russa]] levava à criação da [[União Soviética]].<ref>{{Harvnb|Davies|2008|pp=134–140}}</ref>
</ref> as perdas causaram um [[nacionalismo]] irredentista e revanchista em vários países europeus. O [[irredentismo]] e [[revanchismo]] eram fortes na Alemanha por causa das significativas perdas territoriais, coloniais e financeiras incorridas pelo [[Tratado de Versalhes]]. Pelo tratado, a Alemanha perdeu cerca de 13% do seu território e todas as [[Império colonial alemão|suas colônias ultramarinas]], foi proibida de anexar outros Estados, teve que pagar indenizações e sofreu limitações quanto ao tamanho e a capacidade das suas forças armadas.<ref>{{Harvnb|Kantowicz|1999|p=149}}</ref> Enquanto isso, a [[Guerra Civil Russa]] levava à criação da [[União Soviética]].<ref>{{Harvnb|Davies|2008|pp=134–140}}</ref>
 
O [[Império Alemão]] foi dissolvido durante a [[Revolução Alemã de 1918-1919]] e um governo democrático, mais tarde conhecido como [[República de Weimar]], foi criado. O [[período entre-guerras]] foi marcado pelo conflito entre os partidários da nova república e de opositores radicais, tanto de [[Direita política|direita]] quanto de [[Esquerda política|esquerda]]. Embora a Itália como aliado [[Aliados da Primeira Guerra Mundial|Entente]] tenha feito alguns ganhos territoriais, os nacionalistas do país ficaram irritados com as [[Tratado de Londres (1915)|promessas feitas]] pelo Reino Unido e França para garantir a entrada italiana na guerra, que não foram cumpridas com o acordo de paz. De 1922 a 1925, o [[Fascismo|movimento fascista]], liderado por [[Benito Mussolini]], tomou o poder na Itália com uma agenda nacionalista, [[Totalitarismo|totalitária]] e de colaboração de classes, que aboliu a [[democracia representativa]], reprimiu os [[Socialismo|socialistas]], a esquerda e as forças [[Liberalismo|liberais]], e seguiu uma política externa agressiva destinada a forjar, através da força, o país como uma [[potência mundial]] — um "[[Império colonial italiano|Novo Império Romano]]"<ref>{{Harvnb|Shaw|2000|p=35}}</ref> (''ver: [[Grande Itália]]).
[[Imagem:Mussolini a Hitler - Berlín 1937.jpg|thumb|[[Benito Mussolini]] (à esquerda) e [[Adolf Hitler]] (à direita) caminhando em [[Berlim]], em 1937.]]
 
Adolf Hitler, depois de uma [[Putsch da Cervejaria|tentativa fracassada de derrubar o governo alemão]] em 1923, tornou-se o chanceler da Alemanha em 1933. Ele aboliu a [[democracia]], defendendo uma [[Nova Ordem (nazismo)|revisão radical e racista da ordem mundial]], e logo começou uma campanha de rearmamento massivo do país.<ref>{{harvnb|Brody|1999|p=4}}</ref> Enquanto isso, a França, para assegurar a sua aliança, permitiu que a Itália agisse livremente na [[Etiópia]], país que o governo italiano desejava como uma posse colonial. A situação se agravou no início de 1935, quando o [[Território da Bacia do Sarre]] foi legalmente anexado à Alemanha e Hitler repudiou o Tratado de Versalhes, acelerando seu programa de rearmamento e [[Conscrição|recrutamento]].<ref>{{harvnb|Zalampas|1989|p=62}}</ref> Na Alemanha, o [[partido nazista]], liderado por [[Adolf Hitler]], procurou estabelecer um [[Estado]] [[Nazismo|nazista]] no país. Com o início da [[Grande Depressão]], o apoio doméstico aos nazistas fortaleceu-se e, em 1933, Hitler foi nomeado [[chanceler da Alemanha]]. Após o [[incêndio do Reichstag|incêndio no Palácio do Reichstag]], Hitler conseguiu criar um governo [[Unipartidarismo|unipartidário]] e [[Totalitarismo|totalitário]] liderado pelos nazistas.<ref>{{harvnb|Bullock|1962|p=265}}</ref>
 
Na [[República da China (1912–1949)|China]], o partido [[Kuomintang]] (KMT) lançou uma campanha de unificação contra os [[Chefe militar|líderes militares]] regionais (os chamados [[senhores da guerra da China]]) e o país unificou-se em meados de 1920, mas logo viu-se envolvido em uma [[Guerra Civil Chinesa|guerra civil]] contra seus antigos aliados [[Partido Comunista da China|comunistas]].<ref>{{harvnb|Preston|1998|p=104}}</ref> Em 1931, o [[Fascismo japonês|cada vez mais militarista]] [[Império Japonês]], começou a buscar influência na China<ref>{{harvnb|Myers|1987|p=458}}</ref> como sendo o primeiro passo visto pelo governo para obter o direito do país em governar a Ásia como afirmava o [[slogan político]] ''[[Hakkō ichiu]]'' ("todos sobre o mesmo teto"). Os japoneses usaram o [[incidente de Mukden]] como pretexto para lançar uma [[Invasão japonesa da Manchúria|invasão da Manchúria]] e estabelecer o [[Estado fantoche]] de [[Manchukuo]].<ref name=Mukden>{{harvnb|Smith|2004|p=28}}</ref>
 
== Eventos pré-guerra ==
 
=== Invasão italiana da Etiópia (1935) ===
{{Artigo principal|Crise da Abissínia|Segunda Guerra Ítalo-Etíope}}
[[Imagem:Bundesarchiv Bild 183-H25224, Guernica, Ruinen.jpg|thumb|As ruínas de [[Guernica y Luno|Guernica]], [[Espanha]], após os bombardeios.]]
 
A Alemanha e a Itália deram apoio à [[Franquismo|insurreição nacionalista]] liderada pelo general [[Francisco Franco]] na [[Espanha]]. A [[União Soviética]] apoiou o governo existente, a [[Segunda República Espanhola|República Espanhola]], que apresentava tendências [[esquerdista]]s. Ambos os lados usaram a guerra como uma oportunidade para testar armas e táticas melhores. O [[bombardeio de Guernica]], uma cidade que tinha entre {{formatnum:5000}} e {{formatnum:7000}} habitantes, foi considerado um ataque terrível, na época, e usado como uma [[propaganda]] amplamente difundida no [[Mundo ocidental|Ocidente]], levando a acusações de "[[atentado terrorista]]" e de que {{formatnum:1654}} pessoas tinham morrido no bombardeio.<ref name="Air 1998">{{citeCitar web|lastúltimo=Corum|firstprimeiro=James S.|titletítulo=Inflated by Air Common Perceptions of Civilian Casualties from Bombing|url=http://www.dtic.mil/cgi-bin/GetTRDoc?Location=U2&doc=GetTRDoc.pdf&AD=ADA399072|workobra=Thesis|publisherpublicado=Air War College. Air University|accessdateacessodata=29 de dezembro de 2010|location=Maxwell Air Force Base, Alabama|page=10}}</ref> Na realidade, o ataque foi uma operação tática contra uma cidade com importantes comunicações militares próximas à linha de frente e as estimativas modernas não rendem mais de 300-400 mortos no fim do ataque.<ref name="Air 1998"/><ref>{{cite book|last=Beevor|first=Antony|title=The Battle for Spain: The Spanish Civil War 1936-1939|year=2006|publisher=Phoenix|isbn=0753821656|page=258|location=Londres}}</ref>
 
=== Invasão japonesa da China (1937) ===
{{Artigo principal|Segunda Guerra Sino-Japonesa}}
{{APArtigo principal|vt=s|Massacre de Nanquim}}
 
[[Imagem:Japanese_naval_landing_forces_blasting_Chinese_pillbox_and_marching_with_the_naval_flag,_Canton_Operation.jpg|thumb|[[Exército imperial japonês|Forças japonesas]] durante a Batalha de [[Cantão (China)|Cantão]].]]
 
=== Invasão japonesa da União Soviética e Mongólia (1938) ===
 
{{Artigo principal|Conflitos fronteiriços entre a União Soviética e o Japão}}
{{Mais informações|Pacto nipônico-soviético}}
 
Na Europa, a Alemanha e a Itália foram se tornando mais ousadas. Em março de 1938, a Alemanha [[Anschluss|anexou a Áustria]], novamente provocando [[Política de apaziguamento|poucas reações]] de outras potências europeias.<ref>{{Cite book|last1=Collier|first1=Martin|last2=Pedley|first2=Philip|title=Germany 1919–45|publisher=Heinemann|year=2000|isbn=0-435-32721-6|page=144}}</ref> Incentivado, Hitler começou pressionando reivindicações alemãs na região dos [[Sudetos]], uma área da [[Checoslováquia]] com uma população predominantemente de [[Alemães|etnia alemã]] e logo a França e o Reino Unido concederam este território para a Alemanha no [[Acordo de Munique]], que foi feito contra a vontade do governo da Checoslováquia, em troca de uma promessa de fim de mais exigências territoriais por parte dos alemães.<ref>{{Harvnb|Kershaw|2001|pp=121–2}}</ref>
[[FileImagem:Bundesarchiv Bild 183-S52480, Dtsch.-Sowjet. Grenz- u. Freundschaftsvertrag.jpg|esquerda|thumb|[[Ribbentrop]], o ministro alemão das relações exteriores, assina o [[Pacto Molotov-Ribbentrop|pacto de não-agressão nazi-soviético]]. Logo atrás está [[Vyacheslav Molotov|Molotov]] e o líder soviético [[Josef Stálin]], 1939.]]
 
Logo depois, no entanto, a Alemanha e a Itália forçaram a Checoslováquia a [[Primeira Arbitragem de Viena|ceder territórios]] adicionais à [[Hungria]] e [[Polônia]].<ref>{{Harvnb|Kershaw|2001|p=157}}</ref> Em março de 1939, a Alemanha [[Ocupação alemã da Checoslováquia|invadiu o restante da Checoslováquia]] e, posteriormente, dividiu-a no [[Protectorado de Boêmia e Morávia]] e em um [[Estado fantoche]] pró-alemão, a [[República Eslovaca (1939-1945)|República Eslovaca]].<ref>{{Harvnb|Davies|2008|pp=143–4}}</ref>
 
=== Avanços do Eixo (1940) ===
 
[[Imagem:Hitler in Paris, 23 June 1940.jpg|thumb|upright|esquerda|Hitler em [[Paris]] com o arquiteto [[Albert Speer]] (esquerda) e o escultor [[Arno Breker]] (direita), em 23 de junho de 1940, após o fim da [[Batalha da França]].]]
 
Durante todo esse período, o neutro [[Estados Unidos]] tomou medidas para ajudar a China e os [[Aliados Ocidentais]]. Em novembro de 1939, a Lei de Neutralidade norte-americana foi alterada para permitir compras do chamado "''cash and carry''" (dinheiro e transporte) por parte dos Aliados.<ref>{{cite book|last=Overy|first=Richard|coauthor=Wheatcroft, Andrew|title=The Road to War|year=1999|publisher=Penguin|location=Londres|isbn=0-14-028530-X|pages=328–330|edition=Revised and updated}}</ref> Em 1940, após a captura alemã de Paris, o tamanho da [[Marinha dos Estados Unidos|Marinha Americana]] aumentou significativamente e, depois da incursão japonesa na [[Indochina]], o país [[embargo]]u ferro, aço e peças mecânicas contra o Japão.<ref>{{Cite book|last=Morison|first=Samuel Eliot|title=History of United States Naval Operations in World War II|publisher=University of Illinois Press|year=2002|isbn=0-252-07065-8|page=60}}</ref> Em setembro, os Estados Unidos concordaram ainda em comerciar [[destróier]]es estadunidenses para bases britânicas.<ref>{{Cite book|last=Maingot|first=Anthony P.|title=The United States and the Caribbean: Challenges of an Asymmetrical Relationship|publisher=Westview Press|year=1994|isbn=0-8133-2241-3|page=52}}</ref> Ainda assim, a grande maioria do público norte-americano continuou a se opor a qualquer intervenção militar direta no conflito em 1941.<ref>{{Cite journal|first=Hadley|last=Cantril|title=America Faces the War: A Study in Public Opinion|journal=The Public Opinion Quarterly|volume=4|issue=3|date=Setembro de 1940|page=390}}</ref>
 
No final de setembro de 1940, o [[Pacto Tripartite]] unia o [[Império do Japão]], a [[Itália fascista]] e a [[Alemanha nazista]] para formalizar as [[Potências do Eixo]]. Esse pacto estipulou que qualquer país, com exceção da União Soviética, que atacasse qualquer uma das Potências do Eixo seria forçado a ir para a guerra contra os três em conjunto.<ref>{{Cite book|last1=Bilhartz|first1=Terry D.|last2=Elliott|first2=Alan C.|title=Currents in American History: A Brief History of the United States|page=179|publisher=M.E. Sharpe|year=2007|isbn=978-0-7656-1821-4}}</ref> Durante este período, os Estados Unidos continuaram a apoiar o Reino Unido e a China, introduzindo a política de ''[[Lend-Lease]]'' que autorizava o fornecimento de material e outros itens aos Aliados<ref>{{Harvnb|Murray|Millett|2001|p=165}}</ref> e criava uma zona de segurança que abrangia cerca de metade do [[Oceano Atlântico]], onde a Marinha Americana protegia os comboios britânicos.<ref>{{Cite book|last=Knell|first=Hermann|title=To Destroy a City: Strategic Bombing and Its Human Consequences in World War II|publisher=Da Capo|year=2003|isbn=0-306-81169-3|page=205}}</ref> Como resultado, a Alemanha e os Estados Unidos viram-se envolvidos em uma sustentada guerra naval no Atlântico Norte e Central em outubro de 1941, apesar de os Estados Unidos terem se mantido oficialmente neutros.<ref>{{Harvnb|Murray|Millett|2001|pp=233–245}}</ref><ref>{{citeCitar web|url=http://history.sandiego.edu/gen/WW2Timeline/Prelude18.html|archiveurlarquivourl=http://web.archive.org/web/20080509150056/http://history.sandiego.edu/gen/WW2Timeline/Prelude18.html|archivedatearquivodata=9 May 2008|titletítulo=Undeclared Naval War in the Atlantic 1941|publisherpublicado=Departamento de História da Universidade de San Diego|lastúltimo=Schoenherr|firstprimeiro=Steven|accessdateacessodata=15 de fevereiro de 2010|datedata=1 de outubro de 2005}}</ref>
 
O Eixo expandiu-se em novembro de 1940, quando a [[Hungria]], a [[Eslováquia]] e a [[Romênia]] aderiram ao Pacto Tripartite.<ref name="Tripartite Pact">{{Cite book|title=Oxford Companion to World War II|editor1-first=I. C. B.|editor1-last=Dear|editor2-first=M. R. D|editor2-last=Foot|chapter=Tripartite Pact|publisher=[[Oxford University Press]]|year=2002|isbn=0-19-860446-7|page=877}}</ref> A Romênia faria uma grande contribuição para a guerra do Eixo contra a URSS, parcialmente ao recapturar o território cedido à URSS e em parte para prosseguir com o desejo de seu líder, [[Ion Antonescu]], de combater o [[comunismo]].<ref>{{Cite book|first=Dennis|last=Deletant|chapter=Romania|editor1-first=I. C. B.|editor1-last=Dear|editor2-first=M. R. D|editor2-last=Foot|year=2002|title=Oxford Companion to World War II|pages=745–46|isbn=0-19-860446-7}}</ref> Em outubro de 1940, a [[Guerra Greco-Italiana|Itália invadiu a Grécia]], mas em poucos dias foi repelida e foi forçada de volta para a [[Albânia]], onde um impasse logo ocorreu.<ref>{{Cite book|last=Clogg|first=Richard|title=A Concise History of Greece|page=118|year=1992|publisher=Cambridge University Press|isbn=0-521-80872-3}}</ref> Em dezembro de 1940, as forças britânicas da ''[[Commonwealth]]'' começaram contra-ofensivas contra as [[Operação Compasso|forças italianas no Egito]] e na [[África Oriental Italiana]].<ref>{{Cite book|last=Andrew|first=Stephen|title=The Italian Army 1940–45 (2): Africa 1940–43|publisher=Osprey Publishing|year=2001|isbn=1-85532-865-8|pages=9–10}}</ref> No início de 1941, depois que as forças italianas terem sido afastadas de volta para a [[Líbia Italiana|Líbia]] pela ''Commonwealth'', Churchill ordenou uma expedição de tropas na África para reforçar os gregos.<ref>{{Cite book|last=Brown|first=David|title=The Royal Navy and the Mediterranean|publisher=Routledge|year=2002|isbn=0-7146-5205-9|pages=64–65}}</ref> A [[Regia Marina|Marinha Italiana]] também sofreu derrotas significativas, quando a Marinha Real colocou três de seus navios de guerra fora de ação depois de um [[Batalha de Tarento|ataque em Tarento]] e quando vários outros de seus navios de guerra foram neutralizados na [[Batalha do Cabo Matapão]].<ref>{{Cite book|last=Jackson|first=Ashley|title=The British Empire and the Second World War|publisher=Continuum International Publishing Group|year=2006|isbn=1-85285-417-0|page=106}}</ref>
 
=== A guerra se torna global (1941) ===
 
{{Principal|Frente Ocidental (Segunda Guerra Mundial)|Frente Oriental (Segunda Guerra Mundial)|Frente do Mediterrâneo (Segunda Guerra Mundial)|Guerra do Pacífico|Europa primeiro}}
 
Estes ataques levaram os Estados Unidos, o Reino Unido, a China, a Austrália e vários outros países a emitir uma [[declaração de guerra]] formal contra o Japão (''ver: [[Teatro de Operações do Pacífico]]''). Enquanto a União Soviética, que estava fortemente envolvida com as grandes hostilidades dos países europeus do Eixo, preferiu manter um acordo de neutralidade com os japoneses.<ref>{{Cite book|last=Dunn|first=Dennis J|title=Caught Between Roosevelt & Stalin: America's Ambassadors to Moscow|page=157|publisher=The University Press of Kentucky|year=1998|isbn=0-8131-2023-3}}</ref><ref>De acordo com Ernest May ({{Cite journal|last=May|first=Ernest|title=The United States, the Soviet Union and the Far Eastern War|journal=The Pacific Historical Review|volume=24|issue=2|year=1955|page=156|jstor=3634575}}) Churchill disse: "A declaração de guerra russa contra o Japão seria importante para a nossa vantagem, desde que, mas apenas desde que, os russos estiverem confiantes de que isso não irá prejudicar a sua Frente Ocidental".</ref> A Alemanha e as outras [[Potências do Eixo]] responderam ao declarar guerra aos Estados Unidos. Em janeiro, [[Quatro Policiais|Quatro Grandes]] (Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética, China) e outros 22 governos menores ou exilados emitiram a [[Declaração das Nações Unidas]], ratificando assim a [[Carta do Atlântico]]<ref>{{Cite book|last1=Mingst|first1=Karen A.|last2=Karns|first2=Margaret P|title=United Nations in the Twenty-First Century|publisher=Westview Press|year=2007|isbn=0-8133-4346-1|page=22}}</ref> e tendo a obrigação de não assinar a paz em separado com qualquer uma das Potências do Eixo. Em 1941, [[Stalin]] pediu persistentemente a [[Winston Churchill|Churchill]] e [[Franklin Delano Roosevelt|Roosevelt]] para abrir uma "segunda frente" de batalha na França.<ref>Rees, Laurence (2009). World War Two Behind Closed Doors, BBC Books, p. 99 ISBN 1-4481-4045-5.</ref> A Frente Oriental tornou-se o grande teatro da guerra na Europa e os muitos milhões de vítimas soviéticas minimizaram as poucas centenas de milhares de mortes de [[Aliados ocidentais]]; Churchill e Roosevelt disseram que precisavam de mais tempo de preparação, o que levou a reclamações de que eles paralisaram-se para salvar vidas ocidentais às custas de vidas soviéticas.<ref name=rees406/>
 
Enquanto isso, até o final de abril de 1942, o Japão e seu aliado, a [[Tailândia]], quase conquistaram totalmente [[Birmânia]], [[Malásia]], [[Índias Orientais Holandesas]], [[Batalha de Singapura|Singapura]]<ref>{{Cite book|last=Klam|first=Julie|title=The Rise of Japan and Pearl Harbor|publisher=Black Rabbit Books|year=2002|isbn=1-58340-188-1|page=27}}</ref> e [[Rabaul]], causando fortes perdas para as tropas dos Aliados e conquistando um grande número de prisioneiros. Apesar da [[Batalha de Corregidor|resistência persistente em Corregidor]], as [[Filipinas]] [[Batalha das Filipinas (1941-1942)|foram capturadas]] em maio de 1942, forçando o governo da Commonwealth das [[Filipinas]] ao exílio.<ref>{{Cite book |editor-last=Greenfield |editor-first=Kent Roberts |last=Lewis |first=Morton |title=The Fall of the Philippines |url=http://www.history.army.mil/books/wwii/5-2/5-2_Contents.htm |chapter=XXIX. Japanese Plans and American Defenses |chapter-url=http://www.history.army.mil/books/wwii/5-2/5-2_29.htm |publisher=U.S. Government Printing Office |id=Library of Congress Catalogue Card Number: 53-63678 |page=529}} (Table 11).</ref> As forças japonesas também alcançaram vitórias navais no [[Mar da China Meridional]], [[Batalha do Mar de Java|Mar de Java]] e no [[Oceano Índico]],<ref>{{Cite book|last1=Hill|first1=J. R.|last2=Ranft|first2=Bryan|title=The Oxford Illustrated History of the Royal Navy|publisher=Oxford University Press|year=2002|isbn=0-19-860527-7|page=362}}</ref> além de [[Ataques aéreos a Darwin|bombardearem a base naval aliada]] de [[Darwin (Austrália)|Darwin]], na Austrália. O único sucesso real dos Aliados contra o Japão foi uma vitória chinesa em [[Changsha]], no início de janeiro de 1942.<ref name="ChinaBitter158">{{Harvnb|Hsiung|1992|p=158}}</ref> Estas vitórias fáceis sobre adversários despreparados deixaram o Japão confiante, além de sobrecarregado.<ref>{{Cite book |url=http://books.google.com/?id=ahYF-A3oylkC&pg=PA145 |title=The history of Japan |first=Louis G. |last=Perez |publisher=Greenwood Publishing Group |date=1 de junho de 1998 |isbn=0-313-30296-0 |accessdate=12 de novembro de 2009 |page=145}}</ref>
 
A Alemanha também manteve a iniciativa. Explorando as duvidosas decisões do comando naval americano, a [[Kriegsmarine|Marinha Alemã]] devastou navios dos Aliados ao longo da costa americana do Atlântico<ref>{{Cite book|last=Gooch|first=John|title=Decisive Campaigns of the Second World War|page=52|publisher=Routledge|year=1990|isbn=0-7146-3369-0}}</ref> (''ver: [[Ataques na América durante a Segunda Guerra Mundial]]''). Apesar de perdas consideráveis, os membros europeus do Eixo pararam a grande ofensiva contra os soviéticos na Europa Central e no sul da Rússia, mantendo os ganhos territoriais que haviam alcançados durante o ano anterior.<ref>{{Harvnb|Glantz|2001|p=31}}</ref> No [[norte da África]], os alemães lançaram uma ofensiva em janeiro, empurrando os britânicos de volta às posições na [[Batalha de Gazala|Linha de Gazala]] no início de fevereiro,<ref>{{Cite book|last=Molinari|first=Andrea|title=Desert Raiders: Axis and Allied Special Forces 1940–43|publisher=Osprey Publishing|year=2007|isbn=1-84603-006-4|page=91}}</ref> o que foi seguido por uma calmaria temporária nos combates que a Alemanha usou para preparar as suas próximas ofensivas militares.<ref>{{Cite book|last1=Mitcham|first1=Samuel W.|last2=Mitcham|first2=Samuel W. Jr|title=Rommel's Desert War: The Life and Death of the Afrika Korps|publisher=Stein & Day|year=1982|isbn=978-0-8117-3413-4|page=31}}</ref>
 
=== Paralisação dos avanços do Eixo (1942) ===
 
[[Imagem:SBDs and Mikuma.jpg|thumb|esquerda|Bombardeio de mergulho|Bombardeios de mergulho americanos [[SBD Dauntless]] atacam o cruzador japonês ''[[Mikuma]]'' durante a [[Batalha de Midway]], em junho de 1942.]]
 
 
=== Aliados ganham impulso (1943) ===
 
[[Imagem:Bombing of Hamburg.ogg|esquerda|thumb|Vídeo produzido pelos [[Estados Unidos]] em 1943 sobre o bombardeamento de [[Hamburgo]] pelos [[Aliados da Segunda Guerra Mundial|Aliados]].]]
 
[[Imagem:Into_the_Jaws_of_Death_23-0455M_edit.jpg|thumb|esquerda|A [[Batalha da Normandia|Invasão da Normandia]] pelos Aliados em 6 de junho de 1944, episódio conhecido como [[Dia D]].]]
 
Em 6 de junho de 1944 (conhecido como [[Desembarques da Normandia|Dia D]]), depois de três anos de pressão soviética,<ref name="rees406">Rees, Laurence (2009). ''World War Two Behind Closed Doors'', BBC Books, pp. 406–7 ISBN 1-4481-4045-5. "Stalin always believed that Britain and America were delaying the second front so that the Soviet Union would bear the brunt of the war"</ref> os Aliados ocidentais [[batalha da Normandia|invadiram o norte da França]]. Após reatribuir várias divisões Aliadas da Itália, eles também [[Operação Dragão|atacaram o sul da França]].<ref>{{Harvnb|Weinberg|1995|p=695}}</ref> Os desembarques foram bem sucedidos e levaram à derrota das unidades do exército alemão na França. Paris [[Liberação de Paris|foi libertada]] pela [[Resistência francesa|resistência local]], com o apoio das [[França Livre|Forças da França Livre]] em 25 de agosto<ref>{{Cite book|last=Badsey|first=Stephen|title=Normandy 1944: Allied Landings and Breakout|page=91|year=1990|publisher=Osprey Publishing|isbn=0-85045-921-4}}</ref> e os Aliados ocidentais continuaram a forçar o recuo das forças alemãs na [[Europa Ocidental]] durante a última parte do ano. Uma tentativa de avançar para o norte da Alemanha liderada por [[Operação Market Garden|uma grande operação aérea]] nos [[Países Baixos]] terminou em um fracasso.<ref>{{Cite book|title=Oxford Companion to World War II|editor1-first=I. C. B.|editor1-last=Dear|editor2-first=M. R. D|editor2-last=Foot|chapter=Market-Garden|publisher=[[Oxford University Press]]|year=2002|isbn=0-19-860446-7|page=877}}</ref> Depois disso, os Aliados ocidentais lentamente moveram-se para Alemanha, sem sucesso, tentando atravessar o rio [[Rur]] em uma grande ofensiva. Na Itália, o avanço Aliado também desacelerou, quando se depararam com a [[Linha Gótica|última grande linha de defesa alemã]].<ref>{{citeCitar web|firstprimeiro=Amedeo|lastúltimo=Montemaggi|url=http://www.gothicline.org/inglese/offensiva/offensiva.htm|titletítulo=Battle of Rimini|yearano=2002|workobra=[http://www.gothicline.org/inglese/index.htm Centro Internazionale Documentazione "Linea Gotica" website]|accessdateacessodata=20 de novembro de 2008}}</ref>
 
Em 22 de junho, os soviéticos lançaram uma ofensiva estratégica na Bielorrússia (conhecida como "[[Operação Bagration]]"), que resultou na destruição quase completa do [[Grupo de Exércitos Centro]] alemão.<ref>The operation "was the most calamitous defeat of all the German armed forces in World War II" ({{Cite book|last=Zaloga|first=Steven J|title=Bagration 1944: The destruction of Army Group Centre|publisher=Osprey Publishing|year=1996|isbn=1-85532-478-4|page=7}})</ref> Logo depois, outra ofensiva soviética estratégica forçou o recuo das tropas alemãs da Ucrânia ocidental e Polônia oriental. O sucesso do avanço das tropas soviéticas impulsionou [[Armia Krajowa|forças de resistência na Polônia]] a iniciar várias revoltas, embora a maior delas, [[Revolta de Varsóvia|em Varsóvia]], além de uma [[Revolta Nacional Eslovaca|revolta eslovaca]] no sul, não terem recebido auxílio soviético e acabarem sendo abatidas por forças alemãs.<ref>{{Cite book|last=Berend|first=Ivan T.|title=Central and Eastern Europe, 1944–1993: Detour from the Periphery to the Periphery|isbn=0-521-55066-1|publisher=Cambridge University Press|year=1999|page=8}}</ref> A ofensiva estratégica do Exército Vermelho no leste da Romênia desestabilizou e destruiu consideravelmente as tropas alemãs na região e desencadeou um bem sucedido [[Golpe de Estado na Romênia em 1944|golpe de Estado na Romênia]] e [[Golpe de Estado na Bulgária em 1944|na Bulgária]], seguido pelo deslocamento desses países para o lado dos Aliados.<ref name="countrystudies.us">{{citeCitar web|url=http://countrystudies.us/romania/23.htm|titletítulo=Armistice Negotiations and Soviet Occupation|publisherpublicado=US Library of Congress|accessdateacessodata=14 de novembro de 2009}}</ref>
[[Imagem:RIAN archive 633180 Stream crossing.jpg|thumb|Tropas e equipamentos do [[Exército Vermelho]] atravessando um rio durante o verão do hemisfério norte em 1944.]]
[[Imagem:Warsaw Uprising by Deczkowki - Kolegium A -15861.jpg|thumb|Rebeldes poloneses durante a [[Revolta de Varsóvia]], em que cerca de 200 000 civis morreram.]]
[[Imagem:Nagasakibomb.jpg|esquerda|thumb|180px|[[Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki|Explosão nuclear em Nagasaki]], [[Império do Japão]], 9 de agosto de 1945.]]
 
Em maio de 1945, tropas [[Austrália|australianas]] [[Campanha de Bórneu (1945)|aterraram em Bornéu]]. Forças britânicas, estadunidenses e chinesas derrotaram os japoneses no norte da [[Birmânia]] em março e os britânicos chegaram a [[Yangon]] em 3 de maio.<ref>{{Cite book|last=Drea|first=Edward J|title=In the Service of the Emperor: Essays on the Imperial Japanese Army|publisher=University of Nebraska Press|year=2003|isbn=0803266383|page=57}}</ref> Forças estadunidenses também chegam ao Japão, tomando [[Iwo Jima]] em março e [[Okinawa]] até o final de junho.<ref>{{Harvnb|Jowett|Andrew|2002|p=6}}</ref> Bombardeiros estadunidenses destroem as cidades japonesas e submarinos bloqueiam as importações do país.<ref name="results of german and american submarines">{{citeCitar web|lastúltimo=Poirier|firstprimeiro=Michel Thomas|titletítulo=Results of the German and American Submarine Campaigns of World War II|url=http://www.navy.mil/navydata/cno/n87/history/wwii-campaigns.html|publisherpublicado=U.S. Navy|datedata=20 de outubro de 1999|accessdateacessodata=13 de abril de 2008}}</ref>
 
Em 11 de julho, os líderes [[Aliados (Segunda Guerra Mundial)|Aliados]] se [[Conferência de Potsdam|reuniram em Potsdam, na Alemanha]]. Lá eles confirmam acordos anteriores sobre a Alemanha<ref>{{Cite book|last=Williams|first=Andrew J|title=Liberalism and War: The Victors and the Vanquished|publisher=Routledge|year=2006|isbn=0415359805|page=90}}</ref> e reiteram a exigência de rendição incondicional de todas as forças japonesas, especificamente afirmando que "a alternativa para o Japão é a rápida e total destruição."<ref>{{Cite book|last=Miscamble|first=Wilson D|title=From Roosevelt to Truman: Potsdam, Hiroshima, and the Cold War|publisher=Cambridge University Press|year=2007|isbn=0521862442|page=201}}</ref> Durante esta conferência, o [[Reino Unido]] realizou a sua eleição geral e [[Clement Attlee]] substitui [[Winston Churchill|Churchill]] como [[Primeiro-ministro do Reino Unido|primeiro-ministro]].<ref>{{Cite book|last=Miscamble|first=Wilson D|title=From Roosevelt to Truman: Potsdam, Hiroshima, and the Cold War|publisher=Cambridge University Press|year=2007|isbn=0521862442|pages=203–4}}</ref>
Como o Japão continuou a ignorar os termos de Potsdam, os Estados Unidos [[Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki|lançam bombas atômicas]] sobre as cidades japonesas de [[Hiroshima]] e [[Nagasaki]] em agosto. Entre as duas bombas, os soviéticos, em conformidade com o acordo de Yalta, [[Operação Tempestade de Agosto|invadem a Manchúria, dominada pelos japoneses]] e rapidamente derrotam o [[Exército de Guangdong]], que era a principal força de combate japonesa.<ref>{{Cite journal|last=Glantz |first=David M |title= August Storm: The Soviet Strategic Offensive in Manchuria |work=Leavenworth Papers | publisher= Combined Arms Research Library|url=http://www-cgsc.army.mil/carl/resources/csi/glantz3/glantz3.asp |archiveurl=http://web.archive.org/web/20080302130751/http://www-cgsc.army.mil/carl/resources/csi/glantz3/glantz3.asp |archivedate=2 de março de 2008 |year=2005 |oclc=78918907 |accessdate=25 de janeiro de 2010 |ref=harv}}</ref><ref>{{Cite journal|first=Robert A|last=Pape|title=Why Japan Surrendered|journal=International Security|volume=18|issue=2|date=outono de 1993|pages=154–201|ref=harv|doi=10.2307/2539100|jstor=2539100}}</ref> O [[Exército Vermelho]] também captura a ilha [[Sacalina]] e as [[ilhas Curilas]]. Em 15 de agosto de 1945 o [[Rendição do Japão|Japão se rende]], sendo os [[Ata de rendição do Japão|documentos de rendição]] finalmente assinados a bordo do convés do navio de guerra americano [[USS Missouri (BB-63)|USS Missouri]] em 2 de setembro de 1945, o que pôs fim à guerra.<ref name="BritWarxiv"/>
 
== Consequências e impactos ==
[[Imagem:Churchill waves to crowds.jpg|thumb|O [[Primeiro-ministro do Reino Unido|primeiro-ministro britânico]] [[Winston Churchill]] profere o sinal de "Vitória" para multidões em [[Londres]], no [[Dia da Vitória na Europa|Dia V-E]].]]
[[Imagem:SFP 186 - Flug ueber Berlin.ogv|thumb|direita|Vídeo feito pela [[Força Aérea dos Estados Unidos]] que mostra [[Berlim]] em ruínas em 1945.]]
Os Aliados estabeleceram administrações de ocupação na [[Zonas ocupadas pelos Aliados na Áustria|Áustria]] e na [[Zonas ocupadas pelos Aliados na Alemanha|Alemanha]]. O primeiro se tornou um [[estado neutro]], não alinhado com qualquer bloco político. O último foi dividido em zonas de ocupação ocidentais e orientais controlada pelos [[Aliados Ocidentais]] e pela [[União Soviética]], respectivamente ('' ver: [[Conselho de Controlo Aliado]]''). Um programa de "[[desnazificação]]" da Alemanha levou à [[Julgamentos de Nuremberg|condenação de criminosos de guerra nazistas]] e à remoção de ex-nazistas do poder, ainda que esta política tenha se alterado para a [[anistia]] e a reintegração dos ex-nazistas na sociedade da [[Alemanha Ocidental]].<ref>Norbert Frei. Adenauer's Germany and the Nazi Past: The Politics of Amnesty and Integration. Translated by Joel Golb. Nova York: Columbia University Press. 2002. ISBN <span dir="ltr">0231118821</span>, p, 41–66.</ref> A Alemanha perdeu um quarto dos seus territórios pré-guerra (1937); os territórios orientais: [[Silésia]], [[Neumark]] e a maior parte da [[Pomerânia]] foram assumidos pela [[Polônia]]; a [[Prússia Oriental]] foi dividida entre a Polônia e a URSS, seguida pela [[Expulsão dos alemães após a Segunda Guerra Mundial|expulsão de 9 milhões de alemães]] dessas províncias, bem como de 3 milhões de alemães dos [[Sudetos]], na [[Tchecoslováquia]], para a Alemanha. Na década de 1950, um em cada cinco habitantes da Alemanha Ocidental era um refugiado do leste. A URSS também assumiu as províncias polonesas a leste da [[linha Curzon]] (das quais 2 milhões de poloneses foram expulsos),<ref name="stalinswars43">{{Cite book|last=Roberts|first=Geoffrey |title=Stalin's Wars: From World War to Cold War, 1939–1953 |publisher=Yale University Press |year=2006 |isbn=0300112041|page=43}}</ref> leste da [[Romênia]],<ref name="stalinswars55">{{Cite book|last=Roberts|first=Geoffrey |title=Stalin's Wars: From World War to Cold War, 1939–1953 |publisher=Yale University Press |year=2006 |isbn=0300112041|page=55}}</ref><ref name="shirer794">{{Cite book|last=Shirer|first=William L.|title=The Rise and Fall of the Third Reich: A History of Nazi Germany|publisher=Simon and Schuster|year=1990|isbn=0671728687|page=794|ref=harv|postscript=<!--None-->}}</ref> e parte do leste da [[Finlândia]]<ref name="ckpipe">{{Cite book|last=Kennedy-Pipe|first=Caroline|title=Stalin's Cold War|publisher=Manchester University Press|year=1995|isbn=0719042011}}</ref> e três [[países Bálticos]].<ref name="wettig20">{{Cite book|last=Wettig|first=Gerhard|title=Stalin and the Cold War in Europe|publisher=Rowman & Littlefield|year=2008|isbn=0742555429|pages=20–21}}</ref><ref name="senn">{{Cite book|last=Senn|first=Alfred Erich|title=Lithuania 1940: revolution from above|publisher=Rodopi|year=2007|isbn=9789042022256}}</ref>
 
Em um esforço para manter a paz,<ref>{{Cite book|last=Yoder|first=Amos|title=The Evolution of the United Nations System|publisher=Taylor & Francis|year=1997|isbn=1560325461|page=39}}</ref> os [[Aliados (Segunda Guerra Mundial)|Aliados]] formaram a [[Organização das Nações Unidas]] (ONU), que oficialmente passou a existir em 24 de outubro de 1945,<ref>{{citeCitar web|url=http://www.un.org/aboutun/history.htm|titletítulo=History of the UN|publisherpublicado=United Nations|accessdateacessodata=2010-01-25}}</ref> e aprovaram a [[Declaração Universal dos Direitos Humanos]] em 1948, como um padrão comum para todos os [[Estados-membros das Nações Unidas|Estados-membro]].<ref>{{citeCitar web|titletítulo=The Universal Declaration of Human Rights, Article 2 |url=http://www.un.org/en/documents/udhr/|publisherpublicado=United Nations|accessdateacessodata=14 de novembro de 2009}}</ref> A aliança entre os Aliados Ocidentais e a [[União Soviética]] havia começado a deteriorar-se ainda antes da guerra,<ref>{{Cite book|last=Kantowicz|first=Edward R|title=Coming Apart, Coming Together|publisher=Wm. B. Eerdmans Publishing|year=2000|isbn=0802844561|page=6}}</ref> a Alemanha havia sido dividida ''de facto'' e dois Estados independentes, a [[República Federal da Alemanha]] e a [[República Democrática Alemã]],<ref name="wettig96">{{Cite book|last=Wettig|first=Gerhard|title=Stalin and the Cold War in Europe|publisher=Rowman & Littlefield|year=2008|isbn=0742555429|pages=96–100}}</ref> foram criados dentro das fronteiras das zonas de ocupação dos Aliados e dos Soviéticos, respectivamente. O resto da [[Europa]] também foi dividido em [[Esfera de influência|esferas de influência]] ocidentais e soviéticas.<ref>{{Cite book|first=Marc|last=Trachtenberg|year=1999|title=A Constructed Peace: The Making of the European Settlement, 1945–1963|publisher=Princeton University Press|isbn=0691002738|page=33}}</ref> A maioria dos países europeus [[Leste Europeu|orientais]] e [[Europa Central|centrais]] ficaram sob a esfera soviética, o que levou à criação de regimes [[Comunismo|comunistas]], com o apoio total ou parcial das autoridades soviéticas de ocupação (''ver: [[Ocupações soviéticas]]''). Como resultado, [[República Popular da Polónia|Polônia]], [[República Popular da Hungria|Hungria]],<ref name="granville">{{Cite book|last=Granville|first=Johanna|title=The First Domino: International Decision Making during the Hungarian Crisis of 1956|publisher=Texas A&M University Press|year=2004|isbn=1585442984}}</ref> [[República Socialista da Tchecoslováquia|Tchecoslováquia]],<ref>{{Cite book|last=Grenville|first=John Ashley Soames|title=A History of the World from the 20th to the 21st Century|publisher=Routledge|year=2005|isbn=0415289548|pages=370–71}}</ref> [[Romênia socialista|Romênia]], [[República Popular da Albânia|Albânia]],<ref name="cook17">{{Cite book|last=Cook|first=Bernard A|title=Europe Since 1945: An Encyclopedia|publisher=Taylor & Francis|year=2001|isbn=0815340575|page=17}}</ref> e a [[Alemanha Oriental]] tornaram-se [[Estado satélite|Estados satélite]] dos soviéticos. A [[República Socialista Federativa da Iugoslávia|Iugoslávia comunista]] realizou uma política totalmente independente, o que causou tensão com a [[URSS]]<ref>Geoffrey Swain. The Cominform: Tito's International? ''The Historical Journal'', Vol. 35, No. 3 (Sep., 1992), pp. 641–663</ref> (''ver: [[Ruptura Tito-Stalin]]'').
 
[[Imagem:Colonization 1945.png|thumb|250px|esquerda|Impérios coloniais em 1945. Com o fim da guerra, conflitos de libertação nacional se espalharam pelo mundo, levando à [[Guerra árabe-israelense de 1948|criação de Israel]] e à [[descolonização da Ásia]] e da [[Descolonização da África|África]].]]
 
A [[União Soviética]], apesar dos enormes prejuízos humanos e materiais, também experimentou um rápido aumento da produção no pós-guerra imediato.<ref>{{Cite book|last=Smith|first=Alan|title=Russia And the World Economy: Problems of Integration|publisher=Routledge|year=1993|isbn=0415089247|page=32}}</ref> O [[Japão]] passou por [[Milagre econômico japonês|um crescimento econômico incrivelmente rápido]], tornando-se uma das economias mais poderosas do mundo na [[década de 1980]].<ref>{{Cite book|last=Harrop|first=Martin|title=Power and Policy in Liberal Democracies|page=49|publisher=Cambridge University Press|year=1992|isbn=0521345790}}</ref> A [[China]] voltou a sua produção industrial de pré-guerra em 1952.<ref>{{cite book|last=Genzberger|first=Christine|title=China Business: The Portable Encyclopedia for Doing Business with China|year=1994|publisher=World Trade Press|isbn=0963186434|url=http://books.google.com/?id=YSCunEaqnI8C&pg=PA4&dq=China+pre-war+production+1953#v=onepage&q=China%20pre-war%20production%201953&f=false|location=Petaluma, California|page=4}}</ref>
 
== Impactos ==
 
=== Mortos e crimes de guerra ===
 
{{Artigo principal|Crimes de guerra do Japão Imperial|Crimes de guerra dos Aliados|Julgamentos de Nuremberg|Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente}}
{{Artigo principal|vt=s|Mortos na Segunda Guerra Mundial}}
[[Imagem:Baixas da Segunda Guerra Mundial copy.png|thumb|direita|550px|Mortes durante a Segunda Guerra por país.]]
 
As estimativas para o total de mortos na guerra variam, pois muitas mortes não foram registradas. A maioria sugere que cerca de 60 milhões de pessoas morreram no conflito, incluindo cerca de 20 milhões de soldados e 40 milhões de civis.<ref name="WWII: C&C">{{citeCitar web|lastúltimo=O'Brien|firstprimeiro=Prof. Joseph V|titletítulo= World War II: Combatants and Casualties (1937–1945) |url=http://web.jjay.cuny.edu/~jobrien/reference/ob62.html|workobra=Obee's History Page|publisherpublicado=John Jay College of Criminal Justice|accessdateacessodata=20 de abril de 2007}}</ref><ref>{{citeCitar web|firstprimeiro=Matthew|lastúltimo=White|titletítulo=Source List and Detailed Death Tolls for the Twentieth Century Hemoclysm|url=http://users.erols.com/mwhite28/warstat1.htm#Second|workobra=Historical Atlas of the Twentieth Century|publisherpublicado=Matthew White's Homepage|accessdateacessodata= 20 de abril de 2007}}</ref><ref>{{citeCitar web|titletítulo=World War II Fatalities|url=http://www.secondworldwar.co.uk/casualty.html|publisherpublicado=secondworldwar.co.uk|accessdateacessodata=20 de abril de 2007}}</ref> Somente na Europa, houve 36 milhões de mortes, sendo a metade de civis. Muitos civis morreram por causa de [[Doença infecciosa|doenças]], [[fome]], [[massacreAssassínio em massa|massa]]scres, [[bombardeio]]s e [[genocídio]]s deliberados. A [[União Soviética]] perdeu cerca de 27 milhões de pessoas durante a guerra,<ref>"''[http://books.google.com/books?id=CDMVMqDvp4QC&pg=PA242&dq&hl=en#v=onepage&q=&f=false Rulers and victims: the Russians in the Soviet Union]''". Geoffrey A. Hosking (2006). [[Harvard University Press]]. p.242. ISBN 0-674-02178-9</ref> quase metade de todas as mortes da Segunda Guerra Mundial.<ref>{{CiteCitar web|url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/4530565.stm|titletítulo=Leaders mourn Soviet wartime dead| accessdateacessodata= 7 de dezembro de 2009 | workobra=BBC News | datedata=9 de maio de 2005}}</ref> Um em cada quatro cidadãos soviéticos foram mortos ou feridos nesse conflito.<ref>"''[http://books.google.com/books?id=c9bMfZBI8-sC&pg=PA204&dq&hl=en#v=onepage&q=&f=false The World's Wasted Wealth 2: Save Our Wealth, Save Our Environment]''". J. W. Smith (1994). p.204. ISBN 0-9624423-2-1</ref>
 
Do total de óbitos na Segunda Guerra Mundial cerca de 85 por cento, na maior parte soviéticos e chineses, foram do lado dos Aliados e 15 por cento do lado do Eixo. Muitas dessas mortes foram causadas por [[Crime de guerra|crimes de guerra]] [[Crimes de guerra da Alemanha nazista|cometidos pelas forças alemãs]] e [[Crimes de guerra do Japão Imperial|japonesas]] nos territórios ocupados. Estima-se que entre 11<ref>{{citeCitar web| authorautor=Florida Center for Instructional Technology|url=http://fcit.usf.edu/Holocaust/people/victims.htm|titletítulo=Victims|workobra=A Teacher's Guide to the Holocaust|publisherpublicado=[[University of South Florida]]|yearano=2005|accessdateacessodata=2 February 2008}}</ref> e 17<ref name=Niewyk45>Niewyk, Donald L. and Nicosia, Francis R. ''[http://books.google.ca/books?id=lpDTIUklB2MC&pg=PP1&dq=Niewyk,+Donald+L.+The+Columbia+Guide+to+the+Holocaust&sig=4igufxQHRCNrkjwRuMt1if_mf5M#PPA45,M1 The Columbia Guide to the Holocaust]'', [[Columbia University Press]], 2000, pp. 45-52.</ref> milhões de civis morreram como resultado direto ou indireto das políticas ideológicas nazistas, incluindo o genocídio sistemático de cerca de seis milhões de judeus durante o [[Holocausto]], juntamente com mais cinco milhões de [[ciganos]], [[eslavos]], [[Homossexualidade|homossexuais]] e outras minorias étnicas e grupos minoritários.<ref>{{Cite book|last=Todd|first=Allan|title=The Modern World|publisher=Oxford University Press|year=2001|isbn=0199134251|page=121}}</ref> Aproximadamente 7,5 milhões de civis morreram na [[China]] durante a ocupação japonesa<ref>{{Cite book|first=J. M|last=Winter|title=Oxford Companion to World War II|editor1-first=I. C. B.|editor1-last=Dear|editor2-first=M. R. D|editor2-last=Foot|chapter=Demography of the War|publisher=[[Oxford University Press]]|year=2002|isbn=0198604467|page=290}}</ref> e os [[sérvios]] foram alvejados pela [[Ustaše]], organização croata alinhada ao Eixo.<ref>{{citeCitar web|url=http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/Jasenovac.html|titletítulo=Jasenovac|workobra=jewishvirtuallibrary.org|publisherpublicado=American-Israeli Cooperative Enterprise|accessdateacessodata=25 de janeiro de 2010}}</ref>
 
A atrocidade mais conhecida cometida pelo [[Império do Japão]] foi o [[Massacre de Nanquim]], na qual centenas de milhares de civis chineses foram [[Estupro|estuprados]] e [[Assassinato|assassinados]].<ref>{{Cite book|last=Chang|first=Iris|title=The Rape of Nanking: The Forgotten Holocaust of World War II|page=102|publisher=BasicBooks|year=1997|isbn=0465068359}}</ref> Entre 3 milhões e 10 milhões de civis, a maioria chineses, foram mortos pelas forças de ocupação japonesas.<ref>{{citeCitar web|url=http://www.hawaii.edu/powerkills/SOD.CHAP3.HTM |titletítulo=Statistics|lastúltimo=Rummell|firstprimeiro=R. J|workobra=Freedom, Democide, War|publisherpublicado=The University of Hawaii System|accessdateacessodata=25 January 2010}}</ref> Mitsuyoshi Himeta registrou 2,7 milhões de vítimas durante a política conhecida como ''[[Sanko Sakusen]]''. O general [[Yasuji Okamura]] implementou a política em [[Heipei]] e [[Shandong]].<ref>Himeta, Mitsuyoshi (姫田光義) (日本軍による『三光政策・三光作戦をめぐって』) (''Concerning the Three Alls Strategy/Three Alls Policy By the Japanese Forces''), Iwanami Bukkuretto, 1996, Bix, ''Hirohito and the Making of Modern Japan'', 2000</ref>
 
[[Imagem:Chinese civilians to be buried alive.jpg|thumb|esquerda|Civis chineses sendo enterrados vivos por soldados japoneses durante o [[Massacre de Nanquim]].]]
 
As forças do Eixo fizeram uso de [[armas biológicas]] e [[Arma química|químicas]]. Os italianos usaram [[gás mostarda]] durante a conquista da [[Abissínia]],<ref>{{Cite book|year=2004|title=Encyclopedia of World War II: A Political, Social, and Military History|publisher=ABC-CLIO|last1=Tucker|first1=Spencer C.|last2=Roberts|first2=Priscilla Mary Roberts|page=319|isbn=1576079996}}</ref> enquanto o [[Exército Imperial Japonês]] usou vários tipos de armas biológicas durante a [[Segunda Guerra Sino-Japonesa|invasão e ocupação da China]] e nos conflitos iniciais contra os soviéticos.<ref>{{Cite book|last=Harris|title=Factories of Death: Japanese Biological Warfare, 1932–1945, and the American Cover-up|publisher=Routledge|year=2002|isbn=0415932149|page=74}}</ref> Tanto os alemães quanto os [[Crimes de guerra do Japão Imperial|japoneses testaram]] tais armas contra civis e, em alguns casos, sobre [[Prisioneiro de guerra|prisioneiros de guerra]]. A Alemanha nazista e o Império Japão realizaram experiências utilizando seres humanos como cobaias (''ver: [[Experimentos humanos nazistas]]'' <ref>{{Cite book|last1=Sabella|first1=Robert|last2=Li|first2=Fei Fei|last3=Liu|first3=David|title=Nanking 1937: Memory and Healing|publisher=M.E. Sharpe|year=2002|isbn=0765608162|page=69}}</ref>'' e [[Unidade 731]]'' <ref>{{Cite book|last=Gold|first=Hal|title=Unit 731 testimony|publisher=Tuttle|year=1996|pages=75–7|isbn=0804835659}}</ref><ref>{{Cite book|year=2004|title=Encyclopedia of World War II: A Political, Social, and Military History|publisher=ABC-CLIO|last1=Tucker|first1=Spencer C.|last2=Roberts|first2=Priscilla Mary Roberts|page=320|isbn=1576079996}}</ref>) Temendo punições, vários criminosos de guerra fugiram da Europa após término do conflito. As rotas de fuga usadas por estes criminosos ficaram conhecidas como as "linhas de ratos" (''[[Ratlines]]'').
 
Embora muitos dos atos do Eixo tenham sido levados a julgamento nos primeiros tribunais internacionais,<ref>{{Cite book|last=Aksar|first=Yusuf|title=Implementing International Humanitarian Law: From the Ad Hoc Tribunals to a Permanent International Criminal Court|page=45|year=2004|publisher=[[Routledge]]|isbn=0714684708}}</ref> muitos dos [[Crimes de guerra dos Aliados|crimes causados pelos Aliados]] não foram julgados. Entre os exemplos de ações dos Aliados estão as [[transferências populacionais na União Soviética]] e o [[Campos de concentração nos Estados Unidos|internamento de estadunidenses-japoneses em campos de concentração]] nos [[Estados Unidos]]; a [[Operação Keelhaul]],<ref>{{citeCitar web| firstprimeiro = Jacob | lastúltimo = Hornberger | titletítulo = Repatriation—The Dark Side of World War II | publisherpublicado = The Future of Freedom Foundation|datedata = April 1995| url = http://web.archive.org/web/20080229022528/http://www.fff.org/freedom/0495a.asp | accessdateacessodata=25 de janeiro de 2010}}</ref> a [[expulsão dos alemães após a Segunda Guerra Mundial]], os [[Estupros em massa de mulheres alemãs pelo Exército Vermelho|estupros em massa de mulheres alemãs pelo Exército Vermelho Soviético]]; o [[Massacre de Katyn]] cometido pela União Soviética, para o qual os alemães enfrentaram contra-acusações de responsabilidade. O grande número de mortes por fome também pode ser parcialmente atribuído à guerra, como a [[fome de 1943 em Bengala]] e a [[fome de 1945 no Vietnã]].<ref>{{citeCitar web|firstprimeiro=David|lastúltimo=Koh|url=http://mailman.anu.edu.au/pipermail/hepr-vn/2008-August/000188.html|datedata=21 August 2008|titletítulo=Vietnam needs to remember famine of 1945|publisherpublicado=The Straits Times (Singapore)|accessdateacessodata=25 de janeiro de 2010}}</ref>
 
Também tem sido sugerido como crimes de guerra por alguns historiadores o bombardeio em massa de áreas civis em território inimigo, incluindo [[Tóquio]] e mais notadamente nas cidades alemãs de [[Bombardeamento de Dresden|Dresden]], [[Hamburgo]] e [[Colônia (Alemanha)|Colônia]] pelos Aliados ocidentais,<ref>{{citeCitar web|url=http://www.guardian.co.uk/world/2003/oct/22/worlddispatch.germany|titletítulo=Germany's forgotten victims|workobra=[[guardian.co.uk]]|publisherpublicado=[[Guardian News and Media]]|datedata=22 de outubro de 2003|lastúltimo=Harding|firstprimeiro=Luke|accessdateacessodata=21 de janeiro de 2010}}</ref> que resultou na destruição de mais de 160 cidades e matou um total de mais de 600 mil civis alemães.<ref>"[http://www.guardian.co.uk/world/2003/oct/22/worlddispatch.germany Germany's forgotten victims]". Guardian.co.uk. 22 de outubro de 2003.</ref>
 
=== Campos de concentração e escravidão ===
{{Artigo principal|vt=s|Lista dos campos de concentração nazistas}}
 
Os nazistas foram responsáveis ​​pelo [[Holocausto]], a matança de cerca de seis milhões de [[Judaísmo|judeus]] (esmagadoramente [[asquenaze]]s), bem como dois milhões de poloneses e quatro milhões de outros que foram considerados "indignos de viver" (incluindo os deficientes e doentes mentais, [[prisioneiros de guerra]] soviéticos, [[homossexuais]], [[maçons]], [[testemunhas de jeová]] e [[ciganos]]), como parte de um programa de extermínio deliberado. Cerca de 12 milhões, a maioria dos quais eram do [[Leste Europeu]], foram empregados na economia de guerra alemã como trabalhadores forçados.<ref name="compensation">{{citeCitar web|url=http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1757323,00.html|titletítulo=Final Compensation Pending for Former Nazi Forced Laborers|datedata=27 de outubro de 2005|accessdateacessodata=19 January 2010|firstprimeiro= Michael|lastúltimo=Marek|archiveurlarquivourl =http://www.webcitation.org/5mtTTntBR| archivedatearquivodata =19 de janeiro de 2010|workobra=dw-world.de|publisherpublicado=Deutsche Welle}}</ref>
 
[[Imagem:The_Liberation_of_Bergen-belsen_Concentration_Camp%2C_April_1945_BU3774.jpg|thumb|direita|Pilha de corpos no interior do [[campo de concentração]] nazista de [[Bergen-Belsen]], onde muitos judeus, poloneses e presos soviéticos capturados foram enviados para o [[trabalho forçado]] e, mais tarde, para o extermínio, em 1945]]
 
Além de [[campos de concentração]] nazistas, os ''[[gulags]]'' soviéticos (campos de trabalho) levaram à morte de cidadãos dos países ocupados, como a [[Polônia]], [[Lituânia]], [[Letônia]] e [[Estônia]], bem como [[prisioneiros de guerra]] alemães e até mesmo cidadãos soviéticos que foram considerados apoiadores ou simpatizantes dos nazistas.<ref>{{citeCitar web|url= http://www.heritage.org/Research/Lecture/Gulag-Understanding-the-Magnitude-of-What-Happened|titletítulo = Gulag: Understanding the Magnitude of What Happened|firstprimeiro=Anne|lastúltimo=Applebaum|datedata=16 de outubro de 2003|accessdateacessodata=19 de janeiro de 2010|workobra=Heritage Foundation}}</ref> Sessenta por cento dos prisioneiros de guerra soviéticos dos alemães morreram durante a guerra.<ref>{{citeCitar web|url=http://www.historynet.com/soviet-prisoners-of-war-forgotten-nazi-victims-of-world-war-ii.htm|titletítulo=Soviet Prisoners of War: Forgotten Nazi Victims of World War II|firstprimeiro= Jonathan|lastúltimo=North|datedata=Janeiro de 2006|accessdateacessodata=19 de janeiro de 2010|workobra=HistoryNet.com|publisherpublicado=Weider History Group|archiveurlarquivourl=http://www.webcitation.org/5mtUpwcaB|archivedatearquivodata=19 de janeiro de 2010}}</ref> [[Richard Overy]] aponta o número de 5,7 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos. Destes, cinquenta e sete por cento morreram ou foram mortos, um total de 3,6 milhões.<ref>{{Cite book|first=Richard|last= Overy|title=The Dictators: Hitler's Germany, Stalin's Russia|pages=568–69|publisher= W. W. Norton & Company |year=2004|isbn= 0393020304}}</ref> Ex-prisioneiros de guerra soviéticos e civis repatriados foram tratados com grande suspeita e como potenciais colaboradores dos nazistas e alguns deles foram enviados para ''gulags'' no momento da revista pelo [[NKVD]].<ref>Zemskov V.N. On repatriation of Soviet citizens. Istoriya SSSR., 1990, No.4, (in Russian). See also Edwin Bacon. Glasnost' and the Gulag: New Information on Soviet Forced Labour around World War II. ''Soviet Studies'', Vol. 44, No. 6 (1992), pp. 1069-1086; Michael Ellman. Soviet Repression Statistics: Some Comments. ''Europe-Asia Studies'', Vol. 54, No. 7 (Nov., 2002), pp. 1151-1172.</ref>
 
Os campos de prisioneiros de guerra do Japão, muitos dos quais foram utilizados como campos de trabalho, também tiveram altas taxas de mortalidade. O [[Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente]] concluiu que a a taxa de mortalidade de prisioneiros ocidentais foi de 27,1 por cento (para prisioneiros de guerra [[estadunidense]]s, 37 por cento),<ref>{{citeCitar web|url=http://www.pbs.org/wgbh/amex/bataan/peopleevents/e_atrocities.html|titletítulo=Japanese Atrocities in the Philippines|accessdateacessodata=18 de janeiro de 2010|archivedatearquivodata=19 de janeiro de 2010|archiveurlarquivourl=http://www.webcitation.org/5mtVNGYHW|workobra=American Experience: the Bataan Rescue|publisherpublicado=PBS Online}}</ref> sete vezes maior do que os prisioneiros de guerra dos alemães e italianos.<ref name="Herbert">{{Cite book|first=Herbert|last=Bix|title=Hirohito and the Making of Modern Japan|publisher=HarperCollins|year=2001|isbn=0060931302|page=360}}</ref> Apesar de 37.583 prisioneiros do Reino Unido, 28.500 da Holanda e 14.473 dos Estados Unidos tenham sido libertados após a [[rendição do Japão]], o número de [[chineses]] foi de apenas 56.<ref name="Herbert" />
 
Segundo o historiador Zhifen Ju, pelo menos cinco milhões de civis chineses do norte da China e de [[Manchukuo]] foram [[Escravidão|escravizados]] pelo Conselho de Desenvolvimento da Ásia Oriental, ou Kōain, entre 1935 e 1941, para trabalhar nas minas e indústrias de guerra. Após 1942, esse número atingiu 10 milhões.<ref name="zhifen2002">{{citeCitar web|lastúltimo=Ju|url=http://web.archive.org/web/20110514111323/http://www.fas.harvard.edu/~asiactr/sino-japanese/session6.htm|firstprimeiro=Zhifen|titletítulo=Japan's atrocities of conscripting and abusing north China draughtees after the outbreak of the Pacific war|workobra=[http://www.fas.harvard.edu/~asiactr/sino-japanese/minutes_2002.htm Joint Study of the Sino-Japanese War:Minutes of the June 2002 Conference]|publisherpublicado=Harvard University Faculty of Arts and Sciences|datedata=June 2002|accessdateacessodata=18 February 2010}}</ref> A [[Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos]] estima que, em [[Java]], entre 4 e 10 milhões de ''[[romusha]]s'' ({{lang-ja|"trabalhadores braçais"}}) foram forçados a trabalhar pelos militares japoneses. Cerca de 270.000 destes trabalhadores javaneses foram enviados para outras áreas dominadas pelos japoneses no [[Sudeste Asiático]] e somente 52.000 foram repatriados para Java.<ref name="indonesiaww2">{{citeCitar web| url=http://lcweb2.loc.gov/cgi-bin/query/r?frd/cstdy:@field(DOCID+id0029)|titletítulo=Indonesia: World War II and the Struggle For Independence, 1942–50; The Japanese Occupation, 1942–45| accessdateacessodata=9 February 2007|publisherpublicado=Library of Congress|yearano=1992}}</ref>
 
Em 19 de fevereiro de 1942, [[Franklin Delano Roosevelt|Roosevelt]] assinou a Ordem Executiva 9066, internando milhares de [[japoneses]], [[italianos]], [[estadunidenses]], [[alemães]] e alguns emigrantes do [[Havaí]] que fugiram após o bombardeio de [[Pearl Harbor]] durante o período da guerra. Os governos dos [[Estados Unidos]] e do [[Canadá]] internaram 150.000 estadunidenses-japoneses,<ref name=vetshome/><ref>{{Cite book|publisher=Office of the Prime Minister |date= 24 January 1947|work= Department of Labour|title= Report on the Re-establishment of Japanese in Canada, 1944–1946|page= 23|isbn= 0405112661 |author=Department of Labour of Canada.}}</ref> bem como cerca de 11.000 alemães e italianos residentes nos EUA<ref name=vetshome>{{citeCitar web|titletítulo=Concentration camps and slave work|publisherpublicado=Vets Home|url=http://www.vetshome.com/world_war_2_page_5.htm |accessdateacessodata=12 de novembro de 2009|archiveurlarquivourl=http://www.webcitation.org/5mtX2kt9s|archivedatearquivodata=19 de janeiro de 2010}}</ref> (''ver: [[Campos de concentração nos Estados Unidos]]'').
 
Em conformidade com o acordo Aliado feito na [[Conferência de Ialta]], milhões de prisioneiros de guerra e civis foram usados em trabalhos forçado por parte da [[União Soviética]].<ref>Eugene Davidson "The death and life of Germany: an account of the American occupation". ISBN 978-0826212498 p.121</ref> No caso da [[Hungria]], os [[húngaros]] foram forçados a trabalhar para a União Soviética até 1955.<ref>{{citeCitar web|url=http://www.epa.hu/00400/00463/00007/pdf/155_stark.pdf |titletítulo="Malenki Robot" – Hungarian Forced Labourers in the Soviet Union (1944–1955)|formatformato=PDF |firstprimeiro=Tamás|lastúltimo=Stark|workobra=Minorities Research|accessdateacessodata=22 de janeiro de 2010}}</ref>
 
=== Produção econômica e militar ===
 
[[Imagem:WomanFactory1940s.jpg|thumb|esquerda|Propaganda do governo norte-americano mostrando uma mulher trabalhando em uma fábrica em [[Fort Worth]], [[Texas]], [[Estados Unidos]] (1942).]]
 
 
=== Ocupações ===
 
{{Artigo principal|Europa ocupada pela Alemanha Nazista|Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental|Grande Itália}}
 
 
=== Desenvolvimento tecnológico e militar ===
 
{{Principal|Projeto de energia nuclear alemão|Projeto Manhattan|Wunderwaffe}}
{{Mais informações|Ciência militar}}
[[Imagem:Little boy.jpg|thumb|direita|Réplica da ''[[Little Boy]]'', a [[bomba nuclear]] usada em [[Hiroshima (cidade)|Hiroshima]].]]
 
As [[metralhadora]]s portáteis se espalharam, sendo um exemplo notável a alemã [[MG42]] e várias [[submetralhadora]]s que foram adaptadas para o [[Combate em ambientes confinados|combate próximo em ambientes urbanos]] e de selva.<ref name="Comp_221" /> O [[rifle de assalto]], um desenvolvimento de guerra recente que incorporou muitas características do [[fuzil]] e da metralhadora, tornou-se a arma de infantaria padrão do pós-guerra para a maioria das [[forças armadas]].<ref>{{citeCitar web|titletítulo=Infantry Weapons Of World War 2|url=http://greyfalcon.us/Infantry%20Weapons%20Of%20World%20War%202.htm|publisherpublicado=Grey Falcon (Black Sun)|accessdateacessodata=14 de novembro de 2009}}</ref><ref>{{citeCitar web|titletítulo=The AK-47: the worlds favourite killing machine|publisherpublicado=controlarms.org|firstprimeiro=Oliver|lastúltimo=Sprague|first2=Hugh|last2=Griffiths|url=http://www.amnesty.org/en/library/asset/ACT30/011/2006/en/11079910-d422-11dd-8743-d305bea2b2c7/act300112006en.pdf|accessdateacessodata=14 de novembro de 2009|yearano=2006|formatformato=PDF|page=1}}</ref>
 
A maioria dos grandes beligerantes tentou resolver os problemas de complexidade e de segurança apresentados utilizando grandes livros-códigos para [[criptografia]] com o uso de máquinas de [[cifra]], sendo a máquina alemã ''[[Enigma (máquina)|Enigma]]'' a mais conhecida.<ref>{{Cite book|last=Ratcliff|first=Rebecca Ann|title=Delusions of Intelligence: Enigma, Ultra and the End of Secure Ciphers|publisher=Cambridge University Press|year=2006|isbn=0-521-85522-5|page=11}}</ref> O [[SIGINT]] era o processo contrário de descriptografia, sendo que o exemplo mais notável de aplicação foi a quebra dos [[códigos navais japoneses]] pelos Aliados.<ref name=Schoenherr>{{citeCitar web|titletítulo=Code Breaking in World War II |url=http://history.sandiego.edu/gen/WW2Timeline/espionage.html |archiveurlarquivourl=http://web.archive.org/web/20080509054959/http://history.sandiego.edu/gen/WW2Timeline/espionage.html |archivedatearquivodata=9 de maio de 2008|firstprimeiro=Steven |lastúltimo=Schoenherr |yearano=2007|publisherpublicado=Departamento de História da Universidade de San Diego |accessdateacessodata=15 de novembro de 2009}}</ref> O britânico [[Ultra]], que era derivado da metodologia dada ao Reino Unido pelo ''Biuro Szyfrów'' polonês, tinha decodificado a ''Enigma'' sete anos antes da guerra.<ref>{{cite journal|author=Macintyre, Ben|title=Bravery of thousands of Poles was vital in securing victory|work=The Times|location=Londres|date=10 de dezembro de 2010|page=27}}</ref> Outro aspecto da [[inteligência militar]] era o processo de [[desinformação]], que os Aliados usaram com grande efeito, como nas operações [[Operação Mincemeat|Mincemeat]] e Bodyguard.<ref name=Schoenherr/><ref>{{citeCitar web|titletítulo=Deception for Defense of Information Systems: Analogies from Conventional Warfare|url=http://www.au.af.mil/au/awc/awcgate/nps/mildec.htm |first1=Neil C. |last1=Rowe|first2=Hy|last2=Rothstein|workobra=Departments of Computer Science and Defense Analysis U.S. Naval Postgraduate School|publisherpublicado=Air University|accessdateacessodata=15 de novembro de 2009}}</ref> Outras proezas tecnológicas e de engenharia alcançadas durante ou como resultado da guerra incluem os primeiros [[computador]]es programáveis do mundo ([[Z3]], [[Colossus (computador)|Colossus]] e [[ENIAC]]), [[V-1|mísseis guiados]] e [[V-2|foguetes modernos]], o desenvolvimento do [[Projeto Manhattan]] de [[armas nucleares]], as [[Investigação operacional|pesquisas operacionais]] e o desenvolvimento de [[porto]]s e [[oleoduto]]s artificiais sob o [[Canal da Mancha]].<ref>{{citeCitar web|titletítulo=Konrad Zuse (1910–1995) |url=http://www.idsia.ch/~juergen/zuse.html |publisherpublicado=Istituto Dalle Molle di Studi sull'Intelligenza Artificiale|accessdateacessodata=14 de novembro de 2009}}</ref>
 
== Ver também ==
101 642

edições