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== Biografia ==
ArthurArtur Azevedo era filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luis, e Emile Amália Pinto de Magalhães.<ref name=":1" /> Aos oito anos, Azevedo já dava indícios de inclinação às atividades teatrais, adaptando de forma amadora textos de Joaquim Manuel de Macedo e, posteriormente, criando peças próprias, que representava.<ref name=":1" /> Aos 15 anos, escreveu a obra teatral ''Amor por Anexins'', que alcançou êxito regional e nacional.<ref name=":2" />
 
Devido a discordâncias com a administração provincial, Azevedo concorreu a um concurso aberto para vagas de amanuense da Fazenda. Sendo classificado, ele se transferiu para a capital federal, à época o Rio de Janeiro. Lá, ficou empregado no Ministério da Agricultura e no Colégio Pinheiro, onde lecionava português.<ref name=":0" /> Foi nesse período em que iniciou sua carreira jornalística, fundando diversos peródicos literários, como ''A Gazetinha'', ''Vida Moderna'' e ''O Álbum''. Junto a Machado de Assis, colaborou em ''A Estação'' e, com Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto, no jornal ''Novidades''.<ref name=":1" />
Defendeu a abolição da escravatura tanto em artigos de jornal como em obras dramáticas, como ''O Liberato'' e ''A família Salazar'', sendo que esta última, escrita com Urbano Duarte, foi censurada pelo governo imperial e, posteriormente, publicada sob o título de ''O escravocrata''.<ref name=":1" />
 
Foi por insistência de ArthurArtur Azevedo, principalmente através de seus artigos na imprensa, que, em 1895, foi aprovada a lei que previa a construção de um teatro municipal no [[Rio de Janeiro]]. Tinha o teatrólogo a convicção de que somente a construção desse teatro poria fim à má fase em que se encontravam as artes cênicas na segunda metade do século XIX. A criação da lei traria resultado somente em 1904, quando foi aberto concurso para a construção do [[Theatro Municipal do Rio de Janeiro]].<ref>{{citar periódico|ultimo=Oliveira Siciliano|primeiro=Tatiana|titulo=O Theatro Municipal de Arthur Azevedo: as várias narrativas sobre o teatro na mídia impressa|jornal=Revista Novos Olhares|volume=3|numero=2|doi=|url=|acessadoem=}}</ref> Arthur Azevedo, que sustentou a campanha vitoriosa para construção do Teatro, não assistiria à sua inauguração em 14 de julho de 1909, pois faleceu nove meses antes.<ref>{{Citar web|url=http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/sobre/historia/|titulo=História – Theatro Municipal do Rio de Janeiro|acessodata=2017-01-21|obra=www.theatromunicipal.rj.gov.br|lingua=pt-BR}}</ref> Antes de sua morte, foi um crítico mordaz do pano de boca do Theatro Municipal, pintado por [[Eliseu Visconti]].<ref>{{Citar web|url=http://www.eliseuvisconti.com.br/Site/Obra/PanoBoca.aspx|titulo=Pano De Boca :: Obra :: Eliseu Visconti - Site oficial do pintor|acessodata=2017-01-21|obra=www.eliseuvisconti.com.br}}</ref>
 
Faleceu aos 53 anos no [[Rio de Janeiro]] e foi sepultado no [[Cemitério do Caju]].<ref>{{Citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Cemitério São Francisco Xavier "Cajú"|jornal=Cemitérios do Rio|doi=|url=http://cemiteriosdorio.com.br/index.php/cidades/rio-de-janeiro/cemiterio-do-caju|acessadoem=|idioma=pt-br}}</ref>
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