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Guilherme assumiu um governo inglês que era mais complexo do que o sistema normando. O país era dividido em ''[[shire]]s'' ou [[Condados da Inglaterra|condados]], os quais eram por sua vez divididos em ''[[hundred]]'' (centenas), nativamente também conhecidas como ''wapentakes''. Cada condado era administrado por um oficial do rei, chamado de [[xerife]], que tinha aproximadamente o mesmo estatuto que um [[visconde]] normando. O xerife era responsável pela justiça real e o recebimento das receitas.<ref name=Bates23/> Para supervisionar o seu domínio expandido, Guilherme foi forçado a viajar ainda mais do que viajava como duque. Transitou entre o continente e a Inglaterra ao menos 19 vezes entre 1067 e sua morte. Passou a maior parte de seu tempo na Inglaterra entre a batalha de Hastings e 1072, dedicando-se mais a Normandia posteriormente.<ref name=Bates133134>Bates ''William the Conqueror'' pp. 133–134</ref>{{nota de rodapé|Entre 1066 e 1072, o duque passou apenas 15 meses na Normandia e o resto de seu tempo na Inglaterra. Depois de voltar à Normandia em 1072, Guilherme passou cerca de 130 meses em sua terra natal, contra cerca de 40 meses na Inglaterra.<ref name=Bates133134/>}} O governo ainda estava centrado em torno da [[Royal Household|criadagem]] do rei; quando estava em uma determinada parte de seus reinos, as decisões tomadas para outras partes seriam transmitidas através de um sistema de comunicação que utilizava cartas e outros documentos. Também nomeou representantes que poderiam tomar decisões enquanto ele estava ausente, especialmente se sua ausência fosse prolongada. Normalmente, este era um membro próximo de sua família, frequentemente seu meio-irmão Odo ou sua esposa Matilde. Às vezes, os representantes eram designados para lidar com questões específicas.<ref name=Bates136>Bates ''William the Conqueror'' pp. 136–137</ref>
 
O monarca continuou a coleta da ''danegeld'', um imposto sobre terra. Esta era uma vantagem para Guilherme, já que era o único imposto universalmente recolhido pelos governantes da Europa Ocidental durante esse período. Era um imposto anual com base no valor da propriedade da terra, e que poderia ser recolhido em taxas diferentes. Na maioria dos anos via-se uma taxa de dois [[Xelim|xelins]] por ''hide'', mas em crises, poderia ser aumentada em até seis xelins por ''hide''.<ref name=Bates151>Bates ''William the Conqueror'' pp. 151–152</ref> A cunhagem entre as várias partes de seus domínios continuou a ser feita em diferentes ciclos e estilos. Moedas inglesas eram em geral de alto teor de prata, com elevados padrões artísticos, e eram obrigatoriamente recunhadas de três em três anos. Moedas normandas tinham um teor de prata muito mais baixo, eram muitas vezes de má qualidade artística, e raramente eram recunhadas. Além disso, na Inglaterra nenhuma outra cunhagem era permitida, enquanto no continente outra cunhagem era considerada de [[curso forçado]]. Também não há evidências de moedas de [[Pêni|dinheiro inglês]] circulando no ducado francês, o que mostra pouca tentativa de integrar os sistemas monetários da Inglaterra e Normandia.<ref name=Bates138/>
 
Além da tributação, os latifúndios de Guilherme por toda a Inglaterra reforçaram seu domínio. Como herdeiro do rei Eduardo, ele controlava todas as antigas terras reais. Também manteve o controle de grande parte das terras de Haroldo e sua família, o que fez dele o rei com a maior propriedade de terras seculares naquele país por ampla margem.{{nota de rodapé|No ''[[Domesday Book]]'', as terras do rei valiam quatro vezes mais do que as terras de seu meio-irmão Odo, o segundo maior proprietário de terras, e sete vezes mais do que as de Rogério de Montgomery, o terceiro maior proprietário de terras.<ref name=Bates150>Bates ''William the Conqueror'' p. 150</ref>}}
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