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{{Info/Taxonomia
| reino = [[Plantae]]
| nome = Myrtaceae
| imagem=Myrtus_communis.jpg
| imagem_legenda= ''[[Myrtus communis]]'' ([[murta]]).
| imagem_largura=250px
| imagem_legenda= ''[[Myrtus communis]]'' ([[murta]]).
| reino = [[Plantae]]
| clado1=[[Eudicotyledoneae]]
| clado2=[[eudicotiledóneas nucleares]]
| clado3=[[Rosids]]
| clado4=[[Eurosids II]]
| divisão = [[Magnoliophyta]]
| classe = [[Magnoliopsida]]
| família = '''Myrtaceae'''
| família_autoridade=[[Antoine-Laurent de Jussieu|Juss.]], 1789<ref name=APGIII2009>{{Cite journal |last=Angiosperm Phylogeny Group |year=2009 |title=An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III |journal=Botanical Journal of the Linnean Society |volume=161 |issue=2 |pages=105–121 |url=http://www3.interscience.wiley.com/journal/122630309/abstract | format= PDF |accessdate=2013-06-26 |doi=10.1111/j.1095-8339.2009.00996.x }}</ref> (''[[nom. cons.]]'' ''non'' [[Adans.]], 1763, ''nec'' [[Schauer]], 1843, ''[[nom. rej.]]'').<ref>[http://biodiversitylibrary.org/page/7439352 Biodiversity Heritage Library (BHL)].</ref>
| subdivisão_nome=Subfamílias, tribos e géneros
| subdivisão=
*Duas subfamílias:
** [[Myrtoideae]] <small>[[Sweet]], 1827</small>
** [[Psiloxyloideae]] <small>[[R.Schmid]], 1980</small>
*Cerca de 132 génerosgêneros e mais de 5950 espécies (ver texto).
| subdivisão_nome=Subfamílias, tribos e génerosgêneros
| sinónimos=
*[[Heteropyxidaceae]] {{Person|Engl. & Gilg}} ''nom. cons.''
|sinónimos_ref=<ref name="GRIN" />
}}
[[Ficheiro:Illustration Myrtus communis0.jpg|thumb|253px|''[[Myrtus communis]]'', a espécie tipo do génerogênero ''[[Myrtus]]'', por sua vez tipo da família (ilustração de [[Otto Wilhelm Thomé]] em ''[[Flora von Deutschland, Österreich und der Schweiz]]'', 1885).]]
[[Ficheiro:Eucalypt.jpg|thumb|253px|''[[Eucalyptus]]'' sp.]]
[[Ficheiro:Pimenta dioica (Allspice) W IMG 2431.jpg|thumb|253px|''[[Pimenta dioica]]''.]]
[[Ficheiro:Wax apple.png|thumb|253px|Fruto de ''[[Syzygium samarangense]]''.]]
'''''Myrtaceae''''' é uma família de [[plantas com flor]] ([[Angiosperma|angiopérmicasangiospermas]]) incluída na [[Ordem (biologia)|ordem]] [[Myrtales]] do clado das [[Eudicotyledoneae]], que agrupa 132 [[Género (biologia)|génerosgêneros]] (25 monoespecíficos) e mais de 5950 [[espécie]]s validamente descritas (das mais de 14000 descritas).<ref name="Christenhusz-Byng2016">{{cite journal |author1=Christenhusz, M. J. M. |author2=Byng, J. W. | year = 2016 | title = The number of known plants species in the world and its annual increase | journal = Phytotaxa | volume = 261 | pages = 201–217 | url = http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/download/phytotaxa.261.3.1/20598 | doi = 10.11646/phytotaxa.261.3.1 | issue = 3 | publisher = Magnolia Press }}</ref><ref>Govaerts, R. et al. (12 additional authors). 2008. World Checklist of Myrtaceae. Royal Botanic Gardens, Kew. xv + 455 pp.</ref> São [[árvores|arbóreas]] ou [[arbusto|arbustivas]], geralmente [[perenifólia]]s e aromáticas, muitas ricas em [[Óleo essencial|óleos essenciais]] utilizados em perfumaria e farmácia.<ref name = APGW/><ref name = DELTA>[http://delta-intkey.com/angio/www/myrtacea.htm Watson L. & Dallwitz M.J., Myrtaceae Juss. en The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval, Vers.: 19th October 2016, delta-intkey.com]</ref><ref name = FLIB>[http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/08_095%20MYRTHACEAE.pdf Myrtaceae en Paiva J. (ed.), Flora Ibérica, vol. 8, capit. XCV, p. 73-74, 3ª Reimp., 2008, CSIC/RJB, Madrid]</ref><ref name = FOC>[http://flora.huh.harvard.edu/china/mss/volume13/Myrtaceae.pdf Chen J. & Craven L.A., Myrtaceae en Flora of China, vol. 13, p. 321-359, 2007, last updated 8 sept. 2016 - consultado el 1 de enero de 2017]</ref><ref name = FLORABASE>[ Myrtaceae en Western Australian Herbarium, FloraBase, The Western Australia Flora, Department of Parks and Wildlife, 1998-2017]</ref> Dividida em duas subfamílias ([[Myrtoideae]] e [[Psiloxyloideae]]), a família ocorreestá principalmente norepresentada nas [[Hemisfério Sul]], com destaque para a [[Austrália]] (cerca de 85 géneros) e a [[NeotropisAmérica|América tropicalAméricas]], e nesta especialmente no principalmente por [[Brasil]].<ref>{{citarPlanta periódicofruteira|ultimo=|primeiro=|titulo=Angiospermplantas Phylogeny Website|jornal=ANGIOSPERM PHYLOGENY WEBSITE, version 13|doi=|url=http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/|acessadoem=22 de janeiro de 2017|idioma=inglês}}</ref><ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Myrtaceae|jornal=The Plant List|doi=|url=http://www.theplantlist.org/1.1/browse/A/Myrtaceae/|acessadoem=22 de janeiro de 2017|idioma=inglês}}</ref> Tem poucos representantes noutras partes do mundo, alguns na [[Europafrutíferas]].<ref name = APGW/><ref name = TPL>[http://www.theplantlist.org/1.1/browse/A/Myrtaceae/ Géneros aceptados en ''Genera in Myrtaceae'', The Plant list, vers. 1.1, updated 2012, publ. 2013]</ref><ref name = DELTA/><ref name = FLIB/> A família integra plantas excepcionais, entre as quais as árvores mais altas do mundo (''[[Eucalyptusjambo]]''<ref name = APGW/>), com 110-140&nbsp;m de altura, e o género com maior [[biodiversidade|diversidadepitanga]] (1200, a 1800 espécies) que se conhece ('' [[Syzygiumuvalha]]'').<ref>[https://peerj.com/preprints/1930/?td=wk Ahmad B., Baider C., Bernardini B., Biffin E., Brambach F., Burslem D., Byng J.W., Christenhusz M., Florens F.B.V., Lucas E., Ray A., Ray R., Smets E., Snow N., Strijk J.S., Wilson P.G., ''Syzygium'' Working Group. ''Syzygium'' (Myrtaceae): Monographing a taxonomic giant via 22 coordinated regional revisions, en ''PeerJ Preprints'', 13 pp., range map & photos, 2016]</ref> A família inclui múltiplas espécies com valor económico, entre as quais os  [[eucaliptogoiabeira]]s, (''[[EucalyptusPsidium|araçá]]'') e, [[especiariaJabuticaba|jaboticaba]]s como e o  [[cravo-da-índiacambuí]]. (''[[Syzygium aromaticum]]'').
 
Dividida em duas subfamílias ([[Myrtoideae]] e [[Psiloxyloideae]]), a família ocorre principalmente no [[Hemisfério Sul]], com destaque para a [[Austrália]] (cerca de 85 gêneros) e a [[Neotropis|América tropical]], e nesta especialmente no [[Brasil]].<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Angiosperm Phylogeny Website|jornal=ANGIOSPERM PHYLOGENY WEBSITE, version 13|doi=|url=http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/|acessadoem=22 de janeiro de 2017|idioma=inglês}}</ref> Tem poucos representantes noutras partes do mundo, alguns na [[Europa]].<ref name="DELTA" /> A família integra plantas excepcionais, entre as quais as árvores mais altas do mundo (''[[Eucalyptus]]''), com 110-140&nbsp;m de altura, e o gênero com maior [[biodiversidade|diversidade]] (1200 a 1800 espécies) que se conhece (''[[Syzygium]]'').<ref>[https://peerj.com/preprints/1930/?td=wk Ahmad B., Baider C., Bernardini B., Biffin E., Brambach F., Burslem D., Byng J.W., Christenhusz M., Florens F.B.V., Lucas E., Ray A., Ray R., Smets E., Snow N., Strijk J.S., Wilson P.G., ''Syzygium'' Working Group. ''Syzygium'' (Myrtaceae): Monographing a taxonomic giant via 22 coordinated regional revisions, en ''PeerJ Preprints'', 13 pp., range map & photos, 2016]</ref> A família inclui múltiplas espécies com valor econômico, entre as quais os [[eucalipto]]s (''[[Eucalyptus]]'') e [[especiaria]]s como o [[cravo-da-índia]] (''[[Syzygium aromaticum]]'').
A [[etimologia]] do nome da família deriva do seu género-tipo, ''[[Myrtus]]'' <small>[[L.]]</small>, que por sua vez deriva do [[grego clássico]] μύρτος, ''myrtos'', através do [[latim]] ''myrtus'', "perfume", uma alusão ao aroma exalado pelas flores e pelos óleos essenciais presentes naquelas plantas.
==Descrição==
A família Myrtaceae, tendo como género-tipo ''[[Myrtus]]'' (o género que inclui a [[murta-comum]]), é uma família de plantas [[dicotiledónea]]s pertencentes à ordem [[Myrtales]].<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=''The Families of Flowering Plants''|jornal=|doi=|url=http://delta-intkey.com/angio/www/myrtacea.htm|acessadoem=23 de janeiro de 2017|idioma=inglês}}</ref> A família inclui uma grande variedade de plantas cultivadas para fins económicos e ornamentais, entre as quais as [[Myrtus|murtas]], os [[Metrosideros|metrosíderos]], a [[Pimenta racemosa|pimenta-racemosa]], o [[cravinho-da-índia]], a [[goiaba]], a [[Acca sellowiana|feijoa]], a [[pimenta-da-jamaica]] e os [[eucalipto]]s.
 
A [[etimologia]] do nome da família deriva do seu génerogênero-tipo, ''[[Myrtus]]'' <small>[[L.]]</small>, que por sua vez deriva do [[grego clássico]] μύρτος, ''myrtos'', através do [[latim]] ''myrtus'', "perfume", uma alusão ao aroma exalado pelas flores e pelos óleos essenciais presentes naquelas plantas.
A família está representada nas [[América|Américas]] principalmente por [[planta fruteira|plantas frutíferas]], entre as quais o [[Jambo|jambo]], a [[Pitanga|pitanga]], a [[uvalha]], a [[goiabeira]], o [[Psidium|araçá]], a [[Jabuticaba|jaboticaba]] e o [[cambuí]].<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=A FAMÍLIA MYRTACEAE NO BRASIL|jornal=|doi=|url=https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins20157-id4031.pdf|acessadoem=23 de janeiro de 2017}}</ref>
==Descrição==
A família Myrtaceae, tendo como génerogênero-tipo ''[[Myrtus]]'' (o génerogênero que inclui a [[murta-comum]]), é uma família de plantas [[dicotiledónea]]s pertencentes à ordem [[Myrtales]].<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=''The Families of Flowering Plants''|jornal=|doi=|url=http://delta-intkey.com/angio/www/myrtacea.htm|acessadoem=23 de janeiro de 2017|idioma=inglês}}</ref> A família inclui uma grande variedade de plantas cultivadas para fins económicoseconômicos e ornamentais, entre as quais as [[Myrtus|murtas]], os [[Metrosideros|metrosíderos]], a [[Pimenta racemosa|pimenta-racemosa]], o [[cravinho-da-índia]], a [[goiaba]], a [[Acca sellowiana|feijoa]], a [[pimenta-da-jamaica]] e os [[eucalipto]]s.
 
Um dos génerosgêneros mais conhecidas desta família inclui os [[Eucalyptus|eucaliptos]], nativos da [[Austrália]] mas introduzidos em múltiplos países de clima subtropical e temperado quente para a produção de madeira para fabrico de [[papel]]. ActualmenteAtualmente várias espécies deste génerogênero, mas especialmente ''[[Eucalyptus globulus]]'', são cultivadas em larga escala nas regiões tropicais (principalmente [[África]] e [[Brasil]]) e mediterrânicas (incluindo a [[Península Ibérica]]) para obtenção de [[madeira]] para prduçãoprodução de madeira serrada, [[celulose]], papel e [[carvão vegetal]] e [[biomassa]] para fins energéticos.
 
Todas as espécies desta família são [[lenhosa]]s, compreendendo espécies de porte [[Árvore|arbóreo]] ou [[Arbusto|arbustivo]] e dimensões que variam em geral entre os 2&nbsp;m de altura (arbustos) até várias dezenas de metros de altura ([[megafanerófito]]s), com tecidos ricos em [[óleo essencial|óleos essenciais]] e [[flor]]es com um número de peças florais múltiplo de 4 ou 5 (flores tetrâmeras ou pentâmeras). Uma característica notável desta família é apresentar o [[floema]] localizado em ambos os lados do [[xilema]], e não apenas no lado exterior como é comum na generalidade das plantas.
As [[folha]]s são [[planta perene|perenes]], com uma [[filotaxia]] do tipo alternado a maioritariamente opostas, simples e geralmente com a margem inteira (não dentadas).
 
A flores tem em geral um número base de 5 [[pétala]]s (com os restantes génerosgêneros com número base de 4 pétalas), mas em vários génerosgêneros as pétalas são minúsculas ou estão mesmo ausentes. Os [[estame]]s são geralmente numerosos, muito conspícuos, com coloração brilhante.
=== Morfologia===
As espécies da família Myrtaceae apresentam [[floema]] é interno, apresentando em geral abundante de [[ritidoma]] no [[caule]]. Observa-se também canais oleíferos na forma de pequenos pontos translúcidos que pode ser observado nas [[folha (botânica)|folhas]], [[flor]]es,[[fruto]]s e [[semente]].
;Folhas
As [[folha]]s são simples, opostas  (alternas na maioria das espécies do género ''Eucalyptus''), de bordo inteiro, [[peninérvia]]s e geralmente com  uma [[nervura]] marginal. Apresentam pontos translúcido devido a presença de [[Canal oleífero|canais oleíferos]].  A lâmina foliar é dorsiventral, ou bifacial, ou dorsiventral e bifacial (por exemplo em ''[[Eucalyptus]]'' e ''[[Eugenia (género)|Eugenia]]'', com as duas folhas verticais isobilaterais e folhas dorsiventrais horizontais), ou central. Uma epiderme [[mucilagem|mucilaginosa]] pode estar presente ou ausente. [[Estoma]]s principalmente confinados a uma superfície, ou em ambas as superfícies (comumente, em folhas orientadas marginalmente). Anomocítico (geralmente) ou paranótica. Cabelos presentes. Exclusivamente eglandular. Às vezes ostensivamente multicelular (então 2 câmaras), ou unicelulares (geralmente). Os pêlos unicelulares ramificados (às vezes tendendo a ser de 2 braços) ou simples. Lâmina com  cavidades secretoras contendo óleo. Pequenas veias foliares sem células de transferência de  floema (6 géneros). [[Estípula]]s diminutas ou ausentes. 
;Flores
Flores solitárias (raramente) ou agregadas em [[inflorescência]]s. Quando agregadas, em [[cime]]s, [[espiga]]s, [[corimbo]]s ou [[panícula]]s, raramente capitadas. As flores são andróginas, [[actinomórfica]]s, diclamídeas, dialipétalas, raramente com  pétalas de tamanho reduzido ou abortadas, polistêmone (atrativo visual), [[antera]]s globosas, rimosas e bitecas. Flores  cíclicas. [[Hipanto]] livre presente (pétalas inseridas no cálice) bem desenvolvido. Disco hipógino presente (que alinha o hipanto, quando perigino). [[Bráctea]]s involucrais ou sem brácteas envolventes.
 
==== Folhas ====
[[Perianto]] de [[cálice (botânica)|cálice]] distinta e [[corola]]. Flores polisépalas, ou gamosépalas (então às vezes que racham irregularmente em anteses, ou verter inteiro); regulares, Imbricado (geralmente quincuncial), ou valvado (ou rachando  irregularmente). Corola 4­5; Polipétalas (as pétalas quase sempre circular quando achatado), ou  gamopétalas;  Branco, ou amarelo, ou vermelho, ou rosa, ou roxo (não azul).
As [[folha]]s são simples, opostas  (alternas na maioria das espécies do gênero ''Eucalyptus''), de bordo inteiro<ref name="DELTA">[http://delta-intkey.com/angio/www/myrtacea.htm Watson L. & Dallwitz M.J., Myrtaceae Juss. en The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval, Vers.: 19th October 2016, delta-intkey.com]</ref>. Possuem geralmente uma [[nervura]] marginal e são [[Peninérvia|peninérveas]], com glândulas pelúcidas esparsas (cavidades secretoras esféricas contendo terpenóides e/ ou outros compostos aromáticos), apresentam pontos translúcidos devido à presença de [[Canal oleífero|canais oleíferos]].<ref name="FOC">[http://flora.huh.harvard.edu/china/mss/volume13/Myrtaceae.pdf Chen J. & Craven L.A., Myrtaceae en Flora of China, vol. 13, p. 321-359, 2007, last updated 8 sept. 2016 - consultado el 1 de enero de 2017]</ref>  Epiderme [[mucilagem|mucilaginosa]] pode estar presente ou ausente. [[Estoma]]s principalmente confinados a uma superfície, ou em ambas as superfícies (comumente, em folhas orientadas marginalmente). Anomocítico (geralmente) ou paranótico, exclusivamente aglandular. Às vezes multicelulares ou unicelulares (geralmente). Pêlos simples, unicelulares ou bicelulares. Pequenas veias foliares sem células de transferência de floema (6 gêneros). [[Estípula|Estípulas]] diminutas ou ausentes<ref name=":0" />. 
 
==== Flores ====
Androceu 4­5 (raramente), ou 8-­10 (por vezes), ou 20-150. Membros do androceu ramificados ou não; Quando são  muitos, o amadurecendo é centrípeto; Livre do perianto; Todos são iguais ou marcadamente desiguais; Livres uns  dos outros ou coerentes; Os feixes androeciais  quando empacotados, alternando com os membros da corola, ou oposto aos membros da corola. Androeceu  exclusivamente de estames férteis, ou inclusive estaminodes (às vezes, quando androceu indefinido).
Flores solitárias (raramente) ou agregadas em [[inflorescência]]s. Quando agregadas, em [[cime]]s, [[espiga]]s, [[corimbo]]s ou [[panícula]]s, raramente capitadas. As flores são andróginas, [[actinomórfica]]s, diclamídeas, dialipétalas, raramente com  pétalas de tamanho reduzido ou abortadas, polistêmone (atrativo visual), [[antera]]s globosas, rimosas e bitecas. Flores  cíclicas. [[Hipanto]] livre presente (pétalas inseridas no cálice) bem desenvolvido. Disco hipógino presente (que alinha o hipanto, quando perigino). [[Bráctea]]s involucrais ou sem brácteas envolventes<ref name=":0" />.
 
[[Perianto]] de [[cálice (botânica)|cálice]] distinta e [[corola]]. Flores polisépalas, ou gamosépalas (então às vezes que racham irregularmente em anteses, ou verter inteiro); regulares, Imbricado (geralmente quincuncial), ou valvado (ou rachando  irregularmente). Corola 4-­5; Polipétalas (as pétalas quase sempre circular quando achatado), ou  gamopétalas;  Branco, ou amarelo, ou vermelho, ou rosa, ou roxo (não azul)<ref name=":1" />.
Estames ereto em broto, ou inflexo em broto (ou dobrado duas vezes), geralmente numerosos, desenvolvidos de dentro para fora da flor, livres a basalmente conados em 4 ou 5 fascículos. Anteras frequentemente providas de conectivo com uma cavidade apical secretora, são dorsifixadas; versátil; abre  através das fendas longitudinais, ou  através dos poros (raramente); bilocular (principalmente), ou unilocular (por  exemplo Corynanthera ); principalmente tetrasporangiada (mas trisporangiada em Corynanthera , e,  ocasionalmente, unisporangiada em Malleostemon ); Endotélio que desenvolvem com espessamentos fibrosos. Os grãos de pólen se abrem, colpado  (raramente), ou colporado (comumente), porado (às vezes sincolpado), mas geralmente tricolporados, com os sulcos fusionados; ­celulados (em 6 gêneros).
 
Androceu 4-­5 (raramente), ou 8-­10 (por vezes), ou 20-150. Membros do androceu ramificados ou não; Quando são  muitos, o amadurecendo é centrípeto; Livre do perianto; Todos são iguais ou marcadamente desiguais; Livres uns  dos outros ou coerentes; Os feixes androeciais  quando empacotados, alternando com os membros da corola, ou oposto aos membros da corola. Androeceu  exclusivamente de estames férteis, ou inclusive estaminodes (às vezes, quando androceu indefinido)<ref name=":1" />.
[[Gineceu]] carpeado, sincárpico, inferior (normalmente, mais ou menos) ou parcialmente inferior (em diferentes graus, raramente quase superior).
 
Estames ereto em broto, ou inflexo em broto (ou dobrado duas vezes), geralmente numerosos, desenvolvidos de dentro para fora da flor, livres a basalmente conados em 4 ou 5 fascículos.<ref name="FLIB" /> Anteras frequentemente providas de conectivo com uma cavidade apical secretora, são dorsifixadas; versátil; abre  através das fendas longitudinais, ou  através dos poros (raramente); bilocular (principalmente), ou unilocular (por  exemplo Corynanthera ); principalmente tetrasporangiada (mas trisporangiada em Corynanthera , e,  ocasionalmente, unisporangiada em Malleostemon ); Endotélio que desenvolvem com espessamentos fibrosos. Os grãos de pólen se abrem, colpado  (raramente), ou colporado (comumente), porado (às vezes sincolpado), mas geralmente tricolporados, com os sulcos fusionados; ­celulados (em 6 gêneros).
[[Ovário (botânica)|Ovário]] geralmente ínfero a semi-ínfero, com placentação axial ou menos frequentemente parietal, com placentas intrusivas (por exemplo na [[feijoa]]). Óvulos 2 a numerosos por lóculo, anátropos a campilótropos. Disco epiginoso presente, ou ausente. Tegumento externo contribuindo ou não para o [[micrópilo]]. Células antípodas formadas, ou não formadas, mas quando formadas não proliferantes. Muito efémero. [[Endosperma]] de formação nuclear.
 
[[Gineceu]] carpeado, sincárpico, inferior (normalmente, mais ou menos) ou parcialmente inferior (em diferentes graus, raramente quase superior)<ref name=":1" />.
As flores de Myrtaceae são visitadas por múltiplas espécies de insectos, com destaque para as pertencentes ao grupo [[Meliponini]] ([[abelhas-sem-ferrão]]), especialmente pela espécie ''[[Melipona bicolor]]'', que recolhem [[pólen]] das plantas desta família.<ref>Hilário, S. D., and V. L. Imperatriz-Fonseca. "Pollen foraging in colonies of Melipona bicolor (Apidae, Meliponini): effects of season, colony size and queen number." Genetics and Molecular Research 8.2 (2009): 664-671.</ref>
 
[[Ovário (botânica)|Ovário]] geralmente ínfero a semi-ínfero, com placentação axial ou menos frequentemente parietal, com placentas intrusivas (por exemplo na [[feijoa]]). Óvulos 2 a numerosos por lóculo, anátropos a campilótropos. Disco epiginoso presente, ou ausente. Tegumento externo contribuindo ou não para oa [[micrópilo|micrópila]]. Células antípodas formadas, ou não formadas, mas quando formadas não proliferantes. Muito efémero. [[Endosperma]] de formação nuclear<ref name=":0" />.
;Frutos e sementes
Do tipo [[baga]], raramente cápsula. O [[embrião]] das [[semente]]s é muito utilizado para a classificação das Myrtaceae em tribos. Cápsulas septicidas, loculicidas ou denticidas, por vezes circunscissíveis (tornando-­se então operculadas por remoção do disco epiginoso). Sementes não-­endospérmicas, aladas (por exemplo em algumas espécies de ''[[Eucalyptus]]'') ou sem  asas. Embrião com [[cotilédone]]s pequenos a grandes, às vezes conados, ou ambos dobrados ou retorcidos. [[Endosperma]] escasso ou ausente.
 
;==== Frutos e sementes ====
;Tronco e madeira (anatomia axial)
Do tipo [[baga]], raramente cápsula<ref name="FLIB" />. O [[embrião]] das [[semente]]s é muito utilizado para a classificação das Myrtaceae em tribos. Cápsulas septicidas, loculicidas ou denticidas, por vezes circunscissíveis (tornando-­se então operculadas por remoção do disco epiginoso). Sementes não-­endospérmicas, aladas (por exemplo em algumas espécies de ''[[Eucalyptus]]'') ou sem  asas. Embrião com [[cotilédone]]s pequenos a grandes, às vezes conados, ou ambos dobrados ou retorcidos. [[Endosperma]] escasso ou ausente<ref name=":0" />.
 
;==== Tronco e madeira (anatomia axial) ====
Câmbio de cortiça presente; Inicialmente profundamente assentado, ou inicialmente superficial. Nodos tipicamente unilacunares. Tecidos vasculares primários em um cilindro, sem feixes separados; muito comumente bicolateral. Floema interno normalmente presente . Espessamento secundário desenvolvido a partir  de um anel cambial convencional. Raios medulares primários de largura, ou misturados largos e estreitos. O anel de madeira  difusa porosa. Os vasos são pequenos (tipicamente), ou médios (menos frequentemente), ou  grandes (raramente); Solitárias ou radialmente emparelhadas, ou em múltiplos radiais, ou agrupados, ou em arcos  tangenciais (mas tipicamente exclusivamente solitários). O recipiente termina­ em paredes simples (geralmente), ou  escalariforme. Os vasos com orifícios revestidos; Com espessamento espiral, ou sem espessamento espiral. O xilema é axial com traqueídeos, ou sem traqueídeos, em geral com traqueides vasicentricos. Com traqueídeos de fibras (usualmente), ou sem traqueídeos de fibras; Com fibras libriformes, ou sem fibras libriformes; incluindo  fibras septadas, ou sem fibras septadas. As fibras sem espessamento espiral. O parênquima apotraqueal, ou  paratraqueal, ou apotraqueal e paratraqueal. O floema secundário estratificados em zonas difíceis (fibroso) e  macios ([[parenquimatoso]]) (geralmente), ou não estratificada (por exemplo em ''[[Darwinia]]'' e ''[[Verticordia]]'').
 
;Tipo reprodutivo e polinização
 
;==== Tipo reprodutivo e polinização ====
Plantas hermafroditas (geralmente). Polinização [[entomófila]] ou [[ornitófila]], com mecanismo visivelmente especializado (''[[Chamelaucium]]'' e alguns parentes, com a apresentação do [[pólen]] através de uma parte modificada do estilo), ou não  especializado (principalmente).<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Polinização e dispersão de sementes em Myrtaceae do Brasil|jornal=Scielo|doi=|url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-84042006000400002|acessadoem=23 de janeiro de 2017}}</ref>
 
O [[número cromossómico]] básico predominante é n=11 (2n=22), mas varia no intervalo de 5 a 12. Conhecem-se casos de [[ploidia|diploidia]] e poliploidia, com n=22 até n=88, a nível intra e interespecífico.<ref name = DELTA/><ref name = ABD>[http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/00087114.2006.10797916 Oudjehih B. & Abdellah B., Chromosome numbers of the 59 species of ''Eucalyptus'' L'Herit. (Myrtaceae), ''Caryologia'', vol. 59:3, p. 207-212, 2006]</ref>
<ref name = RYE>[https://www.researchgate.net/publication/248898412_Chromosome_Number_Variation_in_the_Myrtaceae_and_Its_Taxonomic_Implications Rye B.L., Chromosome Number Variation in the Myrtaceae and Its Taxonomic Implications, ''Australian Journal of Botany'', vol. 27(5), pp. 547-73, 1979]</ref><ref name = ATCH>[https://www.jstor.org/stable/2437370?seq=1#page_scan_tab_contents Atchison E., Chromosome Numbers in the Myrtaceae, ''American Journal of Botany'', Vol. 34, No. 3,), pp. 159-164, 1947]</ref>
 
As flores de Myrtaceae são visitadas por múltiplas espécies de insectos, com destaque para as pertencentes ao grupo [[Meliponini]] ([[abelhas-sem-ferrão]]), especialmente pela espécie ''[[Melipona bicolor]]'', que recolhem [[pólen]] das plantas desta família.<ref>Hilário, S. D., and V. L. Imperatriz-Fonseca. "Pollen foraging in colonies of Melipona bicolor (Apidae, Meliponini): effects of season, colony size and queen number." Genetics and Molecular Research 8.2 (2009): 664-671.</ref>
 
=== Diversidade===
Estimativas recentes sugerem que a família Myrtaceae inclui aproximadamente 5950 espécies repartidas por cerca de 132 génerosgêneros.<ref name="Christenhusz-Byng2016"/><ref>Govaerts, R. et al. (12 additional authors). 2008. World Checklist of Myrtaceae. Royal Botanic Gardens, Kew. xv + 455 pp.</ref> A família apresenta uma [[distribuição natural]] alargada, estando presente nas regiões tropicais e temperadas quentes de toda a [[Terra]], sendo comum em muitos dos [[centros de biodiversidade]]. Muitas novas espécies continuam a ser descritas anualmente, oriundas das vasta região onde as Myrtaceae estão presentes. Pelas mesmas razões, são descritos novos génerosgêneros quase todo os anos e a [[circunscrição taxonómica|circunscrição taxonômica]] de outros continua a não ser consensual, levando a frequentes revisões.
 
Os génerosgêneros com frutos capsulares, tais como ''[[Eucalyptus]]'', ''[[Corymbia]]'', ''[[Angophora]]'', ''[[Leptospermum]]'' e ''[[Melaleuca]]'', estão ausentes das Américas, com excepção de ''[[Metrosideros]]'' que está presente no [[Chile]] e [[Argentina]]. Os génerosgêneros com frutos carnosos apresentam a sua máxima [[biodiversidade|diversidade]] no leste da [[Austrália]] e na [[Malésia]] (a ecozona da [[Australásia]]) e nos [[Neotrópico]]s.
 
O génerogênero ''Eucalyptus'' é dominante, e quase ubíquito, na maior parte das [[Mésico|regiões mésicas]] da Austrália, estendendo a sua área de distribuição natural esporadicamente para norte até algumas regiões das[[Filipinas]]. A espécie ''[[Eucalyptus regnans]]'' é a mais alta [[planta com flor]] que se conhece.
 
Outros importantes génerosgêneros australianos são ''[[Callistemon]]'' (lava-garrafas), ''[[Syzygium]]'' e ''[[Melaleuca]]'' (casca-de-papel). As espécies do génerosgêneros ''[[Osbornia]]'', nativas da Australásia, são típicas dos [[mangal|mangais]]. Os génerosgêneros ''[[Eugenia (género)|Eugenia]]'', ''[[Myrcia]]'' e ''[[Calyptranthes]]'' estão entre os maiores em número de espécies de entre os génerosgêneros vegetais que ocorrem na região neotropical.
 
Historicamente as Myrtaceae foram subdivididas em duas subfamílias: (1) a subfamília [[Myrtoideae]] (com cerca de 75 génerosgêneros) caracterizada por apresentar frutos carnosos e folhas inteiras e opostas; e (2) a subfamília [[Leptospermoideae]] (com cerca de 80 génerosgêneros) que, pelo contrário, se caracteriza por apresentar frutos secos e [[deiscência|deiscentes]] (cápsulas) e folhas arranjadas em espiral ou alternadas.
 
A maioria dos génerosgêneros na subfamília Myrtoideae apresenta um de três tipos característicos de embriões, facilmente reconhecíveis. Os génerosgêneros de Myrtoideae são em geral muito difíceis de identificar na ausência de frutos maduros. As Myrtoideae ocorrem nas regiões subtropicais e tropicais de todo o mundo, com [[Centro de diversidade|centros de diversidade]] nos neotrópicos, nordeste da Austrália e [[Malésia]].
 
As Leptospermoideae ocorrem maioritariamente na Australásia, com um [[centro de diversidade]] na Austrália. Muitos génerosgêneros da Austrália Ocidental (Western Australia) apresentam folhas muito reduzidas e flores típicas de [[habitat]]s [[xeromorfia|xéricos]].
 
A divisão clássica das Myrtaceae em Leptospermoideae e Myrtoideae foi posta em causa por muitos autores,<ref>Johnson, L.A.S. & Briggs, B.G. (1984). Myrtales and Myrtaceae - a phylogenetic analysis. '''Annals of the Missouri Botanical Garden 71''': 700-756.</ref> que identificaram pelo menos 14 tribos ou [[clade|clado]]s entre as Myrtaceae e provaram que na acepção clássica o agrupamento Myrtoideae era [[polifilético]]. Estudos de [[biologia molecular]] realizados por diversos autores mostraram, pelo menos desde 2008, que nesta família os frutos carnosos evoluíram pelo menos duas vezes a partir de frutos capsulares, e que como tal a classificação clássica em duas subfamílias não retrata com fidelidade a [[Filogenia|história filogenética]] (ou evolucionária) da família.<ref>Wilson, etP.G.; alO'Brien, M.M.; Gadek, P.A. & Quinn, C.J. (2001. Myrtaceae revisited: a reassessment of infrafamilial groups. '''American Journal of Botany 88'''(11): 2013-2025.</ref>
 
Os génerosgêneros ''[[Heteropyxis]]'' e ''[[Psiloxylum]]'' foram tratados como famílias autónomasautônomas por muitos autores, considerados então como as famílias [[Heteropyxidaceae]] e [[Psiloxylaceae]].<ref>Sytsma, Kenneth J. and Amy Litt. 2002. Tropical disjunctions in and among the Myrtaceae clade (Myrtaceae, Heteropyxidaceae, Psiloxylaceae, Vochysiaceae): Gondwanan vicariance or dispersal? (Abstract). Botany 2002 Conference, University of Wisconsin, Madison, Wisconsin, August 4–7, 2002.</ref><ref>[[Lawrence Alexander Sidney Johnson|Johnson, L.A.S.]] and Briggs, B.G. 1984. Myrtales and Myrtaceae – a phylogenetic analysis. ''Annals of the Missouri Botanic Garden'' 71: 700-756.</ref> Contudo, estudos mais recentes<ref>Wilson, Peter G., O'Brien, Marcelle M., Gadek, Paul A., and Quinn, Christopher J. 2001. "Myrtaceae Revisited: A Reassessment of Infrafamilial Groups". ''[[American Journal of Botany]]'' 88 (11): 2013–2025. Available [http://www.amjbot.org/cgi/reprint/88/11/2013.pdf online] (pdf file).</ref> demonstram que estes génerosgêneros devem ser incluídos na família, acreditando-se que representem as mais antigas [[linhagem|linhagens]] [[extante]]s de Myrtaceae.
 
As mais recentes classificações reconhecem 17 tribos e duas subfamílias, as [[Myrtoideae]] e as [[Psiloxyloideae]], com base na análise filogenética do [[ADN]] dos [[plastídeo]]s.<ref>Wilson, P.G., O’Brien, M.M., Heslewood, M.M., Quinn, C.J. 2005. Relationships within Myrtaceae sensu lato based on a matK phylogeny. ''[[Plant Systematics and Evolution]]'' 251: 3–19.</ref>
[[Ficheiro:Xanthostemon chrysanthus.jpg|thumb|253px|Tribo Xanthostemoneae: ramos, folhagem e flores de ''[[Xanthostemon chrysanthus]]'']]
 
A família Myrtaceae foi estabelecida em 1789 por [[Antoine Laurent de Jussieu]] na sua obra ''[[Genera Plantarum (Jussieu)|Genera Plantarum]]'', pp. 322–323, como ''Ordo VII, Myrti, Les Myrtes''.<ref>[http://biodiversitylibrary.org/page/7439352 Biodiversity Heritage Library (BHL)].</ref> O [[Tipo (nomenclatura)|génerogênero tipo]] é ''[[Myrtus]]'' {{Person|L.}}<ref name="tropicos" /><ref>[http://biodiversitylibrary.org/page/358490 Biodiversity Heritage Library (BHL): ''Myrtus''].</ref><ref name = TROP2>[http://www.tropicos.org/Name/42000198 Myrtaceae Juss., en Tropicos.org., Missouri Botanical Garden, Saint Louis, Missouri - consultado el 29 de diciembre de 2016]</ref> A família Myrtaceae {{Person|Juss.}} tem, entre outros, como [[sinónimo taxonómico|sinónimos taxonómicostaxonômicos]]: [[Heteropyxidaceae]] {{Person|Engl. & Gilg}} ''nom. cons.'', [[Kaniaceae]] {{Person|Nakai}}, [[Leptospermaceae]] {{Person|Bercht. & J.Presl}}, [[Myrrhiniaceae]] {{Person|Arn.}} e [[Psiloxylaceae]] {{Person|Croizat}}.<ref name="GRIN" />
 
A posição filogenética tradicional da família Mystaceae no sistema taxonómicotaxonômico é na divisão [[Magnoliophyta]], incluída na classe [[Magnoliopsida]] na qual constitui a ordem [[Myrtales]], posição que manteve no [[sistema APG III]] de 2009,<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Angiosperm Phylogeny Website|jornal=Angiosperm Phylogeny Website, version 13|doi=|url=http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/|acessadoem=22 de janeiro de 2017|idioma=inglês}}</ref> confirmada no [[sistema APG IV]] de 2016.
 
<gallery mode="nolines" widths="550" heights="500">
</gallery>
 
É uma das famílias mais complexas do ponto de vista taxonómico, tanto pelo número de espécies como pela escassez de estudos de [[biologia molecular]] capazes de esclarecer as relações filogenéticas internas e externa do agrupamento. A posição do agrupamento [[Myrtales]] dentro dos [[rosídeo]]s foi considerada instável face aos resultados de uma análise de [[rbcL]] de todas as angiospermas.<ref>HiluHILU, etK. alW., T. BORSCH, K. MU¨ LLER, D. E. SOLTIS, P. S. SOLTIS, V. SAVOLAINEN, M. W. CHASE, M. P. POWELL, L. A. ALICE, R. EVANS, H. SAUQUET, C. NEINHUIS, T. A. B. SLOTTA, G. R. JENS, C. S. CAMPBELL, AND L. W. CHATROU. 2003. Angiosperm phylogeny based on matK sequence information. American Journal of Botany 90: 1758–1776</ref> No entanto, esses estudos oferecem algum suporte para considerar a família, na sua presente [[circunscrição taxonómica|circunscrição taxonômica]] como o [[grupo irmão]] de todos os outros rosídeos, excepto [[Geraniales]], [[Vitales]] e [[Saxifragales]]. Contudo, outros estudos sugerem que será um [[grupo irmão]] de [[Geraniales]],<ref>Wang ''et al.'' (2009).</ref>, sendo o agrupamento combinado grupo irmão de todos os outros [[malvídeos]].<ref name=":0">{{citar livro|titulo=Sistemática Vegetal. Um Enfoque Filogenético|ultimo=Judd|primeiro=W.S|ultimo2=Campbell|primeiro2=C.S.|ultimo3=Kellogg|primeiro3=E.A.|ultimo4=Stevens|primeiro4=P.F.|ultimo5=Donoghue|primeiro5=M.J.|editora=Artmed|ano=2009|local=Porto Alegre|paginas=416-418|acessodata=23 de Janeiro de 2017}}</ref>
 
===Estrutura taxonómicataxonômica===
Por outro lado, a posição de [[Combretaceae]] parece ainda não ser clara, embora existam dados que dão pelo menos algum apoio para uma posição de grupo irmão do agrupamento [&nbsp;[[Onagraceae]] + [[Lythraceae]]&nbsp;]. Alguns aspectos da anatomia (cavidades revestidas), algumas características morfológicas (tipo de folha geral e inserção) e dados moleculares sugerem fortemente que a família [[Vochysiaceae]] deve ser incluída em Myrtales, mas à primeira vista as flores espontâneas monossimétricas distintivas dessa família são bastante diferentes das do resto da ordem.<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Myrtales|jornal=Missouri Botanical Garden|doi=|url=http://www.mobot.org/mobot/research/apweb/orders/myrtalesweb2.htm|acessadoem=Visitado em 20 de Janeiro de 2017}}</ref>
A família Myrtaceae foi em 2005 subdividida em duas subfamílias com 17 tribos agrupando de 131 a 138 [[Género (biologia)|génerosgêneros]],<ref name="GRIN" /><ref name="KewArtenliste" /><ref name="Rye2009Tribes" /> com cerca de 4620 [[espécie]]s:
 
* Subfamília [[Psiloxyloideae]]&mdash; contém apenas duas tribos, cada uma delas com um génerogênero, totalizando quatro espécies:
===Estrutura taxonómica===
** Tribo [[Heteropyxideae]] {{Person|Harv.}} &mdash; contém apenas um génerogênero [[monotípico]]:
A família Myrtaceae foi em 2005 subdividida em duas subfamílias com 17 tribos agrupando de 131 a 138 [[Género (biologia)|géneros]],<ref name="GRIN" /><ref name="KewArtenliste" /><ref name="Rye2009Tribes" /> com cerca de 4620 [[espécie]]s:
* Subfamília [[Psiloxyloideae]]&mdash; contém apenas duas tribos, cada uma delas com um género, totalizando quatro espécies:
** Tribo [[Heteropyxideae]] {{Person|Harv.}} &mdash; contém apenas um género [[monotípico]]:
*** ''[[Heteropyxis]]'' {{Person|Harv.}} &mdash; com três espécies da [[África do Sul]].
** Tribo [[Psiloxyleae]] &mdash; contém apenas um génerogênero [[monotípico]]:
*** ''[[Psiloxylum]]'' {{Person|Thouars ex Tul.}} &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Psiloxylum mauritianum]]'' {{Person|(Bouton ex Hook. f.) Baill.}} &mdash; nativa das [[ilhas Mascarenhas]]. É uma árvore [[dioica]] ou [[Subdioicia|poligamomonoica]].
* Subfamília [[Myrtoideae]] {{Person|Sweet}} &mdash; contém 15 tribos:
** Tribo Backhousieae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas dois génerosgêneros:
*** ''[[Backhousia]]'' Hook. & Harv. &mdash; as cerca de oito espécies que ocorrem em [[Queensland]] e [[New South Wales]].
*** ''[[Choricarpia]]'' Domin &mdash; com apenas duas espécies que ocorrem em Queensland e New South Wales (Austrália).
** Tribo Chamelaucieae &mdash; maioritariamente com flores relativamente pequenas, produzem frutos secos uniloculares. Todas as espécies, com excepção de uma que é polinizada por aves, são [[Polinização|polinizadas]] por [[insecto]]s.<ref name="Rye2009Cheyniana" /> A tribo agrupa cerca de 30 génerosgêneros, com [[centro de diversidade]] na Austrália:
*** ''Actinodium'' Schauer &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Actinodium cunninghamii]]'' Schauer ex Lindl. &mdash; ocorre apenas no sudoeste da [[Western Australia]] (Austrália).
*** ''[[Triplarina]]'' Raf. &mdash; as cerca de 7 espécies que ocorrem em Queensland e New South Wales.
*** ''[[Verticordia]]'' DC. &mdash; as cerca de 100 espécies, nativa da Austrália.
** Tribo Eucalypteae {{Person|[[Peter Gordon Wilson|Peter G.Wilson]]}} &mdash; contém sete génerosgêneros:
*** ''[[Allosyncarpia]]'' S.T.Blake &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Allosyncarpia ternata]]'' S.T.Blake &mdash; ocorre apenas em [[Northern Territory]] (Austrália).
*** ''[[Stockwellia]]'' D.J.Carr et al. &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Stockwellia quadrifida]]'' D.J.Carr, S.G.M.Carr & B.Hyland &mdash; ocorre apenas em [[Queensland]].
** Tribo Kanieae {{Person|Peter G.Wilson ex Reveal}} &mdash; contém 8 génerosgêneros:
*** ''[[Barongia]]'' {{Person|Peter G.Wilson & B.Hyland}} &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Barongia lophandra]]'' {{Person|Peter G.Wilson & B.Hyland}} &mdash; é um [[endemismo]] que ocorre apenas em Queensland (na State Forest Reserve 755, nas áreas florestais de Palmerston, Barong e Brewer), em altitudes entre 50 e 200 m, em florestas tropicais húmidas bem desenvolvidas.<ref name="BarongiaLophandra" />
*** ''[[Sphaerantia]]'' {{Person|Peter G.Wilson & B.Hyland}} &mdash; com apenas duas espécies, restritas ao norte de Queensland.
*** ''[[Tristaniopsis]]'' Brongn. & Gris &mdash; as cerca de 40 espécies são nativas da Austrália, Nova Caledónia, [[Malésia]], [[Burma]] e [[Tailândia]].
** Tribo Leptospermeae &mdash; contém sete génerosgêneros:
*** ''[[Agonis]]'' (DC.) Sweet &mdash; as cerca de seis espécies, com distribuição restrita à [[Western Australia]].
*** ''[[Asteromyrtus]]'' Schauer &mdash; as cerca de sete espécies são nativas da Nova Guiné e Austrália.
*** ''[[Neofabricia]]'' Joy Thomps.&mdash; com apenas três espécies, confinadas ao norte da Queensland.
*** ''[[Pericalymma]]'' (Endl.) Endl. &mdash; as cerca de quatro espécies são nativa do sueste da Austrália.
** Tribo Lindsayomyrteae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas um génerogênero [[monotípico]]:
*** ''Lindsayomyrtus'' B.Hyland & Steenis &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Lindsayomyrtus racemoides]]'' (Greves) Craven &mdash; nativa da região que vai das [[Molucas]] ao norte de [[Queensland]].
** Tribo Lophostemoneae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém 4 génerosgêneros:
*** ''[[Kjellbergiodendron]]'' Burret &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Kjellbergiodendron celebicum]]'' (Koord.) Merr. &mdash; ocorre apenas em [[Sulawesi]].
*** ''[[Whiteodendron]]'' Steenis &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Whiteodendron moultonianum]]'' (W.W.Sm.) Steenis &mdash; ocorre apenas em [[Bornéu]].
** Tribo Melaleuceae &mdash; contém 7 génerosgêneros:
*** ''[[Beaufortia|Beaufortia]]'' R.Br. &mdash; as cerca de 21 espécies são nativas do sudoeste da Austrália.
*** ''[[Callistemon]]'' R.Br. &mdash; as cerca de 30 espécies que ocorrem na Nova Caledónia e Austrália (26 espécies).
*** ''[[Phymatocarpus]]'' F.Muell. &mdash; com apenas duas espécies, nativas da [[Western Australia]].
*** ''[[Regelia]]'' Schauer &mdash; as cerca de cinco espécies são nativas do sudoeste da Austrália.
** Tribo Metrosidereae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém dois génerosgêneros:
*** ''[[Metrosideros]]'' Banks ex Gaertn. (sin.: ''[[Agalmanthus]]'' (Endl.) Hombr. & Jacquinot, ''[[Ballardia]]'' Montrouz., ''[[Carpolepis]]'' (J.W.Dawson) J.W.Dawson, ''[[Mearnsia]]'' Merr., ''[[Microsideros]]'' Baum.-Bod. ''nom. inval.''): com cerca de 55 espécies, originalmente ausente da Austrália, com distribuição natural desde a região do Cabo e da região que vai das ilhas [[Ogosawara]] à [[Malésia]] e às ilhas do Pacífico. Inclui as espécies neozelandesas ''[[Metrosideros umbellata]]'' e ''[[Metrosideros robusta]]'' e a ''[[pohutukawa]]'' das ilhas Hawaii.
*** ''[[Tepualia]]'' Griseb. &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Tepualia stipularis]]'' (Hook. & Arn.) Griseb. &mdash; nativa do centro e sul do Chile e do sudoeste da Argentina.
** Tribo Myrteae &mdash; com frutos carnudos do tipo [[baga]] ou [[drupa]] (fruto com caroço). A tribo tem o seu [[centro de diversidade]] na [[região neotropical]] ([[Neotropis]]) e também no região sul da [[Oceânia]]. A tribo contém cerca de 54 génerosgêneros:
*** ''[[Acca|Acca]]'' O.Berg &mdash; com três a seis espécies, nativas da região que vai do Peru ao Uruguai, entre as quais:
**** ''[[Acca sellowiana]]'' (O.Berg) Burret &mdash; a [[feijoa]].
*** ''[[Ugni]]'' Turcz. &mdash; as cerca de quatro espécies são nativas do [[Neotropis]].
*** ''[[Uromyrtus]]'' Burret &mdash; as cerca de 15 espécies são maioritariamente nativas da região entre a Nova Guiné e a Nova Caledónia, mas com quatro espécies que ocorrem na Austrália.
** Tribo Osbornieae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas um génerogênero:
*** ''[[Osbornia]]'' F.Muell. &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Osbornia octodonta]]'' F.Muell. &mdash; esta árvore dos [[mangal|mangais]] tem [[distribuição natural]] nas [[Filipinas]] e no norte da Austrália.
** Tribo Syncarpieae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas um génerogênero:
*** ''[[Syncarpia]]'' &mdash; as cerca de cinco espécies ocorrem nas [[Molucas]] e em Queensland e New South Wales.
** Tribo Syzygieae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas três génerosgêneros:
*** ''[[Piliocalyx]]'' Brongn. & Gris &mdash; as cerca de oito espécies ocorrem apenas na Nova Caledónia.
*** [[Syzygium|''Syzygium'']] &mdash; as 500 a 1000 espécies ocorrem nas regiões tropicais e subtropicais da África, Ásia, Austrália e das ilhas do Pacífico.
*** ''[[Waterhousea]]'' B.Hyland &mdash; com apenas quatro espécies que ocorrem em Queensland e New South Wales.
** Tribo Tristanieae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas três génerosgêneros:
*** ''[[Thaleropia]]'' {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; com apenas três espécies que ocorrem na Nova Guiné e Austrália.
*** ''Tristania'' &mdash; com apenas uma espécie:
**** ''[[Tristania neriifolia]]'' (Sims) R.Br. &mdash; ocorre apenas em New South Wales.
*** ''[[Xanthomyrtus]]'' Diels &mdash; as cerca de 23 espécies ocorrem na [[Malésia]] e Nova Caledónia.
** Tribo Xanthostemoneae {{Person|Peter G.Wilson}} &mdash; contém apenas três génerosgêneros:
*** ''[[Pleurocalyptus]]'' Brongn. & Gris &mdash; com duas espécies nativas da Nova Caledónia.
*** ''Purpureostemon'' Gugerli &mdash; com apenas uma espécie:
*** ''[[Xanthostemon]]'' F.Muell. &mdash; das cerca de 45 espécies, 14 ocorrem na Austrália e 19 na Nova Caledónia.
 
=== Tribos e génerosgêneros ===
A família inclui as seguintes tribos:
* Subfamília '''[[Myrtoideae]] Sweet, 1827'''
::*[[Psiloxyleae]] [[A.J.Scott]], 1980 (1 gen.)<ref name = APGW/>
 
A família Myrtaceae inclui os seguintes génerosgêneros:<ref name = "APGW">[{{Citar web|url=http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/ Myrtaceae en APGWeb, ,vers|titulo=Myrtales|data=|acessodata=2017-01-30|obra=www.mobot.org|publicado=Angiosperm 13,Phylogeny 2016Website|ultimo=|primeiro=}}</ref><ref (requierename=":1">{{citar búsquedaperiódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Myrtaceae|jornal=The interna)Plant - consultado el 29List|doi=|url=http://www.theplantlist.org/1.1/browse/A/Myrtaceae/|acessadoem=22 de diciembrejaneiro de 2016]2017|idioma=inglês}}</ref>
 
{{div col|colwidth=120px}}
 
===Sinonímia===
A família myrtaceaeMyrtaceae apresenta a seguinte [[Sinonímia (biologia)|sinonímia]]:<ref name = APGW>[http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/ Myrtaceae en APGWeb, ,vers. 13, 2016 (requerer busca interna) - consultado a 29 de Dezembro de 2016]</ref>
 
*[[Baeckeaaceae]] <small>[[Bercht.]] & [[J.Presl]]</small>
 
== Ocorrência no Brasil ==
Myrtaceae é considerada uma das famílias de Angiospermas mais bem representadas e importantes do Brasil, com distribuição de suas espécies em todos os biomas, destacando-se, com mais de uma centena de espécies, os gêneros ''Eugenia'', ''Myrcia'' e ''Calyptranthes'', enquanto o restante dos gêneros possui menos de 60 espécies. Myrtaceae é uma das famílias lenhosas dominantes em várias formações vegetais brasileiras, especialmente na floresta atlântica onde mais de 50 espécies podem ocorrer sintopicamente.
Myrtaceae constitui uma das mais importantes famílias de Angiospermas no Brasil, concentrada em uma única tribo, Myrteae e três subtribos Myrciinae, Eugeniinae e Myrtinae. É considerada uma das famílias mais bem representadas no Brasil, com distribuição de suas espécies em todos os biomas. São distribuídas por todos os continentes, à exceção da Antártica, porém com predominância nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. As mirtáceas têm sido organizadas tradicionalmente em duas subfamílias, Leptospermoideae e Myrtoideae, esta última incluindo todas as mirtáceas americanas, exceto o gênero monotípico Tepualia. Atualmente, a nova classificação infra-família proposta por Wilson et al. (2005) reconhece duas subfamílias, Myrtoideae e Psiloxyloideae, e 17 tribos. Todas as mirtáceas brasileiras estão incluídas na Tribo Myrteae. Representada por aproximadamente 1.000 espécies, Myrtaceae é uma das famílias mais importantes do Brasil destacando-se, com mais de uma centena de espécies, os gêneros ''Eugenia'', ''Myrcia'' e ''Calyptranthes'', enquanto o restante dos gêneros possui menos de 60 espécies. Myrtaceae é uma das famílias lenhosas dominantes em várias formações vegetais brasileiras, especialmente na floresta atlântica onde mais de 50 espécies podem ocorrer sintopicamente. Destaca-se, com mais de uma centena de espécies, os gêneros ''Eugenia'', ''Myrcia'' e ''Calyptranthes'', enquanto o restante dos gêneros possui menos de 60 espécies.<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Polinização e dispersão de sementes em Myrtaceae do Brasil|jornal=Scielo|doi=|url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-84042006000400002|acessadoem=23 de janeiro de 2017}}</ref> Myrtaceae é uma das famílias lenhosas dominantes em várias formações vegetais brasileiras, especialmente na floresta atlântica onde mais de 50 espécies podem ocorrer sintopicamente. Goiás inclui 20 gêneros e 202 espécies, sendo 9 gêneros de ocorrência na região sudoeste do estado<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=A FAMÍLIA MYRTACEAE NO BRASIL|jornal=|doi=|url=https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins20157-id4031.pdf|acessadoem=23 de janeiro de 2017}}</ref> e 64 espécimes foram registrados no Maranhão.<ref>{{citar periódico|ultimo=Morais|primeiro=Larissa Maria Fernandes|titulo=FAMÍLIA MYRTACEAE: ANÁLISE MORFOLÓGICA E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE UMA COLEÇÃO BOTÂNICA|jornal=|doi=|url=http://www.conhecer.org.br/Agrarian%20Academy/2014a/familia.pdf|acessadoem=}}</ref>
 
A espécie do gênero Eugenia punicifolia (Kunth) DC., apresenta um padrão de distribuição mais amplo em relação as demais, sendo encontrada em 25 Estados do Brasil, de acordo com a lista de espécies da Flora do Brasil (2014); Ocorrem cerca de 59 espécies nos estados de Goiás e Tocantins, Goiás inclui 20 gêneros e 202 espécies, sendo 9 gêneros de ocorrência na região sudoeste do estado; <ref name=":2">{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=A FAMÍLIA MYRTACEAE NO BRASIL|jornal=|doi=|url=https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins20157-id4031.pdf|acessadoem=23 de janeiro de 2017}}</ref> Em 2009 foram registrados no Estado do Rio Grande do Norte, (em Natal) 17 espécies<ref>{{citar periódico|ultimo=Silva|primeiro=Josélia Oliveira do Nascimento|titulo=A FAMÍLIA MYRTACEAE NO PARQUE ESTADUAL DAS DUNAS DO NATAL – RN, BRASIL|jornal=|doi=|url=http://livros01.livrosgratis.com.br/cp097161.pdf|acessadoem=Visitado em 30 de Janeiro de 2017}}</ref>; No Distrito Federal foram registrados 20 espécimes para os referidos municípios: Brasília, Brazlândia e Palmeiras; Em Minas Gerais, foram registrados seis espécimes, nos município de Garapuava, entre São Francisco e São Romão, Umuarama e São Romão; Para o estado da Bahia registrou-se quatro espécimes, nos municípios de Rio de Contas, Correntina; No Mato Grosso do Sul, foi registrado um espécime entre os municípios de Aquiduana e Campo Grande; Sergipe, um espécime no município de Maraú; Na Amazônia brasileira encontra-se um total de 11 espécies de ''Marlierea'', distribuídas em todos os estados do Norte<ref name=":2" />; Nos estados do Rio de Janeiro até o Estado de Santa Catarina ocorre naturalmente a espécie de ''Eugenia sulcata''<ref>{{Citar periódico|ultimo=Romagnolo|primeiro=Mariza Barion|ultimo2=Souza|primeiro2=Maria Conceição de|data=2006-09-01|titulo=O gênero Eugenia L. (Myrtaceae) na planície de alagável do Alto Rio Paraná, Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, Brasil|jornal=Acta Botanica Brasilica|volume=20|numero=3|paginas=529–548|issn=0102-3306|doi=10.1590/S0102-33062006000300004|url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-33062006000300004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt}}</ref>'';'' e 64 espécimes foram registrados no Maranhão.<ref>{{citar periódico|ultimo=Morais|primeiro=Larissa Maria Fernandes|titulo=FAMÍLIA MYRTACEAE: ANÁLISE MORFOLÓGICA E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE UMA COLEÇÃO BOTÂNICA|jornal=|doi=|url=http://www.conhecer.org.br/Agrarian%20Academy/2014a/familia.pdf|acessadoem=}}</ref>
 
== Referências ==
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<ref name="GRIN">{{GRIN|ID=751|Rang=family|WissName=Myrtaceae}}</ref>
<ref name="tropicos"> {{Tropicos|ID=42000198|WissName=Myrtaceae|Rang=Familie|}} </ref>
<ref name="KewArtenliste"> [http://apps.kew.org/wcsp/advanced.do Gattungsnamen in Suchmaske bei ''World Checklist of Selected Plant Families'' von Kew eingeben.] (letzte Änderungen nach R. Govaerts, N. Sobral, P. Ashton, F. Barrie, B. K. Holst, L. L. Landrum, K. Matsumoto, F. Fernanda Mazine, E. Nic Lughadha, C. Proença et al.: ''World Checklist of Myrtaceae'', Kew Publishing, Royal Botanic Gardens, Kew, 2008, S. 1–455.) letzter Zugriff am 29. September 2013</ref>
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<ref name="Trudgen2010">Malcolm E. Trudgen, Barbara L. Rye: ''Enekbatus, a new Western Australian genus of Myrtaceae with a multi-locular indehiscent fruit.'' In: ''Nuytsia.'' Bd. 20, 2010, S. 229–259: [http://florabase.dec.wa.gov.au/science/nuytsia/416.pdf PDF].</ref>
<ref name="Rye2012"> Barbara L. Rye, Malcolm E. Trudgen: ''Seven new combinations for Western Australian members of Myrtaceae tribe Chamelaucieae.'' In: ''Nuytsia.'' Bd. 22, Nr. 6, 2012, S. 393–398: [http://florabase.dec.wa.gov.au/science/nuytsia/651.pdf PDF].</ref>
<ref name="BarongiaLophandra">{{Citar [web|url=http://keys.trin.org.au/key-server/data/0e0f0504-0103-430d-8004-060d07080d04/media/Html/taxon/Barongia_lophandra.htm|titulo=Factsheet - ''Barongia lophandra'' |data=|acessodata=2017- Datenblatt bei ''01-30|obra=keys.trin.org.au|publicado=Australian Tropical Rainforest Plants'', Edition 6.]|ultimo=|primeiro=}} </ref>
</references>