Diferenças entre edições de "Região histórica de Castela"

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Atualmente existem duas comunidades autônomas espanholas que mantêm o nome do lugar em seu próprio nome oficial: [[Castela e Leão]] e [[Castela-La Mancha]]. Uma terceira, a [[Comunidade de Madrid]] é considerada castelhana também pela sua posição geográfica e da abordagem do seu Estatuto de Autonomia, tendo-se originado apenas na manifestação de interesse do Estado.
 
A partir de meados do século XV começaram a aparecer os primeiros mapas onde se emprega a denominação de ''Castela a Nova'' em vez de [[Reino de Toledo]], e de ''Castela a Velha'', como duas das principais sub-divisões territoriais da [[Coroa de Castela]]. Novas reformas são levadas a cabo, com destaque para a reforma territorial de 1833, em que a área sob jurisdição da antiga Coroa de Castela foi dividida por várias novas províncias.
 
Durante a [[Segunda República Espanhola]] foram efetuadas alterações dos limites territoriais, que não foram alterados após a [[Guerra Civil Espanhola]]. Até à [[Transição Espanhola]] em [[1978]], considerou-se que Castela estaria composta pelas províncias de Leão, [[Castela a Velha]] e [[Castela a Nova]] - de que fazia parte a cidade de [[Madrid]]. Segundo esta visão tradicional, Castela corresponderia às seguintes [[províncias de Espanha|províncias]] atuais de Espanha (de norte a sul):
Atendendo a critérios históricos, outros autores incluem também as [[comarca|comarcas]] de [[Utiel]] e [[Requena]], actualmente dentro de [[província de Valência|Valência]] (à qual se uniram depois da [[Divisão territorial de Espanha em 1833|divisão territorial de 1833]]) ou as de [[Plasência]] (actualmente na [[província de Cáceres|Cáceres]]), e a zona Serra de [[Béjar]] ([[província de Salamanca|Salamanca]]), pertencentes todas eles ao reino medieval de Castela, ainda que Béjar foi originariamente leonesa.
 
Por outra lado, há que assinalar que as províncias de Valladolid e Palência, quando atribuídas em 1833 a Castela a Velha, passaram em 1855 à região do [[Reino de Leon (região)|Reino de LéonLeão]]. Além disso a comarca de [[Barco de Ávila]] (antigamente Barco de Tormes) integrada em 1833 à província de Salamanca, tinha feito parte anteriormente do Reino de Castela (concretamente dadas [[ComunidadeComunidades de VillaVila e Terra, dena Ávila]]antiga zona da ''"Extremadura castellana"'').
 
Outros autores eliminam da lista anterior:
* A Liébana ([[LiébanaCantábria]].)
* A maior parte das províncias de Valladolid e Palencia, por terem pertencido ao [[Reino de Leão]].
* As províncias de Toledo e Cidade Real, pertencentes ao [[Reino de Toledo]], e nas que se aplicava um direito romano visigótico, alheio à tradição legal de Castela, baseada no costume.
* As partes da [[província de Albacete]] que não pertenceram a Cuenca (parte da província de Albacete estava incluída no [[Reino de Múrcia]], bem como outras partes encontravam-se nas actuais províncias de Cuenca, [[Província de Alicante|Alicante]] e Cidade Real).
 
Alguns movimentos culturais e políticos regionalistas e nacionalistas, advogam a união política de Castela, entendendo-a como a totalidade das províncias das actuais comunidades autónomas de [[Castela e Leão]], [[Castela-A Mancha]], La Rioja, Cantabria e Madrid, juntamente com as comarcas de Utiel e Requena.
 
O Partido Regionalista de Cantabria encontra-se numa posição oposta a estes partidos, enquanto também existem movimentos a favor a esta hipotética união na Cantabria, como a [[Associação para a Integração de Cantabria em Castela e Leão]] (AICC).
 
À margem deste castelhanismo encontrámos partidos regionalismo castelhano-leonés|castelhanoleonesistas que defendem a actual autonomia de [[Castela e Leão]]. É o caso por exemplo da Unidade Regionalista de Castela e Leão.
 
Os partidos de ideologia [[leonesismo|leonesista]] (como a União do Povo Leonés, União do Povo Salmantino ou o Partido Regionalista do País Leonés) também se opõem a estas propostas, já que negam o carácter castelhano das províncias de [[província de Leão|Leão]], [[província de Zamora|Zamora]] e [[província de Salamanca|Salamanca]] (às quais denominam [[País Leonés]]), e pretendem a autonomia e identidade própria que sempre tiveram.
 
Por sua vez, os seguidores das teses de Anselmo Carretero defendem que as províncias castelhanas que fazem parte actualmente de Castela e Leão, e de Castela-A Mancha, devem formar comunidades autónomas uniprovinciales, estabelecendo posteriormente relações com o resto das províncias castelhanas. Desta maneira consideram que se respeita melhor a tradição de descentralización de Castela.
 
Em todo caso, os partidos políticos castelhanistas têm uma representação muito escassa. Não existem dados a respeito da opinião cidadã sobre estas discussões, para além da demonstrada nas sucessivas eleições.
 
==História==
 
===Formação do Reino de Castela===
Castela nasceu a 15 de setembro do ano 800]no hoje desaparecido [[mosteiro de San Emeterio]] de [[Taranco de Mena]], situado no [[vale de Mena]], no norte da actual província de Burgos. O nome de Castela aparece num documento [[notário|notarial]] no qual o abade [[Vitulo]] doava uns terrenos. Nesse documento aparece escrito «''Bardulia quae nunc vocatur Castella''» (''[[Bardulia]] que desde agora chamaremos Castela''). Também há que ter em conta a antiquíssima documentação do bispado de Valpuesta, monteiro da [[província de Burgos]] (804-1087), aonde nos seus velhos cartularios começam a se redigir palavras no nascente romance castelhano (futuro idioma castelhano ou [[língua espanhola|espanhol]]). A crença popular diz que o nome de Castela provêm da grande quantidade de castelos ou fortalezas que existiam nestas terras; no entanto, o nome pode ter tido outra origem.
 
Castela nasceu a 15 de setembro do ano [[800]] no hoje desaparecido [[mosteiro de San Emeterio]] de [[Taranco de Mena]], situado no [[vale de Mena]], no norte da actual província de Burgos. O nome de Castela aparece num documento [[notário|notarial]] no qual o abade [[Vitulo]] doava uns terrenos. Nesse documento aparece escrito «''Bardulia quae nunc vocatur Castella''» (''[[Bardulia]] que desde agora chamaremos Castela''). Também há que ter em conta a antiquíssima documentação do bispado de Valpuesta, monteiro da [[província de Burgos]] (804-1087), aonde nos seus velhos cartularios começam a se redigir palavras no nascente romance castelhano (futuro idioma castelhano ou [[língua espanhola|espanhol]]). A crença popular diz que o nome de Castela provêm da grande quantidade de castelos ou fortalezas que existiam nestas terras; no entanto, o nome pode ter tido outra origem.
 
Anos mais tarde consolidar-se-ia como entidade política autónoma, ainda que permanecendo como condado vassalo do Reino de Leão. Esta terra estava habitada maioritariamente por habitantes de origem cántabrica e basca com um [[dialecto]] romance próprio, o [[castelhano]], e umas leis diferenciadas, baseadas no [[livre arbítrio]], e administradas, segundo a tradição, por juízes populares, em contraste com o ''[[Fuero Juzgo]]'' romano-visigótico vigente no reino leonés.
No seu testamento regressa-se à tradição real de diferentes monarcas para cada reino. Fernando II será rei de Leão, e [[Sancho III de Castela|Sancho III]], rei de Castela
 
Em 1217 [[Fernando III de Leão e Castela|Fernando III o Santo]] recebeu de sua mãe [[Berengária de Castela|Berengária]] o Reino de Castela e de seu pai [[Afonso IX de Leão|Afonso IX]] em 1230 o de Leão. Assim mesmo, aproveitou o declive do [[Califado Almóada]] para conquistar o vale do Guadalquivir enquanto seu filho Alfonso tomava o Reino de Múrcia. As Cortes de Leão e Castela fundiram-se, momento o que se considera que surge a Coroa de Castela, formada pelos reinos de Castela, Leão, Toledo e o resto de reinos taifas e senhorios conquistados aos árabes. Estes reinos conservaram instituições e legislação diferenciadas. Por exemplo, nos reinos de [[Reino da Galiza|Galiza]], [[Reino de Leão|Leão]] e Toledo aplicava-se um direito de raiz romano-visigótica, diferente da legislação principalmente baseada no costume que existia no Reino de Castela.
 
 
==Partidos políticos nacionalistas em Castela==
 
Alguns movimentos culturais e políticos regionalistas e nacionalistas, advogam a união política de Castela no chamado [[Nacionalismo castelhano|nacionalismo castelhano]], entendendo-a como a totalidade das províncias das actuais comunidades autónomas de [[Castela e Leão]], [[Castela-A Mancha]], [[La Rioja (Espanha)|La Rioja]], Cantabria[[Cantábria]], e [[Comunidade autónoma de Madrid|Madrid]], juntamente com asa comarcascomarca de Requena-Utiel e Requena.
 
O Partido Regionalista de CantabriaCantábria encontra-se numa posição oposta a estes partidos, enquanto também existem movimentos a favor a esta hipotética união na CantabriaCantábria, como a [[Associação para a Integração de CantabriaCantábria em Castela e Leão]] (AICC).
 
À margem deste castelhanismo encontrámos partidos regionalismo de índole castelhano-leonés|castelhanoleonesistasleonesa que defendem a actual autonomia de [[Castela e Leão]]. É o caso por exemplo da Unidade Regionalista de Castela e Leão.
 
Os partidos de ideologia [[leonesismo|leonesista]] (como a União do Povo Leonés, União do Povo Salmantino ou o Partido Regionalista do País Leonés) também se opõem a estas propostas, já que negam o carácter castelhano das províncias de [[província de Leão|Leão]], [[província de Zamora|Zamora]] e [[província de Salamanca|Salamanca]] (às quais denominam [[País Leonés]]), e pretendem a autonomia e identidade própria que sempre tiveram.
 
Por sua vez, os seguidores das teses de Anselmo Carretero defendem que as províncias castelhanas que fazem parte actualmente de Castela e Leão, e de Castela-A Mancha, devem formar comunidades autónomas uniprovinciales, estabelecendo posteriormente relações com o resto das províncias castelhanas. Desta maneira consideram que se respeita melhor a tradição de descentralización de Castela.
 
Em todo caso, os partidos políticos castelhanistas têm uma representação muito escassa. Não existem dados a respeito da opinião cidadã sobre estas discussões, para além da demonstrada nas sucessivas eleições.
 
{{Listaref}}
 
 
=={{Ver também}}==
*[[Castela a Velha]]
*[[Castela a Nova]]
*[[Gastronomia castelhana]]
*[[Folclore de Castela]]
 
[[Categoria:Reino de Castela| ]]