Diferenças entre edições de "Diocleciano"

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A Tetrarquia foi um sistema de governo baseado na divisão administrativa imperial entre quatro titulares, marcado pela adoção de amplas reformas no setor público as quais, visavam a restauração e reorganização do Estado e a manutenção do exército, não obstante, dentro da [[Tetrarquia]] ocorre a aproximação mítico-religiosa com o sistema imperial, consagrando a autoridade do [[Augusto]] ''senior''.<ref>SILVA; MENDES, 2006, p. 197-199</ref>
 
A vitória militar de [[Maximiano]] sobre os rebeldes bagaudas levou, Diocleciano a investi-lo com o título de [[Augusto (título)|Augusto]] a fim de evitar que [[Maximiano]] se tornasse um usurpador em potencial. [[Galério]] e [[Constâncio Cloro]] foram eleitos a [[César (título)|César]] após se casarem com as filhas de Diocleciano e [[Maximiano]], respectivamente. Dessa forma, era constituída uma aliança política através da aliança familiar, composta por dois Augustos e dois Césares, num sistema que se convencionou chamar de [[Tetrarquia]]. Dentro desse sistema a defesa e a administração do império foi dividida entre cada um dos quatro membros, de forma que cada membro possuía sua própria capital. Diocleciano ficou responsável pelo Oriente e o Egito, [[Galério]] ficou responsável pela [[Grécia]] e as pelas províncias danubianas, [[Maximiano]] pela Itália e a África e [[Constâncio]] pelas províncias ocidentais e Alpes Gálicos, sendo que a unidade do colégio imperial era mantida por Diocleciano, enquanto Augustus ''senior'' que se intitulou de ''Iovius'', ou [[Júpter]], comparando-se às próprias divindades, legitimando seu poder a partir da justificativa teológica que consistia segundo os pagãos, a uma assistência prestada pelos deuses aos imperadores, garantindo na terra a reprodução da ordem divina.<ref>SILVA; MENDES, 2006, p. 199-201</ref>
 
A criação da [[Tetrarquia]] em conjunto com outras medidas adotadas no período levou a um processo de burocratização da administração pública, pela separação e especialização dos cargos e tarefas administrativas, se estendendo também às reformas realizadas no exército como a separação das carreiras civil e militar e o crescente aumento do seu efetivo.<ref>SILVA; MENDES, 2006, p. 203-208</ref>
 
== Reformas econômicas ==