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Nos três séculos que se seguiram à redação da [[Mishná]], os [[rabino]]s de [[Israel]] e da [[Babilônia (região)|Babilônia]] analisaram, debateram e discutiram aquela obra. Estas discussões foram a [[Guemará]] (גמרא). A palavra significa "completude", em [[Língua hebraica|hebraico]], do [[verbo]] ''gamar'' (גמר), "completar", "aprender". A Guemará se focaliza principalmente na elucidação e elaboração das opiniões dos ''[[Tannaim]]''. Os rabinos do Guemará ficaram conhecidos como ''[[Amoraim]]'' (no singular ''Amora'', אמורא).
 
Boa parte da Guemará consiste de análises [[Lei|legais]]. O ponto de partida para a análise é, costumeiramente, uma declaração legal existente em determinada Mixná. A declaração é então analisada e comparada com outras declarações, numa [[Dialética|troca dialética]] entre dois disputantes (frequentemente anônimos, por vezes metafóricos), que são chamados de ''makshan'' ("questionador") e ''tartzan'' ("respondendor"). Outra função importante da Guemará é identificar a base bíblica correta para determinada lei apresentada na Mishná, assim como o processo lógico que a conecta com outra: esta atividade era conhecidadeconhecida como ''talmud'', muito antes da existência do Talmude como texto.
 
Estas trocas formam os componentes básicos da Guemará; o nome dado a cada passagem é ''[[Gemara#Sugya|sugya]]'' (סוגיא; plural ''sugyot''). Uma ''Sugya'' costumeiramente contém uma elaboração cuidadosamente estudada e detalhada de uma declaração mishnaica.