Diferenças entre edições de "Constantino Ducas (general)"

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|nascimento_data = {{séc|XII}}
|nacionalidade = {{IB}}
|morte_data = {{morte|8|4|1179|si}}
|religião = [[Igreja Ortodoxa|Ortodoxia Oriental]]
|ocupação = Governador e general
|nome_título1 =<nowiki />
*[[Sebasto]]
}}
'''Constantino Ducas''' ({{langx|el|Κωνσταντίνος Δούκας|''Konstantínos Doúkas''}}; m. {{morte|8|4|1179|si}}) foi um [[sebasto]], general e governador provincial sob o [[imperador bizantino|imperador]] {{lknb|Manuel|I Comneno}} {{nwrap|r.|1143|1180}}. Sua relação com a prestigiosa [[família Ducas]] é desconhecido. O pouco que se sabe sobre ele provém de um pequeno relato biográfico num manuscrito. De acordo com ele, em 1173, Manuel enviou-o para ajudar a defender [[Ancona]] na [[península Itálica|Itália]], uma aliada bizantina, contra o ataque combinado do [[sacro imperador romano-germânico|imperador]] {{lknb|Frederico|I Barba Ruiva}} {{nwrap|r.|1155|1190}} e a [[República de Veneza]]. O cerco durou sete meses, mas Constantino com sucesso defendeu a cidade. Subsequentemente, ele foi enviado como governador ([[duque (Roma Antiga)|duque]]) na [[Tema da Dalmácia|Dalmácia]] e [[Tema de Dirráquio|Dirráquio]]. Ele morreu de [[pleurisia]] em sua casa em 8 de abril de 1179.{{harvref|Polemis|1968|p=191}}
 
'''Constantino Ducas''' ({{langx|el|Κωνσταντίνος Δούκας|''Konstantínos Doúkas''}}; c. 1093 – após 1166) foi um aristocrata bizantino que casou-se com uma membro da [[dinastia comnena]] e serviu como comandante militar sob {{lknb|Manuel|I Comneno}} {{nwrap|r.|1147|1180}}, servindo no ocidente e no norte e oeste dos Bálcãs como almirante contra os [[normandos]]. Foi o fundador da [[dinastia Ângelo]], que governou o [[Império Bizantino]] em 1185–1204 e fundou e governou o [[Despotado do Epiro]] {{nwrap||1205|1318}} e o [[Império de Salonica]] {{nwrap||1224|1242/1246}}.
{{referências}}
 
== Vida ==
 
Constantino nasceu em ca. 1093 no seio de uma obscura família da aristocracia local de [[Filadélfia (Anatólia)|Filadélfia]].{{sfn|Varzos|1984|p=260}} O sobrenome da família, "Ângelo", é comumente visto como uma derivação da palavra grega para "anjo", mas essa origem é raramente atestada nos tempos bizantino e é mais provável que o nome deles derivou de A[n]gel, um distrito próximo de [[Amida (cidade)|Amida]] na [[Mesopotâmia Superior]].{{sfn|name=Kazh98|Kazhdan|1991|p=97–98}} A historiadora Suzanne Wittek-de Jongh sugeriu que Constantino foi o filho de um certo [[patrício]] Manuel Ângelo, cujas propriedades próximo de [[Serres (Grécia)|Serres]] foram confirmadas por uma [[bula dourada]] do [[imperador bizantino|imperador]] {{lknb|Nicéforo|III|Botaniates}} {{nwrap|r.|1078|1081}}, mas isso é improvável.{{sfn|name=Varnot6|Varzos|1984|p=260–261, nota 6}}
 
Apesar de sua origem humilde, Constantino foi relatadamente bravo e de grande beleza,<ref name=Kazh98 /> e conseguiu ganhar o coração de Teodora Comnena (nascida em 1097), a quarta filha do imperador {{lknb|Aleixo|I|Comneno}} {{nwrap|r.|1081|1118}} e [[Irene Ducena]]. Teodora já havia se casado certa vez com [[Constantino Curtices]], mas seu marido havia morrido sem descendência.{{sfn|Varzos|1984|p=259–261}} O casamento provavelmente ocorreu em ca. 1122, certamente após a morte de Aleixo I; a [[imperatriz bizantina|imperatriz]] Irene aparentemente desaprovou-o, e esse matrimônio parece ter azedado o relacionamento entre ela e Teodora, que é listada por último e com as provisões menos favoráveis no {{ilc|tipicon||typikon}} que Irene conferiu ao Mosteiro Cecaritomene.{{sfn|Varzos|1984|p=260–261, esp. nota 9}}
 
O casamento de Constantino retirou-o da obscuridade e lhe permitiu obter o título de [[sebastohipertato]],{{sfn|Varzos|1984|p=261}} um das dignidades bizantinas mais elevadas, dado aos esposos das filhas mais novas do imperador. A posição pode ter sido criada especificamente para Constantino, pois ele é um dos primeiros dois titulares registrados.{{sfn|Stiernon|1965|p=223–224}} Suas atividades durante o reinado do irmão de Teodora, {{lknb|João|II Comneno}} {{nwrap|r.|1118|1143}}, são desconhecidas, mas ele, como seus irmãos Nicolau, João e Miguel, gozou do favor do filho e sucessor de João, {{lknb|Manuel|I Comneno}} {{nwrap|r.|1143|1180}}.{{sfn|Varzos|1984|p=260–262, esp. nota 6}} Assim, em 26 de fevereiro de 1147, ele participou no [[concílio de Blaquerna (1147)|Concílio]] de [[Blaquerna]] que depôs o [[patriarca de Constantinopla|patriarca constantinopolitano]] {{lknb|Cosme|II Ático}}, onde foi colocado no quarto lugar na lista de participantes, atrás apenas do herdeiro-aparente, o [[déspota (título)|déspota]] [[Bela III da Hungria|Bela-Aleixo]], o [[césar (título)|césar]] [[João Rogério Dalasseno]] e o [[panipersebasto]] [[Estêvão Contostefano]].{{sfn|Stiernon|1961|p=274, 277}}{{sfn|Magdalino|2002|p=503}} No verão de 1149, ele acompanhou Manuel em sua campanha na [[Dalmácia]]. Depois de Manuel capturar a fortaleza de Razon, Constantino foi deixado para guardar a área, e lançou uma expedição no vale do [[rio Nichava|Nichava]].{{sfn|Varzos|1984|p=262}}{{sfn|name=Sti274|Stiernon|1961|p=274}}
 
Em 1154, como Manuel se preparava para guerrear contra {{lknb|Guilherme|II da Sicília}}, ele nomeou seu tio como comandante da frota bizantina e ordenou-o que prosseguisse para [[Monemvasia]], onde esperou mais reforços. Constantino, contudo, foi persuadido por seus astrólogos que se ele atacasse os sicilianos ele venceria. Desobedecendo as ordens imperiais, ele atacou uma frota siciliana muito maior que retornava de um [[raide]] contra o [[Egito fatímida]]. No confronto, os bizantinos foram derrotados e muitos de seus navios foram capturados. Seu irmão Nicolau conseguiu escapar com um punhado de navios, mas Constantino foi capturado e preso em [[Palermo]] até 1158, quando Manuel concluiu um tratado de paz com Guilherme.{{sfn|Varzos|1984|p=262–263}}
 
Em junho ou julho de 1166, Manuel incumbiu ele e [[Basílio Trípsico]] com a missão de reparar e fortificar as fortalezas de [[Zemun]], [[Belgrado]] e [[Nis]], bem como fortalecer a generalidade da fortaleza do Império Bizantino com o [[Reino da Hungria]] ao longo do curso médio do [[Danúbio]]. Como parte deste processo, organizou o reassentamento de [[Branichevo (fortaleza)|Branichevo]].{{sfn|Varzos|1984|p=263}} A data de sua morte é desconhecida; sua esposa possivelmente morreu antes dele, pois é mencionada pela última vez em 1136.{{sfn|Varzos|1984|p=263–264}}
 
== Crianças ==
 
Através de seu casamento com Teodora, Constantino teve sete crianças, três filhos e quatro filhas.<ref name=Sti274 />{{sfn|Varzos|1984|p=264}} Através de seus filhos, Constantino foi o progenitor da dinastia Ângelo, que produziu três imperadores bizantino em 1185–1204, bem como a dinastia "Ângelo Comneno Ducas" que governou o [[Despotado do Epiro|Epiro]] e [[Império de Salonica|Salonica]] nos séculos XIII-XIV.<ref name=Kazh98 /><ref name=Varnot6 />
 
* [[João Ducas (sebastocrator)|João Ducas]] (c. 1125/27 – c. 1200), teve vários filhos de um ou dois casamentos, e um filho bastardo. O último, {{lknb|Miguel|I Comneno Ducas}} {{nwrap|r.|1205|1214/1215}}, iria fundar o Despotado do Epiro e foi sucedido por seus meio-irmãos.{{sfn|Varzos|1984|p=641–649}}
* Maria Angelina (nascida ca. 1128/1130), casada com [[Constantino Camitzes]], com quem teve algumas crianças, incluindo [[Manuel Camitzes]].{{sfn|Varzos|1984|p=650–653}}
* Aleixo Comneno Ângelo (nascido ca. 1131/1132), casamento e pai de um filho.{{sfn|Varzos|1984|p=654–655}}
* [[Andrônico Ducas Ângelo]] (ca. 1133 - antes de setembro de 1185), casamento com [[Eufrósine Castamonitissa]], com quem teve nove crianças, incluindo os imperadores {{lknb|Isaac|II|Ângelo}} (r. 1185–1195, 1203–1204) e {{lknb|Aleixo|III|Ângelo}} {{nwrap|r.|1195|1203}}.{{sfn|Varzos|1984|p=656–662}}
* Eudócia Angelina (nascida ca. 1134), casada com [[Basílio Tzicandales Gudeles]]. O casal não teve filhos.{{sfn|Varzos|1984|p=663–667}}
* Zoé Angelina (nascida ca. 1135), casada com [[Andrônico Sinadeno]]. O casal teve vários filhos, cujos nomes são desconhecidos.{{sfn|Varzos|1984|p=668–672}}
* Isaac Ângelo Ducas (nascido ca. 1137), casado e teve ao menos quatro crianças.{{sfn|Varzos|1984|p=673–674}}
 
== Identidade ==
 
Começando com [[Du Cange]], muitos historiadores mais antigos distinguiram duas pessoas de mesmo nome, uma vez que um nobre menor chamado Constantino Ângelo, da Filadélfia, casou-se com a quarta filha de Aleixo I e recebeu o título de pansebastohipertato, enquanto que Constantino Ângelo, tio de Manuel I, é registrado nas fontes como sebastohipertato. Contudo, em 1961, [[Lucien Stiernon]] demonstrou que as duas pessoas era de fato a mesma, com pansebastohipertato sendo meramente um aumento retórico do título.{{sfn|Stiernon|1961|p=273–283}}
 
{{referências|col=2}}
 
== Bibliografia ==
{{refbegin|2}}
* {{Citar livro|sobrenome=Kazhdan|nome=Alexander Petrovich|autorlink=Alexander Kazhdan|título=The Oxford Dictionary of Byzantium|editora=Oxford University Press|local=Nova Iorque e Oxford|ano=1991|isbn=0-19-504652-8|ref=harv}}
 
* {{Citar livro|sobrenome=PolemisMagdalino|nome=Demetrios I.Paul|título=The Doukai:Empire Aof ContributionManuel toI ByzantineKomnenos, Prosopography1143–1180|editora=TheCambridge AthloneUniversity Press|local=LondresFiladélfia| ano=19682002|isbn=0-521-52653-1|ref=harv}}
 
* {{Citar periódico|ultimo=Stiernon|primeiro=Lucien|título=Notes de titulature et de prosopographie byzantines: Sébaste et gambros|jornal=Revue des études byzantines|ano=1965|volume=23|ref=harv}}
 
* {{Citar periódico|ultimo=Stiernon|primeiro=Lucien|título=Notes de prosopographie et de titulature byzantines: Constantin Ange (pan)sébastohypertate| jornal=Revue des études byzantines|ano=1961|volume=19|doi=10.3406/rebyz.1961.1262|páginas=273-283|ref=harv}}
 
* {{Citar livro|sobrenome=Varzos|nome=Konstantinos|título={{lang|el|Η Γενεαλογία των Κομνηνών, Τόμος Β'}} [A Genealogia dos Comnenos: Volume II]|local=Tessalônica|ano=1984|editora=Byzantine Research Centre|url=http://www.kbe.auth.gr/bkm20b.pdf|ref=harv}}
 
{{refend}}
* {{Citar livro|sobrenome=Polemis|nome=Demetrios I.|título=The Doukai: A Contribution to Byzantine Prosopography|editora=The Athlone Press|local=Londres|ano=1968|ref=harv}}
 
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