Diferenças entre edições de "Carijós"

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{{ver desambig|a unidade de conservação|Estação Ecológica de Carijós}}
{{Sem-sem notas||br|soc|data=dezembro de 2009}}
{{Links ambíguos}}
{{Info/Grupo étnico
|imagem =
|grupo = Carijós
|população = 100 000 (no [[Século XVI|século 16]])
Os litorais [[Rio Grande do Sul|gaúcho]] e [[Santa Catarina|catarinense]], ao tempo da descoberta europeia (século XVI), eram habitados pelos carijós, os quais se estendiam pelo interior, às margens da imensa [[Lagoa dos Patos]]. Os carijós eram considerados, pelos colonizadores portugueses, índios dóceis, trabalhadores e bem-intencionados. Eram aparentados aos índios [[guaranis]], os quais efetuaram uma marcha migratória do [[Paraguai]] para o sul do litoral brasileiro, onde vieram a constituir as aldeias.
 
Tendo naufragado nas proximidades da [[Ilha de Santa Catarina]] um navio português, seus tripulantes atingiram a terra, então campeada pelos índios [[guarani]]s. Entre os náufragos, estavam o português [[Henrique Montes]], o castelhano [[Melchior Ramirez]] e o negro Francisco Pacheco, além de outros. Como sucedeu a [[Caramuru]] e a [[João Ramalho]], estes uniram-se às índias, adotando um novo regime de vida. Desta união, resultou o nascimento de mestiços, [[mameluco]]s e [[cafuzo]]s, alterando o aspecto dos [[indígena]]s, que passaram a constituir uma nova cultura, denominada de ''carijó'', o que significa "arrancado do branco", ou seja, o [[mestiço]]. Daí vem o costume de chamarmos de carijós às galinhas de coloração preto e branco.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
[[Juan de Ayolas]], na conquista do [[Paraguai]], encontrou-se com os carijós à margem de um rio que deságua vinte quilômetros acima da foz do ramo principal do [[rio Pilcomayo]], onde os ameríndios em questão possuíam uma aldeia cercada por uma [[paliçada]] dupla e guarnecida de "bocas de lobo" (escavações com [[estrepe]]s no fundo). Os espanhóis, acossados pela fome, marcharam resolutamente para a [[vitória]]. Os índios, ao ouvirem os primeiros estampidos das armas de fogo, fugiram em corrida, caindo muitos nas próprias esparrelas que haviam armado aos invasores. Depois de ocupar a aldeia, Ayolas deu-lhe o nome de [[Assunção]], em homenagem à [[Assunção de Maria|assunção de Nossa Senhora]].
Os carijós construíam suas casas cobrindo-as com [[casca]]s de árvores e fabricavam [[Rede de descanso|redes]] e agasalhos com o [[algodão]] que cultivavam, forrando-os com [[pele]]s e ataviando-os com [[pluma]]s e penas. Acostumaram-se a ajudar todos os [[navio]]s que lhe solicitassem auxílio, até que um dia, traídos na sua boa fé, acabaram considerando os brancos [[inimigo]]s. Mantinham grande quantidade de aves em suas aldeias: por este motivo, eram chamados pelos europeus de "índios Patos".<ref>BUENO, E. ''Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores''. Rio de Janeiro. Objetiva. 1999. p. 58.</ref>
 
Na arte de cura, os carijós estavam bem adiante dos demais nativos. O remédio principal era uma ventosa aplicada pelos lábios do [[pajé]]. Na [[bruxaria]], também eram bem desenvolvidos. Para enfeitiçar um semelhante, costumavam amarrar um [[sapo]] em uma árvore. À medida que o animal fenecia, a pessoa enfeitiçada deveria também fenecer até morrer. Se desejavam cegar alguém, enterravam-lhe, debaixo da rede, um ovo. Descoberta a [[mandinga]], os objetos que haviam servido para a mesma deviam ser arremessados ao rio.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
Grande era o número dos que tinham parentesco com um ser superior que chamavam de ''caraibebe'', que os [[jesuítas]] traduziram por "[[anjo]]s". Gozavam de vida avantajada esses que, manhosamente, se inculcavam ministros dos "anjos". Recebiam os melhores frutos da terra e as mais cobiçadas [[caça]]s que fossem abatidas pelas cercanias. Quando um guerreiro partia para a [[guerra]], era honrado com um sopro do ''caraibebe'' para que não morresse em combate. Entretanto, se algum caía morto em luta, havia a desculpa de que o infeliz, por seus pecados, não se tornara digno da bênção do [[pajé]]. Deste modo, esses pajés se tornaram infalíveis, com prestígio inabalável entre os seus seguidores.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
== Influência ==
{{referências}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{Link||2=http://www.rosanevolpatto.trd.br/%C3%ADndios_carij%C3%B3s.htm |3=VOLPATO, Rosane. ''Índios Carijós''}}
 
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