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{{em construção}}
{{geocoordenadas|8_23_55_S_35_4_3_W|8º 23' S, 35º 4' O}}
{{construção futura}}
A '''Refinaria [[Abreu e Lima]] (RNEST)'''<ref>{{Citar web|url=http://www.petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/principais-operacoes/refinarias/refinaria-abreu-e-lima.htm|titulo=Refinaria Abreu e Lima: Veja as Principais Operações Petrobras|data=|acessodata=2016-07-15|obra=Petrobras|publicado=|ultimo=|primeiro=}}</ref> é uma refinaria de petróleo sendo construída em [[Ipojuca]], no litoral sul do estado [[brasil]]eiro de [[Pernambuco]], que está em operação parcial, com autorização para produzir 100 mil barris de petróleo/dia.<ref>{{citar web|url=http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/01/11/139197/|titulo=CPRH renova licença de operação da Refinaria Abreu e Lima|data=11/01/2016 ÀS 17:12|acessodata=15/07/2016|obra=|publicado=ne10.com.br|ultimo=Tiago|primeiro=Anna}}</ref> É a primeira refinaria inteiramente construída com tecnologia nacional. A [[Petrobras]] considera que essa refinaria será a mais moderna já construída em território nacional, pois será a primeira adaptada a processar 100% de petróleo pesado com o mínimo de impactos ambientais e produzir combustíveis com teor de enxofre menor do que o exigido pelos padrões internacionais mais rígidos, de 10 ppm de enxofre.
 
Desde quando o ex-presidente [[Luiz Inácio Lula da Silva]] lançou o projeto da refinaria, em 2005, ela tinha orçamento estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões de dólares. A previsão de investimentos já subiu quasepara sete15 vezesbilhões de dólares e é estimado em 18,5 segundobilhões de dólares, o últimoequivalente relatório56,8 quadrimestralbilhões dode Programareais.<ref>{{citar web|url=http://exame.abril.com.br/brasil/petrobras-trabalha-duro-para-manter-rnest-em-us-18-5-bi-diz-ceo-2/|publicado=Abril|obra=Exame|data=11 de Aceleraçãojunho dode Crescimento2014|acessodata=25 (PAC)de abril de 2017|título=Petrobras trabalha para manter Rnest em US$18,5 bi, diz CEO}}</ref><ref>{{citar web|url=http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,petrobras-trabalha-duro-para-manter-rnest-em-us18-5-bi-diz-ceo,1510239|publicado=Estadão|data=11 de junho de 2014|acessodata=25 de abril de 2017|título=Petrobras 'trabalha duro' para manter Rnest em US$18,5 bi, diz CEO}}</ref><ref name="custos"/>
 
== Capacidade de refino prevista ==
Desde os anos 1970 se discutia a necessidade de construção de uma refinaria capaz de processar simultaneamente o petróleo pesado nacional e o importado da [[Venezuela]], na época o maior produtor de petróleo da [[América do Sul]]. Os primeiros projetos discutidos entre o governo e a Petrobras já previam a instalação de uma refinaria no Norte ou Nordeste do Brasil, para baratear os custos de frete e aumentar a geração de emprego e renda na região. Um pré-acordo com a Venezuela prevendo a garantia do fornecimento para esta refinaria chegou a ser fechado, mas não foi implementado.
 
No início dos anos 1990, a reaproximação entre [[Brasil]] e [[Venezuela]] reavivou estes planos, a partir dos acordos de La Guzmania, assinados em 4 março de 1994, pelos então Presidentes [[Itamar Franco]] e [[Rafael Caldera]]. Entretanto os planos acabaram novamente adiados. Nos anos [[2000]], a aproximação da Venezuela com o [[Mercosul]], conjugada com o aumento do consumo de combustíveis na região Nordeste, fortaleceu a necessidade do projeto, discutido publicamente pelo governo e pela Petrobras já em 2004-2005. Com a entrada da [[Venezuela]] no [[Mercosul]], importar petróleo venezuelano ficaria mais barato e, assim, o lucro brasileiro ao refinar petróleo venezuelano e exportar derivados industrializados seria ainda maior.
 
A descoberta de novas zonas produtoras de petróleo no Brasil, no [[pré-sal]], ampliou a necessidade de refinarias desta natureza, para que o país pudesse, no futuro, exportar derivados de petróleo, de valor agregado muito superior ao do [[óleo cru]].
 
== Petrobras e PDVSA ==
A associação da Petrobras com a PDVSA foi resultado de um total de onze acordos firmados entre as duas empresas, em um longo processo de negociações iniciado na primeira metade da década de 1990 (Governo [[Governo Itamar Franco]]). A princípio a Petrobras seria sócia majoritária (60% por cento), tendo a PDVSA e a Renor Refinaria do Nordeste S.A. (empresa privada brasileira) respectivamente 35% e 5% por cento, como sócias minoritárias.
 
Em 2008 foi fechado o primeiro acordo entre a [[Petrobras]] e a [[PDVSA]] prevendo que o petróleo utilizado na refinaria Abreu e Lima fosse fornecido em partes iguais pelos dois países. As negociações entre a Petrobras e a PDVSA para a construção de uma refinaria no Brasil haviam sido iniciadas em 2003, quando chegou a ser discutido o projeto de criação de uma nova empresa petrolífera sul-americana, que não foi concluído.
 
O acordo firmado em 2008 previa ainda que a Petrobras receberia direitos de exploração de petróleo na principal região petrolífera da Venezuela, a Faixa do [[Orinoco]]. Após um novo e duro ciclo de negociações,<ref>''"Imbróglio na Refinaria Abreu e Lima"'', '''Energia Hoje''', 21/02/2009 http://www.energiahoje.com/index.php?ver=mat&mid=375531</ref><ref>''"Lula e Chavez não chegam a acordo sobre refinaria Abreu e Lima em Pernambuco"'', '''O Globo''', 26/05/2009, http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/05/26/lula-chavez-nao-chegam-acordo-sobre-refinaria-abreu-lima-em-pernambuco-756036600.asp</ref><ref>''"Brasil e Venezuela avançam em Mercosul, mas refinaria fica para depois"'', '''BBC''', 26/05/2009, http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090526_lula_chavez_cq.shtml</ref> em 2012, o diretor do Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, afirmou que o prazo da estrangeira iria até novembro daquele ano. O acordo previa instalações ainda maiores, com maior capacidade de refino.
 
== Perspectivas, críticas e disputas ==
Uma das principais críticas levantadas inicialmente ao projeto da refinaria dizia respeito aos possíveis impactos ambientais da própria atividade de refino de petróleo. A Petrobras defende que as novas tecnologias desta refinaria irão minimizar os impactos ambientais, com menor uso de água e o reflorestamento do entorno da obra.{{carece de fontes}}
 
Dentre os aspectos positivos destaca-se o aumento da capacidade de produção de derivados no país. Dentre as tecnologias inovadoras está um novo sistema de tratamento de efluentes capaz de reduzir significativamente os odores e as emissões de gases tóxicos e gases geradores do efeito estufa.{{carece de fontes}}
 
Além disso, novas refinarias podem ser consideradas fundamentais para a economia do Brasil, pois a atividade industrial de refino agrega um valor enorme ao petróleo. Com o barril de petróleo (163,65 litros) sendo negociado a US$ 115,00 (setembro de 2012), o preço do litro de petróleo fica em cerca de 0,70 centavos, enquanto o litro da gasolina vale 4 vezes mais. Outros derivados de petróleo, como os polímeros (plásticos), podem valer 40 ou até 50 vezes mais do que o óleo cru.{{carece de fontes}}
 
== Corrupção ==
=== Elevação dos custos ===
A refinaria custou 4,2 bilhões de dólares a mais do que deveria, concluiu o relatório da [[CPI da Petrobras]] que apurou denúncias de corrupção na estatal. Esse valor considera o gasto total da implantação da Rnest, em Pernambuco. A Petrobras afirma que o custo total da Rnest foi de 18,5 bilhões de dólares, um montante muito acima do orçamento inicial de uma das obras mais investigadas pelas autoridades brasileiras.<ref>{{citar web|url=http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/2014-12-10/rnest-custou-us-42-bi-a-mais-do-que-deveria-diz-cpmi-da-petrobras.html|publicado=iG|data=10 de dezembro de 2014|acessodata=25 de abril de 2017|título=Rnest custou US$ 4,2 bi a mais do que deveria, diz CPMI da Petrobras}}</ref>
A Petrobras atribui a elevação dos custos de construção da Refinaria Abreu e Lima, que saltaram da previsão de investimentos iniciais de 2,5 bilhões de dólares para um custo final de 20 bilhões de dólares, ao aumento da infraestrutura e da capacidade instalada de refino total em relação ao que era previsto inicialmente, às novas tecnologias que serão incorporadas para o tratamento da emissão de gases, à alta dos preços de serviços e equipamentos em função do aquecimento da indústria do petróleo até meados de 2008, além de fatores conjunturais imprevisíveis, como a variação da taxa de câmbio e encarecimento dos equipamentos importados. Além disso a Petrobras explica que o custo médio de investimento por barril refinado subiu no mundo inteiro entre 2005 e 2008, passando de US$ 20 mil para US$ 50 mil por barril.{{carece de fontes}}
 
=== Operação Lava Jato ===
{{Artigo Principal|Operação Lava Jato}}
Durante o processo de apuração das irregularidades ocorridas na [[Petrobras]], investigadas pela [[Operação Lava Jato]], entre elas a construção da Refinaria de Abreu e Lima, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, [[Paulo Roberto Costa]], em depoimento na [[delação premiada]], revelou a ocorrência de [[superfaturamento]] por parte das empresas envolvidas em [[cartel]] nas obras da estatal.<ref>{{citar web|url=http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2015/08/tcu-identifica-superfaturamento-de-r-673-milhoes-na-refinaria-abreu-e-lima|publicado=EBC|acessodata=7 de abril de 2017|título=TCU identifica superfaturamento de R$ 673 milhões na Refinaria Abreu e Lima}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/a-refinaria-abreu-e-lima-e-a-operacao-lava-jato/86497/|publicado=Administradores|acessodata=7 de abril de 2017|título=A Refinaria Abreu e Lima e a Operação Lava Jato}}</ref> Um parecer técnico do [[Ministério Público Federal]] (MPF), de outubro de 2014, apontou um superfaturamento de 613 milhões de reais das obras da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) da refinaria Abreu e Lima.<ref>{{citar web|url=http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/parecer-aponta-superfaturamento-de-r-613-milhoes-em-obras-de-abreu-e-lima/|publicado=Estadão|acessodata=7 de abril de 2017|título=Parecer aponta superfaturamento de R$ 613 milhões em obras de Abreu e Lima|autor=Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho}}</ref>
 
Em 23 de abril de 2017, informações da delação do ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva à [[Procuradoria-Geral da República]] (PGR) constaram que as obras realizadas na refinaria renderam R$ 90 milhões de reais em propinas para ex-executivos da PetrobrásPetrobras ligados ao [[Partido Progressista (Brasil)|Partido Progressista]] (PP), ao [[Partido dos Trabalhadores]] (PT) e ao [[Partido Socialista Brasileiro]] (PSB). Segundo ele, as maiores empreiteiras do País se reuniram previamente para combinar a forma de atuação na licitação. As obras ficaram com a [[Construtora Norberto Odebrecht|Odebrecht]], [[OAS]], [[Camargo Corrêa]] e [[Queiroz Galvão]]. Dois contratos foram assinados em dezembro de 2009 – um no valor de R$ 1,485 bilhão de reais e outro, de R$ 3,19 bilhões de reais. Com custo inicial de R$ 7,5 bilhões de reais, a refinaria Abreu e Lima ainda não foram totalmente concluídas. Suas obras já consumiram R$ 58,6 bilhões. de reais.<ref name="custos">{{citar web|url=http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,obras-na-refinaria-abreu-e-lima-renderam-r-90-mi-em-propina-a-pp-pt-e-psb,70001748996|publicado=Estadão|acessodata=25 de abril de 2017|publicado=Estadão|título=Obras na refinaria Abreu e Lima renderam R$ 90 mi em propina a aliados do PP, PT e PSB}}</ref>
 
{{Referências|col=2}}
 
 
{{Refinarias da Petrobras}}
{{Operação Lava Jato}}
{{sem interwiki}}
 
[[Categoria:Refinarias de petróleo do Brasil|Abreu Lima]]
[[Categoria:Ipojuca]]
[[Categoria:Economia de Pernambuco]]
[[Categoria:Refinarias da Petrobras]]
[[Categoria:Operação Lava Jato]]
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