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Nascido em Maceió, Cacá Diegues é o segundo filho de um [[antropólogo]] e a filha de um fazendeiro. Aos 6 anos de idade, sua família mudou-se para o [[Rio de Janeiro]] e instala-se em [[Botafogo (bairro do Rio de Janeiro)|Botafogo]], bairro onde Diegues passou toda sua infância e adolescência.
 
Estudou no [[Colégio Santo Inácio]], dirigido por [[jesuítas]], até ingressar na [[Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro]] (PUC-Rio), onde fez o curso de Direito. Como presidente do Diretório Estudantil, fundou um [[cineclube]], iniciando suas atividades de cineasta amador, com [[David Neves]] e [[Arnaldo Jabor]], entre outros. Ainda estudante, dirige o jornal "''O Metropolitano"'', órgão oficial da União Metropolitana de Estudantes e junta-se ao [[Centro Popular de Cultura]], ligado à [[União Nacional dos Estudantes]]. O grupo da PUC e o de "''O Metropolitano"'' tornam-se, a partir do final da [[década de 1950]], um dos núcleos de fundação do Cinema Novo, do qual Diegues é um dos líderes, juntamente com [[Glauber Rocha]], [[Leon Hirszman]], [[Paulo Cesar Saraceni]] e [[Joaquim Pedro de Andrade]]. Em 1961, em colaboração com David Neves e [[Affonso Beato]], realiza o curta-metragem ''Domingo'', um dos filmes pioneiros do movimento.
 
Em 1962, no CPC, Diegues dirige seu primeiro filme profissional, em 35mm, ''Escola de Samba Alegria de Viver'', episódio do [[longa-metragem]] ''Cinco Vezes Favela'' (os demais episódios são dirigidos por Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges). Seus três primeiros longas-metragens - ''Ganga Zumba'' (1964), ''A Grande Cidade'' (1966) e ''Os Herdeiros'' (1969) - são filmes típicos daquele período voluntarista, inspirados em utopias para o cinema, para o Brasil e para a própria humanidade. Polemista inquieto, ele continua a trabalhar como jornalista e a escrever críticas, ensaios e manifestos cinematográficos, em diferentes publicações, no Brasil e no exterior.
 
Em 1969, após a promulgação do [[AI-5]], Diegues deixa o Brasil, vivendo primeiro na [[Itália]] e depois na [[França]], com sua esposa, a cantora [[Nara Leão]]. De volta ao Brasil, Diegues realiza mais dois filmes - ''[[Quando o Carnaval Chegar]]'' (1972) e ''[[Joanna Francesa]]'' (1973). Em 1976, dirige ''[[Xica da Silva (filme)|Xica da Silva]]'', seu maior sucesso popular.
 
Em 1978, Diegues inventa, em entrevista ao jornal ''[[O Estado de S. Paulo]]'', a expressão "[[patrulhas ideológicas]]", para denunciar alguns setores da [[Crítica de cinema|crítica]] que desqualificavam os produtos culturais não alinhados a certos cânones da [[esquerda política]] mais ortodoxa.<ref>[[Ana Maria Bahiana|Bahiana, Ana Maria]] [http://books.google.com.br/books?id=4SK1rVbEkpQC&pg=PA292&lpg=PA292&dq=%22Patrulha+ideol%C3%B3gica%C2%B4%22+Diegues&source=bl&ots=D7y_QRkY1O&sig=5j28Ggp-zvbrM6W6Xnm9HD61DHk&hl=pt-BR&sa=X&ei=xKeAUIbHO8uo0AH02oDABQ&ved=0CGMQ6AEwCTgK#v=onepage&q=%22Patrulha%20ideol%C3%B3gica%C2%B4%22%20Diegues&f=false ''Almanaque Anos 70''. "Patrulha".]. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 292.</ref><ref>[[Ruy Castro|CASTRO, Ruy]]. [http://books.google.com.br/books?id=xEeA_2VmYAsC&pg=PA65&lpg=PA65&dq=%22Patrulha+ideol%C3%B3gica%C2%B4%22+Diegues&source=bl&ots=nobMpTmCVe&sig=CdW6zspuekVe4kPQja6Vxx0O3qo&hl=pt-BR&sa=X&ei=xKeAUIbHO8uo0AH02oDABQ&ved=0CB8Q6AEwADgK#v=onepage&q=%22Patrulha%20ideol%C3%B3gica%C2%B4%22%20Diegues&f=false ''Ela é carioca - Uma enciclopédia de Ipanema'']. São Paulo: [[Companhia das Letras]], 1999 p. 65</ref><ref>[http://noticias.terra.com.br/eleicoes/guia/aula/patrulha.html Patrulha ideológica exigia engajamento]. [[Terra Networks|Terra]]. "Eleições".</ref> Nesse período de início da redemocratização do país e de renovação do [[cinema brasileiro]], realiza ''[[Chuvas de Verão (filme)|Chuvas de Verão]]'' (1978) e ''[[Bye Bye Brasil]]'' (1979), dois de seus maiores sucessos.
 
Em 1981, integrou o júri no [[Festival de Cannes]].
Em 1984, realiza o épico ''[[Quilombo (filme)|Quilombo]]'', uma produção internacional comandada pela [[Gaumont]] francesa, um velho sonho de seu realizador.
 
Numa fase crítica da economia cinematográfica do país, realiza dois filmes de baixo custo, ''[[Um Trem para as Estrelas]]'' (1987) e ''[[Dias Melhores Virão]]'' (1989). Na mesma fase, realiza, em parceria com a [[TV Cultura]], ''Veja esta Canção]]'' (1994). Quando a nova [[Lei do Audiovisual]] finalmente é promulgada, ele é um dos poucos cineastas veteranos ainda em atividade - trabalhando com comerciais, documentários, videoclipes. Entre seus sucessos que seguiram incluem-se ''[[Tieta do Agreste (filme)|Tieta do Agreste]]'' (1996), ''[[Orfeu (filme)|Orfeu]]'' (1999) e ''[[Deus É Brasileiro]]'' (2003).
 
A maioria dos 18 filmes de Diegues foi selecionada por grandes festivais internacionais, como Cannes, [[Festival de Veneza|Veneza]], [[Festival de Berlim|Berlim]], [[Festival de Cinema de Nova Iorque|Nova York]] e [[Festival Internacional de Cinema de Toronto|Toronto]], e exibida comercialmente na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina - o que o torna um dos realizadores brasileiros mais conhecidos no mundo.
É oficial da Ordem das Artes e das Letras (l'[[Ordre des Arts et des Lettres]]) da República Francesa. Também é membro da Cinemateca Francesa. O governo brasileiro também lhe concedeu o título de Comendador da Ordem de Mérito Cultural e a Medalha da [[Ordem de Rio Branco]], a mais alta do país.
 
Tem dois filhos, Isabel e Francisco, do seu casamento com a cantora [[Nara Leão]] (se separaram em 1977, 12 anos antes de Nara falecer). Tem três netos: José Pedro Diegues Bial (2002), filhos de Isabel; e Monah André Diegues (2004) e Mateo André Diegues (2005), filhos Francisco. Desde [[1981]], é casado com a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães, com quem teve a filha Flora.<ref>[http://www.carlosdiegues.com.br/avida_biografia.asp Biografia].</ref>
 
== Filmografia ==