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'''Neuromarketing''' é um campo de estudo recente do [[marketing]] que estuda a essência do comportamento do [[consumidor]]. Com a necessidade de obter resultados mais assertivos surge o neuromarketing, uma ciência que coloca na mesma casa, marketing, antropologia, psicologia, biologia e neurociência, para entender a raiz do comportamento do consumidor. Seus desejos, impulsos e motivações de compra, estudando diretamente as reações neurológicas. Uma resposta mais “verdadeira”, por partir da análise do cérebro reagindo aos estímulos.
 
==Metodologia==
Pesquisadores utilizam tecnologias de Imagem por [[Ressonância Magnética]] funcional (IRMf) para medir a quantidade de sangue oxigenado no cérebro visando identificar com precisão as variações das suas atividades. Portanto quanto mais uma determinada região do cérebro estiver trabalhando, maior será o consumo de combustível (principalmente [[oxigênio]] e [[glicose]]) e fluxo de sangue oxigenado para aquela região. O IRMf é uma versão avançada do [[eletroencefalograma]] chamada TEE, abreviatura de [[Topografia]] de Estado Estável, que rastreia ondas cerebrais rápidas em tempo real.
 
Esta é a maior característica do neuromarketing: a aplicação de métodos neurocientíficos para analisar e entender o comportamento humano e sua relação com mercado e marketing. O neuromarketing também pode ser utilizado para pesquisas mais amplas, que podem envolver também estudos intra e inter-organizacionais.
 
Apesar da técnica mais utilizada pelo neuromarketing ser o IRMf, outras tecnologias também podem ser utilizadas possibilitando uma adaptação maior de pesquisas junto com a evolução tecnológica, onde, tanto o aspecto técnico como tempo, custo e precisão do equipamento são levados em consideração:<ref>{{Citar web|url=http://www.forebrain.com.br/noticias/8-tecnicas-para-entender-a-mente-do-consumidor/|titulo=8 técnicas para entender a mente do consumidor - Forebrain|data=2016-04-28|acessodata=2016-05-03|obra=Forebrain :: Blog|lingua=pt-BR}}</ref>
* Eletroencefalografia (EEG)
* Eletrocardiografia (ECG)
==Origem==
 
O termo “'''Neuromarketing'''” ficou cunhado por [[Ale Smidts]],<ref>{{citar livro|título="Market Researchers make Increasing use of Brain Imaging"|editora=Advances in Clinical Neuroscience and Rehabilitation|ano=2005|páginas=35|id=|autor=David Lewis & Darren Brigder}}</ref>, um professor de Marketing na Erasmus University em [[Roterdã]], [[Holanda]]. Porém foi Gerald Zaltman, médico e pesquisador da universidade norte-americana de [[Harvard]], que teve a ideia de usar aparelhos de ressonância magnética para fins de Marketing, e não estudos médicos. Em Portugal, a área do neuromarketing foi explorada primariamente pelo professor Hugo de Almeida da Universidade de Aveiro. Posteriormente com a divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, da Baylor College of Medicine, em [[Houston]], [[Texas]], [https://www.bcm.edu/research/office-of-research/debakey-awards/recipients/montague-p-read Read Montague] realizou um estudo que consistia na experimentação dos refrigerantes [[Pepsi]] e [[Coca-Cola]], ganhou repercussão mundial. Os experimentadores envolvidos não sabiam qual era a marca a bebida que tomaram, e comprovou-se que as declarações verbais de preferência, identificação e respostas cerebrais não eram compatíveis.
 
Quando perguntados qual dos dois refrigerantes era melhor, metade respondeu Pepsi. Nesse caso, a ressonância detectou um estímulo na área do cérebro relacionada a recompensas. Já quando elas tinham conhecimento sobre a marca, esse número caiu para 25%, e áreas relativas ao poder cognitivo e à memória agora estavam sendo usadas. Isso indica que os consumidores estavam pensando na marca, em suas lembranças e impressões sobre ela. O resultado leva a crer que a preferência estava relacionada com a identificação da marca e não com o sabor.
O neuromarketing pode ser aplicado em praticamente todas as áreas do marketing, para avaliar e aprimorar os pontos de contato com o consumidor. É muito comum que as técnicas de neuromarketing sejam empregadas em pesquisas para desenvolvimento de produtos, avaliação de técnicas de trade marketing e análises e direcionamento da criação de campanhas publicitárias.
 
Dentro da área de comunicação, exemplos de aplicações são<ref>{{Citar web|url=http://www.forebrain.com.br/noticias/o-que-o-neuromarketing-pode-fazer-pela-comunicacao/|titulo=O que o neuromarketing pode fazer pela comunicação - Forebrain :: Blog|data=2016-09-29|acessodata=2016-09-29|lingua=pt-BR}}</ref>:
* Avaliação e aprimoramento de campanhas publicitárias
* Diagnóstico de território de marca pelo Neuromarketing
== Bibliografia ==
*"Neuromarketing: A revolução de decifrar as emoções do comprador", de [[Werner A. Görlich]]<ref>{{citar livro|título = Neuromarketing: A revolução de decifrar as emoções do comprador|sobrenome = Görlich|nome = Werner A.|edição = 1a|local =http://www.amazon.com.br/NEUROMARKETING-O-MARKETING-DAS-EMO%C3%87%C3%95ES-ebook/dp/B00IPOXUUK/ref=cm_cr_pr_product_top|editora = mktcognitivo|ano = 2014|página = |isbn = }}</ref>".
*“Neuromarketing - O Genoma do Marketing, O Genoma das Vendas, O Genoma do Pensamento”, de Alex Born.<ref>http://www.alexborn.com.br/</ref>.
*“A Lógica do Consumo – Verdades e Mentiras sobre por que Compramos”, versão brasileira do livro “Buyology”<ref>http://www.martinlindstrom.com/index.php/cmsid__buyology_about</ref> de [[Martin Lindstrom]].
 
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