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Em termos práticos, os biólogos definem espécies como populações de organismos que possuem um nível elevado de semelhança genética. Isto pode refletir uma adaptação ao mesmo nicho, bem como a transferência de material genético de um indivíduo para outro, através de uma variedade de meios possíveis. O nível exato de similaridade usado ​​em tal definição é arbitrário, mas esta é a definição usada mais comum para organismos que se reproduzem assexuadamente ([[reprodução assexuada]]), como algumas [[Plantae|plantas]] e [[micro-organismo]]s.
 
==Nomeando Nomeação ==
=== Nomes comuns ===
Os nomes comumente usados para todos os táxons de [[Plantae|plantas]] e [[Animalia|animais]] correspondem, por vezes, a espécies como [[leão]], a [[morsa]] e a [[cânfora]], mas muitas vezes não, por exemplo, [[veado]] refere-se a uma família que inclui cervos e veados.<ref>{{cite book |author=Bailey, L.H. |year=1933 |title=How plants get their names |publisher=Macmillan|location=New York |url=https://books.google.com/books?id=3URzIvdBx1cC |isbn=978-0-486-20796-4}}{{Page needed|date=February 2014}}</ref>
 
===Abreviações===
Livros e artigos, por vezes, intencionalmente não identificam interinamente a espécie e usam a abreviação "sp." Por exemplo, ''[[Polystira]]'' sp., ou seja, uma espécie qualquer do gênero ''Polystira'', e se fizer referência a várias espécies do mesmo a abreviatura a ser usada é "spp", "espécies".
Se porventura os cientistas dizem que algo se aplica a todas as espécies dentro de um [[gênero]], eles usam o nome da categoria o nome específico ou epíteto. Os nomes de gêneros e espécies são geralmente impressos em itálico. Abreviaturas como "sp." não devem estar em itálico.<ref>[http://www.hardydiagnostics.com/articles/nomenclature-of-microorganisms.pdf Hardy, Jay (2011). ''Naming Conventions. Nomenclature of Microorganisms'', Hardydiagnostics.com].</ref>
 
== Os conceitosConceitos taxonômicos podem ser nominalistas ou realistas ==
=== Categoria de espécie ===
Apesar de ser aplicada a todas as categorias taxonômicas, a categoria de espécie é especialmente discutida quando classificamos o mundo natural em unidades. A partir daí surge questionamentos a cerca da imposição dessas categorias como sendo da nossa própria invenção ou se são reais divisões da natureza. A noção de que espécies são divisões artificiais de um continuo natural é denominado ''nominalismo'', a alternativa de que a natureza seja propriamente dividida em espécies distintas é chamada ''realismo''. Dentro do conceito biológico de espécie, estas são unidades reais, e não nominais, da natureza. Se considerarmos todo conjunto de indivíduos atualmente classificados como humanos e como [[Chimpanzé-comum|chimpanzés,]] esses indivíduos dividem-se em duas unidades reprodutivas distintas. Respeitadas condições, tais como serem sexos diferentes e terem idade reprodutiva, um ser humano pode intercruzar com qualquer outro humano, mas não com um chimpanzé. O cruzamento entre espécies não se intermedeia. Como os intercruzamentos estão reclusos a um certo grupo de indivíduos, uma mutação nova vantajosa irá disseminar-se naquele conjunto de indivíduos, mas não em grupos distintos de espécies. Tomando como exemplo a possível mutação favorável de chimpanzés, a mesma não não se estenderia a nós, mesmo que pudéssemos nos beneficiar dela. Por isso, a as espécies biológicas frequentemente formam agrupamentos fenéticos reais e, não nominais. A evidência mais marcante de que as espécies existem como agrupamentos fenéticos provém da "taxonomia popular", na qual constantemente coincide com a taxonomia formal. Em suma, na maioria dos casos, embora não em todos, as espécies na natureza são unidades de intercruzamento reais e, não nominais.<ref>{{citar livro|titulo=Evolução|ultimo=Ridley|primeiro=Mark|editora=artmed|ano=2006|local=|paginas=401, 402, 404|acessodata=}}</ref>
Uma única linhagem evolutiva de organismos em que genes podem ser compartilhados, e que mantém a sua integridade em relação a outras linhagens no tempo e espaço.<ref name=futuyma /> Em algum ponto na evolução de um grupo, alguns membros podem divergir da população principal e evoluir para uma subespécie, um processo que pode levar à formação de uma nova espécie se o isolamento (geográfico ou ecológico) é mantido. Uma espécie que dá origem a outra espécie é uma espécie parafilética, ou paraespecie.<ref name="AlbertReis2011">{{citar livro|autor=Albert, James S.; Reis, Roberto E|título=Historical Biogeography of Neotropical Freshwater Fishes|url=http://books.google.com/books?id=V8kZeHxkv9oC&pg=PA316&lpg=PA316&dq=evolutionary+species+concept+Alberty+Reis&source=bl&ots=Qd1DbXoGJv&sig=FausTKz_R9mhDEzHMpbk9Tq61K0&hl=en&ei=BipcTu-gIsq2twfM9PigDA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCAQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false|ano=2011|idioma=inglês|página=313|páginas=388|local=Berkeley and Los Angeles, California|editora=University of California Press|isbn=0-520-26868-5}}</ref>
 
=== Espécies [[Filogenia|filogenéticas]] ([[cladística]]s) ===
{{Artigo principal|Filogenia|Cladística}}
Um grupo de organismos que compartilham um ancestral;<ref name=evolfut>{{citar livro|autor=Futuyma, Douglas J|título=Evolutionary Biology|edição=2ª|local=Sunderland, Massachusetts|editora=Sinauer|idioma=inglês|página=291|páginas=600|isbn=0-87893-188-0}}</ref> uma linhagem que mantém a sua integridade com respeito a outras linhagens através de tanto tempo quanto espaço. Em algum ponto no progresso de um grupo, os membros podem divergir um do outro: quando tal divergência torna-se suficientemente clara, as duas populações são consideradas espécies distintas. Isso é diferente de espécies evolutivas em que a espécie mãe se extingue taxonomicamente quando uma nova espécie evoluí, as populações mãe e filha se formando agora duas novas espécies.<ref>{{citar jornal|autor=Ereshefsky M|ano=2002|título=Linnean ranks: vestiges of a bygone era|jornal=Philosophy of Science|volume=69|página=S305–S315|jstor=10}}</ref> Uma espécie filogenético é um cluster (basal) irredutível de organismos que é diagnosticavelmente distinto a partir de outros tais clusters, e dentro do qual existe um padrão parental de ancestralidade e descendência.<ref name=futuyma />
 
O conceito de espécie fenética aplica a classificação fenética à categoria das espécies.<ref name=ridley /> Ou seja, é uma classificação baseada em [[fenótipo]]s no qual uma espécie é um conjunto de organismos que se assemelham um com o outro e que são distintos de outros conjuntos.<ref name=ridley /> Nem sempre a classificação fenética concorda com a filogenética. Um aspecto fenético que é credor de observação é que a mesma não se baseia em uma teoria sobre o motivo de a vida ter organização diversa. Em contrapartida, os conceitos ecológicos e biológicos são teóricos ou explicativos definindo a espécie em termos dos métodos que aparentemente explicam a existência das espécies. Não é teórico nem explicativo, o conceito fenético simplesmente registra a existência das espécies<ref>{{citar livro|titulo=Evolução|ultimo=Ridley|primeiro=Mark|editora=artmed|ano=2006|local=|paginas=382|ref=harv|acessodata=}}</ref>. Por exemplo, no caso dos animais [[Gado bovino|vaca]], [[Dipnoicos|peixe pulmonado]] e [[salmão]], pela classificação fenética, os peixes estão mais próximos entre si, ao passo que na classificação filogenética, a vaca e o peixe pulmonado estão mais próximos entre si.<ref name=ridley2>{{citar livro|autor=Ridley, Mark|título=The Problems of Evolution|ano=1985|local=New York/Oxford|editora=Oxford University Press|página=73-88|páginas=159|capítulo=6: Principles of Classification|idioma=inglês|isbn=0-19-219194-2}}</ref>
 
==As influênciasInfluências ecológicas sobree a forma de uma espécie são demonstradas peloo fenômeno de substituição de características ==
A variação de um caráter morfológico como o tamanho do [[bico]], em uma determinada espécie, pode ser limitado porque as formas extremas sofrem [[competição]] de espécies vizinhas, influenciando diretamente a forma de uma espécie. A prova mais clara é congruente a substituição de características, no qual se apoia na definição que os [[Indivíduo|indivíduos]] das duas espécies diferem mais quando provêm de um local em que ambas estão presentes (simpatria, mesmo local) do que quando provêm de locais em que só uma das espécies está presente (alopatria, outro local). Nesses termos, a substituição de características significa que as [[População (biologia)|populações]] simpátricas das duas espécies diferem mais do que as populações alopátricas dessas mesmas espécies. Visto que é necessário que as duas espécies competidoras tenham distribuições parcialmente sobrepostas, é difícil detectar a substituição de características. <ref name="ridley" />
 
 
Outro exemplo de indivíduos originados pelo cruzamento entre espécies diferentes é o [[ligre]], cujos machos são estéreis mas as fêmeas são férteis, produzido pelo cruzamento entre um leão e uma tigresa.<ref>{{citar web|url=http://www.manimalworld.net/pages/hybrides/ligre.html|título=Le ligre ou ligron|publicado=Manimal World|língua3=fr|acessodata=10 de fevereiro de 2012}}</ref>
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== Ver também ==
* [[Ambientalismo]]
* [[Declínio contemporâneo da biodiversidade mundial]]
 
{{Referências|col=2}}
 
== Ligações externas ==
121 077

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