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'''Língua natural''' ('''língua humana''', '''língua idiomática''', ou somente a '''língua''' ou '''idioma''') é qualquer [[linguagem]] desenvolvida naturalmente pelo [[ser humano]], de forma não premeditada, como resultado da facilidade inata para a linguagem possuída pelo [[Inteligência|intelecto humano]]. Vários exemplos podem ser dados como as línguas faladas e as [[línguas de sinais]]. A linguagem natural é normalmente utilizada para a [[comunicação]]. As línguas naturais são diferentes das [[Linguagem projetada|línguas construídas]] e das [[línguas formais]], tais como a [[linguística computacional]], a [[língua escrita]], a [[linguagem animal]]<ref>{{Citar web |url=http://www.cals.ncsu.edu/entomology/apiculture/PDF%20files/1.11.pdf|título= The Honey Bee Dance Language|língua= inglês |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> e as linguagens usadas no estudo formal da [[lógica]], especialmente da [[lógica matemática]].
 
As [[língua de sinais|línguas de sinais]] ou línguas gestuais são também línguas naturais, visto possuírem as mesmas propriedades características: [[gramática]] e [[sintaxe]] com dependências não locais, infinidade discreta, generatividade e criatividade. Línguas de sinais ou gestuais como a [http://en.wikipedia.org/wiki/American_Sign_Languageamericana norte-americana], a [http://fr.wikipedia.org/wiki/Langue_des_signes_fran%C3%A7aisefrancesa francesa], a [[Libras|brasileira]] ou a [[Língua Gestual Portuguesa|portuguesa]] estão devidamente documentadas na literatura científica.
É comumente alegado que o francês, o inglês e o português falados são "línguas". No entanto, sabemos que o inglês americano não é exatamente igual ao inglês antilhano ou britânico e, ainda, que dentro dessas regiões (como nos limites da Inglaterra) existem variedades ainda numerosas de inglês, normalmente chamadas de "dialetos". Do ponto de vista estritamente científico, contudo, não existe um limite objetivo entre o que seriam línguas e o que seriam dialetos; como escreveu o cientista Hermann Paul, "com efeito, podemos distinguir tantas línguas quanto indivíduos". Portanto, quando falamos do inglês, do francês e do alemão estamos tratando de abstrações que não correspondem exatamente à realidade.<ref>{{Citar web |url=http://books.google.com.br/books?id=MC4PUnugoiwC&printsec=frontcover&dq=very+short+introduction+to+linguistics+matthews&hl=pt-br&ei=FvYCTfGUEcL38AaP_dTrAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCIQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false|título= Linguistics: a very short introduction|língua= inglês |autor= Peter Hugoe Matthews|obra= |data= 2003 |acessodata=}}</ref>
 
Atualmente é aceito pela academia que línguas são sistemas tecnológicos avançados. Todos os elementos de uma língua estão ligados entre si a partir de uma variedade de relações. Essa compreensão das línguas foi, inicialmente, instituída por [[Ferdinand de Saussure]]. Saussure falou das línguas como sistemas de signos onde, para cada signo linguístico, haveria um significante e uma referência (significado): seu equivalente na língua (a palavra menina) e um conceito que a língua pretende expressar (o conceito de menina).<ref>{{Citar web |url=http://books.google.com.br/books?id=B0eB8mvov6wC&printsec=frontcover&dq=ferdinand+saussure&hl=pt-br&ei=g_YCTYD0BsL38AaR_dTrAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CCoQ6AEwAQ#v=onepage&q&f=false|título= Course in General Linguistics|língua= inglês |autor= Ferdinand de Saussure|obra= |data= |acessodata=}}</ref> A teorização de [[Noam Chomsky]], segundo a qual "língua é um conjunto de sentenças (finitas ou infinitas), cada uma finita em extensão e construídas a partir de um conjunto finito de elementos", é uma das mais aceitas hoje. Chomsky postulou a existência de uma [[Gramática Universal]], comum a todas as línguas, que seria herdada geneticamente.<ref>{{Citar web |url=http://people.exeter.ac.uk/bosthaus/Lecture/language.htm|título= Language: definitions|língua= inglês |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>
 
== Origens ==
[[Ficheiro:Brain Surface Gyri.SVG|thumb|esquerda|170px|A área de Wernicke, em verde, e a área de Broca, em azul claro. Alguns cientistas argumentam que essas áreas possuem forte relação com a linguagem humana]]
 
Muito pouco se sabe, na realidade, sobre a relação entre a linguagem (como a percebemos) e o cérebro humano, o que é muito esquesito. Embora uma grande maioria de estudiosos da [[neurolinguística]] afirme que o crescimento do cérebro (sobretudo do córtex) está relacionado ao surgimento da linguagem, as informações que temos sobre o assunto ainda são muito limitadas.<ref>{{Citar web |url=http://books.google.com.br/books?id=3fUc39nUIHsC&printsec=frontcover&dq=language+and+brain&hl=pt-br&ei=KMoDTb_4E4S0lQeO5YiCCA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CCgQ6AEwAQ#v=onepage&q&f=false|título= How The Brain Evolved Language|língua= inglês |autor= Donald Loritz|obra= |data= 1999 |acessodata=}}</ref> Sabemos, por exemplo, que o hemisfério esquerdo do cérebro “envolve” a compreensão e produção da fala. O estudo das lesões cerebrais em pacientes que perderam a fala (ou sofreram alterações visíveis na forma de articular a [[fala]], ou de pronunciar sentenças) indica que duas áreas do cérebro, a área de Broca e a área de Wernicke, são responsáveis respectivamente pelo planejamento e pela compreensão da fala. No entanto, pesquisas recentes têm questionado a validade dessa suposição, sobretudo a partir do questionamento da metodologia empregada pelos cientistas ao registrarem e analisarem estes casos. De acordo com Loraine K. Obler e Kris Bjerlow, “Duas escolas do estudo de neurolinguística são tradicionalmente descritas: os ‘localizacionistas’ e os holistas”. Os primeiros, como o cientista Broca, postularam a existência de um vínculo direto entre certas áreas do [[cérebro]] e produção da fala, enquanto na perspectiva dos holistas não existem centros de linguagem e, na realidade, todo o cérebro contribui para a produção de um determinado fenômeno, como a fala.<ref>{{Citar web |url=http://books.google.com.br/books?id=nhc36DgVM4UC&printsec=frontcover&dq=language+and+brain&hl=pt-br&ei=KMoDTb_4E4S0lQeO5YiCCA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCIQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false|título= Language and the Brain|língua= inglês |autor= Loraine K. Obler,Kris Gjerlow |obra= |data= |acessodata=}}</ref>
 
== O funcionamento das linguagens naturais ==
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