Diferenças entre edições de "Miguel de Unamuno"

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Unamuno, sem intimidar-se, continua: «Este é o templo da inteligência e eu sou seu sumo sacerdote! Vós estais profanando este sagrado recinto. Tenho sempre sido, digam o que digam, um profeta de meu próprio país. Vencereis porque tendes sobrada força bruta. Mas não convencereis porque para convencer há que persuadir. E para persuadir lhes falta algo que não tendes: razão e direito. Mas me parece inútil cogitar de que pensais na Espanha».
 
Após essa manifestação, estando o público assistente encolerizado contra Unamuno e lançando-lhe todo o tipo de insultos, alguns oficiais sacaram suas pistolas, mas graças a intervenção de [[Carmen Polo de Franco]], que se agarrou a seu braço, pôde InamunoUnamuno retirar-se do recinto.
 
Nesse mesmo dia, o Conselho Municipal decretou a expulsão de Unamuno. O proponente, conselheiro Rubio Polo, solicitou a medida sob o argumento de que «...a Espanha, afinal, apunhalada traiçoeiramente pela pseudo-intelectualidade liberal-maçônica cuja vida e pensamento [...] só na vontade de vingança se manteve firme, em tudo o mais foi sinuosa e oscilante, não teve critérios, somente paixões [...]». Em outubro de 1936, Franco assina o decreto de destituição de Unamuno como reitor da Universidade de Salamanca.
 
Em outubro de 2011, Unamuno foi reconduzido postumamente ao cargo.
 
== Livros em língua portuguesa ==
* ''A Agonia do cristianismo''. Lisboa: Cotovia, 1991.
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