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=== Como ciência do Estado ===
Já desde a Antiga Grécia que a acção política desenvolvida na [[pólis]] (cidade) se encontrava estreitamente ligada ao Estado. Mais tarde, também Prélot veio reafirmar esta ideia clássica de que a ciência política estava ligada e que se centrava no Estado. Esta posição assumida por Prélot foi criticada pelos seus colegas por considerarem o Estado uma parcela redutora de tudo aquilo que a ciência política estuda. No entanto, e em sua defesa, Prélot defende que o Estado tem de ser visto de uma forma mais profunda, daí que chamasse a atenção para os fenómenos que dele decorriam (inter-estatais; supra-estatais; infra-estatais; e para-estatais). A crítica, no entanto, manteve-se, por considerarem que era uma ideia desactualizadadesatualizada, uma vez que apenas considera o Estado enquanto Soberano.
 
=== Como ciência do poder ===
A ciência política brasileira institucionalizou-se há relativamente pouco tempo. Ainda em meados dos anos 1960, seu principal veículo era a ''Revista Brasileira de Estudos Políticos'', no entanto editada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A [[Associação Brasileira de Ciência Política]] (ABCP) só foi fundada em 1975 e só passou a atuar efetivamente a partir de 1995. Os encontros da ABCP são realizados a cada dois anos e reúnem os principais cientistas políticos do país.
 
Os dois nomes fundadores centrais da ciência política no Brasil são [[Fábio Wanderley Reis]], da UFMG, e [[Wanderley Guilherme dos Santos]], do antigo [[Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro]] (IUPERJ). Hoje, sob influência das matrizes norte-americanas, a maior parte da disciplina opera com modelos neo-institucionalistas e de "escolha racional", que estilizam fortemente a ação política, seja reduzindo o número de atores envolvidos (tipicamente, resumindo-os a "candidatos" e "eleitorado" ou a "executivo" e "legislativo"), seja eliminando a discussão sobre a formação de suas preferências. Os modelos, assim, dizem respeito mais a si mesmos do que ao mundo real externo. Entre as exceções destacam-se grupos do Departamento de Ciência Política da UFMG, com [[Leonardo Avritzer]] e o Projeto Democracia Participativa (Prodep), inspirado pela teoria habermasiana e que associou-se estreitamente ao estudo dos modelos de participação dos governos do [[Partido dos Trabalhadores]] (PT), e do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), com [[Luis Felipe Miguel]] e o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê)<ref>{{Citar web|URL = http://www.demode.unb.br|título = Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê)}}</ref>, que adotam uma postura radical democrática pós-marxista, muitocom influenciada peloinfluências combinadas do marxismo e do feminismo.
 
Até recentemente, não havia uma publicação institucional da Ciência Política brasileira, tal como a ''American Political Science Review'' nos Estados Unidos. Em março de 2007, a Associação Brasileira de Ciência Política<ref>Site da ABCP - Associação Brasileira de Ciência Política: [http://www.cienciapolitica.org.br Ciência Política]</ref> publicou o primeiro número da ''Brazilian Political Science Review''.<ref>Site do ''Brazilian Political Science Review'': [http://www.bpsr.org.br Brazilian Political Science Review]</ref> No entanto, a publicação, que é apenas eletrônica e em língua inglesa, ainda está longe de se constituir em referência na disciplina. Atualmente, os principais artigos brasileiros da área são publicados nas revistas ''Dados'', que era do IUPERJ e hoje está ligada à UERJ, ''Lua Nova'', do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea, de São Paulo; na ''Revista Brasileira de Ciências Sociais'', da [[Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais]] (ANPOCS); ou, então, na ''Revista de Sociologia e Política'', da UFPR. Em 2009, o Instituto de Ciência Política da UnB iniciou a publicação da ''Revista Brasileira de Ciência Política'', editada por Luis Felipe Miguel e [[Flávia Biroli]], com uma agenda mais arejada e ênfase em temáticas vinculadas ao feminismo, pós-estruturalismo e marxismo.
 
== Ver também ==
* [[Política econômica]]
* [[Teoria geral do Estado]]
* [[Political Compass]]
 
{{Referências}}
2

edições