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::''"Em Moçambique achamos aquele Príncipe dos Poetas de seu tempo, meu matalote e amigo Luís de Camões, tão pobre que comia de amigos, e, para se embarcar para o reino, lhe ajuntamos toda a roupa que houve mister, e não faltou quem lhe desse de comer. E aquele inverno que esteve em Moçambique, acabando de aperfeiçoar as suas Lusíadas para as imprimir, foi escrevendo muito em um livro, que intitulava Parnaso de Luís de Camões, livro de muita erudição, doutrina e filosofia, o qual lhe juntaram (roubaram). E nunca pude saber, no reino dele, por muito que inquiri. E foi furto notável''.<ref>[http://www.sociedadedigital.com.br/artigo.php?artigo=235 ''Biografia: Camões'']. Sociedade Digital, 01/03/2008</ref><ref>Pinto, Paulo Jorge de Sousa. [http://carreiradaindia.net/2009/04/page/3/ ''Diogo do Couto – Um cronista do oriente'']. Texto de apoio a programas de rádio sob a designação "Era uma vez... Portugal", emitidos entre 1993 e 1996 pela RDP-Internacional, em associação com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Disponível em Carreira da Índia, abril de 2009</ref>
 
Ao tentar seguir de voltaviagem com Couto foi embargado em duzentos cruzados por Barreto, por conta dos gastos que tivera com o poeta. Os seus amigos, porém, reuniram a quantia e Camões foi liberado,<ref>"''Por este vil preço'', diz energicamente Manoel de Faria, ''foi vendida a pessoa de Camões, e a honra de Pedro Barreto.''" Souza Botelho, ''Os Lusiados'' (Didot, 1819), "Vida", p. lix</ref> chegando a [[Cascais]] a bordo da nau ''Santa Clara'' em 7 de abril de 1570.<ref name="Mourão e Vasconcelos, pp. 40-41"/><ref name="Le Gentil, pp. 27-29"/>
 
Depois de tantas peripécias, finalizou ''Os Lusíadas'', tendo-os apresentado em récita para o rei [[Sebastião de Portugal|D. Sebastião]]. O rei, ainda um adolescente, determinou que o trabalho fosse publicado em 1572, concedendo também uma pequena pensão a ''"Luís de Camões, cavaleiro fidalgo de minha Casa"'', em paga pelos serviços prestados na Índia. O valor desta pensão não excedeu os quinze mil réis anuais, o que se não era grande coisa, também não era tão pouca como se tem sugerido, considerando que as damas de honra do Paço recebiam cerca de dez mil réis. Para um soldado veterano, a soma deve ter sido considerada suficiente e honrosa na época. Mas a pensão só deveria se manter por três anos, e embora a outorga fosse renovável, parece que foi paga de forma irregular, fazendo com que o poeta passasse por dificuldades materiais.<ref>Ivan Teixeira (ed) & Camões, Luís de. [http://books.google.com/books?id=RffKKJPYttgC&printsec=frontcover&dq=cam%C3%B5es&lr=&as_drrb_is=b&as_minm_is=0&as_miny_is=1970&as_maxm_is=0&as_maxy_is=2010&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=22#v=onepage&q&f=false ''Os Lusíadas: episódios'']. Atelie Editorial, 1999. p. 29</ref><ref>[http://books.google.com/books?id=ApgtGMkV_DEC&pg=PP1&dq=cam%C3%B5es&lr=&as_drrb_is=b&as_minm_is=0&as_miny_is=1950&as_maxm_is=0&as_maxy_is=2010&as_brr=3&hl=pt-BR&cd=4#v=onepage&q&f=false Le Gentil, pp. 29-30]</ref>