Diferenças entre edições de "Dialética"

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A dialética hegeliana é idealista, aborda o movimento do [[espírito]]. A [[materialismo dialético|dialética marxista]] é um método de análise da [[realidade]], que vai do concreto ao [[abstração|abstrato]] e que oferece um papel fundamental para o processo de [[abstração]]. [[Engels]] retomou, em seu livro, "A Dialética da Natureza", alguns elementos de Hegel, concebendo a dialética como sendo formada por [[lei]]s; esta tese será desenvolvida por [[Lênin]] e [[Stálin]]. Por outro lado, outros pensadores criticarão ferrenhamente esta posição, qualificando-a de não-marxista. Assim, se instaurou uma [[polêmica em torno da dialética]].
 
== Dialética e trabalho ==
Com o trabalho, surge a oportunidade de o [[ser humano]] atuar em contraposição à [[natureza]]. O homem faz parte da natureza, mas, com o trabalho, ele vai além. Para Hegel, o trabalho é o conceito chave para compreensão da superação da dialética, atribuindo o verbo suspender (com três significados): negação de uma determinada realidade, conservação de algo essencial dessa realidade e elevação a um nível superior. Mas Marx criticou Hegel, pois Hegel não viveu nessa realidade, mas apenas em sala de aula e bibliotecas, não enxergando problemas como a alienação nesse trabalho.
 
Na ordem, a segunda contradição é justamente essa alienação. O trabalho é a atividade na qual o homem domina as forças naturais, cria a si mesmo, e torna-se seu algoz. Tudo isso devido à divisão do trabalho, [[propriedade privada]] e o agravamento da exploração do trabalho sob o [[capitalismo]]. Mas não são apenas os trabalhadores que foram afetados. A [[burguesia]] também, pela busca do [[lucro]] não consegue ter uma perspectiva totalizante.
 
== Dialética e totalidade ==
[[Imagem:Engels.jpg|thumb|140px|direita|Engels defendia o caráter materialista da dialética.]]
A visão total é necessária para enxergar, e encaminhar uma solução a um problema. Hegel dizia que a verdade é o todo. Que se não enxergamos o todo, podemos atribuir valores exagerados a verdades limitadas, prejudicando a compreensão de uma verdade geral. Essa visão é sempre provisória, nunca alcança uma etapa definitiva e acabada, caso contrário, a dialética estaria negando a si própria.
 
Logo, é fundamental enxergar o todo. Todavia, nunca temos certeza de que estamos trabalhando com a totalidade correta, não obstante a teoria forneça indicações: a teoria dialética alerta nossa atenção para as sínteses, identificando as contradições concretas e as mediações específicas que constituem o "tecido" de cada totalidade, sendo que a contradição é reconhecida pela dialética como o princípio básico do movimento pelo qual os seres existem.
 
Na dialética, fala-se, também, na volatilidade dos conceitos. Isso porque a realidade sempre está assumindo novas formas e, assim, o conhecimento (conceitos) precisa se moldar constantemente.
 
Junto com [[Karl Marx]] e [[Engels]], sempre defendeu o caráter [[materialismo|materialista]] da dialética. Ele resumiu a dialética em três leis. A primeira lei é sobre a passagem da [[quantidade]] à [[qualidade]], mas que varia no ritmo/período. A segunda é a lei da interpenetração dos contrários, ou seja, a ideia de que tudo tem a ver com tudo, que os lados que se opõem são, na verdade, uma unidade, na qual um dos lados prevalece. A terceira lei é a negação da negação, na qual a negação e a afirmação são superadas. Porém, essas leis devem ser usadas com precaução, pois a dialética não se deixa reduzir a três leis apenas.
 
Após a morte de Marx, Lênin foi um dos [[revolução|revolucionários]] que lutaram contra a deformação da concepção [[marxismo|marxista]] da [[história]]. A partir dos estudos da obra de Hegel, Lênin aplicou os conhecimentos na prática, como na estratégia que liderou a tomada do poder na [[Rússia]].
 
Com a morte de Lênin, vem uma tendência anti-dialética com [[Stálin]], que desprezava a teoria. Ele chegou a "corrigir" as três leis de Engels, traçando, por cima, quatro itens fundamentais para ele: conexão universal e interdependência dos [[fenómeno|fenômenos]]; movimento, transformação e desenvolvimento; passagem de um estado qualitativo a outro; e luta dos contrários como fonte interna do desenvolvimento.
 
O método dialético nos incita a revermos o passado à luz do que está acontecendo no presente, questionando-o em nome do futuro, o que está sendo em nome do que “ainda não é”. É, por isso, que o argentino [[Carlos Astrada]] define a dialética como “semente de dragões”, a qual alimenta dragões que talvez causem tumulto, mas não uma baderna inconsequente.
 
== Ver também ==
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