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A origem do NHS se estica desde o Século XIX. Até mesmo naquela época muitos acreditavam que o acesso ao sistema de saúde se enquadrava como parte da estrutura de uma sociedade civilizada. Alguns municípios – como o Conselho do Condado de Londres – tinham a ambição de comandar tanto os hospitais quanto as utilidades públicas. Instituições de caridade hospitalares foram  apoiadas pelos benevolentes, ao passo que os socialistas – como os Webbs – defenderam um sistema estadual ou o Princípio do Seguro – pagar antecipadamente enquanto saudável para providenciar o cuidado necessário quando doente.<ref name=":2"/>
 
Na [[Primeira Guerra Mundial]], os serviços médicos do exército demonstraram os benefícios da organização e de transporte. A pedido do Governo, em 1920, Lord Dawson produziu um relatório com visão de futuro de uma forma como o serviço de saúde deveria ser organizado. Sob o Ato de Governo Local (1929),<ref name=":2" />, as autoridades locais tomaram conta de hospitais pobres que agora se transformaram em hospitais municipais que serviam aos contribuintes, e não aos pauperizados. De forma geral, os serviços existentes se encontravam em uma bagunça, eles precisavam urgentemente de uma modernização. A qualidade variava amplamente de cidade a cidade, e as áreas do país se mostraram, usualmente, mal servidas. O Conselho do Condado de Londres e Middlesex se destacavam por estarem desempenhando um excelente trabalho – não podia, todavia, dizer-se o mesmo a respeito de diversos outros conselhos.<ref name=":2"/>  
 
Durante os anos 1930, uma série de relatórios foram produzidos pela BMA(1930),<ref name=":2" />, grupos de reflexão – como o Planejamento Político e Econômico (1937) e a Associação de Hospitais. O Financiamento do Rei e o Nuffield Provincial Hospitals Trust como protetor dos hospitais também se mostraram profundamente envolvidos em decorrência de que eles apreciavam o fato de que o futuro do movimento voluntário depende de sua eficiência. O trabalho em conjunto e a regionalização foram a chave para isso.<ref name=":2"/>
 
A experiência da Segunda Guerra Mundial, quando, em 1939, um serviço médico de emergência foi imediatamente criado no momento em que o país ficou sob comando e controle, providenciou um exemplo do que poderia ser feito. Em seu relatório sobre os sistemas de assistência social, Beveridge tinha pouco a dizer acerca da natureza precisa ou do financiamento do serviço de saúdo, embora visse este como essencial para um sistema satisfatório de seguro social (1942). A principal questão que, posteriormente, dividiu o Partido Trabalhista foi se um futuro NHS deveria ser dirigido pelas autoridades locais, ou marcadamente separado em uma base regional. Durante a guerra, os Conservadores redigiram o primeiro White Paper em um serviço futuro no qual as autoridades locais deveriam dirigir o NHS (1944). Todavia, após a vitória eleitoral dos Trabalhadores em 1945, Bevan propôs ao Gabinete um plano radicalmente diferente favorecendo a nacionalização de todos os hospitais, voluntários ou do Conselho, e um quadro regional. Só depois de uma negociação muito dura esse plano foi posto em prática, com modestas concessões.<ref name=":2"/>
 
== Cobertura ==
A Atenção Primária no Reino Unido, a partir da reestruturação do NHS em 2005, passou a ser responsável pelo atendimento de 99% da população por meio da organização de Grupos de Atenção Primária (equipes de saúde multiprofissionais composta principalmente por médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos e fisioterapeutas de atuação na saúde básica) que é responsável, em média, pelo atendimento de 100mil pacientes – supondo o serviço de 50 GPs.<ref name="scielo.br">{{citar periódico|ultimo = |primeiro = |titulo = Reforma(s) e estruturação do Sistema de Saúde Britânico: lições para o SUS|jornal = |doi = |url = http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902007000100002|acessadoem acessodata= 099 de dezembro de 2014}}</ref>
 
Sua estrutura de cobertura segmenta-se em duas vias básicas de atendimento visando suprir mais adequadamente as diferentes necessidades da população e com maior agilidade:
primária caracteriza-se como uma medida governamental em busca da minimização das desigualdades sociais que se mostra promissora.
 
Quanto à Coordenação do National Health Service, possui mecanismos de autorregulação que visam a mais possível harmonia em seu sistema de saúde e de acordo com isso, bem como a necessidade de compatibilizar a incorporação de novas tecnologias e garantir maior efetividade possível no atendimento e organização dos Grupos Primários, o ''National Institute for Clinical Excellence'' é o órgão gestor responsável pelos Padrões Nacionais de Serviços, o National Service Frameworks, que visa garantir a padronização de desempenho e qualidade dos distritos sanitários, procurando diminuir as possíveis variações de qualidade no atendimento prestado. É a partir desse Sistema de Saúde de extensa cobertura e criteriosamente autorregulado que o NHS é responsável por 90% da atenção em saúde e com 99% da população cadastrada nos Grupos Primários no Reino Unido.{{carece de fontes|data=junho de 2017}}
 
== Financiamento ==
A maior parte do financiamento do sistema de saúde britânico advém do setor público, principalmente de impostos gerais, com uma pequena
contribuição do sistema de Seguridade Social; portanto, o sistema público inglês conta com fontes de financiamento semelhante às do SUS. Com relação à porcentagem do PIB gasta em saúde, apesar de o Reino Unido apresentar uma tendência ao aumento desse percentual nas últimas décadas,este ainda é inferior aos de outros países da OECD. Os dados disponíveis mostram que os britânicos gastaram, em 2001 (Robinson, 2004), 7,6% do PIB em saúde, ao passo que os demais países da organização gastaram, em média, 8,4% do PIB. Da mesma forma, quando comparado com o mesmo rol de países, o Reino Unido possui um dos menores gastos totais em saúde per capita. Ainda adotando os dados da OCDE como parâmetro, o Reino Unido apresentou em 2003 um gasto público equivalente a 82% dos gastos totais em saúde,contra uma média de 72% dos demais países da OCDE (2003); portanto, o sistema britânico possui uma das mais altas porcentagens de gasto público em saúde, como porcentagem do gasto total, em comparação aos países analisados anteriormente. A nível de comparação, os dados apresentados no Boletim de  políticas públicas (2005, p.&nbsp;33-41) mostram que o Brasil gasta 7,6% do PIB com saúde, porcentagem idêntica ao sistema britânico em 2001, sendo apenas 42% do setor público, o que equivale a quase metade do gasto público do Reino Unido.<ref name="Financiamento">{{citar web|URL = https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/0314.pdf|título = Reforma(s) e Estruturação do Sistema de Saúde Britânico: lições para o SUS|data = 01/01/2007|acessadoem = 10/12/2014|autor = Oswaldo Yoshimi Tanaka e Vanessa Elias de Oliveira|publicado = Revista Saúde e Sociedade}}</ref>
Britânico: lições para o SUS|data = 01/01/2007|acessadoem = 10/12/2014|autor = Oswaldo Yoshimi Tanaka e Vanessa Elias de Oliveira|publicado = Revista Saúde e Sociedade}}</ref>
 
O sistema originou-se centrado na figura do General Practitioner (GP), médicos de atenção primária que recebiam por captação, isto é, conforme o
== Gastos privados e públicos em Saúde ==
 
Desde o nascimento do NHS, em 1948, o setor privado não deixou de existir e passou a coexistir com o setor público. As despesas em saúde privada no Reino Unido incluem apenas as despesas de consumo final em saúde por parte das famílias, capital do setor privado e  instituições sem fins lucrativos à serviço das famílias .<ref>{{citar web|URL = http://www.nuffieldtrust.org.uk/data-and-charts/uk-spending-public-and-private-health-care .|título = UK spending on public and private health care|data = |acessadoem = 8 de dezembro de 2014|autor = |publicado = }}</ref>.  Existe um cruzamento entre provisões do setor público e do setor privado que possibilita que alguns pacientes do NHS possam ser tratados em instalações de saúde privados .<ref>{{citar web|URL = http://www.spirehealthcare.com/Washington/NHS-Services-at-Spire-Washington-Hospital/|título = NHS Services at spire Washington Hospital|data = 10 de dezembro de 2014|acessadoem = |autor = |publicado = }}</ref>. O setor privado tem sido associado ao setor público com o objetivo de aumentar a capacidade do NHS. No entanto, o NHS continua sendo fundamental, uma vez que os hospitais do setor privado tendem a gerir apenas as operações de rotina e faltam unidades de cuidados intensivos de nível 3 (ou unidade de terapia intensiva); emergências podem levar o paciente a ser transferido a um hospital NHS.<ref>{{citar web|URL = http://www.privatehealthadvice.co.uk/what-if-surgery-goes-wrong.html|título = What if surgery goes wrong?|data = |acessadoem = 10 de dezembro de 2014|autor = |publicado = }}</ref>.
 
== Indicadores de saúde ==
Não obstante esse nível de satisfação tenha se mantido estável no transcorrer dos últimos dois anos, ele se encontra significativamente inferior ao constatado entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, quando 73% do público estava satisfeito com o NHS. Aproximadamente um em cinco (17%, mais precisamente) adultos<ref name=":0" /> se demonstram insatisfeitos com o NSH. Esses dados se constataram relativamente baixos considerando-se a abrangência total da pesquisa, embora tal insatisfação tenha aumentado desde os 11% registrados em 2009.<ref name=":0" />
 
O número de pessoas afirmando estar extremamente satisfeito com as ações do NSH agora gira em torno de 17%,<ref name=":0" />, contrastando com a maior porcentagem de 24% catalogada em dezembro de 2009. Juntamente a isso, ao longo desse mesmo período de três anos, o número de pessoas afirmando estar extremamente insatisfeito<ref name=":0" /> com a dinâmica do NSH aumentou de 3% em 2009 para 6% atualmente.<ref name=":0" />
 
=== Satisfação pública por região e classe social ===
Nesse mesmo estudo publicado pela Social Research Institute, foram divididas as opiniões públicas de acordo com a região da [[Inglaterra]]. No topo da lista de satisfação se encontra a porção Nordeste do país (liderando com 72% de aprovação), ao passo que o final da lista é fechado pela região Sudeste, com seus 61% de satisfação.<ref name=":0" />
 
Graças à agregação de dados desde o inverno de 2002, foi constatado que, aparentemente, os indivíduos que habitavam as regiões mais ao norte do país demonstram maior satisfação aos serviços da NHS do que aqueles que viviam em Londres, no Sudeste e em outras áreas do Leste<ref name=":0" /><sup>,</sup>.<ref name=":1" />.
 
O padrão de satisfação entre os diversos grupos populacionais também se mostraram consistentes aos estudos anteriores. Na primavera de 2012, foi possível averiguar que os seguintes grupos continuaram mais satisfeitos:
* Cerca de 74% dos homens estão satisfeitos com a ação do NHS, comparado aos 65% de mulheres;<ref name=":0" />;
* Os mais jovens e mais velhos se destacaram no quesito satisfação ao NHS: 75% dos indivíduos acima de 65 anos, e 75% dos indivíduos cuja idade gira em torno de 16-24 anos, comparado aos 65% daqueles com idade entre 35-45 anos;<ref name=":0" />;
* E, por fim, em relação à classe social: 72% dos pertencentes às classes D e E se mostraram satisfeitos com o NHS, comparado aos 64% dos pertencentes às classes A e B;<ref name=":0" />;
Além disso, de acordo com dados<ref name=":1" /> da mesma publicação de Ipsos MORI, cerca de 71% dos entrevistados na primavera de 2012 afirmaram que o Serviço de Saúde Nacional (NHS) Britânico é um dos melhores serviços de saúde do mundo, reforçando a intensa satisfação que o povo tem em relação ao seu sistema de saúde.
 
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