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== Variações ==
Alguns países [[comunista]]s criados após a Segunda Guerra Mundial, como a [[Albânia]] e a [[Iugoslávia]], não foram ocupados pelas forças soviéticas, embora seus líderes tenham sido aprovados por [[Josef Stalin]].<ref>C. D. Jones. ''Soviet hegemony in Eastern Europe: the dynamics of political autonomy and military intervention.'', [[World Politics]], vol.29, pages 216-241.</ref> Outros países foram deixados pelo [[Exército Vermelho]] após concluir suas operações militares, ou após vários anos de ocupação, como o [[Irã]], [[Romênia]], [[Coreia do Norte]] e [[China]]. Estes países foram finalmente capazes de conquistar a independência política significativa por parte da União Soviética. No entanto, a União Soviética interveio militarmente em várias ocasiões, como durante a [[Revolução Húngara de 1956]], a [[Primavera de Praga]], a [[invasão soviética do Afeganistão]].
 
Alguns aspectos da ocupação soviética também têm sido descritos como ''ocupação civil'' como distinta da ''ocupação militar'' .<ref>[[Estonian Museum of Occupations]]: [http://www.okupatsioon.ee/trykised/nouk.html Nõukogude okupatsioon Eestis]</ref>
 
A União Soviética criou [[Estado fantoche|governos fantoches]] em alguns desses territórios e, em outros, derrubaram os governos locais devidos a meios considerados subversivos. Em alguns casos, a presença militar soviética começou imediatamente após a subjugar o território soviético, em outros, a vontade foi suportada por uma ameaça de invasão. Um exemplo importante de tal ameaça se materializar é a interrupção da Primavera de Praga em [[1968]].
 
Importante, dois países parcialmente ocupados pela União Soviética, [[Alemanha]] e [[Áustria]], foram ocupados ao abrigo de um acordo com as [[Conselho de Controlo Aliado|Quatro Potências]]. O [[Irã]] foi ocupado em [[1941]] pelo conjunto das forças anglo-soviéticas. Os [[Estados Unidos]] e o [[Reino Unido]], aliados da URSS contra a [[Alemanha nazista]] durante a [[Segunda Guerra Mundial]], [[de facto]], reconheceram a ocupação dos estados do [[Leste Europeu]] pela União Soviética na [[Conferência de Ialta]], em [[1945]].
 
== Segunda Guerra Mundial ==
{{Mais informações|[[Bloco do Leste]]}}
[[FileImagem:EasternBloc BorderChange38-48.svg|right|thumb|upright=1.0]]
Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética anexou vários países como [[Repúblicas da União Soviética|Repúblicas Socialistas Soviéticas]], que originalmente foram efetivamente cedidos a ela pela [[Alemanha nazista]] em protocolos secretos do [[Pacto Molotov-Ribbentrop]]. Estes incluíram a [[Polônia]] Oriental (incorporadas em [[Territórios polacos anexados pela União Soviética|dois diferentes RSS]]) ,<ref name="stalinswars43">{{Harvnb|Roberts|2006|p=43}}</ref>, [[Letônia]] (tornou-se [[RSS da Letônia]]) ,<ref name="wettig20">{{Harvnb|Wettig|2008|p=21}}</ref><ref name="senn">Senn, Alfred Erich, ''Lithuania 1940 : revolution from above'', Amsterdam, New York, Rodopi, 2007 ISBN 9789042022256</ref>, a [[Estónia]] (tornou-se [[RSS da Estônia]]) ,<ref name="wettig20"/><ref name="senn"/>, da [[Lituânia]] (tornou-se [[RSS da Lituânia]]) ,<ref name="wettig20"/><ref name="senn"/>, parte da [[Finlândia]] Oriental (tornou-se [[RSS Carelo-Finlandesa]]) <ref name="ckpipe">Kennedy-Pipe, Caroline, ''Stalin's Cold War'', New York : Manchester University Press, 1995, ISBN 0719042011</ref> e o leste da [[Romênia]] (tornou-se o [[RSS da Moldávia]]).<ref name="stalinswars55">{{Harvnb|Roberts|2006|p=55}}</ref><ref name="shirer794">{{Harvnb|Shirer|1990|p=794}}</ref>
 
=== Bessarábia e Bucovina do Norte ===
{{Ver artigo principal|[[Ocupação soviética da Bessarábia e Bucovina do Norte]]}}
A União Soviética, que não reconhece a soberania da Roménia sobre a [[Bessarábia]] pois a [[União da Bessarábia com a Romênia|união de 1918]], emitiu um ultimato de [[28 de junho]] de [[1940]] exigindo a retirada dos militares romenos e administração do território contestado, bem como a parte norte da província romena de [[Bucovina]] <ref name="ultimatum">{{citecitar web |url=http://www.unibuc.ro/eBooks/istorie/istorie1918-1940/13-4.htm |titletítulo=, ''Istoria Românilor între anii 1918-1940'' Soviet Ultimata and Replies of the Romanian Government in Ioan Scurtu |authorautor = Theodora Stănescu-Stanciu |coauthorcoautor=Georgiana Margareta Scurtu |languagelíngua=Romanian |publisherpublicado= University of Bucharest |datedata=2002}}</ref> com uma ameaça implícita de invasão em caso de não-cumprimento.<ref name="ultimatum">{{ro icon}} [http://www.unibuc.ro/eBooks/istorie/istorie1918-1940/13-4.htm "Soviet Ultimata and Replies of the Romanian Government"], in Ioan Scurtu, Theodora Stănescu-Stanciu, Georgiana Margareta Scurtu, ''Istoria Românilor între anii 1918-1940'', [[University of Bucharest]], 2002</ref> Sob a pressão de [[Moscou]] e [[Berlim]], o governo romeno e as forças armadas recuaram para evitar a guerra. [[Adolf Hitler]] usou a ocupação soviética da Bessarábia para justificar a ocupação alemã da Iugoslávia e da [[Grécia]] e do [[Operação Barbarossa|ataque alemão à União Soviética]].
 
=== Estados Bálticos ===
{{Ver artigo principal|[[Ocupação das Repúblicas Bálticas]]}}
[[ImageImagem:Ribbentrop-Molotov.svg|thumb|upright=1.0|right|Divisões planejadas e reais de acordo com o Pacto Molotov-Ribbentrop]]
Quando a Segunda Guerra Mundial começou em setembro de 1939, o destino dos países do Báltico já tinham sido decididos no [[Pacto Molotov-Ribbentrop|Pacto de Não Agressão Alemão-Soviético]] e seu Protocolo Secreto Adicional de Agosto de 1939 .<ref>Anu Mai Koll, [http://www.amazon.com/dp/9122020497 "Baltic Countries Under Occupation: Soviet & Nazi Rule 1939-1991"], ISBN 9122020497</ref> .<ref>[http://www.britannica.com/eb/article-37317/Latvia The Soviet occupation and incorporation] at [[Encyclopædia Britannica]]</ref>
 
Nos [[Estados Bálticos]] - [[Estônia]], [[Letônia]] e [[Lituânia]] -, as ocupações foram iniciadas pela União Soviética pressionando os três a aceitar bases militares soviéticas, ameaçando atacar imediatamente em caso de recusa. A União Soviética também tentou essa tática com a [[Finlândia]], no entanto, a Finlândia recusou-se, iniciando a [[Guerra de Inverno]], e mais tarde, a [[Guerra da Continuação]].
 
Logo após a criação destas bases, as forças militares soviéticas deixaram-os e ultrapassaram os sistemas políticos desses países. No entanto, todos os três estados bálticos tomaram medidas específicas para manter de pé as repúblicas legais, levando aos E.U.A. e outras democracias ocidentais a não reconhecer explicitamente a legalidade das ocupações pela [[Doutrina Stimson]] e princípios relacionados. Isto permitiu eventual restauração da [[República da Estônia]], da [[República da Letônia]] e da [[República da Lituânia]] ao abrigo da ''doutrina da continuidade'' destas repúblicas porque já existiam antes da Segunda Guerra Mundial.
 
Outro aspecto dessas ocupações, é que foram cortadas pela metade o sucesso das ações militares da Alemanha na [[Frente Oriental (Segunda Guerra Mundial)|Frente Oriental]]. Todos os três estados bálticos, tendo sido ocupado pela União Soviética, foram ocupados pela Alemanha entre [[1941]]-[[1944]] e ficaram sob administração através do ''[[Reichskommissariat Ostland]]''. Diferenças significativas entre os estilos de administração da União Soviética e da [[Alemanha nazista]] - uma vez aliados - levou a um número significativo de nativos dos três países a se alinharem com a Alemanha para o único objetivo de estagnação e, possivelmente, a prevenção, de outra ocupação soviética.
 
Durante a ocupação, a União Soviética cometeu assassinatos, elaborados (de forma ilegal sob a [[lei internacional]]) pelo [[Exército Vermelho]] e deportou centenas de milhares de pessoas. Além disso, tentou fazer valer os ideais do [[comunismo]]; a União Soviética deliberadamente desmantelou as estruturas sociais e económicas existentes e impôs novas hierarquias "ideologicamente puras". Isto retardou gravemente as economias de todos os três Estados bálticos.
 
Após o [[colapso da União Soviética]], a luta pela independência dos Estados bálticos chegou a uma conclusão, as soberanias dos países foram restauradas em [[1991]]. Os últimos soldados soviéticas se retiraram dos Estados Bálticos em agosto de [[1994]].<ref>[http://www.globalsecurity.org/military/world/russia/vo-baltic.htm Baltic Military District] globalsecurity.org</ref>
[[Image:Terijokipakten.jpg|thumb|right|upright=1.0|Molotov assina um acordo entre a União Soviética e o [[Estado fantoche]] de curta duração a [[República Democrática da Finlândia]], que existiu em todos os territórios ocupados durante a [[Guerra de Inverno]].]]
[[Image:Finnish areas ceded in 1944.png|thumb|upright=1.0|Áreas cedidas pela Finlândia à União Soviética. [[Porkkala]] voltou para a Finlândia em 1956.]]
A União Soviética exigiu um acordo em que a [[Finlândia]] movia a fronteira mais longe de [[Leningrado]]. Também exigia a Finlândia a anexação da [[península Hanko]] (ou território similar na entrada do [[golfo da Finlândia]]) para a URSS para a criação de uma base naval ali.<ref>D. W. Spring. 'The Soviet Decision for War against Finland, 30 November 1939'. ''Soviet Studies'', Vol. 38, No. 2 (Apr., 1986), pp. 207-226</ref>
 
Todavia, a Finlândia recusou, e a União Soviética invadiu a Finlândia, iniciando a [[Guerra de Inverno]]. Nos territórios ocupados pela União Soviética na [[Carélia finlandesa]], que criaram a [[República Democrática da Finlândia]] (em finlandês: Suomen tasavalta kansanvaltainen), um regime fantoche soviético de curta duração. Os soviéticos também ocuparam [[Petsamo]] no Norte durante a guerra. Mais tarde, a Finlândia foi forçada a ceder parte da Carélia finlandesa no [[Tratado de Paz de Moscou]] de [[12 de março]] de [[1940]]. O território incluia a cidade de [[Vyborg]] (segunda maior cidade do país), muitos dos territórios industrializados da Finlândia, e partes importantes ainda detidss pelo exército da Finlândia: quase 10% da Finlândia pré-guerra. Cerca de 422 mil carelianos - 12% da população da Finlândia - perderam suas casas; militares e civis remanescentes foram evacuados às pressas. A Finlândia também teve de ceder uma parte da área de [[Salla]], [[península Kalastajansaarento]] no [[mar de Barents]] e quatro ilhas do golfo da Finlândia. As áreas cedidas, foram integradas na [[República Autônoma Socialista Soviética da Carélia]] para formar o [[RSS Carelo-Finlandesa]].
 
Quando as hostilidades recomeçaram na [[Guerra da Continuação]], a União Soviética ocupou Petsamo mais uma vez em [[1944]], mas em outro lugar seu avanço foi interrompido antes que pudessem entrar em território finlandês. Desta vez, Petsamo todo foi cedido à União Soviética pela Finlândia no [[Armistício de Moscou]].
 
== Outras ocupações durante a Segunda Guerra Mundial ==
A ocupação soviética de [[Bornholm]] <ref>http://aupress.maxwell.af.mil/Books/Converse/converse.pdf.</ref> entre [[1944]]-[[1946]], tropas soviéticas ocuparam o norte da [[Noruega]] e a ilha dinamarquesa de Bornholm, estrategicamente situadas na entrada do [[mar Báltico]]. Os norte-americanos viram essas forças como objetivo estabelecer uma reivindicação de direitos de base soviética.
 
Bornholm foi fortemente bombardeada pelas forças soviéticas em maio de [[1945]]. [[Gerhard von Kamptz]], o oficial superior alemão responsável não apresentou uma capitulação por escrito, conforme exigido pelos comandantes soviéticos, vários aviões soviéticos implacavelmente bombardearam e destruíram mais de 800 casas de civis em [[Rønne]] e [[Nexø]] e seriamente feriram mais de 3000 durante 7-8 de maio de 1945. Em [[9 de maio]], as tropas soviéticas chegaram à ilha e, após uma pequena luta da guarnição alemã se renderam.<ref>{{citecitar web|url=http://www.bornholm.info/Historie/482we.aspx?langId=2|titletítulo=Bornholm during WW2|accessdateacessodata=6 Septemberde setembro de 2007}}</ref> Forças soviéticas deixaram a ilha em [[5 de abril]] de [[1946]].
 
=== Ocupação anglo-soviética do Irã ===
 
== Fim da Segunda Guerra Mundial ==
[[FileImagem:EasternBloc BasicMembersOnly.svg|right|thumb|upright=1.0|Mapa do Bloco do Leste]]
{{Mais informações|[[Era Stalin]] e [[Bloco do Leste]]}}
No final da Segunda Guerra Mundial, os soviéticos ocuparam vários outros estados que foram convertidos em [[Estado satélite]], como a [[República Popular da Polônia]], a [[República Popular da Hungria]] ,<ref name="granville">Granville, Johanna, ''The First Domino: International Decision Making during the Hungarian Crisis of 1956'', Texas A&M University Press, 2004. ISBN 1-58544-298-4</ref>, a [[República Socialista da Checoslováquia]],<ref>{{Harvnb|Grenville|2005|p=370-71}}</ref>, a [[República Popular da Romênia]], a [[República Popular da Albânia]],<ref name="cook17">{{Harvnb|Cook|2001|p=17}}</ref> e depois a [[Alemanha Oriental]] a partir da zona de ocupação soviética alemã .<ref name="wettig96">{{Harvnb|Wettig|2008|p=96-100}}</ref>
 
=== Hungria ===
{{Ver artigo principal|[[Ocupação soviética da Hungria]]}}
Em julho de [[1941]], o [[Reino da Hungria]], um membro do [[Pacto Tripartite]], participou da [[Operação Barbarossa]], em aliança com a [[Alemanha nazista]]. As forças húngaras lutaram ombro a ombro com a [[Wehrmacht]] e avançaram através da [[RSS da Ucrânia]] para a [[Rússia]], até o fim em [[Stalingrado]]. No entanto, até o final de [[1942]], o [[Exército Vermelho]] soviético começou a empurrar a Wehrmacht através de uma série de ofensivas que precedeu a invasão do Exército Vermelho em território húngaro entre [[1943]] a [[1944]]. Em setembro de 1944, as forças soviéticas cruzaram a fronteira com a [[Hungria]], lançando a [[Ofensiva de Budapeste]]. À medida que o exército húngaro ignorou o armistício com a URSS, assinado pelo governo de [[Miklós Horthy]] em [[15 de outubro]] de 1944, os soviéticos abriram caminho para o oeste mais contra as tropas húngaras e seus aliados nazistas [[Cerco de Budapeste|capturando a capital]] em [[13 de fevereiro]] de [[1945]]. Operações continuaram até [[4 de abril]] de 1945, quando as últimas forças nazistas e as tropas restantes da Hungria leais aos alemães foram derrotadas fora do país.
 
Os soviéticos fizeram a certeza de que um governo pós-guerra fiel, dominado pelos comunistas, fosse instalado no país antes da transferência da autoridade da força de ocupação às autoridades húngaras. A presença de tropas soviéticas no país foi regulamentada pelo [[Comecon|tratado de assistência mútua]] celebrado em [[1949]] entre os governos soviético e húngaro.
 
A [[Revolução Húngara de 1956]] foi uma revolta espontânea em todo o país contra o governo comunista da Hungria e as políticas impostas pelos soviéticos. Depois de anunciar a disposição de negociar a retirada das forças soviéticas, o [[Politburo]] soviético mudou de ideia. Em [[4 de novembro]] de 1956, uma grande força militar conjunta do [[Pacto de Varsóvia]] liderado por [[Moscou]], entrou em [[Budapeste]] para esmagar a resistência armada, matando milhares de civis no processo.
 
Após o [[colapso da União Soviética]], o último soldado soviético deixou o país em [[1991]], terminando assim a presença militar soviética na Hungria.
 
=== Polônia ===
[[Ficheiro:Map of Poland (1945).png|thumb|upright=1.0|A [[Linha Curzon]] e as alterações territoriais da Polônia entre 1939 e 1945.]]
 
A [[Polônia]] foi o primeiro país a ser ocupado pela União Soviética durante a época da Segunda Guerra Mundial.
 
Sob o [[Pacto Molotov-Ribbentrop]], a aliança da União Soviética e a Alemanha nazi designou a Polônia para ser dividida em dois conjuntos durante a [[invasão da Polônia]].<ref name="">Sanford, George (2005). Katyn and the Soviet Massacre Of 1940: Truth, Justice And Memory. London; New York: Routledge. ISBN 0415338735. p. 21. Weinberg, Gerhard (1994). A World at Arms: A Global History of World War II. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0521443172., p. 963.</ref> Em [[1939]], a área total do território polonês ocupado pela União Soviética (incluindo a área dada a [[Lituânia]] e anexada em [[1940]] durante a formação da [[RSS da Lituânia]]), era de 201.015&nbsp;km quadrados, com uma população de 13.299.000, dos quais 5.274.000 eram poloneses étnicos e 1.109.000 eram [[judeus]].<ref name=>Concise statistical year-book of Poland , Polish Ministry of Information. London June 1941 P.9 & 10</ref>
 
Após o término da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética manteve a maior parte dos territórios ocupados em 1939, enquanto os territórios com uma área de 21.275&nbsp;km quadrados, com 1,5 milhões de habitantes foram devolvidos ao controle da [[República Popular da Polónia|Polônia comunista]], nomeadamente, as áreas perto de [[Białystok]] e [[Przemyśl]].<ref name=>" U.S. Bureau of the Census ''The Population of Poland'' Ed. W. Parker Mauldin, Washington- 1954 P.140</ref> Entre os anos de [[1944]] a [[1947]], mais de um milhão de poloneses foram reinstalados a partir dos territórios anexados pela Polónia (principalmente nos [[Territórios Recuperados]]) .<ref name="rep">{{pl icon}} "Przesiedlenie ludności polskiej z Kresów Wschodnich do Polski 1944-1947. Wybór dokumentów", Wybór, opracowanie i redakcja dokumentów: Stanisław Ciesielski; Wstęp: Włodzimierz Borodziej, Stanisław Ciesielski, Jerzy Kochanowski Dokumenty zebrali: Włodzimierz Borodziej, Ingo Eser, Stanisław Jankowiak, Jerzy Kochanowski, Claudia Kraft, Witold Stankowski, Katrin Steffen; Wydawnictwo NERITON, Warszawa 2000</ref>
 
As tropas soviéticas (o [[Grupo das Forças do Norte]]) ficaram estacionados na Polônia a partir de 1945 até [[1993]]. Foi somente em [[1956]], que os acordos oficiais entre o regime comunista na Polônia criados pelos próprios soviéticos e a União Soviética reconheceram a presença dessas tropas, daí muitos estudiosos poloneses aceitaram o uso do termo "ocupação" para o período de 1945 a 1956.<ref name="Golon">{{pl icon}} [[Mirosław Golon]], [http://historicus.umk.pl/modules/wfsection/article.php?articleid=12 Północna Grupa Wojsk Armii Radzieckiej w Polsce w latach 1945-1956. Okupant w roli sojusznika] (Northern Group of Soviet Army Forces in Poland in the years 1945-1956. Occupant as an ally), 2004, Historicus - Portal Historyczny (Historical Portal). An online initiative of [[Nicolaus Copernicus University in Toruń]] and [[Polskie Towarzystwo Historyczne]]. Last accessed on 30 May 2007.</ref>. Outros estudiosos datam a ocupação soviética até [[1989]] .<ref>[http://www.muzhp.pl/index.php?art_id=393]</ref><ref>[http://www.ruf.rice.edu/~sarmatia/906/srindex.html]</ref>. O [[Governo polonês no exílio]] existiu até [[1990]].
 
=== Romênia===
{{Ver artigo principal|[[Ocupação soviética da Romênia]]}}
 
Já em março de [[1939]], sob a "pesada pressão das circunstâncias" o [[Reino da Romênia]], assinou um tratado de comércio com o [[Terceiro Reich]], que, segundo a [[Revista Time]] "finalmente deverá reduzir, se não acabar com todo o comércio entre a [[Romênia]] e outros Estados". "Em nenhum momento dos tempos modernos um Estado fez tais concessões econômicas humilhantes de longo alcance para o outro como o [[Anexo:Lista de reis da Romênia|rei da Romênia]] [[Carlos II da Romênia|Carlos II]] fez em [[Bucareste]], na semana passada para o Dr. [[Helmuth Wohlthat]], o intermediário ambulante do [[Führer]] [[Hitler]]." <ref>{{cite newscitar jornal| title título= Foreign News: Killing | url = http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,771596,00.html | work obra= [[Time magazine]] | date data= 3 Aprilde 1939abril |de accessdate1939 |acessodata= 30 Junede junho de 2009 }}</ref> Para conter a ocupação da União Soviética da [[Bessarábia]] e [[Bucovina]] do Norte, que começou com um ultimato de [[26 de junho]] de [[1940]], a Roménia procurou outras alianças que as tradicionais garantias de segurança francesas e britânicas, ou seja, com a Alemanha, que acabaram por se mostrar ilusórias.
 
Em [[1 de julho]] de 1940, a Romênia renunciou à garantia anglo-francesa que data de [[13 de abril]] de 1939, e três dias depois o primeiro-ministro da Roménia [[Ion Gigurtu]] tornou-se pró-alemão; em [[11 de julho]] retirou a Roménia da [[Liga das Nações]], e em 13 de Julho anunciou seu desejo de entrar para o [[Potências do Eixo|Eixo]] .<ref>[http://books.google.com/books?id=ytc-muwFT_IC&pg=PA314&dq=Romania+Ion+Gigurtu&lr=lang_en|lang_fr|lang_ro&as_brr=3 Joseph Rothschild, ''East Central Europe between the two World Wars'', University of Washington Press, Seattle, 1977. ISBN 0925953578, p.314]</ref>. A partir de [[5 de julho]] de [[1940]], a Roménia aliou-se com a Alemanha nazista, apenas para ser invadida entre 1940 a 1941 pelo seu "aliado" como parte da estratégia de Hitler para criar uma ampla Frente Oriental contra a União Soviética.<ref>http://www.history.com/this-day-in-history.do?action=Article&id=6609</ref> Em Junho de 1941, uma grande parte do exército romeno participou a invasão do Eixo da União Soviética. Após um rápido sucesso inicial das forças do Eixo, a Romênia recapturou as províncias do norte da Bessarábia e Bucovina (que tinham sido ocupadas pelos soviéticos no ano anterior), e partes ocupadas do sul da [[Ucrânia]], entre os rios [[Dniester]] e Sul Buh. Além disso, a ditadura romena de [[Ion Antonescu]] continuou a lutar lado a lado com as forças da Alemanha nazista em outros lugares na Frente Oriental. Em [[1942]] e [[1943]], a maré da guerra mudou quando o [[Exército Vermelho]] reconquistou território que havia perdido em 1941. Em [[1944]], os soviéticos chegaram ao sua fronteira ocidental da pré-invasão e avançou para o oeste levando a derrota da Alemanha e seus aliados. Foi no âmbito desses eventos que as forças soviéticas na [[Batalha da Romênia]] (Agosto de 1944) continuou a avançar para oeste, atingindo a capital Bucareste, em [[31 de agosto]]. Em [[23 de agosto]] de 1944, na Romênia, o [[Miguel I da Romênia|rei Miguel I]] lançou um [[golpe de Estado]] que derrubou o governo pró-nazista de Antonescu e comutou a Romênia aos [[Aliados]].
 
[[ImageImagem:Romania WWII.png|thumb|upright=1.0|Roménia após a Segunda Guerra Mundial, com indicação dos territórios perdidos.]]
A "ocupação soviética" se refere ao período entre [[1944]] e [[1958]], quando as tropas soviéticas estavam estacionadas neste país.<ref>Sergiu Verona, [http://www.amazon.com/dp/0822311712 "Military Occupation and Diplomacy: Soviet Troops in Romania, 1944-1958"], ISBN 0822311712</ref> Em [[12 de setembro]] de 1944, com o Exército Vermelho já controlando grande parte do território da Roménia, um acordo de [[armistício]] entre a Roménia e a URSS foi assinado, em que a Roménia retrocedeu os territórios por ela administrados no início da guerra, e submeteu-se a uma comissão constituída pelos aliados da União Soviética, os [[Estados Unidos]] e o [[Reino Unido]]. No território, ficou o comando militar soviético, e não os aliados ocidentais, que ''[[de facto]]'' exerciam autoridade dominante. A presença e a livre circulação das tropas soviéticas era expressamente prevista na convenção.<ref>[http://www.yale.edu/lawweb/avalon/wwii/rumania.htm The Armistice Agreement with Rumania]</ref>
 
Os termos do Acordo de Armistício cessaram em [[15 de setembro]] de [[1947]], quando as condições do [[Tratado de Paz de Paris]] entraram em vigor. O novo tratado estipulava a retirada de todas as forças aliadas da Romênia, com uma isenção importante que essa retirada fosse "sem prejuízo do direito da União Soviética, de manter em território romeno, tais como as forças armadas que sejam necessárias para a manutenção das linhas de comunicação do Exército Soviético com a zona de ocupação soviética na Áustria. "
 
Na sequência do acordo a presença soviética caiu de 130 mil soldados (o pico em 1947) para cerca de 30.000. As tropas foram totalmente retiradas até agosto de 1958.
 
=== Bulgária ===
Em [[1955]], a república foi declarada pela União Soviética como sendo plenamente soberana, no entanto, permaneceram as tropas soviéticas, com base no [[Acordo de Potsdam]] das quatro potências. Enquanto as tropas da [[OTAN]] mantiveram-se em [[Berlim Ocidental]] e na [[Alemanha Ocidental]], a Alemanha Oriental e Berlim, em particular tornou-se focos de tensões da [[Guerra Fria]].
 
A [[barreira de separação]] entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental, o [[Muro de Berlim]] conhecido na União Soviética e no Leste da Alemanha como o "Plataforma de Proteção Anti-Fascista",<ref>{{citecitar web |url=http://www.hoover.org/publications/policyreview/3478177.html |workobra=Hoover Institution - Policy Review |titletítulo=The Once and Future Berlin}}</ref> foi construída em [[1961]].
 
O [[Tratado Dois Mais Quatro|Tratado sobre a resolução final a respeito da Alemanha]], assinado em Moscou, mandatou a retirada de todas as forças soviéticas da Alemanha até o final de [[1994]]. A conclusão da resolução final abriu o caminho para a [[reunificação da Alemanha]] Oriental e Ocidental. A união política formal ocorreu em [[3 de outubro]] de [[1990]].
=== Áustria ===
{{Ver artigo principal|[[Zonas ocupadas pelos Aliados na Áustria]]}}
[[ImageImagem:Austria 1945-55.svg|thumb|upright=1.0|Zonas de ocupação em Austria]]
A ocupação soviética da Áustria ocorreu entre [[1945]] a [[1955]].<ref>{{citecitar web |url=http://www.eurozine.com/articles/2007-05-24-beer-en.html |workobra=Eurozine |titletítulo=The Soviet occupation of Austria, 1945-1955 - Siegfried Beer Recent research and perspectives}}</ref> No final da guerra, a [[Áustria]] e [[Viena]] foram divididos em quatro zonas de ocupação, seguindo os termos da [[Conferência de Potsdam]]. O país foi reservado para a exploração econômica pesada. A União Soviética expropriou mais de 450 empresas, anteriormente de propriedade alemã.
 
Em [[15 de maio]] de 1955, o [[Tratado do Estado Austríaco]] foi assinado, que institui oficialmente a independência e a soberania da Áustria. O tratado foi promulgado em [[27 de julho]], e as últimas tropas aliadas deixaram o país em [[25 de Outubro]].
Em [[1948]], o [[Partido Comunista da Checoslováquia]], ganhou uma grande parcela dos votos na política da [[Checoslováquia]], levando a um período comunista sem a presença militar soviética imediata. A década de 1950 foi caracterizada como um período repressivo na história do país, mas por [[1960]], a liderança local socialista tinha feito um curso em direção a reformas econômicas, sociais e políticas. No entanto, um número significativo de comunistas checos, juntamente com a agência de segurança checa, conspiraram contra a introdução limitada dos sistemas de mercado, as liberdades pessoais e de renovação das associações civis (''ver: [[Primavera de Praga]]''), aproveitando o apoio russo para reforçar as posições do Partido Comunista.<ref>[http://www.czech.cz/en/czech-republic/history/the-soviet-occupation-of-czechoslovakia/ The Soviet occupation of Czechoslovakia]</ref>
 
[[Leonid Brejnev]], secretário geral do [[Partido Comunista da União Soviética]], reagiu a estas reformas, ao anunciar a [[Doutrina Brejnev]], em [[21 de agosto]] de [[1968]], cerca de 750.000 soldados do [[Pacto de Varsóvia]], a maior parte da União Soviética, [[Polônia]], [[Bulgária]], [[Alemanha Oriental]] e [[Hungria]], com tanques e metralhadoras ocuparam a Checoslováquia; milhares de pessoas foram deportadas e rapidamente descarrilou todas as reformas. A maioria das grandes cidades foram, individualmente, invadidas, porém, a atenção primária à invasão concentrou-se em [[Praga]], em especial aos órgãos do Estado, a televisão e a rádio checa.
 
O governo checoslovaco realizou uma sessão de emergência, e em voz alta expressou seu desacordo com a ocupação. Muitos cidadãos uniram-se em protestos, e setembro de 1968, pelo menos 72 pessoas morreram e centenas ficaram feridos em conflitos. No pouco tempo depois da ocupação, que pôs fim a qualquer esperança que a [[Primavera de Praga]] fosse criada, cerca de 100.000 pessoas fugiram da Checoslováquia. Durante todo o tempo da ocupação, mais de 700.000 pessoas, incluindo parte significativa da ''[[intelligentsia]]'' da Checoslováquia. Os comunistas responderam, revogando a cidadania tcheca de muitos desses [[refugiado]]s e os proibiram de retornar à sua pátria.
 
Em uma reunião do [[Conselho de Segurança das Nações Unidas]], [[Yakov Malik]], embaixador soviético nas [[Nações Unidas]] emitiu uma declaração, afirmando que a intervenção militar foi uma resposta a um pedido do governo da Tchecoslováquia. A União Soviética como membro permanente do Conselho de Segurança - com direito a [[veto]] -, foi capaz de contornar quaisquer resoluções das Nações Unidas para pôr fim à ocupação.
 
O final da Primavera de Praga tornou-se claro, até Dezembro de 1968, quando um novo Presidium do Partido Comunista da Checoslováquia aceitou as instruções do chamado ''Desenvolvimento Crítico do País e da Sociedade'' após o XIII Congresso do Partido Comunista da Checoslováquia. Sob o disfarce de "normalização" todos os aspectos do [[neostalinismo]] foram devolvidos à vida política e econômica cotidiana.
 
A [[ocupação soviética da Checoslováquia]] só terminou em [[1990]], pouco antes do [[colapso da União Soviética]]. Os últimos soldados de ocupação abandonaram o país em [[21 de junho]] de [[1991]].
 
Em [[1987]], o líder soviético [[Mikhail Gorbachev]] reconheceu que sua política de liberalização da ''[[glasnost]]'' e ''[[perestroika]]'' deviam muito ao ''socialismo com uma face humana'' de [[Alexander Dubček]]. Quando lhe perguntaram qual era a diferença entre a Primavera de Praga e sua próprias reformas, Gorbachev respondeu: ''"Dezenove anos".''
 
[[Vladimir Putin]] afirmou que sente a responsabilidade moral para os eventos de 1968 e que a [[Rússia]] condena-os durante sua visita a Praga .<ref>Gazeta, [http://www.gzt.ru/politics/2007/04/27/162543.html Путин чувствует моральную ответственность России за события 1968 года в Чехословакии] (''Putin feels moral responsibility for the 1968 events in Czechoslovakia''), 27.04.2007</ref>
=== Afeganistão ===
{{Ver artigo principal|[[Invasão soviética do Afeganistão]]}}
[[ImageImagem:SovietInvasionAfghanistanMap.png|thumb|right|upright=1.0|A invasão soviética no final de dezembro de 1979.]]
A ocupação soviética do Afeganistão ocorreu entre <ref>John Fullerton, [http://books.google.com/books?id=qoDAAQAACAAJ&dq "The Soviet Occupation of Afghanistan"], ISBN 0413557804</ref> [[1979]] a [[1989]]. A invasão soviética do Afeganistão começou em [[24 de dezembro]] de 1979. Organizaram uma ponte aérea militar maciça em [[Cabul]], envolvendo estimadas 280 aeronaves de transporte e 3 divisões de quase 8.500 homens cada. Dentro de dois dias, tinham garantido Cabul, a implantação de uma unidade especial de ataque soviético contra o Palácio Darulaman, onde os elementos do exército afegão leais a [[Hafizullah Amin]] colocaram uma feroz, mas breve resistência. Com a morte do ditador no palácio, [[Babrak Karmal]], líder exilado da facção [[Parcham]] do [[PDPA]] foi instalado pelos soviéticos como novo chefe de governo do [[Afeganistão]].
 
* [[Encyclopædia Britannica]]: [http://www.britannica.com/eb/article-37317/Latvia Latvia. The Soviet occupation and incorporation]
* [http://countrystudies.us/romania/23.htm Armistice Negotiations and Soviet Occupation], a part of ''Romania: A Country Study. Washington: GPO for the Library of Congress'', 1989, edited by [[Ronald D. Bachman]]
*{{Citecitar booklivro|lastúltimo =Cook|firstprimeiro =Bernard A.|titletítulo=Europe Since 1945: An Encyclopedia|publisherpublicado=Taylor & Francis|yearano=2001|isbn=0815340575|ref=harv|postscript=<!--None-->}}
*{{Citecitar booklivro|lastúltimo =Grenville|firstprimeiro =John Ashley Soames|titletítulo=A History of the World from the 20th to the 21st Century|publisherpublicado=Routledge|yearano=2005|isbn=0415289548|ref=harv|postscript=<!--None-->}}
*{{Citecitar booklivro|lastúltimo =Roberts|firstprimeiro =Geoffrey |titletítulo=Stalin's Wars: From World War to Cold War, 1939–1953 |publisherpublicado=Yale University Press |yearano=2006 |isbn=0300112041|ref=harv|postscript=<!--None-->}}
*{{Citecitar booklivro|lastúltimo =Wettig|firstprimeiro =Gerhard|titletítulo=Stalin and the Cold War in Europe|publisherpublicado=Rowman & Littlefield|yearano=2008|isbn=0742555429|ref=harv|postscript=<!--None-->}}
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