Batalha do Bétis Superior: diferenças entre revisões

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| comandante1={{nowrap|{{flagicon|República Romana}} [[Públio Cornélio Cipião (cônsul em 218 a.C.)|Públio Cornélio Cipião]]{{KIA}}}}<br>{{nowrap|{{flagicon|República Romana}} [[Cneu Cornélio Cipião Calvo]]{{KIA}}}}
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| for1={{fmtn|30000}} na infantaria<br>{{fmtn|3000}} cavaleiros<br>{{fmtn|20000}} mercenários celtíberosceltiberos
| for2={{fmtn|35000}} na infantaria<br>{{fmtn|3000}} [[cavaleiros númidas]]<br>{{fmtn|3000}} cavaleiros romanos<br>{{fmtn|7500}} aliados íberosiberos
| baixas1=Cerca de {{fmtn|22000}}
| baixas2=Desconhecidas
| campanha = Segunda Guerra Púnica
}}
A '''Batalha do Bétis Superior''' foi uma batalha travada durante a [[Segunda Guerra Púnica]] entre as forças [[cartagineses|cartaginesas]] e da [[República Romana]] em {{AC|211 a.C.|x}}. Em duas batalhas seguidas, em Cástulo e Ilorci, o exército cartaginês, liderado por [[Asdrúbal Barca]], [[Magão Barca]] (irmãos de [[Aníbal]]) e [[Asdrúbal Giscão]], enfrentou e derrotou os irmãos Cipião, [[Públio Cornélio Cipião (cônsul em 218 a.C.)|Públio]] e [[Cneu Cornélio Cipião Calvo|Cneu Cornélio Cipião]], que resultaram ambos mortos ao final das duas batalhas.
 
Antes da derrota, os irmãos já vinham lutando pelos sete anos anteriores na [[Hispânia]] (218-{{AC|211 a.C.|X}}) evitando que as tribos íberasiberas pudessem se juntar a Aníbal, que lutava contra Roma na [[península Itálica]].
 
== Situação estratégica ==
Depois da derrota de [[Asdrúbal Barca]] na [[Batalha de Dertosa]], na primavera de {{AC|215 a.C.|x}}, os romanos haviam conquistado muitos assentamentos ao norte do [[rio Ebro]] e tentavam conquistar a lealdade para sua causa das tribos íberasiberas que viviam na região. A partir destas cidades, lançaram vários [[raide]]s ao território cartaginês ao sul do Ebro e Públio Cipião chegou inclusive a chegar perto de [[Sagunto]] em {{AC|214 a.C.|x}}. Por outro lado, tanto romanos quanto cartagineses se enfrentaram e sufocaram as revoltas íberasiberas em seus próprios territórios.
 
Os irmãos Cipião não receberam reforços da Itália por causa da pressão que os próprios romanos estavam sofrendo em seu próprio território, onde Aníbal Barca ainda continuava em campanha. Asdrúbal, por outro lado, havia recebido dois novos exércitos, comandados por seu irmão Magão Barca e por Asdrúbal Giscão. Estes novos exércitos lutaram em algumas escaramuças sem resultados decisivos contra os irmãos Cipião entre 215 e {{AC|211 a.C.|x}}. Os dois conseguiram persuadir o rei da [[Numídia Ocidental]], [[Sífax]], a entrar em guerra contra Cartago em 213 com um exército treinado pelos romanos. Apesar disto, a situação na [[península Ibérica]] já era suficiente estável a ponto de permitir que Asdrúbal zarpasse para a África para lutar contra Sífax entre 213 e {{AC|212 a.C.|x}}. Ele voltou à Hispânia no final de {{AC|212 a.C.|x}} trazendo consigo mais {{fmtn|3000}} númidas sob o comando de [[Masinissa]], que seria o futuro [[Reino da Numídia|rei da Numídia unificada]].
 
Em outras frentes, Aníbal venceu a [[Primeira Batalha de Cápua]], [[Cerco de Taranto (212 a.C.)|capturou Taranto]] e manteve seu controle sobre a [[Lucânia]], [[Brúcio]] e [[Apúlia]]. Os romanos, por outro lado, voltaram a capturar algumas cidades italianas e estavam cercando [[Batalha de Cápua (211 a.C.)|Cápua]] e [[Cerco de Siracusa (212 a.C.)|Cerco de Siracusa]], na [[Sicília romana]].
 
== Prelúdio ==
Os irmãos Cipião contrataram {{fmtn|20000}} [[mercenário]]s [[celtíberosceltiberos]] para reforçar seu exército de {{fmtn|30000}} [[legionário]]s na infantaria e {{fmtn|3000}} [[cavalaria romana|cavaleiros]]. Quando os dois souberam que os exércitos cartagineses estavam acampados em lugares diferentes, com Asdrúbal, com {{fmtn|15000}} homens aliados, e Magão e Asdrúbal Giscão, com mais {{fmtn|10000}} homens mais a oeste, planejaram dividir suas forças. Públio assumiu {{fmtn|20000}} soldados romanos e aliados e atacou Magão perto de [[Cástulo]] enquanto Cneu, com uma legião dupla ({{fmtn|10000}} homens) e os mercenários, atacaram Asdrúbal. A tática levar a duas batalhas menores, a [[Batalha de Cástulo]] e a [[Batalha de Ilorci]], que se realizaram com dias de diferença entre uma e outra.
 
Cneu Cipião chegou antes ao seu objetivo, mas Asdrúbal Barca já havia ordenado que os exércitos de Giscão, Masinissa e Amtorgis, um chefe local aliado, que se unissem a Magão. Asdrúbal manteve sua posição frente a Cneu Cipião, mantendo-se no acampamento fortificado e rapidamente conseguiu subornar os mercenários celtíberosceltiberos que desertassem o exército romano, o que fez com que seu exército ficasse maior que o de Cneu Cipião.
 
== {{Âncora|Batalha de Cástulo}}Batalha de Cástulo ==
Os romanos que conseguiram fugir foram para o norte do Ebro, onde reuniram um exército composto por cerca de {{fmtn|8000}} soldados. Os comandantes cartagineses, por sua vez, não realizaram nenhuma ação coordenada para eliminar a ameaça representada por estes sobreviventes e nem para enviar ajuda a Aníbal na Itália.
 
Roma enviou cerca de {{fmtn|10000}} soldados sob o comando do [[propretor]] [[Caio Cláudio Nero]] no final de {{AC|211 a.C.|x}} com o objetivo de reforçar o exército na Hispânia. Nero, por sua vez, não conseguiu vitória decisiva alguma e os cartagineses também não realizaram nenhum ataque coordenado sobre os romanos na península. Os cartagineses lamentariam mais tarde terem desperdiçado esta ocasião, pois, com a chegada de [[Cipião Africano|Públio Cornélio Cipião]] (o futuro "Africano"), filho de Públio Cipião, à frente de mais {{fmtn|10000}} soldados em {{AC|210 a.C.|x}}, os cartagineses seriam derrotados na [[Batalha de Nova Cartago (209 a.C.)|Batalha de Nova Cartago]] em {{AC|209 a.C.|x}}.
 
O fracasso do exércitos cartagineses da Hispânia em eliminar os romanos impediu que Aníbal recebesse reforços no crucial ano de {{AC|211 a.C.|x}}, quando os romanos estavam [[Cerco de Cápua (211 a.C.)|cercando Cápua]], a segunda maior cidade da [[península Itálica]] e principal base de Aníbal.
 
== Bibliografia ==