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==Rolando histórico(''Especial)''==
As lendas que se desenvolveram ao redor de Rolando estão relacionadas com um personagem real, um tal conde Hruodland, [[vassalo]] de Carlos Magno e prefeito da marca da [[Bretanha]]. Este conde participou da campanha militar que o rei levou a cabo na penínsulaPenínsula ibéricaIbérica em 778, à época dominada em sua maior parte por [[muçulmanos]]. No curso da campanha, Carlos aliou-se a certos líderes muçulmanos contra outros, saqueou [[Pamplona]] e sitiou [[Saragoça]]. Um levantamento dos [[saxões]] obrigou o rei a retirar-se para assegurar a fronteira oriental do reino. No dia 15 de agosto de 778, a retaguarda do exército franco foi atacada por [[bascos]] [[cristão]]s ([[vascões (povo)|vascões]]) ao transitar pelos [[Pireneus]] - possivelmente na passagem de [[Roncesvales]] (na atual [[Navarra]], [[Espanha]]). Essa batalha ou escaramuça (referida hoje como [[batalha de Roncesvales]]) é citada por [[Eginhardo]], biógrafo de Carlos Magno, que em sua ''[[Vita Caroli Magni]]'' (c. 830) relata que os soldados francos da retaguarda, incluído "Hruodland, prefeito das marcas da Bretanha" (''Hruodlandus Brittannici limitis praefectus''), foram todos mortos. Essa menção na obra de Eginhardo é a única referência histórica a Rolando que data da época carolíngia.
 
==Literatura==
A primeira obra literária conhecida sobre Rolando é o épico francês ''[[A Canção de Rolando]]'', cujo manuscrito mais antigo data de meados do século XII mas que poderia ter origem mais antiga, ainda nos finais do século XI, na época da [[Primeira Cruzada]]. O poema descreve a traição de Rolando por [[Ganelão]], outro vassalo de Carlos Magno, que faz um pacto com o [[rei Marsílio]] de [[Saragoça]] para matar o paladino. A retaguarda do exército comandada por Rolando e que incluía outros paladinos de Carlos Magno - os chamados [[Os Doze Pares de Carlos Magno|doze pares de França]] - é emboscada na passagem de [[Roncesvales]]. Entre os paladinos está [[Oliveiros]], apresentado como melhor amigo de Rolando e irmão de sua prometida, Auda. Durante a batalha, Oliveiros implora ao herói que soe seu [[olifante]] - uma espécie de trombeta - e assim chame o exército principal de Carlos para ajudá-los. Rolando se recusa, alegando que pedir por auxílio seria uma desonra. Na luta feroz entre os francos e os mouros, Rolando mata o filho de Marsílio e corta a mão do rei, que morre mais tarde devido ao ferimento. Mas os soldados mouros são muitos e os francos vão sendo vencidos um por um. Já no final da luta Rolando soa o [[olifante]] e Carlos Magno começa a retornar com o seu exército. Rolando morre antes que chegue seu tio, não sem antes tentar quebrar - sem sucesso - sua espada Durindana contra uma rocha, para impedir que a arma caia em mãos de infiéis. Carlos Magno chega e, após lamentar-se profundamente por haver sido enganado por Ganelão, vinga seus paladinos vencendo os líderes muçulmanos e conquistando Saragoça. O traidor Ganelão termina sendo executado. Rolando é enterrado em [[Blaye]], na atual França.
 
[[Ficheiro:Rolandandferragut.jpg|thumb|right|220px|Batalha entre Rolando e Ferragut (''Grandes Chroniques de France'', séc.século XIV).]]
 
===Outras obras medievais===
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