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== Primeiros anos e início da carreira política ==
[[Imagem:Picenum.jpg|thumb|direita|upright=1|Mapa da região de [[Piceno]], a base de poder de Pompeu e de seu pai, o famoso general [[Cneu Pompeu Estrabão]]]]
A família de Pompeu alcançou a posição consular em {{AC|89|x}}. O pai de Pompeu, [[Cneu Pompeu Estrabão]], era um rico [[Cidadania romana|cidadão romano]] proprietário de terras na região de [[Piceno]]. Seguindo o tradicional ''[[cursus honorum]]'', tornou-se [[questor]] em {{AC|104|x}}, [[pretor]] em {{AC|92|x}} e cônsul em {{AC|89|x}}. Durante sua vida política conseguiu uma reputação de ganância, pelo jogo duplo na política e pela crueldade militar. Ele apoiou o grupo tradicionalista dos ''[[optimates]]'' liderado por [[Sula]] contra o grupo dos ''[[populares]]'' de [[Caio Mário]] na [[Primeira Guerra Civil da República Romana|guerra civil entre os dois]].<ref name="penelope.uchicago.edu">[[Apiano]], ''Guerras Civis'' [http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Appian/Civil_Wars/1*.html 1.9.80]</ref>
 
Lúculo, um nobre de [[plebe romana|família plebeia]], ficou furioso por ser substituído por um descendente de um "[[homem novo]]" como Pompeu e os dois trocaram insultos. Lúculo chamou Pompeu de "abutre", por se alimentar do trabalho de outros, uma referência não apenas ao recém-conquistado comando da guerra contra Mitrídates, mas também por sua alegação de ter terminado a [[Guerra Servil de Espártaco]], que foi vencida principalmente pelas campanhas de [[Crasso]].<ref>Pompey, the Roman Alexander,P Greenhalg p107</ref>
 
Com a aproximação de Pompeu, Mitrídates estrategicamente recuou suas forças. Porém, Pompeu conseguiu cercar seu acampamento, mas não pôde evitar que inimigo rompesse sua linha de cerco para avançar mais fundo para o oriente. Mas, depois, perto da [[Reino da Armênia (Antiguidade)|Armênia]], Pompeu conseguiu surpreender o exército pôntico com um corajoso ataque noturno e praticamente destruiu-o, deixando o rei sem outra opção que não a fuga desordenada. [[Tigranes, o Grande]], rei da Armênia, concedeu-lhe refúgio e ajudou-o a chegar aos seus próprios domínios no [[Estreito de Querche|Bósforo Cimério]]. Pompeu assegurou um tratado com Tigranes e, no ano seguinte, retomou a perseguição a Mitrídates, mas [[Campanha de Pompeu na Ibéria e Albânia|encontrou resistência]] entre os [[Reino da Ibéria|iberos]] e [[Reino da Albânia caucásica(Cáucaso)|albaneses]] [[Cáucaso|caucasianos]]. Os romanos venceram uma série de vitórias decisivas sobre eles perto dos rios Abas e Ciro (''"Cyrus"'') e em [[Seusamora]], destruindo seus exércitos.<ref>''Pompey'', Eric Teyssier</ref> Pompeu seguiu então até [[Falis (cidade)|Falis]], na [[Cólquida]], e reuni-se com seu [[legado]] Servílio, o almirante da [[marinha romana|frota]] [[Ponto Euxino|euxina]] ("Mar Negro"), antes de derrotar definitivamente Mitrídates.<ref name="Boak, History of Rome, pg. 161">Boak, History of Rome, pg. 161</ref>
 
A partir daí, Pompeu voltou pelo caminho que chegou, passou o inverno no [[Reino do Ponto]], que transformou na nova [[província romana]] do [[Ponto (província romana)|Ponto]]. Em {{AC|64|x}}, Pompeu marchou até a [[Síria selêucida]], depôs seu rei, [[Antíoco XIII Asiático]], e também transformou o território numa nova província.<ref name="Boak, History of Rome, pg. 161"/> Em {{AC|63|x}}, Pompeu seguiu para o sul e consolidou a supremacia romana na [[Fenícia romana|Fenícia]] e na [[Celessíria]]{{Efn|As cidades helênicas da região, especialmente as cidades da [[Decápole (Palestina)|Decápole]], utilizavam um calendário que iniciava a contagem de datas a partir da conquista de Pompeu (vide [[Era de Pompeu]]).}}.
 
Na [[Reino da Judeia|Judeia]], Pompeu interveio na guerra civil entre [[{{lknb|Hircano |II]]}}, que apoiava os [[fariseus]], e [[{{lknb|Aristóbulo |II]]}}, que apoiava os [[saduceus]]. Os exércitos de Pompeu e Hircano II [[cerco de Jerusalém (63 a.C.)|cercaram Jerusalém]] e, depois de três meses, conquistaram a cidade{{Efn|Apesar disto, Aristóbulo II sobreviveria tempo suficiente para usurpar, por um curto período de tempo, a coroa de Hircano II, que acabou sendo executado muito mais tarde, em {{AC|31|x}}, pelo [[Herodes, o Grande|rei Herodes I]].}}.
{{citação2|Dos judeus, caíram doze mil, mas dos romanos, muito poucos... e não poucas enormidades foram cometidas no [[Santo dos Santos|próprio templo]], que, em épocas anteriores, era inacessível e não podia ser visto por ninguém; pois Pompeu entrou nele e não poucos dos que estavam com ele também e viram o que era ilegal ser visto por quaisquer outros homens, acessível apenas aos [[Sumo Sacerdote de Israel|sumo sacerdotes]]. Havia no [[Segundo Templo|Templo]] a mesa de ouro, o candelabro sagrado, os vasilhames de água e uma grande quantidade de [[especiaria|temperos]]; e, além destes, estava ali o tesouro de dois mil [[talento (moeda)|talento]]s de dinheiro sagrado: mas Pompeu não tocou nada disto por causa de seu respeito à religião; e, neste ponto, agiu de maneira digna de sua virtude. No dia seguinte, ele deu a ordem para que os encarregados do templo o limpassem e que levassem até lá as oferendas requeridas pela [[Lei Mosaica|Lei]] a [[YHWH|Deus]]; e restaurou o sumo sacerdócio a Hircano, tanto por que ele havia lhe sido útil em outras funções, quanto por ter evitado que os judeus na zona rural do país ajudassem Aristóbulo de qualquer forma em sua guerra contra ele.|[[Flávio Josefo|Josefo]]|''[[Antiguidades Judaicas]]'' XIV, 4<ref> [[Flávio Josefo|Josefo]], ''[[Antiguidades Judaicas]]'' XIV, 4, tradução de William Whiston, disponível no ''Project Gutenberg''.</ref>}}
 
 
== Casamentos e filhos ==
[[Imagem:Adrienne lecouvreur dans cornlie.jpg|direita|upright=1|thumb|Pintura de [[Adrienne Lecouvreur]], uma famosa atriz francesa do {{séc|XVIII}}, no papel de [[Cornélia Metela]], a última esposa de Pompeu, com as cinzas do marido nas mãos. Imagem de uma montagem de "A Morte de Pompeu", de [[Pierre Corneille]].<br><small>1742. Por [[Antoine Coypel]], em local desconhecido</small>]]
 
Pompeu casou-se cinco vezes e teve diversos filhos. A primeira com [[Antístia]], com quem não teve filhos e sobre quem não há mais informações. Logo depois, como [[Emília Escaura]] ({{AC|82|x}}), uma neta de [[Lúcio Cornélio Sula]], que já estava grávida e morreu no parto. Sua terceira esposa foi [[Múcia Tércia]] ({{AC|80|x}}), com quem teve [[Cneu Pompeu (filho de Pompeu Magno)|Cneu Pompeu]], executado em {{AC|45|x}} depois da [[Batalha de Munda]], [[Pompeia (filha de Pompeu Magno)|Pompeia]], casada com [[Fausto Cornélio Sula (senador)|Fausto Cornélio Sula]] e ancestral de [[Cneu Pompeu Magno (marido de Cláudia Antônia)|Cneu Pompeu Magno]], que se casou com [[Cláudia Antônia]], filha do imperador [[Cláudio]], e [[Sexto Pompeu]], o grande general e almirante que liderou a [[Revolta Siciliana]] depois da morte do pai. Segundo Cícero, Pompeu divorciou-se de Múcia por acusações de [[adultério]]. Para sedimentar o [[Primeiro Triunvirato]], Pompeu casou-se com [[Júlia (esposa de Pompeu)|Júlia]] ({{AC|59|x}}), filha de [[Júlio César]], que, segundo as fontes, ele amava muito e cuja morte, no parto do que seria o único filho dos dois, foi um dos motivos do rompimento entre os dois. Sua última esposa, [[Cornélia Metela]] ({{AC|52|x}}), era filha de um dos grandes inimigos de César, [[Metelo Cipião]]. Ela estava com Pompeu no dia de sua morte, mas o casal não teve filhos.