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190 canhões<br />
'''Sérvia''' – 81 500
| força2 = '''Otomanos''' – 281 000<ref>{{Citation | lastúltimo = Мерников | firstprimeiro = АГ | script-title=ru:Спектор А. А. Всемирная история войн | place local= Минск | year ano= 2005. – c. 376| language língua= russo}}</ref>
| baixas1 = '''Império Russo''' – 15 567 mortos,<br />56 652 feridos,<br />6 824 mortos devido a ferimentos<ref name="Урланис">{{citecitar booklivro| authorautor = [[Урланис Б. Ц.]] | chapter capítulo= Войны в период домонополистического капитализма (Ч. 2)| chapter-url capítulourl= http://scepsis.net/library/id_2140.html#a161| title título= Войны и народонаселение Европы. Людские потери вооруженных сил европейских стран в войнах XVII—XX вв. (Историко-статистическое исследование) | location local= М.| year ano= 1960 | publisher publicado= Соцэкгиз| pages páginas= 104–105, 129 § 4}}</ref><br />
'''Romênia''' — 4 302 mortos ou desaparecidos,<br />3 316 feridos,<br />19 904 doentes<ref>Scafes, Cornel, et. al., ''Armata Romania in Razvoiul de Independenta 1877–1878'' (The Romanian Army in the War of Independence 1877–1878). Bucuresti, Editura Sigma, 2002, p. 149</ref><br />
'''Bulgária''' – 2 456 mortos e feridos<ref name="scepsis.net">Борис Урланис, Войны и народонаселение Европы, Часть II, Глава II [http://scepsis.net/library/id_2140.html]</ref><br />
'''Sérvia''' e '''Montenegro''' – 2 400 mortos e feridos<ref name="scepsis.net"/>
| baixas2 = 30 000 mortos em combate<ref name="Мерников Спектор">{{citecitar booklivro| author1autor1 = Мерников А. Г.|author2autor2 = Спектор А. А.| title título= Всемирная история войн| location local= Мн.| year ano= 2005| publisher publicado= Харвест| isbn = 985-13-2607-0}}</ref><br />90 000 mortos devido a ferimentos e doenças<ref name="Мерников Спектор"/>
}}
A guerra '''russo-turca de 1877–1878''' foi originada pelo desejo da [[Império Russo|Rússia]] de obter acesso ao [[mar Mediterrâneo]] e de capturar a península dos [[Bálcãs]], controlada pelo [[Império Otomano]]. A guerra trouxe como resultado a declaração formal de independência dos principados de [[Sérvia]], [[Montenegro]] e [[Romênia]], que já haviam possuído soberania ''de facto'' por algum tempo. Apesar da [[Bulgária]] ter permanecido formalmente sob controle otomano até 1908, procurou recuperar sua condição de Estado soberano.
Em agosto de 1876, forças da Sérvia, auxiliadas por búlgaros e russos, foram derrotadas pelo exército otomano, o que prejudicou os objetivos dos russos e austríacos, pois assim não poderiam exigir possessões otomanas. Como resultado, ocorreu a [[Conferência de Constantinopla]] em dezembro de 1876. Na conferência, sem a participação de representantes otomanos, as grandes potências discutiram as possíveis fronteiras de uma ou mais futuras províncias autônomas búlgaras do [[Império Otomano]].
 
A conferência foi interrompida pelo [[ministro das relações exteriores]] otomano, que informou aos delegados que o Império Otomano aprovara uma nova [[constituição]]. Apesar disso, a Rússia manteve as hostilidades alegando que a constituição era apenas uma solução parcial. Por meio de negociações diplomáticas, os russos asseguraram a inatividade da Áustria-Hungria em operações militares futuras. Na [[Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda|Grã-Bretanha]], o posicionamento político variava. Apesar do forte suporte civil para a ideia de uma libertação da Bulgária, fomentada na Grã-Bretanha por porta-vozes do [[primeiro-ministro]] anterior, [[William Gladstone]], o líder no momento, [[Benjamin Disraeli]], estava muito mais pessimista acerca das intenções russas. Ele posicionou seu país como defensor do Império Otomano, como os britânicos haviam feito na [[Guerra da Crimeia]], vinte anos antes.<ref name="stavrianos">{{citecitar booklivro|firstprimeiro =L.S.|lastúltimo =Stavrianos|authorlinkautorlink =L. S. Stavrianos|titletítulo=[[The Balkans since 1453|The Balkans Since 1453]]|locationlocal=London|publisherpublicado=C. Hurst & Company|yearano=2000|idisbn=ISBN 1-85065-551-0}}</ref> A falta de uma política uniforme é evidente nas negociações da conferência. O delegado britânico, [[Robert Gascoyne-Cecil|Lorde Salisbury]], negociou com o correspondente russo, o conde [[Nicolau Pavlovitch Ignatiev]], e estava disposto a alcançar um acordo de compromisso. A Bulgária seria dividida em uma província oriental e uma ocidental e a Bósnia-Herzegovina seria unificada em uma única província. As três províncias teriam um grau considerável de [[autonomia]], incluindo uma assembleia provincial e uma polícia local. Além disso, a Sérvia não seria forçada a ceder nenhum território e Montenegro obteve permissão para manter suas áreas ocupadas na Herzegovina e no norte da [[Albânia]].<ref name="stavrianos"/>
 
== A guerra ==
 
[[Ficheiro:Shipka field.jpg|thumb|275px|''Campo de batalha próximo a Shipka'']]
No início da guerra, a Rússia destruiu todos os navios ao longo do Danúbio e o rio foi [[Mina naval|minado]]. Em junho, uma pequena unidade russa atravessou o Danúbio próximo ao delta, em [[Galaţi]], e marchou até [[Ruse (Bulgária)|Ruse]].
 
Com o avanço russo, as forças de Osman Paşa marcham em direção ao forte de [[Nikopol (Bulgária)|Nikopol]] para reforçá-lo. Quando estava a caminho, descobriram que os russos já haviam tomado o forte e moveram-se então para Plevna, atual [[Pleven]]. A Rússia não possuía mais tropas para lançar contra Plevna e resolveu [[cerco|sitiá-la]]. Requisitaram reforços extras aos romenos, que em pouco tempo, atravessaram o Danúbio e se incorporaram ao cerco.
 
O [[cerco de Pleven]] foi bem-sucedido apenas após os russos e romenos cortarem as fontes de suprimentos do forte, enfraquecendo-o e forçando os turcos à rendição. No final de novembro, as forças otomanas tentaram quebrar o cerco e fugir, mas fracassaram. O comandante Osman Paşa, capturado e ferido, se rendeu.
 
[[Ficheiro:Taking of Izmail.jpg|thumb|305px|''A tomada de [[Izmail]] em 1877'' por Aleksey Kivshenko.]]
Sob pressão dos britânicos e tendo sofrido enormes perdas, a Rússia aceitou a trégua oferecida pelo Império Otomano em [[31 de janeiro]] de [[1878]], mas continuou a mover-se até Constantinopla.
 
Os britânicos enviaram frotas navais para intimidar os russos, que param suas forças em [[Yeşilköy|Santo Estêvão]] (''Yeşilköy'' em turco, ''Agios Stephanos'' em grego). Finalmente, a Rússia assina o [[Tratado de Santo Estêvão]] em [[3 de março]], pelo qual os otomanos reconheceram a independência da [[Romênia]], [[Sérvia]], [[Montenegro]] e a autonomia da [[Bulgária]]. A medida seria confirmada pelo [[Tratado de Berlim (1878)|Tratado de Berlim]], quatro meses mais tarde.
{{referências}}
 
== {{Ver também}} ==
 
* [[Alexandre da Bulgária]]
* [[Congresso de Berlim]]
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{link|en|2=http://www.suc.org/culture/history/berlin78/index.html|3=Capítulo Online sobre a guerra, do livro "The Balkans Since 1453" por Stavrianos}}
* {{link|ru|2=http://grandwar.kulichki.net/turkwar/index.html|3=Sítio russo sobre a guerra}}
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