Diferenças entre edições de "Fita cassete"

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{{Sem-sem notas|data=dezembro de 2009}}
{{Ver desambig|redir="K7"|o processador|AMD K7}}
{{Ver desambig|redir="Cassette"|o álbum da banda [[Public Image Ltd.]]|Album}}
{{Info/Mídia
| nome = Cassete
| logo =
| imagem = Tdkc60cassette.jpg
| sucessor = [[CD]]
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A '''fita cassete''' ou '''compact cassette''' é um padrão de [[fita]] magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em [[1963]], invenção da empresa [[Holanda|holandesa]] [[Philips]]. Também é abreviado como '''K7'''.<ref name="googlebooks">{{citar web |url=http://books.google.com.br/books?id=cL6zQ9vAUwkC&pg=PA71&dq=abreviatura+fita+cassete&hl=pt-BR&sa=X&ei=j-f6UdPYB4zG9gSdzoDoCg&redir_esc=y#v=onepage&q=abreviatura%20fita%20cassete&f=false |publicado=[[Google Books]] |autor=Henrique Autran Dourado |titulo=Dicionário de Termos e Expressões da Música |língua=português |data= |acessodata=1 de agosto de 2013}}</ref>.
 
O cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a [[fita magnética]] e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa [[Plástico|plástica]], isto facilitava o manuseio e a utilização permitindo que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou [[gravação]] sem a necessidade de ser rebobinada como as fitas de rolo. Com um tamanho de 10 [[cm]] x 7&nbsp;[[cm]], a caixa plástica permitia uma enorme economia de espaço e um excelente manuseio em relação às fitas tradicionais.
Em 1935, decadas antes da introdução da fita cassete, a AEG lançou o primeiro [[Tape deck de rolo]] (em alemão: ''Tonband''), com o seu nome comercializado como "Magnetophon", baseado na invenção da fita magnética (1928) de Fritz Pfleumer, que utilizou tecnologia similar, mas com os rolos expostos (onde a fita foi desenvolvida pela [[BASF]]). Esses dispositivos eram muito caros e relativamente difíceis de utilização, e eram utilizados apenas por profissionais em emissoras de rádio e estúdios de gravação. Para uso pessoal, o gravador de fita não foi muito comum, tendo sido deixado de lado na década de 50; com preços entre 700 à 1,500 [[Marco alemão|MA]], essas máquinas eram muito caras para o mercado em massa, e a construção de seu tubo a vácuo os fez muito difícil de manuseio. No começo de 1960, no entanto, os pesos e preços caíram quando os tubos a vácuo foram substituídos por transistores. Gravadores de deck de rolo se tornaram algo mais comum no uso caseiro, apesar de que eles ainda sim eram presentes em uma pequena quantidade de casas com gravadores de longa duração.
 
Em 1958, após quatro anos de desenvolvimento, a [[RCA Victor]] desenvolveu a fita RCA stéreo, de quatro polegadas, reversível.<ref>{{citecitar web|url=http://www.videointerchange.com/audio_history.htm |titletítulo=videointerchange.com |publisherpublicado=videointerchange.com |datedata=7 Augustde agosto de 2010 |accessdateacessodata=20 Augustde agosto de 2010}}</ref><ref>{{citecitar web|url=http://blog.dianaschnuth.com/details/audio/cartridge.html |titletítulo=dianaschnuth.com |publisherpublicado=Blog.dianaschnuth.com |datedata= |accessdateacessodata=20 Augustde agosto de 2010}}</ref> No entanto, ele era um cassete extenso (5" x 7"), e só continha algumas fitas pré-gravadas. Apesar das suas muitas versões, este falhou.
=== O começo ===
[[FileImagem:Philips EL3302.jpg|thumb|Um dos primeiros gravadores de cassete (portáteis) da Philips, o Typ EL 3302 (1968)]]
Previstos originalmente como meio para ditado e uso como gravador de som prático e portátil, a qualidade dos primeiros reprodutores não era muito adequada para música, além disto os primeiros modelos tinham falhas na mecânica.
Porém rapidamente as falhas foram sanadas, diversos modelos produzidos, alguns foram incorporados aos receptores portáteis de rádio. Assim as melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais. É preciso lembrar também que na metade da década de '60 o consumo da música explodiu, logo uma forma prática de se gravar e ouvir música foi o ideal para um público jovem.
 
A produção em massa dos cassetes compactos de áudio começou em 1964, em [[Hanôver]], [[Alemanha]]. Os cassetes de música pré-gravada, também conhecidos comercialmente como “musicassetes” (MC), foram lançados na Europa no final de 1965. Nos [[Estados Unidos]], em 1966, com uma oferta inicial de 49 títulos pela Mercury Record Company, uma filial norte-americana da [[Philips]].
 
=== O auge ===
[[FileImagem:CassetteTypes1.jpg|thumb|Cassetes de diferentes qualidades e tempos de duração. A fita no topo é uma Maxell MX (Tipo IV), da direita é uma TDK SA (Tipo II) e da esquerda uma TDK D (Tipe I).]]
Entre a [[década de 1970]] e os meados da [[década de 1990]], o cassete era um dos dois formatos mais comuns para a música pré-gravada, junto aos discos de vinil (compactos e LPs). A venda de conjuntos integrados (no Brasil 3 em 1) com receptor FM, toca-discos para vinil e gravador cassete fizeram com que houvesse uma tremenda difusão nas fitas gravadas domesticamente, cada um podia fazer a sua seleção de músicas das rádios ou dos discos.
 
Durante a [[década de 1980]], a popularidade do cassete se manteve como resultado dos gravadores portáteis de bolso e os reprodutores pessoais como o [[Walkman]] da [[Sony]], cujo tamanho não era muito maior do que o do próprio cassete e que permitia a música ser levada "dentro do seu bolso".
 
À parte dos avanços puramente técnicos dos cassetes, estes também serviram como catalisadores para o câmbio social. Sua durabilidade e facilidade de cópia ajudaram na difusão da música ''underground'' e alternativa bem como no intercâmbio musical entre o então "Ocidente" e a "Cortina de Ferro" (países socialistas) trazendo a música ''underground'' rock e punk e levando o rock ocidental.
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