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=== Desvios de conduta ===
Um relatório de 2005 sobre execuções sumárias pela Universidade de Direito de Nova York indicou que o BOPE estava envolvido na morte de quatro adolescentes sob o pretexto de que eles eram traficantes de drogas que haviam resistido à prisão: "oficiais do BOPE SUPOSTAMENTE falsificaram a cena do crime, a fim de incriminar as vítimas. Esperando que essa maneira faça-lhes parecer ser membros de gangues. Nenhuma arma foi encontrada em nenhuma das vítimas. Nenhum deles tinha qualquer histórico prévio de atividade criminal".<ref>http://www.extrajudicialexecutions.org/application/media/E_CN_4_2005_7_Add_1%202005.pdf</ref>
Porém em uma investigação não houve apresentação de provas concretas sobre a alegação do jornalista <ref>http://www.extrajudicialexecutions.org/application/media/E_CN_4_2005_7_Add_1%202005.pdf</ref>
 
Entre [[agosto]] e [[dezembro]] de [[2012]], o terceiro-sargento Arlen Santos da Silva, de 43 anos, forneceu instruções de uso de armas, fardas e acessórios (colete e coturno) do BOPE a membros da quadrilha do [[Terceiro Comando Puro]] do [[Complexo da Maré]], em troca de propina. Além disso, ele dava orientações ao bando pra escapar de flagrantes, deixando armamentos pra trás.<ref>{{citar web|url=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-07-07/ex-sargento-do-bope-treinou-bando-da-mare-sobre-como-usar-armas.html|titulo=Ex-sargento do Bope treinou bando da Maré sobre como usar armas|data=[[7 de julho]] de [[2015]]|acessodata=11 de março de 2016|obra=O Dia - iG|publicado=Adriana Cruz e Maria Inez Magalhães|ultimo=|primeiro=}}</ref> Em [[6 de dezembro]] de [[2014]], um sargento em atividade há pelo menos 14 anos antes do ocorrido foi acusado de desacatar militares da [[Unidade de Polícia Pacificadora|UPP]] da [[Vila Cruzeiro]] por um membro não ter trocado o pneu de seu carro.<ref>{{citar web|url=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-12-08/corregedoria-vai-apurar-conduta-de-sargento-do-bope-acusado-de-desacato.html|titulo=Corregedoria vai apurar conduta de sargento do Bope acusado de desacato|data=8 de dezembro de 2014|acessodata=11 de março de 2016|obra=O Dia - iG|publicado=|ultimo=Cunha|primeiro=Vania}}</ref> Em [[julho]] de [[2015]], foi relatado que policiais teriam apreendido R$ 1,8 milhão de traficantes em uma operação no [[Morro da Covanca]].<ref>{{citar web|url=http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/07/seis-pms-sao-expulsos-do-bope-suspeitos-de-roubar-traficantes-no-rio.html|titulo=Seis PMs são expulsos do Bope suspeitos de roubar traficantes no Rio|data=13 de julho de 2015|acessodata=18 de março de 2016|obra=G1|publicado=|ultimo=|primeiro=}}</ref> Em [[30 de dezembro]] de [[2015]], uma mulher de 28 anos da [[Rocinha|Favela da Rocinha]] reportou que, ao voltar de uma festa, encontrou quatro policiais e um cadáver, foi pedida que entrasse no Beco do Seu Miro e, então, agarrada pelo cabelo por dois PMs do BOPE e estuprada.<ref>{{citar web|url=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-12-30/policiais-do-bope-sao-acusados-de-estupro-na-favela-da-rocinha.html|titulo=Policiais do Bope são acusados de estupro na Favela da Rocinha|data=30 de dezembro de 2015|acessodata=11 de março de 2016|obra=O Dia - iG|publicado=Wilson Aquino|ultimo=|primeiro=}}</ref>
Concluído que a corporação é completamente incorruptível
 
Em [[2010]], durante a [[Atos de violência organizada no Rio de Janeiro em 2010|ocupação do Complexo do Alemão]], foram denunciados diversos abusos policiais supostamente do BOPE por moradores da comunidade. Houve um boato de que traficantes teriam fugido dentro de um blindado do BOPE.<ref name=":15" />
 
A revista [[Veja]] credita o fato do BOPE não ter participado da operação que culminou na morte de [[Playboy (traficante)|Playboy]] aos casos de corrupção que vem "estilhaçando a credibilidade da unidade de elite da PM". Um policial diz que "Eles não conseguem mais controlar 450 homens. Então, fica difícil não haver vazamento".<ref>{{citar web|url=http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/exclusivo-os-bastidores-da-operacao-que-matou-playboy-e-por-que-o-bope-ficou-de-fora/|titulo=Exclusivo: Os bastidores da operação que matou Playboy e por que o Bope ficou de fora|data=10/08/2015|acessodata=28/07/2016|obra=|publicado=VEJA.com|ultimo=Moura|primeiro=Felipe}}</ref> A Veja também comenta sobre o fato de duas apreensões do Bope que, somadas, dão R$ 39.400, equivaler a cinco vezes mais dinheiro do que foi apreendido em 10 anos. Segundo eles, de 2005 a 2015 houve apenas dez apreensões de dinheiro em espécie, totalizando a quantia de R$ 7.295. Metade desta quantia teria sido apreendida em 2011, ao recuperar R$ 3.590 que seria usado para pagar propina de policiais do 2º BPM, em [[Botafogo (bairro do Rio de Janeiro)|Botafogo]]. Também denunciam que moradores de comunidades acusam policiais do BOPE de levar o dinheiro de suas economias. Na Rocinha, em 2010, uma família diz que cinco homens da unidade entraram em sua casa e levaram R$ 900. Em 2012, no [[Morro do Chapadão]], outra moradora diz ter chegado em casa e se deparado com um capitão da tropa. Depois, percebeu que R$ 100 havia desaparecido. Os dois casos relatados ainda não foram investigados.<ref>{{citar web|url=http://veja.abril.com.br/brasil/em-20-minutos-bope-apreende-cinco-vezes-mais-dinheiro-do-que-em-10-anos/|titulo=Em 20 minutos, Bope apreende cinco vezes mais dinheiro do que em 10 anos|data=12/07/2015|acessodata=28/07/2016|obra=|publicado=VEJA.com|ultimo=Leitão|primeiro=Leslie}}</ref>
 
==== Operação Black Evil ====
Na manhã do dia 11 de dezembro de [[2015]], quatro policiais do BOPE foram presos suspeitos de receber propina de traficantes. Na casa de um quinto policial, Rodrigo Meleipe Vermelho Reis, preso três dias depois de deflagrada a operação, foram encontrados R$ 70 mil em dinheiro.<ref>{{Citar web|titulo = Polícia encontra R$ 70 mil na casa de PM do Bope que está foragido|url = http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/12/policia-encontra-r-70-mil-na-casa-de-pm-do-bope-que-esta-foragido.html|website = Rio de Janeiro|acessodata = 2016-02-21|lingua = pt-BR}}</ref> Ele estava fora do país. Os suspeitos, além de Rodrigo, eram Maicon Ricardo Alves da Costa, André Silva de Oliveira, Raphael Canthé dos Santos e Silvestre André da Silva Felizardo. Felizardo havia saído do BOPE em dezembro de [[2014]], mas arregimentou policiais para participar do esquema criminoso.<ref>{{Citar web|titulo = PM divulga resultado da Operação Black Evil|url = http://www.pmerj.rj.gov.br/pm-divulga-resultado-da-operacao-black-evil/|website = PMERJ|acessodata = 2016-02-21}}</ref>
 
Segundo a denúncia do [[Ministério Público do Brasil|Ministério Público]], os policiais investigados, que atuaram entre agosto e dezembro daquele ano, recebiam propina semanal de uma facção criminosa, o [[Comando Vermelho]], em troca de informações realizadas pelo BOPE nas comunidades Faz quem Quer, Covanca, Jordão, Barão, Antares, Vila Ideal, Lixão, Conjunto de Favelas do Lins e Conjunto de Favelas do Chapadão. O grupo ainda negociava com traficantes armas apreendidas em outras ações para uso da quadrilha e até fardas da tropa.
 
A investigação começou depois que, em uma operação no morro do Faz-quem-Quer, num sábado à noite, os policiais encontraram a favela vazia. Eles diziam bom dia, boa noite e pediam desculpas se algo desse errado no vazamento de informações.<ref name=":3">{{Citar web|titulo = Após escândalo no Bope, PM do RJ anuncia mudanças na tropa de elite|url = http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/12/apos-escandalo-no-bope-pm-do-rj-anuncia-mudancas-na-tropa-de-elite.html|website = Rio de Janeiro|acessodata = 2016-02-21|lingua = pt-BR}}</ref>
 
{{Citação2
|A gente estava desenvolvendo algumas operações que a gente percebia que não tinham qualquer tipo de resultado. Aí chegava na comunidade e simplesmente era notório que tinha sido avisado, né. A gente não observava qualquer tipo de movimentação, nem daqueles que são responsáveis eventualmente por avisar via rádio ou soltar fogos. Enfim, não havia qualquer tipo de sinalização de presença de marginais. Então, a partir daí, a gente começou a perceber que alguma coisa estava errada e que a gente precisava buscar o que estava acontecendo para que a gente encontrasse aquele quadro antagônico ao que era esperado.
|Tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento, comandante do BOPE, sobre a investigação}}
 
A propina variava entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por comunidade. Segundo o MP, cada policial fazia parte de um grupo diferente, dos quatro do BOPE.
 
A operação, batizada "Black Evil", foi feita pela PM do Rio de Janeiro por meio do comando do BOPE, da Corregedoria Interna e da Coordenadoria de Inteligência, com o apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (SSINTE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público.
 
Como medidas, o BOPE transferiu 60 policiais para outros batalhões. Os transferidos, que não têm relação com o escândalo investigado pelo Ministério Público, vai atuar em batalhões com carência de efetivos e mais próximos de suas residências.<ref name=":3" />
 
{{Citação2
|Hoje, a gente chega ao fim dessa operação. Satisfeito. Não feliz, porque o Bope é um farol dentro da PM, e esses homens que foram presos estavam desonrando essa memória. E quem estiver cometendo esse tipo de crime será levado à justiça.
|Declaração de Carlos Sarmento após a prisão dos envolvidos.}}
 
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