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Apesar da rigorosa moral vitoriana, eram muitas as práticas não tão morais como a cultura do [[ópio]], cujo relato mais significativo foi o de [[Thomas de Quincey]] no livro autobiográfico ''Confessions of an English Opium-Eater'', que foi amplamente difundido e traduzido em várias línguas e no qual se retrata o uso e vício do ópio. Quincey consumiu ópio em forma de [[láudano]] para tratar uma nevralgia dental e ficou viciado <ref>[http://www.letralia.com/ciudad/carrizales/opio.htm ''Opio y literatura''], Letralia. Consultado a 19 de setembro de 2013</ref>. Tal não é muito estranho, uma vez que o ópio era distribuído livremente na corte real e até a própria rainha Vitória o consumia misturado com [[cocaína]] na forma de pastilhas e, na ficção, [[Sherlock Holmes]] (cujas histórias venderam milhões de cópias) injetava cocaína frequentemente, uma vez que esta droga era receitada a pessoas que pensavam demais e eram muito nervosas. O ópio era consumido como uma “droga social” e com o tempo a sua conceção mudou e passou a ser consumido nos mesmos locais onde se praticava a prostituição <ref>''[http://www.lr21.com.uy/mundo/1018794-se-cumplen-100-anos-del-comienzo-de-la-lucha-contra-las-drogas Se cumplen 100 años del comienzo de la lucha contra las drogas]'', La Red 21 de Uruguay. 25 de janeiro de 2012.</ref>.
 
Os britânicos não só viam no ópio benefícios medicinais, como também benefícios económicos, uma vez que o exportavam. Em 1830, a situação crítica da sociedade chinesa fez com que fosse ordenado um combate ao ópio e, em 1839, o representante chinês Lin Hse Tsu enviou uma carta à rainha Vitória a pedir-lhe para não autorizar a comercialização de substâncias tóxicas: ''“(…) Parece que esta mercadoria envenenada é fabricada por algumas pessoas diabólicas em locais que estão sob a lei de Sua Majestade (…) Ouvi dizer que é proibido fumar ópio no seu país. Isso significa que não ignora até que ponto ele pode ser nocivo. Porém, em vez de proibir o consumo de ópio, era melhor proibir a sua venda ou, melhor ainda, o seu fabrico”'' <ref>[http://www.claseshistoria.com/imperialismo/%2Blinzexuopio.htm Carta à rainha Vitória, 1839]</ref>. Obviamente, a rainha rejeitou o pedido. Entre [[1839]] e [[1842]], teve lugar a [[Primeira Guerra do Ópio]] que terminou com a [[China]] a render-se, a entrega da ilha de [[Hong Kong]] ao Reino Unido e a subsequente abertura das importações. Entre [[1856]] e [[1869]], teve lugar a [[Segunda Guerra do Ópio]], na qual a Grã-Bretanha e a França eram aliadas e que teve consequências ainda mais catastróficas para a China que não aceitou os primeiros tratados que ditavam que devia, quando terminasse a guerra, legalizar o comércio do ópio, indenizarindemnizar a Grã-Bretanha e a França, abrir o seu comércio, indenizarindemnizar os comerciantes britânicos e abrir a cidade de Pequim ao comércio.
 
O ópio era de tal forma aceito pela sociedade que os grandes autores da era vitoriana, como [[Charles Dickens]], [[Oscar Wilde]] e [[Sir Arthur Conan Doyle]] fazem referências à droga em muitas das suas obras <ref>[http://www.letralia.com/ciudad/carrizales/opio.htm ''Opio y literatura''], Letralia. Consultado a 19 de setembro de 2013</ref>.