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| cônjuge =
| filhos =
| prêmios = [[Imagem:POL Polonia Restituta Komandorski ZG BAR.svg|30px]] [[Ordem da Polônia Restituta#Classes|Cruz de Comandante com Estrela]] <br/> [[Ficheiro:POL Złoty Medal Zasłużony Kulturze Gloria Artis BAR.png|30px]] [[Medal Zasłużony Kulturze Gloria Artis|Medal Złoty]]<br/>[[Ficheiro:POL Order Ecce Homo BAR.png|30px]] [[Order Ecce Homo]]<ref>{{citecitar web | url=http://wyborcza.pl/1,91446,11429329,Slawomir_Mrozek_odebral_Order_Ecce_Homo_na_Wawelu.html| título=Sławomir Mrożek odebrał Order Ecce Homo na Wawelu za mistrzostwo słowa| língua=polonês| autor=wyborcza.pl | data=27 de março de 2012|acessodata=29 de março de 2012}}</ref><br />
[[Prêmio Nike de Literatura]] (2011)
| principais_trabalhos = ''Martírio de Pedro Ohey'', ''Túrquia'', ''Tango'', ''Os Emigrantes'', ''[[Amor na Criméia]]'', ''O Embaixador''
'''Slawomir Mrozek''' (nascido em 29 de junho de [[1930]], [[Borzecin|Borzęcin]], [[Polônia]]) foi um [[Dramaturgia|dramaturgo]] e [[Sátira|satírico]] [[Polacos|polonês]], conhecido por sua [[paródia]] sutil e linguagem estilizada. <ref name="britanica">{{citar web | autor=[[Encyclopædia Britannica]] | titulo=Sławomir Mrożek | data= | url=http://www.britannica.com/EBchecked/topic/395602/Slawomir-Mrozek |língua=inglês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref> <ref>{{Citar livro|nome=John |sobrenome=Wakeman |título=World Authors 1950-1970 |editora=Wilson |ano=1975 |volume= |isbn=0824204190 9780824204198 }}</ref>
 
Mrozek entrou [[jornalismo]] como [[cartunista]] e [[autor]] de artigos [[humor|humorísticos]]ísticos curtos repletos de jogos de palavras e situações [[Grotesco|grotescas]]. Durante os anos [[1950]] e [[1960]], se tornou uma figura proeminente na [[literatura polonesa]] em virtude de suas peças ao estilo "[[Teatro do absurdo]]", e através destas, evitou os rigores da [[censura]] [[comunismo|comunista]]. <ref name="absurdo">{{Citar livro|nome=Martin |sobrenome=Esslin |título=The Theatre of the Absurd |editora= |ano=1980 |volume=3 |isbn= }}</ref> Em 1964 deixou a Polônia e foi para [[Paris]], onde tornou-se cidadão [[França|francês]]. Mrożek mudou-se para o [[México]] em [[1989]] e viveu lá até [[1996]], quando voltou para a [[Cracóvia]], Polônia. <ref name="britanica"/>
 
Desde [[1994]] tem publicado desenhos constantemente, e colunas na ''"Gazeta Wyborcza"'' desde [[1997]] . Possivelmente é o dramaturgo polonês contemporâneo mais conhecido no exterior. Na Polônia, por muitos anos foi um dos mais lidos, ao lado de [[Stanislaw Lem]], com suas obras traduzidas para diversos idiomas. <ref name="pl">{{citar web | autor=Culture.pl | titulo=Sławomir Mrożek | data= | url=http://www.culture.pl/baza-sztuki-pelna-tresc/-/eo_event_asset_publisher/eAN5/content/slawomir-mrozek |língua=polonês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref>
 
==Biografia==
Slawomir Mrozek nasceu em [[Borzecin]], próximo à Cracóvia, filho do carteiro Antoni Mrożek, e Zofia Mrożek, que morreu em 1949. Seus primeiros anos passaram-se nas aldeias de Borzecin e [[Uszewska Porąbka]] e na Cracóvia. Embora tenha recebido a convencional educação católica, suas questões religiosas não têm estado na [[vanguarda]] de suas peças. Os temas mais importantes para o seu desenvolvimento foram os anos de guerra, a [[Ocupação da Polónia (1939-1945)|ocupação nazista da Polônia]], o estabelecimento de uma "república popular" pós-guerra, e a repressão [[Stalin|stalinistastalin]]ista, que criou toda uma geração de jovens desiludidos. <ref name="tango">{{citar web | autor=Courses in Drama | titulo=Slawomir Mrozek: TANGO | data=5 de Agosto de 2008 | url=http://www.coursesindrama.com/modules/smartsection/item.php?itemid=168 |língua=inglês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref>
 
Mrożek graduou-se no Liceu Nowodworski em [[1949]], e logo depois começou a estudar [[arquitetura]]. Três meses depois, ele saiu, e entrou para a Academia de Belas Artes da Cracóvia, que abandonou novamente, pois sentia-se entediado, juntando-se assim à equipe de [[Dziennik Polski]]. Por um curto período, estudou [[filosofia oriental]] na [[Universidade de Cracóvia]], para evitar o [[serviço militar]]. Suas primeiras peças jornalísticas estavam em sintonia com a ideologia oficial, porém um ano depois, em 1953 seu amor por Stalin começou a diminuir, quando declarou: "Jazz pode ajudar a resolver o problema do tédio jovem..." <ref name="a" />
Em [[1956]], Mrożek viajou para a [[União Soviética]] e em [[1957]] passou dois meses na França. Desenhos satíricos de Mrozek começaram a aparecer regularmente na na revista de humor Przekrój e em Szpilki, e em 1958 começou a editar uma revista semanal, a Postepowiec. Em [[1959]] casou-se com a artista Maria Oremba, que morreria de [[câncer]] posteriormente, em 1969 na [[Berlim Ocidental]]. <ref name='a'/>
 
Por um tempo Mrożek foi mais conhecido por suas caricaturas do que por sua ficção. O talento para a dramaturgia de Mrożek foi descoberto quando ele escreveu o show ''Joy in Earnest'', para o estudante de teatro Bim-Bom. Seu primeiro trabalho, ''Policja'' (A Polícia), de 1958, que apresentava uma força policial altamente eficiente, que suprimia toda deslealdade contra o governo, fabricando falsos dissidentes políticos, para assim, garantir a existência do sistema. <ref name='a'/>
 
Os mais importantes dramaturgos desta época, Mrożek e [[Tadeusz Rozewicz]], introduziram novas idéias no teatro polonês, especialmente a partir do repertório do [[Teatro do absurdo]]. Com isso a liberdade do sistema de exploração soviética não duraria muito tempo e após muitas greves, carências alimentares, revoltas mais graves, [[Władysław Gomułka]] assumiu o poder e começou a [[desestalinização]]. Em outubro de [[1957]], a revista Postepowiec foi fechada e os conselhos de trabalhadores foram dissolvidos. <ref name="absurdo"/>
 
===A Polícia===
''A Polícia'', uma das mais aclamados obras de Mrozek, foi transmitida na televisão nos Estados Unidos e também foi produzida no Teatro Fênix, Nova York, em [[1961]]. Embora escrito sob um regime totalitário, as obras vão além do conceito do realismo socialista. Durante este período, a arte Mrożek foi passando por mudanças.
 
Já em seus dramas, evitou alusões explícitas políticas ou históricas, mas sua crítica [[Orwell|orwellianaorwell]]iana de um estado moderno totalitário não passou despercebida pelo seu público ou os censores. Referindo-se à história de seu país, Mrożek disse certa vez: "O monstro me manteve preso, mas me fascinou muito ao mesmo tempo." <ref name='a'/> Mrożek deixou a Polônia em 1963. Viveu com sua esposa em auto-exílio na Itália até 1968 e depois, mudou-se para Paris. Duas das peças Mrozek foram vistas em Londres, em 1964, durante a primeira temporada do [[Teatro Mundial]].
 
===Tango===
Quando [[Wojciek Jaruzelski]] proclamou [[lei marcial]] em 1981 e prendeu os líderes do [[Solidarność|Solidariedade]], Mrożek protestou no Le Monde, mas as apresentações de suas peças na [[televisão]] e a publicação de seus escritos em jornais poloneses foram proibidas. No entanto, suas obras ainda foram executadas nos cinemas poloneses, embora as autoridades proibiram ''Ambasador'' (1982), que teve sua estréia mundial em [[Varsóvia]] pouco antes da declaração da lei marcial. Em 1983, com vários outros escritores, como [[Czeslaw Milosz]] e [[Leszek Kolakowski]], Mrozek protestou contra a dissolução da Associação de Escritores da Polónia (ZLP).
 
Mrożek casou-se novamente em 1987. Recebeu o [[Prêmio Franz Kafka]], mas se recusou a aceitar o prêmio polonês Fundacja Literacka. Em [[1989]] os Mrożeks mudaram-se para o [[México]], instalando-se em uma fazenda chamada La Epifania, onde Mrozek compôs a primeira parte de seu diário, ''Dziennik powrotu'', terminando anos mais tarde, na Polônia.
 
Em francês, Mrozek escreveu ''Miłość na Krymie'' (Amor na Criméia, 1993) que concentrava-se na queda do [[Império russo]], para um concurso de melhor peça de dramaturgo francês. Recebeu o Prémio de Teatro "Crédit Industriel et Commercial Paris" por encenar a peça no [[Théâtre de la Colline]], em Paris. ''Piekni widok'' (Uma bela vista, 1998) é sobre dois turistas europeus, cujas férias são arruinadas pela [[Guerra dos Balcãs]].<ref name="a"/>
 
==Saúde==
A última década do século passado e início do [[século XXI]] foi um momento difícil na vida e na obra do escritor. Em [[1990]], passou por uma grave cirurgia de [[aneurisma]] da [[aorta]]. Em [[2002]], sofreu um [[derrame]] que causou [[afasia]]. A [[terapia]], utilizada para restaurar a perda de memória devido à doença, foi uma sua própria autobiografia, ''Balthazar'' (2006). <ref name='miasto'/>
 
Mais tarde, em [[2007]], o escritor publicou suas notas pessoais, uma coleção de ensaios previamente impressos, tendo uma introdução, em que ele diz "adeus", apenas para o público. Em junho de [[2008]], ele emigrou novamente da Polônia e se mudou com sua esposa para [[Nice]]. <ref name='miasto'/>
| 1959
| ''Męczeństwo Piotra Oheya
| ''Martírio de Pedro Ohey
|-
| 1960
| 1962
| ''Kynolog w rozterce
|
|-
| 1963
| 1965
| ''Der Hirsch''
|
|-
| 1965
| ''Racket Baby''
|
|-
| 1967
| ''Poczwórka''
|
|-
| 1967
| 1967
| ''Testarium''
|
|-
| 1968
| 1975
| ''Garbus
|
|-
| 1977
| 1977
| ''Lis filozof''
|
|-
| 1977
| 1977
| ''Krawiec''
|
|-
| 1978
| ''Lis aspirant''
|
|-
| 1980
| 1982
| ''Vatzlav''
|
|-
| 1982
| 1953
| ''Opowiadania z Trzmielowej Góry
| ''Histórias da montanha Trzmielowej
|-
| 1953
| ''Półpancerze praktyczne
|
|-
| 1957
| ''As denúncias
|-
|
| ''Śpiąca Królewna
| ''A Bela Adormecida
|-
|
| ''Woda
| ''Água
|-
|
| ''Ostatni husarz
| ''O último Hussar
|-
|
| ''Zeszyt
| ''Fascículo
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