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Barclay de Tolly era o ministro do exército quando as forças napoleônicas invadiram a Rússia, dando inicio a campanha de 1812.
 
O alto comando russo adotou ao início da campanha a tática de recuar os exércitos sem dar combate ao inimigo, queimando tudo que lhe pudesse servir de abrigo ou alimento, repetindo a tática utilizada por [[Pedro I da Rússia|Pedro, O Grande]] contra os suecos na [[Grande Guerra do Norte]].
 
A estratégia adotada sofreu severas críticas por parte de diversos oficiais e membros da nobreza, sendo o General Príncipe [[Pyotr Bagration]] seu mais ferrenho opositor.
A derrota na Batalha de Smolensky gerou forte indignação dentre a população russa, que acusava Barclay de Tolly de agir com covardia e lhe lançava suspeitas por conta da sua origem estrangeira e de parte de sua oficialidade.
 
Tal situação levou o Czar [[Alexandre I da Rússia|Alexandre]] I a destituí-lo, nomeando ao Príncipe [[Aleksey Gorchakov]] para substituí-lo no ministério; enquanto o veterano Príncipe [[Mikhail Kutuzov]] retornava ao comando geral do exército.
 
Barclay de Tolly permaneceu ainda ligado ao alto comando, encarregado do 1º Exército, tomando parte na batalha seguinte em [[Batalha de Borodino|Borodino]] (7 de setembro de 1812), onde comandou com distinção o flanco direito. Após a batalha, esteve presente ao conselho na aldeia de Fili, onde defendeu a opção pela rendição de Moscou, obtendo a concordância de Kutuzov.
 
Logo após a evacuação de Moscou, licenciou-se do exército por motivo de saúde.
 
Após ocupar Moscou durante um mês e meio, [[Napoleão Bonaparte|Napoleão]] não teve outra alternativa senão ordenar a retirada dos franceses, pois apesar da vitória em campo, perdera na Batalha de Borodino uma significativa parte dos seus efetivos e estava sem provisões que lhe permitissem marchar contra S. Petersburgo ou mesmo manter a praça conquistada.
 
Durante a retirada, Kutuzov empregou táticas de guerrilha para fustigar constantemente os franceses, debilitando ainda mais o exército napoleônico, que já sofria as fadigas decorrentes da falta de víveres e da marcha acelerada sob as baixas temperaturas do outono russo.
 
A tática de “terra arrasada” praticada por Barclay de Tolly e compartilhada por KutozovKutuzov, revelou-se exitosa, levando as forças francesas ao completo colapso ao final da campanha.
 
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Após a morte de Kutozov (abril de 1813), Barclay de Tolly foi reconduzido pelo Czar ao comando geral do exército do russo durante as campanhas da sexta coalizão (1812-1814), tomando parte nas batalhas de Bautzen e Kulm.
 
Após a decisiva vitória dos coligados na [[Batalha das Nações|Batalha de Leipzig]] (outubro de 1813), recebeu do Czar Alexandre I o título de Conde.
 
Durante a invasão à França, à frente da Guarda Imperial Russa, recebeu a capitulação de Paris em 30 de março de 1814, sendo promovido à Marechal de Campo, como recompensa por seus serviços.
Retornou à Rússia, passando ao comando do 1º Exército, estacionado em Varsóvia em julho de 1814.
 
Após o retorno de [[Napoleão I]] do exílio em Elba ([[Governo dos Cem Dias]]), Barclay de Tolly deslocou seu exército novamente para a fronteira do Reno.
 
Servindo novamente como comandante geral do exército russo em 1815, tomou parte na segunda invasão da França, fixando seu quartel-general em Châlons-sur-Marne, sendo agraciado com o título de príncipe, ao final da campanha.
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