Diferenças entre edições de "Vintage (moda)"

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'''Anos 50 -''' Influência da [[Período elisabetano|Era Elizabetana]]. Nesta época uma grande casa de costura poderia ter entre 500 e 800 funcionários que trabalhavam em diferentes departamentos. As costureiras trabalham nos tecidos finos e delicados à mão, criando peças exclusivas. Vestidos de seda com bordões, ternos de lã, foram as primeiras peças. Os vestidos eram divididos em: vestido dia a dia, vestido de tarde formal, vestidos de coquetéis, vestidos de semi-noite e vestidos de noite. Um atributo comum dessa época era a transparência. As calças eram justas e coladas. As saias agora eram godê, plissadas, pregueadas ou franzidas. As blusas, vestidos e conjuntos de tricô eram comuns. A silhueta ampulheta era valorizada com os espartilhos/corseletes de barbatana de aço com fechos ou zíperes. Começou-se o uso da lingerie, graças ao nylon os tecidos eram leves, bonitos e fáceis de lavar. Os vestidos na altura da metade da panturrilha ganharam aspecto super rodado e cintura marcada graças ao New Look lançado por Christian Dior em 1947. Estampas coloridas, listradas, xadrez, floridas e poás, meias calças inteiras, ganharam espaço. A tendência de combinar conjunto de saias e blusas com mesma estampa estava em alta. Os cabelos eram maiores e os fios ondulados em evidência. Os sapatos seguiam a linha ''pump'' para manter a harmonia da silhueta, ''peep toe'' ''ou scarpin.'' Nos anos 50 surgem as ''pin-ups,'' mulheres voluptuosas, femininas e com sensualidade. Até hoje é uma das principais influências quando se fala em moda vintage/retrô. A marca '''Max Fator''', inventou o ''pancake,'' além de uma gama de sombras, batons, esmaltes foscos e produtos para olhos. A maquiagem da época era como uma máscara. Na moda masculina, as cores eram sóbrias, girando em torno do cinza escuro, azul e marrom. Os tecidos eram de algodão, lã, flanela, xadrez e ''tweed''. Camisas de estampa listrada, calças estreitas e curtas e gravata com nó mais fino eram peças chaves. O colete foi substituído por cardigãs e blusas de lã e casacos de veludo. ''Smoking'' e camisas pólo, eram populares e usadas com jaqueta esporte. As bermudas eram usadas com meias na maioria das vezes. As camisetas t-shirts eram peças de underwear. Os jovens rebeldes da época adotaram o jeans como peça de rebeldia, assim como as calças justas e jaqueta de couro. A camiseta t-shirt era usada como peça externa. [[James Dean]] e [[Marlon Brando]] são ícones desse estilo que passou a ser conhecido como "''[[rocker]]''". Os sapatos comuns eram mocassins, oxfords, converse e os sapatos de camurça com sola grossa chamados de "''creepers''". O cabelo masculino tinha corte militar, escovinha, [[pompadour]] e ''flat-top,'' mantidos com pomada e penteados para trás. Os rebeldes usavam o corte "''rabo de pato''" onde o cabelo era penteado para trás e no topo da cabeça um grande topete.
 
 
[[Ficheiro:Twiggy cantora.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Modelo, atriz e cantora [[Twiggy]], ícone dos anos 60.]]
[[Ficheiro:Elvis Presley Jailhouse Rock.jpg|miniaturadaimagem|223x223px|O cantor, músico e ator norte-americano [[Elvis Presley|Elvis Presley,]] era um dos ícones de moda na década de 60.]]
'''Anos 60 -''' Em 1960, [[Mary Quant]] iniciou a produção em massa dos modelos de saias e vestidos curtos. Na época, o espírito libertário estava no ar. As mulheres revelavam seus joelhos e coxas, o que era considerado rebeldia e emancipação. Nesse período, foram desenvolvidos os modelos ''scarpin'' (sapato feminino). As calças ''cigarretes'' ganharam evidência entre as mulheres. Os vestidos ficaram retos, mais justos, com estampas ou com padrões geométricos e cores fortes. As roupas no estilo indiano começavam a entrar no mercado. A manifestação dos hippies tomava grandes proporções. Os tecidos de algodão com estampas florais, a coloração bem viva, presentes o azul, amarelo, verde, rosa e outras cores. As calças boca de sino se encontravam no auge. A minissaia combinada com botas de cano longo, principalmente nas cores branca e preta, deu ar futurista influenciado pela cultura POP. A alta-costura estava perdendo espaço e dando lugar à confecção, que por sua vez necessitava de criatividade para suprir a necessidade e ansiedade dos consumidores pelo diferente e inédito, fazendo com que o típico costureiro passasse a ser chamado de estilista, e priorizasse o estilo e não os conceitos. Em Londres, a modelo, atriz e cantora, [[Twiggy|Twiggy Lawson]], marcou a década de 60. Seus cílios chamavam a atenção. A imagem de uma modelo magra com saia curta fazia parte desse período. Cabelos lisos e curtos entravam em contradição com os paradigmas da década de 1960. O uso dos produtos de beleza, no rosto, era notório. A maquiagem se transformou em tendência e fez parte do cotidiano dos jovens. Olhos marcados com muito delineador e rímel inspirados na expressividade do olhar, cabelos presos com rabos de cavalos e topetes bem altos com muito laquê. A moda masculina nos anos 60 teve como característica principal, os tecidos sintéticos que estavam alta. Paletós sem colarinho, calças justas e japona de pescador eram peças que dominavam o guarda-roupa masculino. Londres era o berço da moda, com a influência dos [[The Beatles|Beatles]] difundia um estilo onde se usava principalmente alfaiataria, com ternos e calças justas. O forte uso de jaquetas de couro, calças jeans e mocassins, continua, com o “''Beatnik''” e “''Rockabilly''”. Na segunda metade da década, os rapazes começaram a usar roupas mais coloridas e estampadas, buscando inspiração no movimento [[Pop art|Pop Art.]] Nessa época a musica embalava os sonhos e os romances, e dessa forma, interferia no vestuário feminino e masculino e estava na vida dos adolescentes, com a moda jovem, que viveram nessa época, ou melhor, nos anos 60/70. As roupas eram mais românticas e sensuais, sem muitos exageros. Os estilistas mais famosos da época eram '''Thea Portes''', que confeccionava roupas com tecidos árabes e turcos, esses tecidos eram muito sofisticados, e '''Laura Ashley''' era considerada a dama das estampas, ambos possuíam lojas em Londres. O que mais influenciou a moda foi a grande campanha ''“Faça o amor não faça a guerra”.''