Diferenças entre edições de "Jorge Sampaio"

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{{Sem-sem notas|biografia=sim|Portugal=sim|sociedade=sim|data=abril de 2010}}
{{Info/Político/Presidente
|nome = Jorge Sampaio</br><small>[[Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito|GColTE]] • [[Ordem do Infante D. Henrique|GOIH]] • [[Ordem da Liberdade|GColL]]</small>
|nascimento_data = {{nowrap|{{dni|18|9|1939}}}}
|nascimento_local = [[Lisboa]], [[Portugal]]
|alma_mater = [[Universidade de Lisboa]]
|cônjuge = Karin Schmidt Dias (div.),<br> [[Maria José Ritta|Maria José Rodrigues Ritta]]
|partido = [[Movimento de Esquerda Socialista|MES]] (1974) <br> [[Partido Socialista (Portugal)|PS]] (1978-actualidade)
 
== Biografia ==
Filho do médico [[Arnaldo Sampaio]] e de sua mulher, Fernanda Bensaúde Branco (filha de [[Fernando Branco]], antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Marinha da [[Ditadura Nacional]] ([[1928]]-[[1933]]), e de sua mulher, Sara Bensliman Bensaúde, esta, por sua vez, sobrinha-neta do industrial de tabacos [[José Bensaúde]], de ascendência judaica). É irmão do psiquiatra [[Daniel Sampaio]].<ref name="GH">{{citar livro|autor=José Maria Raposo de Sousa Abecassis|título=Genealogia Hebraica|editora=Edição do Autor|ano=1.ª Edição, Lisboa, 1990|páginas=Volume II|id=248}}</ref>.
 
===Infância e juventude===
Por imperativo da carreira do pai, passou algum tempo da sua infância viajando entre os [[EUA]] e a [[Inglaterra]], experiência que o marcou muito. Também fez estudos musicais.<ref>[http://www.presidencia.pt/?idc=13 Museu da Presidência]</ref>. Ainda nos primeiros anos da sua infância, a atriz [[Mariana Rey Monteiro]] foi sua preceptora.<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref>.
 
Jorge Sampaio iniciou a sua carreira política na altura em que era estudante na [[Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa]], onde foi admitido após os estudos secundários, realizados nos liceus Pedro Nunes e Passos Manuel, em [[Lisboa]].
 
Envolvido na contestação ao regime [[Estado Novo (Portugal)|salazarista]], foi presidente da [[Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa]], em [[1959]]-[[1960|60]] e em [[1960]]-[[1961|61]], e secretário-geral da Reunião Inter-Associações Académicas (RIA), em [[1961]]-[[1962]]. Foi, nessa qualidade, um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos [[1960|60]] &mdash; início de um longo e generalizado movimento de contestação estudantil, com o seu auge na [[Universidade de Lisboa]] em [[1962]] e na [[Universidade de Coimbra]] em [[1969]].
 
No contexto das lutas académicas, Sampaio cria com [[João Cravinho]] e outros, o MAR - Movimento de Ação Revolucionário, de esquerda radical, onde também chega a participar [[Vasco Pulido Valente]].<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref>.
 
O seu nome encontra-se na lista de colaboradores da publicação académica ''[[Quadrante (1958)|Quadrante]]'' <ref >{{Citar web |autor=Ana Cabrera |título= Ficha histórica:Quadrante – a revolta de uma elite perante a crise da universidade |url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/Quadrante.pdf | formato=pdf |publicado=[[Hemeroteca Municipal de Lisboa]] |acessodata=30 de março de 2015}}</ref> (1958-1962) publicada pela [[Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa|AAFDL]].
 
===Carreira profissional e política anterior ao [[25 de abril de 1974]]===
Após a licenciatura em [[1961]], Sampaio iniciou a sua carreira profissional como advogado, muitas vezes envolvido na defesa de presos políticos, tendo desempenhado também funções diretivas na [[Ordem dos Advogados]].
 
Com [[Júlio Castro Caldas]] juntou-se à sociedade de advogados iniciada na década de [[1970]] por [[José Vera Jardim]], Jorge Santos e José Macedo e Cunha, dando origem à Jardim, Sampaio, Caldas e Associados, a qual adotou adotou posteriormente a denominação de Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva & Associados.<ref>[http://www.jsms.pt/pt/apresentacao JSMS]</ref>.
 
Prosseguindo a sua acção como opositor à ditadura, candidatou-se, nas [[Eleições legislativas portuguesas de 1969|eleições legislativas de 1969]], à [[Assembleia Nacional]], integrando as listas da [[CDE]], que em [[Lisboa]] se opunha à [[CEUD]] (esta liderada por [[Mário Soares]] e com incorporação da [[Comissão Eleitoral Monárquica]]).
 
De resto, desenvolveu uma constante atividade política e intelectual, participando nos movimentos de resistência à ditadura e propugnando ao mesmo tempo uma alternativa democrática de matriz socialista, aberta aos novos horizontes do pensamento político europeu.<ref>[http://www.presidencia.pt/?idc=13 Museu da Presidência]</ref>.
 
===Carreira política pós-[[25 de abril de 1974|25 de abril]]===
Após o golpe de [[Revolução dos Cravos|25 de abril de 1974]], Jorge Sampaio foi fundador do [[Movimento de Esquerda Socialista]] ([[MES]]).
 
Consta que antes fora sondado para a fundação do [[PS]], mas recusara.<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref>.
 
Apesar do seu papel na fundação do [[MES]], Sampaio abandonou o projeto logo no primeiro congresso do partido, em [[dezembro]] do mesmo [[1974|ano]], alegando discordância de fundo com a orientação ideológica aí definida.<ref>[https://sigarra.up.pt/fcup/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=1021428 Universidade do Porto]</ref>.
 
Em [[28 de setembro]] de [[1974]] Sampaio está nas barricadas à volta de [[Lisboa]], destinadas a impedir a chegada da população à manifestação de apoio ao general [[António Spínola]], mais conhecida como a manifestação da [[Maioria Silenciosa]].<ref>[http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/livro-jorge-sampaio-um-homem-contra-a-corrente=f758590 Expresso]</ref>.
 
Subsequentemente, durante o processo revolucionário, a sua proximidade com [[Ernesto Melo Antunes]] fez de Sampaio uma espécie de agente de ligação entre as instituições democráticas e a ala moderada do [[MFA]], sendo um ativo apoiante das posições do [[Grupo dos Nove]]. Em [[março]] de [[1975]], sendo Ministro dos Negócios Estrangeiros [[Ernesto Melo Antunes|Melo Antunes]], Sampaio é nomeado Secretário de Estado da Cooperação Externa do [[IV Governo Provisório]], o terceiro e penúltimo de [[Vasco Gonçalves]].<ref>[https://sigarra.up.pt/fcup/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=1021428 Universidade do Porto]</ref>.
 
Ainda em [[1975]] é um dos fundadores da Intervenção Socialista, um grupo constituído por políticos e intelectuais que se dedica à reflexão política.<ref>[https://sigarra.up.pt/fcup/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=1021428 Universidade do Porto]</ref>.
 
À semelhança de outros antigos militantes do [[MES]] (casos de [[Eduardo Ferro Rodrigues]], [[Augusto Mateus]], por exemplo), Sampaio viria a aderir ao [[Partido Socialista (Portugal)|Partido Socialista]], em [[1978]]. Assim, é já na bancada socialista que se estreia como deputado à [[Assembleia da República]], na sequência das eleições [[Eleições legislativas portuguesas de 1979|legislativas de 1979]]. Por designação da [[Assembleia da República|Assembleia]], entre [[1979]] e [[1984]], foi membro da Comissão Europeia para os Direitos Humanos, onde desempenhou um papel ativo. Entre [[1986]] e [[1987]] presidiu ao Grupo Parlamentar do [[Partido Socialista (Portugal)|PS]].
 
Em [[1989]] Jorge Sampaio obtém aquele que será, provavelmente, o feito político mais marcante na sua carreira, ao liderar uma histórica coligação entre o [[PS (Portugal)|PS]] e o [[PCP|PCP]], à [[Câmara Municipal de Lisboa]], nas [[Eleições autárquicas portuguesas de 1989|eleições autárquicas]] desse [[1989|ano]]. Essa união faz com que consiga derrotar o candidato do [[centro-direita]], [[Marcelo Rebelo de Sousa]], com 49,07% dos votos e 9 vereadores. O sucesso da coligação ditaria que nas autárquicas seguintes, em [[1993]], Sampaio continuasse o projeto de coligação, agora ampliado à [[União Democrática Popular|UDP]] e ao [[Partido Socialista Revolucionário|PSR]]; o que veio a suceder, permitindo a reeleição de Sampaio, com 56,66% dos votos e 11 vereadores, melhor resultado de sempre obtido por um candidato à Câmara lisboeta.<ref>[https://sigarra.up.pt/fcup/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=1021428 Universidade do Porto]</ref>.
 
Ainda em [[1989]] sucedeu a [[Vítor Constâncio]] como secretário-geral do [[PS (Portugal)|PS]], cargo que ocupou até [[1992]], quando perdeu a chefia do partido para [[António Guterres]].
Ganhou a eleição logo na primeira volta, contra [[Aníbal Cavaco Silva]], o anterior Primeiro-Ministro, e foi [[Eleições presidenciais portuguesas de 1996|eleito Presidente]] em 14 de Janeiro de 1996. Tomou posse deste cargo a 9 de Março. Seria [[Eleições presidenciais portuguesas de 2001|reeleito Presidente]] pela segunda vez, em 14 de Janeiro de 2001.
 
Com a eleição de Jorge Sampaio concretiza-se, pela primeira vez desde o [[25 de Abril de 1974]], um cenário político marcado por uma maioria governamental e um Presidente da República da mesma família política.<ref>[Museu da Presidência]</ref>.
 
A sua acção privilegiou os aspetos sociais e culturais. No domínio económico, impulsionou a criação da [[COTEC Portugal]]. Na cena política internacional, Sampaio foi um importante contribuidor para a tomada de consciência da causa pela Independência de [[Timor-Leste]].
[[Ficheiro:Retrato oficial do Presidente Jorge Sampaio (2005) - Paula Rego.png|thumb|left|200px|Retrato oficial do Presidente Jorge Sampaio (2005), por [[Paula Rego]]. [[Museu da Presidência da República]].]]
 
Jorge Sampaio conviveu com quatro primeiros-ministros diferentes: [[António Guterres]], [[José Manuel Durão Barroso]], [[Pedro Santana Lopes]] e [[José Sócrates]]. Marcada por um senso firme de prudência e moderação, um estilo que assegurou a Sampaio um primeiro mandato sem controvérsias, a presidência de Sampaio viria a conhecer momentos conturbados na fase final do segundo mandato, que o levaram a tomar decisões polémicas.
 
Até ao ano de [[2001]] o país viveu em relativa tranquilidade política. Nesse ano, a crise financeira em que Portugal mergulhou passou a dominar as atenções de boa parte dos esforços das autoridades nacionais, incluindo a Presidência da República. Seguiu-se um período durante o qual o Presidente Sampaio teve de ponderar o uso do poder de dissolução da Assembleia da República, ocasião que fez reacender o debate em torno dos poderes constitucionalmente atribuídos ao Presidente da República portuguesa.
 
A primeira situação ocorreu ainda em [[2001]], no seguimento da derrota do [[Partido Socialista]] nas eleições autárquicas, quando António Guterres apresenta a sua demissão do cargo de primeiro-ministro. Sampaio decide-se pela convocação de eleições legislativas antecipadas das quais sai vencedor o [[PPD-PSD|Partido Social Democrata]], chefiado por [[Durão Barroso]].
 
Três anos mais tarde, na sequência do convite que lhe foi dirigido, Durão Barroso abandona o cargo para presidir à [[Comissão Europeia]]. Podendo optar entre a dissolução da Assembleia da República, a convocação de eleições ou permitir à mesma maioria parlamentar formar novo Governo, Sampaio decide pela terceira opção e indigita [[Santana Lopes]] como Primeiro-Ministro do [[XVI Governo Constitucional]].<ref>[http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=142# Museu da Presidência]</ref>.. A sua decisão foi contestada pelos partidos de esquerda e acabou por influenciar a decisão de demissão do líder do Partido Socialista [[Eduardo Ferro Rodrigues]].
 
Em finais do ano de [[2004]] &mdash; contrariando aquilo que fora a sua decisão anunciada e o compromisso com o novo primeiro-ministro, [[Pedro Santana Lopes]] &mdash; Sampaio resolve dissolver a [[Assembleia da República]] e, bem assim, tirar o poder à maioria formada pelo [[PPD-PSD|PSD]] de [[Pedro Santana Lopes|Santana]] e o seu parceiro de coligação, o [[CDS-PP]] de [[Paulo Portas]] (também membro desse [[XVI Governo Constitucional|governo]]).
 
Abriram-se assim as portas para a chegada ao poder de [[José Sócrates]], que entretanto (em eleições internas subsequentes à demissão de [[Eduardo Ferro Rodrigues|Ferro Rodrigues]]) conquistou a liderança do [[PS]] contra [[João Soares]] e [[Manuel Alegre]]. [[José Sócrates|Sócrates]] tornar-se-ia assim o primeiro primeiro-ministro socialista a governar com maioria absoluta, após derrotar, nessas [[Eleições legislativas portuguesas de 2005|legislativas de 2005]], o [[PPD-PSD|PSD]] de [[Santana Lopes]].<ref>[http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=142# Museu da Presidência]</ref>.
 
Ao longo dos seus dois mandatos, Jorge Sampaio utilizou o veto político num total de 75 vezes, em domínios de natureza diversificada, da lei das vagas adicionais, em [[dezembro]] de [[1996]], passando pelas portagens do [[Oeste]], em [[1998]], ou o casino do Parque Mayer, em [[2002]]. Alguns dos diplomas rejeitados por Sampaio revestiram-se de polémica, como foi o caso da lei do ato médico, em [[setembro]] de [[1999]], ou a lei-quadro dos novos municípios, em [[2003]].<ref>[http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=142# Museu da Presidência]</ref>.
 
As suas intervenções presidenciais foram reunidas em seis volumes, sob o título ''Portugueses'' (I, II, III, IV, V e VI).
 
===Pós-Presidência da República===
Em Maio de 2006, foi nomeado pelo Secretário-Geral das [[Nações Unidas]] Enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose. Em 26 de Abril de 2007 foi nomeado Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, [[Ban Ki-moon]].
 
No programa [[Os Grandes Portugueses]], Jorge Sampaio obteve o 80.º lugar.
 
===Casamento e descendência===
* Casou primeira vez com a Dr.ª Karin Schmidt Dias, Médica, filha de António Jorge Dias e de sua mulher Margot Schmidt, [[Alemães|Alemã]], e irmã da Dr.ª [[Margot Schmidt Dias]], Grande-Oficial da [[Ordem do Infante D. Henrique]] a 4 de Fevereiro de 1989, de quem se divorciou,<ref>{{citar web |url=http://www.ordens.presidencia.pt/?idc=153 |título=Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas|autor=|data=|publicado=Presidência da República Portuguesa |acessodata=2015-10-19 |notas=Resultado da busca de "Margot Schmidt Dias".}}</ref>, sem geração.
* Casou segunda vez com [[Maria José Ritta]] e tem uma filha e um filho, Vera Ritta de Sampaio, nascida em 1977, solteira e sem geração, e André Ritta de Sampaio, nascido em 1981, solteiro e sem geração.<ref name="GH"/>
 
== Homenagens ==
* Em 1999 recebeu um [[Doutoramento]] ''[[honoris causa]]'' pela [[Universidade de Aveiro]]<ref>{{citar web |url=http://www.ua.pt/PageText.aspx?id=8209 |título=Doutores honoris causa pela UA |acessodata=23 de Agosto de 2014 |autorlink= |publicado=Universidade de Aveiro |língua2=pt |arquivourl=https://web.archive.org/web/20140728023229/http://www.ua.pt/PageText.aspx?id=8209 |arquivodata=28 de Julho de 2014 |arquivourl_li= |arquivourl_datali= |citação= |notas= |ref= }}</ref>
* Em 24 de Janeiro de 2010 recebeu um Doutoramento ''honoris causa'' pela Universidade de Coimbra.<ref>{{Citar web |url=http://www.publico.pt/politica/noticia/jorge-sampaio-recebe-hoje-grau-de-doutor-honoris-causa-pela-universidade-de-coimbra-1419407 |título=Jorge Sampaio recebe hoje grau de doutor "honoris causa" pela Universidade de Coimbra |autor=Agência Lusa |data=24-01-2010 |publicado=Jornal Público |arquivourl=http://web.archive.org/web/20140520091012/http://www.publico.pt/politica/noticia/jorge-sampaio-recebe-hoje-grau-de-doutor-honoris-causa-pela-universidade-de-coimbra-1419407 |arquivodata=2014-05-20 |acessodata=2014-05-20}}</ref>
* Dia 11 de Outubro de 2010 recebeu um Doutoramento ''honoris causa'' pela Universidade de Lisboa, aquando das comemorações do centenário da mesma, coincidindo com as comemorações do centenário da República Portuguesa ([[Implantação da República Portuguesa|5 de Outubro]]).
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