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lucas rohde[[Ficheiro:MendenhallGlacierAlaska.jpg|right|thumb|[[Glaciar]] no [[Alasca]].]]
A expressão '''era do gelo''' (também '''idade do gelo''', '''período glacial''' ou '''era glacial''') é utilizada para designar um período geológico de longa duração de diminuição da temperatura na superfície e atmosfera [[Terra|terrestres]], resultando na expansão dos [[manto de gelo|mantos de gelo]] continentais e polares bem como dos [[glaciar]]es alpinos. Ao longo de uma era do gelo prolongada ocorrem períodos com clima extra frio designados [[glaciação|glaciações]]. Em termos [[Glaciologia|glaciológicos]], o termo ''era do gelo'' implica a presença de extensos [[manto de gelo|mantos de gelo]] tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul,<ref>J. Imbrie and K.P.Imbrie, ''Ice Ages: Solving the Mystery'' (Short Hills NJ: Enslow Publishers) 1979.</ref> e segundo esta definição encontramo-nos ainda numa era do gelo (pois tanto o [[Manto de gelo da Gronelândia|manto de gelo da Groenlândia]] como o [[Manto de gelo da Antárctida Ocidental|manto de gelo antártico]] ainda existem).<ref>J. Gribbin, ''Future weather'' (New York: Penguin) 1982.</ref>
 
Neste momento inicial do conhecimento, o que estava a ser estudado eram os períodos glaciais das últimas centenas de milhares de anos, durante a era do gelo actual. A existência de eras do gelo antigas era ainda desconhecida.
 
== Evidências de eras glaciais lucas rohde ==
ExisemExistem três tipos principais de evidências de eras glaciais: geológicas, químicas e paleontológicas.
 
* '''Geológicas''': as evidências geológicas ocorrem sob formas variadas, incluindo abrasão, arranque e pulverização de rochas, [[morena (geologia)|morena]]s de glaciares, ''[[drumlin]]s'', [[vale glaciar|vales glaciares]], e a deposição de sedimentos glaciares e [[bloco errático|blocos erráticos]]. Glaciações sucessivas tendem a distorcer e apagar evidências geológicas, tornando-as difíceis de interpretar.
* '''Químicas''': este tipo de evidências consiste sobretudo de variações nas proporções de [[isótopo]]s em [[fóssil|fósseis]] presentes em sedimentos e rochas sedimentares, testemunhos de sedimentos marinhos, e para os períodos glaciais mais recentes, [[testemunho de gelo|testemunhos de gelo]]. Uma vez que água contendo isótopos mais pesados tem um maior [[calor de evaporação]], a sua proporção diminui em condições mais frias.<ref>[http://www.sciam.com/print_version.cfm?articleID=00001580-C282-1148-828283414B7F012B How are past temperatures determined from an ice core?], Scientific American, September 20, 2004</ref> Tal facto permite a construção de um registo de temperaturas. Porém, esta evidência pode ser afectada por outros factores registados pelas proporções isotópicas; por exemplo, uma [[extinção em massa]] aumenta a proporção de isótopos mais leves nos sedimentos e no gelo porque os processos biológicos usam preferencialmente isótopos mais leves, portanto uma redução da [[biomassa]] terrestre ou oceânica resulta num deslocamento repentino e biologicamente induzido do equilíbrio isotópico no sentido de existirem maiores proporções de isótopos mais leves disponíveis para deposição.
 
* '''Paleontológicas''': estas evidências consistem em alterações na distribuição geográfica dos fósseis. Durante um período glacial os organismos adaptados às temperaturas mais baixas espalham-se por latitudes mais altas e organismos que preferem condições mais quentes tornam-se extintos ou são empurrados para latitudes mais baixas. Esta evidência é também difícil de interpretar porque requer (1) sequências de sedimentos cobrindo um longo período de tempo, em várias latitudes e que sejam facilmente correlacionáveis; (2) organismos antigos que sobrevivem durante vários milhões de anos sem alterações e cujas preferências térmicas sejam facilmente diagnosticadas; e (3) a descoberta de fósseis relevantes, o que requer muita sorte. lucas schardosim rohde visitou esse saite
 
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Apesar das dificuldades, as análises de testemunhos de gelo e de sedimentos oceânicos, mostrou a existência de períodos glaciais e [[interglacial|interglaciais]] ao longo dos últimos milhões de anos. Estas análises confirmam ainda a ligação entre eras do gelo e fenómenos da [[crusta continental]] como morenas, ''drumlins'' e blocos erráticos. Assim, os fenómenos da crusta continental são aceites como boa evidência de eras do gelo anteriores quando são encontrados em camadas criadas muito antes do período de tempo do qual estão disponíveis testemunhos de gelo e de sedimentos oceânicos.