Diferenças entre edições de "O Mundo como Vontade e Representação"

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(só acrescentei uma palavra que estava faltando, Tava "o mundo como representação segundo ponto" coloquei "O mundo como representação sengundo ponto de vista)
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[[Ficheiro:Schopenhauer Die Welt als Wille und Vorstellung 1819.jpg|thumb|250px|Página título da primeira edição - 1819]]
 
'''O mundo como vontade e representação''' (''Die Welt als Wille und Vorstellung'' no seu título [[Língua alemã|alemão]] original) é a grande obra de [[Schopenhauer]], composta por quatro livros (mais o apêndice da crítica da filosofia kantiana), e publicada em 1819. O primeiro [[livro]] é dedicado à [[teoria]] do conhecimento (''"O mundo como representação, primeiro ponto de vista: a representação submetida ao princípio de razão: o objeto da experiência e da ciência."''); o segundo, à [[filosofia]] da [[natureza]] (''"O mundo como vontade, primeiro ponto de vista: a objetivação da vontade"''); o terceiro, à [[metafísica]] do [[Beleza|belo]] (''"O mundo como representação, segundo ponto de vista: a representação independente do princípio de [[razão]]. A idéia [[Platão|platônica]], objeto da arte"''); e o último, à [[ética]] ("''O mundo como vontade, segundo ponto de vista: atingindo o conhecimento de si, afirmação ou negação da vontade''"). Toda sua produção posterior pode ser definida como comentários e acréscimos aos temas ali tratados.
 
==Volume 1==
===Livro I===
[[Ficheiro:Fotothek df tg 0005672 Physik ^ Vakuumtechnik ^ Luftdruck ^ Seilzug ^ Gravitation.jpg|miniatura|"Graças à força da gravidade da terra é possível medir o peso da resistência com a ajuda de uma balança"]]
"O mundo é a minha representação": com estas palavras Schopenhauer inicia essa sua principal obra filosófica. A [[tese]] básica de sua concepção filosófica é a de que o mundo só é dado à percepção como representação: o mundo, pois, é puro fenômeno ou representação. O centro e a essência do mundo não estão nele, mas naquilo que condiciona o seu aspecto exterior, na "coisa em si" do mundo, a qual Schopenhauer denomina "vontade" (o mundo por um lado é representação e por outro é vontade). O mundo como representação é a "objetividade" da vontade (vontade feita objeto - submetida ao princípio formal do conhecimento, o princípio de razão). Essa objetividade se faz em diferentes graus, passando pelas forças básicas da natureza, pelo mundo orgânico, pelas formas de vida primitivas e avançadas, até chegar no grau de objetividade mais alto por nós conhecido, o ser humano. Entre o objeto e a vontade há um intermediário, o qual Schopenhauer identifica com a ''"idéia platônica"''. A ideia é a ''"objetivação adequada da vontade"'' em determinado grau de objetivação. Esses graus crescem em complexidade, cada um objetivando a vontade de forma mais completa e detalhada.<ref>Arthur Schopenhauer, ''The World As Will and Idea'', 3 vols. transl. R. B. Haldane and J. Kemp (London: Routledge & Kegan Paul, 1883–1886) (em inglês)</ref>
 
===Livro II===
===Livro IV===
"É no quarto livro que Schopenhauer se revelará uma fonte para o [[existencialismo]] e para o [[niilismo]]. A questão aqui é "a grande questão" já levantada pelo famoso verso de [[Hamlet]]: ''ser ou não ser''? O filósofo começa investigando a vida e a morte e como uma anula a outra por meio da procriação, garantindo a sobrevivência da espécie (e a continuação da expressão da ideia). Depois estuda a liberdade; conclui que a mesma, no sentido rigoroso do termo (liberdade da [[causalidade]]), restringe-se à coisa em si (a vontade) e que todo fenômeno, sempre submetido ao princípio de razão, não é livre. É apenas em um caso que a liberdade da vontade penetra no fenômeno: quando este se nega, chega a renúncia ascética (negação da vontade). Antes de descrever melhor o que é "afirmação da vontade" e "negação da vontade" o autor escreveu aquelas célebres páginas (capítulos 56 a 58) em que tenta demonstrar que ''"a dor não se interrompe"'' e que ''"toda vida é sofrimento"''. A afirmação da vontade ocorre quando o conhecimento do mundo torna-se um motivo para se fazer de forma mais intensiva o que já se fazia naturalmente. No caso da negação o conhecimento do mundo torna-se um "quietivo" da vontade, levando-a, no caso extremo, à renúncia ascética (à abnegação e à santidade). O autor estuda como as diferentes relações entre vontade, conhecimento e sofrimento (quer conhecido quer sentido) podem levar aos diferentes caráteres: cruel, mal, egoísta (que é o natural, aqueles que todos possuem conforme a natureza), justo, bom, e santo. Por fim, Schopenhauer faz uma [[Apologética|apologia]] da santidade como o único caminho para libertar a vida de suas dores e levar à "redenção do mundo".
 
==Volume 2==
O segundo volume consiste na expansão de vários ensaios abordados no primeiro tomo. Os temas mais importante são: as reflexões sobre a morte e a teoria de Schopenhauer a respeito da sexualidade. Menos bem sucedida é a sua teoria a respeito da genética: ele argumentou que os seres humanos herdam a vontade e, consequentemente, o caráter, do lado paterno somado ao intelecto do lado materno. Para fundamentar essa teoria, Schopenhauer usa como exemplo algumas figuras célebres.<ref>Recent genetics research might show Schopenhauer to be right. For example, from New Scientist: "Eric 'Barry' Keverne ... and Azim Surani ... have evidence that in the mouse the mother's genes contribute more to the development of the 'thinking', or 'executive', centres of the brain, while paternal genes have a greater impact on the development of the 'emotional' limbic brain." (by Gail Vines, 03 May 1997, p 34, [http://www.newscientist.com/article/mg15420804.300-where-did-you-get-your-brains--baby-mice-may-inherit-their-mothers-wits-and-their-fathers-basicinstincts-but-what-does-this-mean-for-us-asks-gail-vines.html Where did you get your brains?]) (em inglês)</ref> O segundo volume contém, por fim, ataques aos filósofos contemporâneos [[Fichte]], [[Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling|Schelling]] e [[Hegel]].
 
== {{Ligações externas}} ==
 
{{Schopenhauer}}
{{Referências|col=2}}
 
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