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|unidade = [[Frota do Mar Negro]]
|comandos =
|batalhas = [[Guerra Russo-Turca (1768-17741768–1774)]]<br />[[Guerra Russo-Turca (1787-17921787–1792)]]
|medalhas =
|relações = [[Catarina, a Grande|Catarina II]] (''[[favorito]]'')
 
== Início de carreira ==
Ele nasceu em Chizhovo, uma vila próxima a [[Smolensk]] na família de um oficial do exército. Depois de estudar na [[Universidade de Moscou]], ele se alistou na cavalaria de guarda. Participou no palácio do golpe em [[1762]] que expulsou [[Pedro III da Rússia|Pedro III]] e entronou Catarina II. Recebeu a patente de segundo tenente da Guarda. Catarina precisava de assistentes de confiança e apreciava a energia e a habilidade organizacional de Potemkin. As historietas biográficas relativas a ele durante os próximos anos, como a sua participação no assassinato do imperador deposto, são obscuras e, sobretudo apócrifas.
 
== O amante de Catarina II ==
Em [[1774]], a relação deles assumiu um caráter mais íntimo. Potemkin tornou-se o favorito da [[tsarina]]; recebeu muitos prêmios e era indicado para os postos mais altos. Durante os próximos 17 anos ele foi a pessoa mais poderosa na [[Rússia]]. Potemkin sentia prazer em ostentar o luxo e a riqueza pessoal. Assim como Catarina ele cedeu ante a tentação de poder absoluto; porém, em muitos procedimentos ele era guiado pelo espírito do [[Iluminismoiluminismo]]. Mostrou tolerância de diferenças religiosas, e deu proteção às minorias nacionais. Como comandante supremo do exército russo (a partir de [[1784]]) enfatizou um conceito mais humanitário de disciplina, ao exigir que os oficiais tratassem os soldados de um modo paternal.
 
Em [[1776]], por solicitação de Catarina, o [[imperador romano-germânico]] [[José II dado Germânia|ImperadorSacro Império Romano-Germânico|José II]] elevou Potemkin ao grau de [[príncipe]] do [[Sacro Império Romano-Germânico]]. Em 1775, ele foi substituído nas graças da imperatriz por Zavadovsky; mas as relações entre Catarina e seu amante anterior continuaram sendo muito amigáveis, e sua influência com relação a ela nunca foi perturbada seriamente por quaisquer dos favoritos subsequentes dela. Um grande número de acontecimentos testemunha a enorme e extraordinária influência de Potemkin durante os próximos dez anos. Sua [[Carta|correspondência]] com a imperatriz não foi interrompida. Os documentos de estado mais importantes passavam pelas mãos dele.
 
== Governo da Crimeia ==
[[Ficheiro:Ukraine Cherson 2St.-Ekater.jpg|235px|thumb|Catarina II sepultou Potemkin na Catedral de [[Kherson]], a cidade que ele fundou.]]
 
Potemkin alcançou sucesso apreciável nas províncias sulistas recentemente ganhas pela Rússia, nas quais ele era o governante absoluto. Ele apoiou o fluxo de colonos [[Rússia|russos]] e estrangeiros, fundou algumas novas cidades e criou a [[Frota do Mar Negro]]. Em [[1783]], ele executou o projeto de anexar a [[Crimeia]] à Rússia, pelo qual recebeu o título de ''"Sua Alteza Serena" ''[[Knyaz]]'' Tavrichesky'' (''Светлейший князь Таврический''), ou príncipe de Tauride, um antigo nome para a Crimeia. Quatro anos depois, ele organizou a viagem cerimonial amplamente anunciada de Catarina com seu séquito para as províncias sulistas. O propósito da viagem era a intimidação dos inimigos da Rússia, e conduziu a uma guerra para a qual o país se mostrou mal preparado ([[Guerra russo-turca, 1787-1792]]). Como comandante, Potemkin foi guiado por uma estratégia de cautela que era militarmente justificada mas não lhe trouxe popularidade.
 
Seu sistema de colonização foi exposto à crítica muito severa, contudo é impossível não admirar os resultados de sua estupenda atividade. O [[arsenal]] de [[Kherson]], iniciado em [[1778]], o porto de [[Sebastopol]] e a nova frota de quinze navios de linha regular e vinte e cinco navios menores eram monumentos do seu gênio. Mas houve exagero em tudo que ele tentou. Ele não poupou homens, dinheiro, nem ele mesmo na tentativa de executar o seu gigantesco esquema para a colonização das estepes do sul da Ucrânia; mas ele nunca calculou o custo, e mais que três-quartos do projeto teve que ser abandonado pela metade.
 
Em [[1790]], ele conduziu as operações militares no [[rio Dniestre]] e instalou sua corte em [[Iaşi]] com toda a pompa [[Ásia|asiática]]. Em [[1791]], ele voltou a [[São Petersburgo]] onde, junto com seu amigo [[Príncipe Bezborodko|Bezborodko]], fez esforços vãos para subverter o novo favorito, o Príncipepríncipe [[Platon Zubov]], e em quatro meses gastou 850 000{{fmtn|850000}} rublos em banquetes e entretenimentos no [[Palácio de Tauride]], uma soma posteriormente reembolsada a ele pelo tesouro. Então a imperatriz impacientou-se e o mandou voltar (em 1791) a Iaşi para conduzir as negociações de paz como chefe russo plenipotenciário.
 
Potemkin morreu no caminho de [[Iaşi]] para [[Mykolayiv|Nikolayev]] nos braços de sua sobrinha, a Condessacondessa Branicka, em [[16 de outubro]] de [[1791]] de [[malária]]. Foi enterrado em Kherson. Sua morte foi lamentada na famosa [[ode]] ''Cachoeira'' do poeta russo [[Gavrila Romanovich Derzhavin]].
 
O Grãogrão-Duqueduque [[Paulo I da Rússia|Paulo]] permitiu em [[1798]] que os restos mortais de Potemkin fossem desenterrados, uma vez que há muito tempo se estava em dúvida quanto ao seu verdadeiro jazigo. Apenas o czar [[Alexandre I da Rússia|Imperador Alexandre I]] se preocupou novamente com seu enterro, e o czar [[Nicolau I da Rússia|ImperadorNicolau NicolauI]] permitiu, que a cidade de Kherson em homenagem ao seu fundador Potemkin, em [[1836]], construísse uma estátua de bronze.
 
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