Abrir menu principal

Alterações

46 bytes removidos, 01h09min de 16 de setembro de 2017
sem resumo de edição
== Batismo ==
 
[[Ficheiro:Huygens Systema Saturnium.jpg|thumb|150px|Representação de Saturno feita por [[Christiaan Huygens]] em 1659.]]
A sonda consistia de dois elementos, o orbitador '''Cassini''' da NASA, batizado em homenagem ao astrônomo e [[matemático]] franco-italiano [[Giovanni Domenico Cassini]] (também conhecido como Jean-Dominique Cassini depois que assumiu cidadania francesa), o descobridor de vários pequenos satélites naturais de [[Saturno]] e dos anéis do planeta;<ref>{{citar web|url=http://www.surveyor.in-berlin.de/himmel/Bios/Cassini-e.html|titulo=Giovanni Domenico Cassini|acessodata=15/12/2013}}</ref> e o astrônomo e [[físico]] neerlandês [[Christiaan Huygens]], o descobridor do maior satélite de Saturno, Titan – e também inventor do [[relógio de pêndulo]] – em 1655.<ref>{{citar web|url=http://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Christiaan_Huygens_Discoverer_of_Titan|titulo=Christiaan Huygens: discoverer of Titan|publicado=ESA|acessodata=15/12/2013}}</ref>
 
== História ==
[[Ficheiro:Huygens Systema Saturnium.jpg|thumb|150px|Representação de Saturno feita por [[Christiaan Huygens]] em 1659.]]
 
As origens de Cassini-Huygens datam de 1982, quando a [[European Science Foundation]] e a [[Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos]] formaram um grupo de trabalho para futuras cooperações em missões espaciais. Dois cientistas europeus sugeriram o desenvolvimento de uma sonda dupla orbitador de Saturno-pousador em Titan como uma possível missão conjunta. Em 1983, o Comitê de Exploração do Sistema Solar da NASA recomendou a mesma missão como projeto central da agência. Entre 1984 e 1985, a NASA e a ESA fizeram estudos conjuntos para uma potencial missão. A ESA continuou seus próprios estudos em 1986 enquanto a [[astronauta]] [[Sally Ride]], a primeira mulher norte-americana a ir ao espaço, em seu influente relatório ''NASA Leadership and America's Future in Space: A Report to the Administrator'', de 1987, também examinava e aprovava a missão ''Cassini''.<ref>{{citar web|url=http://history.nasa.gov/riderep/cover.htm|titulo=NASA Leadership and America's Future in Space|ultimo=Ride|primeiro=Sally|publicado=NASA|acessodata=15/12/2013}}</ref>
 
# caracterizar a superfície de [[Titã (satélite)|Titã]] a uma escala regional.
 
[[Imagem:Cassini-Huygens launch.jpg|thumbnail|175px|Lançamento do [[sistema de lançamento descartável|SLD]] [[Titan IV]] ocorreu às 8:43 UTC a [[15 de outubro]] de [[1997]] da rampa de lançamento 40 da estação da Força Aérea do [[Cabo Canaveral]], na [[Flórida]].]]
 
A sonda Cassini-Huygens foi lançada do [[Centro Espacial Kennedy]] em 15 de outubro de 1997,<ref>{{citar web|url=http://solarsystem.nasa.gov/missions/profile.cfm?MCode=Cassini|titulo=Cassini|publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref> usando o foguete [[Titan IV|Titan IV-B]]/Centaur da [[Força Aérea dos Estados Unidos]]. O lançamento do veículo foi feito por um foguete de dois estágios, dois motores-foguetão cintados, o estágio Centaur acima, e área para transporte de carga. O sistema de voo completo do sistema Cassini foi composto por um veículo de lançamento e pela sonda.
 
=== Fonte de alimentação de plutônio ===
[[Imagem:Radioisotope thermoelectric generator plutonium pellet.jpg|thumb|190px|Uma [[pelota]] de [[plutônio]] brilhante e quente que atua como principal fonte de energia dos [[Gerador termoelétrico de radioisótopos|GTR]] da espaçonave.]]
Devido à distância entre Saturno e o [[Sol]], [[painéis solares]] não seriam efetivos como fonte de energia para esta sonda espacial.<ref name="Solar">{{citar web|url=http://cassini-huygens.jpl.nasa.gov/spacecraft/safety/solar.pdf |título=<i>Why the Cassini Mission Cannot Use Solar Arrays ?</i> |língua=en |publicado=NASA/JPL |data=6 de dezembro de 1996 |acessodata=29/09/2009}}</ref> Para gerarem energia suficiente, eles teriam que ser muito grandes e muito pesados. Ao invés disso, a ''Cassini'' era alimentada por três [[Gerador termoelétrico de radioisótopos|geradores termoelétricos de radioisótopos]] (GTR) que usavam o calor produzido por cerca de 33&nbsp;kg de [[plutônio-238]] (em forma de [[dióxido de plutônio]]) para gerar eletricidade direto via termoelétricos.<ref name="Solar"/> Os GTR da Cassini tinha o mesmo ''[[design]]'' daqueles usados nas sondas [[New Horizons]], [[Galileu (sonda espacial)|Galileu]] e [[Ulysses (sonda espacial)|Ulysses]] e foram desenvolvidos para terem um vida útil longa. Ao fim da missão em 2017, eles ainda teriam capacidade de produzir 600–700 [[watt]]s de potência.<ref name="Solar"/> (Um dos geradores criados para a Missão Cassini-Huygens foi usado para alimentar a espaçonave ''New Horizons'', lançada em direção a [[Plutão (planeta anão)|Plutão]] e ao [[Cinturão de Kuiper]], que foi construída e lançada muito depois).
 
Para conseguir um [[momento linear]] interplanetário estando em voo, a [[trajetória]] da missão incluiu várias manobras de [[Gravidade assistida|estilingues gravitacionais]]: dois sobrevoos por Vênus, mais um pela Terra e finalmente um por Júpiter. A nova passagem pela Terra, dois anos depois de lançada, foi a única que ofereceu algum perigo para os seres humanos. A manobra foi bem sucedida, com a nave passando a 1.171 km de altitude em 18 de agosto de 1999.<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/news/newsreleases/newsrelease19990817/|titulo=Cassini Completes Earth Flyby|publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref> Caso houvesse um mau funcionamento fazendo a nave cair na atmosfera e colidindo com a superfície, o estudo do impacto ao meio ambiente feito pela NASA indicou que, no pior dos casos – em caso de entrada em ângulo de queima total na [[atmosfera]] – uma quantidade considerável do plutônio-238 contido nos geradores seria dispersada no ar, de maneira a que mais de cinco bilhões de pessoas poderiam ser expostas a ele, causando cerca de cinco mil mortes adicionais por [[câncer]] entre a população;<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/spacecraft/safety/safetyeis/|titulo= Cassini Final Environmental Impact Statement |publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref> mas as chances disso acontecer seriam de 1 em 1 milhão.<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/spacecraft/safety/chap2.pdf|titulo=Alternatives|publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref>
 
=== A sonda Huygens ===
{{imagem múltipla
| align = right
| image1 = Huygens surface color.jpg
| width1 = 100110
| caption1 = Vista da superfície de Titan a partir da sonda ''Huygens''.
| image2 = Huygens surface color sr.jpg
| width2 = 100110
| caption2 = Mesma imagem depois de processada.
}}
Devido à distância entre Saturno e o [[Sol]], [[painéis solares]] não seriam efetivos como fonte de energia para esta sonda espacial.<ref name="Solar">{{citar web|url=http://cassini-huygens.jpl.nasa.gov/spacecraft/safety/solar.pdf |título=<i>Why the Cassini Mission Cannot Use Solar Arrays ?</i> |língua=en |publicado=NASA/JPL |data=6 de dezembro de 1996 |acessodata=29/09/2009}}</ref> Para gerarem energia suficiente, eles teriam que ser muito grandes e muito pesados. Ao invés disso, a ''Cassini'' era alimentada por três [[Gerador termoelétrico de radioisótopos|geradores termoelétricos de radioisótopos]] (GTR) que usavam o calor produzido por cerca de 33&nbsp;kg de [[plutônio-238]] (em forma de [[dióxido de plutônio]]) para gerar eletricidade direto via termoelétricos.<ref name="Solar"/> Os GTR da Cassini tinha o mesmo ''[[design]]'' daqueles usados nas sondas [[New Horizons]], [[Galileu (sonda espacial)|Galileu]] e [[Ulysses (sonda espacial)|Ulysses]] e foram desenvolvidos para terem um vida útil longa. Ao fim da missão em 2017, eles ainda teriam capacidade de produzir 600–700 [[watt]]s de potência.<ref name="Solar"/> (Um dos geradores criados para a Missão Cassini-Huygens foi usado para alimentar a espaçonave ''New Horizons'', lançada em direção a [[Plutão (planeta anão)|Plutão]] e ao [[Cinturão de Kuiper]], que foi construída e lançada muito depois).
 
Para conseguir um [[momento linear]] interplanetário estando em voo, a [[trajetória]] da missão incluiu várias manobras de [[Gravidade assistida|estilingues gravitacionais]]: dois sobrevoos por Vênus, mais um pela Terra e finalmente um por Júpiter. A nova passagem pela Terra, dois anos depois de lançada, foi a única que ofereceu algum perigo para os seres humanos. A manobra foi bem sucedida, com a nave passando a 1.171 km de altitude em 18 de agosto de 1999.<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/news/newsreleases/newsrelease19990817/|titulo=Cassini Completes Earth Flyby|publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref> Caso houvesse um mau funcionamento fazendo a nave cair na atmosfera e colidindo com a superfície, o estudo do impacto ao meio ambiente feito pela NASA indicou que, no pior dos casos – em caso de entrada em ângulo de queima total na [[atmosfera]] – uma quantidade considerável do plutônio-238 contido nos geradores seria dispersada no ar, de maneira a que mais de cinco bilhões de pessoas poderiam ser expostas a ele, causando cerca de cinco mil mortes adicionais por [[câncer]] entre a população;<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/spacecraft/safety/safetyeis/|titulo= Cassini Final Environmental Impact Statement |publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref> mas as chances disso acontecer seriam de 1 em 1 milhão.<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/spacecraft/safety/chap2.pdf|titulo=Alternatives|publicado=NASA|acessodata=16/12/2013}}</ref>
 
=== A sonda Huygens ===
 
A sonda-pousador ''Huygens'' foi criada e desenvolvida pela [[Agência Espacial Europeia]] (ESA), e batizada com o nome do astrônomo descobridor de Titan, [[Christiaan Huygens]]. Desacoplada da ''Cassini'' e lançada sobre Titan no dia de [[Natal]] de 2004,<ref name=red>{{citar web|url=http://www.redorbit.com/news/space/1112763349/saturn-titan-huygens-probe-cassini-eight-years-since-touchdown-011413/|titulo=ESA Celebrates Huygens Titan Landing 8 Years Later|publicado=RedOrbit|acessodata=16/12/2013}}</ref> depois de uma viagem de 22 dias no espaço ela entrou na atmosfera do satélite fazendo um exame minucioso das nuvens e pousando na superfície cerca de 11:30 [[UTC]] de 14 de janeiro de 2005,<ref name=fast>{{citar web|url=http://sci.esa.int/cassini-huygens/47347-fact-sheet/|titulo= FAST FACTS|publicado=ESA|acessodata=16/12/2013}}</ref> no [[oeste]] da região escura conhecida como [[Shangri-La (Titan)|Shangri-La]], próximo à área brilhante de [[Xanadu (Titan)|Xanadu]].<ref>{{citar web|url=http://planetarynames.wr.usgs.gov/images/Titan_comp_ISSimage.pdf|titulo=map|publicado=NASA/JPL|acessodata=17/12/2013}}</ref>
 
 
=== Entrada no sistema saturniano ===
[[Imagem:Phoebe.png|direita|120px|thumbnail|[[Febe (satélite)|Phoebe]] fotografado pela Cassini em 11 de Junho de 2004.]]
*18 de Maio de 2004 — A ''Cassini'' entrou no sistema saturniano. O efeito gravitacional de Saturno começou a sobrepor-se à influência do [[Sol]].
 
 
*1 de Julho de 2004 — A Inserção orbital em Saturno foi efetuada com sucesso, entre os anéis F e G do planeta. Aproximando-se a 19.980 km do topo das nuvens na superfície, fotografias dos anéis foram tiradas e enviadas para os cientistas da missão na Terra.<ref>{{citar web|url=http://saturn.jpl.nasa.gov/news/newsreleases/newsrelease200406302/|titulo=Cassini Set to Ring Saturn Today|publicado=NASA|acessodata=17/12/2013}}</ref> Os cientistas surpreenderam-se com a claridade e o detalhes das imagens e vão pesquisá-las durante um bom tempo.
[[Imagem:XanaduMapNASA.png|thumb|200px|Mapa de Titan com o local de pouso da sonda Huygens assinalado em vermelho.]]
 
*2 de Julho de 2004 — A primeira passagem por Titan foi executada e as primeiras imagens foram enviadas para a Terra. Devido ao plano orbital inicial, a ''Cassini'' passou pelo polo sul do satélite a uma distância maior que em sobrevoos posteriores. Contudo, durante uma conferência de imprensa a 3 de Junho, os cientistas da missão mostraram imagens que já os forçavam a rever teorias. Agora parece que as características de albedo mais escuro e claro na superfície representam, de fato, materiais diferentes. Ao contrário do esperado, as regiões geladas eram mais escuras que as áreas onde outra matéria (possivelmente orgânica) está misturada com gelo.
== Descobertas ==
=== Sobrevoo de Júpiter ===
[[Imagem:Portrait of Jupiter from Cassini.jpg|thumbnail|direita|170px|[[Júpiter (planeta)|Júpiter]]]]
A ''Cassini'' fez a maior aproximação ao planeta Júpiter a 30 de dezembro de 2000, e efetuou muitas medições científicas. Cerca de 26 mil imagens foram tiradas durante a passagem, que durou longos meses. O melhor retrato global colorido de Júpiter já feito foi produzido, em que as menores caraterísticas têm aproximadamente 60&nbsp;km de comprimento.<ref>{{citar periódico|título= The Cassini–Huygens flyby of Jupiter|autor = Hansen C. J., Bolton S. J., Matson D. L., Spilker L. J., Lebreton J. P.|periódico=Icarus |volume=172|número= 1|páginas= 1–8|ano=2004 | doi = 10.1016/j.icarus.2004.06.018|bibcode=2004Icar..172....1H}}</ref>
 
=== Novos satélites naturais de Saturno ===
Imagens da ''Cassini'' descobriram sete novos satélites naturais de Saturno, as três primeiras em junho de 2004. Muito pequenos, foram batizados inicialmente com nomes-códigos de S/2004 S 1, S/2004 S 2 e S/2004 S 5 antes de receberem os nomes definitivos de [[Methone (satélite)|Methone]], [[Palene (satélite)|Palene]] e [[Polideuces (satélite)|Polideuces]] no início de 2005. Em 1 de maio de 2005, um novo satélite natural foi descoberto na [[Anéis_de_Saturno|Falha de Keeler]] (um intervalo existente no Anel A de Saturno), temporariamente designado com [[S/2005 S 1]], até ser batizado como [[Dafne (satélite)|Dafne]]. O outro único satélite natural existente dentro do sistema de anéis de Saturno é [[Pã (satélite)|Pan]].<ref name="Showalter1986">{{citar periódico|autor = Showalter, M. R.; ''et al.''|título= Satellite "wakes" and the orbit of the Encke Gap moonlet|periódico= Icarus|ano= 1986| volume= 66 |número= 2|páginas= 297| bibcode= 1986Icar...66..297S | doi = 10.1016/0019-1035(86)90160-0}}</ref>
[[Imagem:Moon Daphnis S2005 S1.jpg|thumb|180px|A descoberta de [[Dafne (satélite)|Dafne]] entre os anéis de Saturno.]]
Um quinto satélite natural foi descoberto em 30 de maio de 2007 e batizado como [[Anthe (satélite)|Anthe]]. Ele tem 2 km de diâmetro e orbita Saturno a uma distância de 197 700 km, com uma inclinação de 0,1° e uma de-[[Excentricidade orbital|excentricidade]] de 0,001. Está localizada entre as órbitas de Methone e Palene e sendo influenciada por uma [[ressonância orbital]] 10:11 com [[Mimas (satélite)|Mimas]].<ref name="IAUC">{{citar periódico|autor =C. Porco and the Cassini Imaging Team|título= ''S/ 2007 S 4''|periódico=International Astronomical Union Circulars|data= 18/07/2007| volume= 8857 |páginas=| url= http://cfa-www.harvard.edu/iauc/08800/08857.html}}</ref> Em 3 de fevereiro de 2009, novo comunicado da NASA apontava para a descoberta de um sexto satélite natural, batizado como [[Aegaeon (satélite)|Aegaeon]]. Orbitando Saturno a uma distância média de 167 500 km, ela tem pouco mais de 500 m de diâmetro e se encontra dentro do anel G do sistema de [[anéis de Saturno]]. Ele é tão pequeno que seu tamanho não pode ser medido diretamente mas apenas estimado comparativamente com outro pequeno satélite natural, Palene.<ref>{{citar web|url=http://www.nbcnews.com/id/29495319/#.UrCAgNJDuSo|titulo=Surprise" Saturn has small moon hidden in ring|publicado=NBCNews.com|acessodata=17/12/2013}}</ref>
 
 
== Situação entre 2004 e 2017 ==
[[Imagem:Cassini Proximals tour plot-600w.jpg|175px|thumb|A arte mostra as órbitas finais a serem realizadas pela Cassini entre Saturno e seus anéis mais próximos, antes de ser lançada contra a atmosfera do planeta e destruída em 2017.]]
A sonda Cassini chegou a Saturno em julho de 2004 e deveria operar até 2008. Em 15 de abril deste ano, ela recebeu mais fundos do governo norte-americano para uma prorrogação de dois anos de pesquisas e passou a ser chamada de '''Missão Cassini Equinox''', pois continuaria operacional durante o [[equinócio]] em Saturno. Neste período de dois anos, iniciado em 1 de julho de 2010, a [[Cassini]] pôde realizar mais 60 órbitas de Saturno, 21 sobrevoos próximos de Titan, sete de [[Enceladus (satélite)|Enceladus]], seis de [[Mimas (satélite)|Mimas]], sete de [[Tétis (satélite)|Tethys]], e um sobre [[Dione (satélite)|Dione]], [[Reia (satélite)|Rhea]] e [[Helene (satélite)|Helene]].<ref>{{citar web|url=http://www.sciencedaily.com/releases/2008/06/080628223103.htm|titulo=Cassini To Earth: 'Mission Accomplished, But New Questions Await!'|publicado=SpaceDaily|acessodata=18/12/2013}}</ref>