Diferenças entre edições de "José Norton de Matos"

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Depois de frequentar o Colégio&nbsp;do&nbsp;Espírito Santo&nbsp;de&nbsp;Braga&nbsp;(1872-1910)<ref>{{citar livro|nome = Adélio|sobrenome = Torres Neiva (1932-2010)|título = Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria: A História da Província Portuguesa (1867-2004)|ano = 2005|isbn = 972-99547-0-4|página = 61-78; 207-215|local = Lisboa|editora = CESICM}}</ref> foi, em [[1880]], para a Escola Académica, em [[Lisboa]]. Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em [[Coimbra]]. Fez o curso da Escola do Exército e, em [[1898]], partiu para a [[Índia Portuguesa]], onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura. Acabada a sua comissão, viajou por [[Macau]] e pela [[China]] em missão diplomática.
 
O seu regresso a Portugal coincidiu com a [[proclamação da [[República portuguesa]]. Dispondo-se a servir o novo regime, Norton de Matos foi chefe do estado-maior da 5.ª divisão militar. A 17 de Maio de [[1912]] é iniciado [[Maçon]] na [[Loja Pátria e Liberdade, N.º 332]], de Lisboa ([[Rito Escocês Antigo e Aceite]]), sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de ''[[Danton]]''. Nesse mesmo ano tomou posse como [[governador-geral]] de [[Angola]]. A sua actuação na colónia revelou-se extremamente importante, na medida em que impulsionou fortemente o seu desenvolvimento, protegendo-a, de certa forma, da ameaça contínua que pairava sobre o domínio colonial português, por parte de potências como a [[Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda|Inglaterra]], a [[Império Alemão|Alemanha]] e a [[França]]. Fundou a cidade do [[Huambo]]. A 27 de Janeiro de 1913 é elevado ao Grau 2 ([[Companheiro]]) e a 18 de Abril de 1914 é elevado ao Grau 3 ([[Mestre]]). Em Outubro desse ano dá-se a cisão da Maçonaria Portuguesa: a Loja Pátria e Liberdade, N.º 332 desliga-se da obediência do Grande Oriente Lusitano Unido.
 
Foi demitido do cargo em [[1915]], como consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a [[Primeira Guerra Mundial]]. Foi depois chamado, de novo, ao Governo, ocupando o cargo de [[ministro das Colónias]], embora por pouco tempo. A 12 de Maio de 1916 reentra na obediência do Grande Oriente Lusitano Unido, filiando-se na [[Loja Acácia]], de Lisboa ([[Rito Francês]]), e a 19 de Setembro de 1916 é elevado ao Grau 4 ([[Eleito]]) do Rito Francês. Em [[1917]], um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em [[Londres]], por divergências com o novo governo. A 16 de Fevereiro de 1918 é elevado ao Grau 5 ([[Escocês]]) do Rito Francês e a 31 de Outubro de 1918 é elevado ao Grau 6 ([[Cavaleiro do Oriente ou da Espada]]) do Rito Francês. Regressou à pátria e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz, em [[1919]]. Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em [[Angola]]. Na Primavera de [[1919]], foi delegado português à Conferência da Paz. A 31 de Outubro de 1919 é elevado ao Grau 7 e último ([[Príncipe Rosa Cruz]]) do Rito Francês. Em Junho de [[1924]], exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar. A 6 de Novembro de 1928 a Loja Acácia, de que é membro, propõe, pela primeira vez, a sua candidatura ao cargo de Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano Unido. A 7 de Dezembro de 1928 morre [[Sebastião de Magalhães Lima]], 10.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, e a 31 de Outubro de 1929 morre [[António José de Almeida]], 12.º Grão-Mestre eleito do Grande Oriente Lusitano Unido.
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