Diferenças entre edições de "Comunismo no Brasil"

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== Golpe de 64 e abertura política ==
[[File:Bundesarchiv Bild 183-69234-0003, Luis Carlos Prestes.jpg|thumb|Luis Carlos Prestes (1898-1990).]]
Durante o [[Ditadura militar no Brasil (1964–1985)|Regime Militar]] e o [[AI-5]], o PCB da linha soviética de maneira tardia e despreparada<ref>(Moraes, 1989: 198)</ref> organizou um congresso e decidiu em 1967 que apoiaria a articulação das manifestações contra a lei marcial enquanto o [[PCdoB]] estava articulando a guerrilha, sendo que durante o governo militar de 1974 a 1976, prenderam quase 700 militantes infiltrados e mataram mais de 20 dirigentes comunistas de alto escalão, obrigando o Partido a solução da clandestinidade e do exílio, sendo que [[Luís Carlos Prestes]] se afasta da direção do partido<ref>ALMEIDA, Antônio (pseudônimo de Prestes), documento original datilografado, sem título, 23 pgs, 08/04/1969, (Arquivo particular da autora); cópia em Coleção Luiz Carlos Prestes, [[Arquivo Edgard Leuenroth|Arquivo]] [[Edgard Leuenroth]]/[[UNICAMP]], pasta 009.</ref>, passando o comando para o [[Giocondo Dias]]. Mesmo com a abertura política de [[João Figueiredo]], houve detenções de comunistas que estavam viajando para a [[União Soviética]] quando voltavam.<ref>[https://blogdaboitempo.com.br/2016/11/18/cabo-dias-o-revolucionario-de-1935/ Cabo Dias, o revolucionário de 1935]</ref> A dramaturgia, o roteiro de novelas e o cinema brasileiros foram fortemente influenciados por autores comunistas militantes, apesar da falta de experiência de seus militantes,<ref>PRESTES, Luiz Carlos. “Carta à Aloyzio Neiva”, Rio, 16/01/1983, 3 pgs.;documento original, datilografado. (Arquivo particular da autora)</ref> a vigilância dos membros soltos pela polícia durante os tempos de perseguição e a desconexão dos exilados com relação a realidade do terreno.<ref>Para a participação de comunistas na cultura brasileira, ver: CARONE, Edgar. O PCB – 1922-1943; O PCB-1943-1964; O PCB-1964-1982. São Paulo: Difel, 1982.</ref><ref>Para saber mais sobre a fraqueza do movimento comunista durante o regime militar, ver: GASPARI, E. [[A Ditadura Derrotada]]. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</ref> Apesar da repressão durante a ditadura militar, havia uma forte penetração de comunistas no sindicalismo como no caso da [[VW]] que era a maior empresa do país na época.<ref>COSTA, E. A Política Salarial no Brasil. São Paulo: Boitempo, 1998.</ref> Durante a campanha das [[diretas já]]<ref> Prestes sai do partido por conta do apoio moderado ao movimento, mas é rejeitado pelo PT, vide:Ecos à Carta de Prestes, n. 2, maio/1980 e [http://noticias.r7.com/brasil/noticias/arquivos-do-dops-dizem-que-lula-barrou-a-entrada-de-luis-carlos-prestes-no-pt-20111004.html Arquivos do Dops dizem que Lula barrou a entrada de Luís Carlos Prestes no PT]</ref>, o PCB apoiou firmemente o movimento social em pauta<ref>MAZZEO, A. C. As tarefas históricas da esquerda brasileira e o [[Partido dos Trabalhadores]]. São Paulo: mimeo., 2004.</ref> e quando começou as greves do ABC paulista, o PT cresceu as custas de uma fraca reflexão histórica, política e metodológica do Brasil,<ref>PRESTES, Luiz Carlos, “Declarações” (transcrição não revista) em “Resoluções Políticas do 3º Encontro Estadual dos comunistas gaúchos que se orientam pela Carta aos comunistas do camarada Luiz Carlos Prestes” (janeiro/1984), documento datilografado (cópia xerox), 28 pgs. “Coleção Luiz Carlos Prestes” no Arquivo Edgard Leuenroth/UNICAMP, Manuscritos, PCB-CC, pasta 242; “Documento do PCML – Partido Comunista Marxista Leninista”, 28 folhas, janeiro/1984, “Informes dos Órgãos de Segurança sobre Luiz Carlos Prestes” (Confidencial).</ref> lideranças inexperientes sejam elas marxistas ou não e de um PCB fraco que não se adaptou as mudanças.<ref>ANTUNES, R. A Rebelião no Trabalho. São Paulo: Editora Unicamp, 1992; BOITO JR. et alli. O Sindicalismo Brasileiro nos anos 80. São Paulo, Paz e Terra, 1991.</ref> A medida que nos anos 90 o PT vai galgando cargos em governos estaduais e municipais, ele se cede as ferramentas da política tradicional e desilude seus antigos membros comunistas restantes que se retiram do Partido dos Trabalhadores<ref>Para entendermos a processo de transição do PT, consultar: Resoluções de Encontro e Congressos: 1979-1998. São Paulo: [[Fundação Perseu Abramo]], 2000. Ver também Carta aos Brasileiros, 2002.</ref> criando assim uma nova tradição social-democrata voltada para países dependentes do [[Primeiro Mundo]].<ref>[[Ruy Mauro Marini|MARINI, R. M.]] Dialética de la Mercancia e Teoria del Valor. México: Editorial Universitária Centroamericana, 1982; DOS SANTOS, T. Imperialismo e Dependência. México: Edições Era, 1978; SANTOS, T. Teoria da Dependência, Balanço e Perspectiva. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. BANBIRRA, V. El Capitalismo Dependiente Latinoamericano. México: Siglo Veinte e Uno Editora1, 976. Para uma abordagem com outra vertente ideológica, ver: [[Fernando Henrique Cardoso|CARDOSO, F. H.]]; [[Enzo Faletto|FALETTO, E.]] Dependência e Desenvolvimento na América Latina. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979.</ref> Em 2009, o PCB e o movimento comunista brasileiro além de outros setores sociais como o [[Grupo Tortura Nunca Mais]] articularam protestos contra a deportação de [[Cesare Battisti (ativista)|Cesare Battisti]].<ref>[http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=185%3Amanifesto-em-defesa-do-direito-ao-refugio&catid=36%3Adiversos&Itemid=1 MANIFESTO EM DEFESA DO DIREITO AO REFÚGIO]</ref> Em 2017, o então deputado do [[Partido Socialista Cristão]] - [[Eduardo Bolsonaro]] - criou um projeto de lei que visa criminalizar o comunismo no Brasil.<ref>[http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,em-projeto-de-lei-filho-de-bolsonaro-propoe-criminalizacao-do-comunismo,70001903191 Em projeto de lei, filho de Bolsonaro propõe criminalização do comunismo]</ref>
 
==Ver também ==
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