Diferenças entre edições de "Nellie Bly"

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(→‎Os últimos anos: Correção de erro. Ela não pode ter escrito sobre a segunda guerra mundial se morreu em 1922.)
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Após uma noite praticando expressões na frente do espelho, ela se registrou em uma pensão. Recusando-se a ir para a cama, dizendo que tinha medo, que eles pareciam loucos, os donos da pensão decidiram que ela parecia louca e na manhã seguinte chamaram a polícia. Levada à corte, Nellie alegou não se lembrar de nada da noite anterior e o juiz concluiu que ela estava sob a ação de drogas. Sendo examinada por vários médicos, todos as declararam "insana". O caso da "bela moça louca" atraiu a atenção da mídia, onde até o jornal ''[[The New York Times]]'' questionava quem era a misteriosa garota sem memória.<ref name=Kroeger>{{Citar livro |nome=Brooke |sobrenome=Kroeger |título=Nellie Bly: Daredevil, Reporter, Feminist |local=Nova York |editora=Three Rivers Press|ano=1994 |página=631 |isbn=978-85-316-0189-7}}</ref>
 
Internada em um hospital psiquiátrico, Nellie teve uma visão das condições da instituição em primeira mão. A comida era atroz, carne estragada pão seco e água intragável. Os pacientes mais perigosos eram amarrados uns aos outros com cordas. OsAs pacientes em geral eram obrigadosobrigadas a ficar sentadossentadas em bancos duros durante o dia inteiro, sem nenhuma proteção contra o frio.<ref name="NBO"/> Esgoto corria pelo refeitório e pela cosinhacozinha. Ratos percorriam os corredores e os quartos. A água para o banho era gelada e jogada sobre a cabeça dosdas pacientes com baldes. As enfermeiras eram abusivas, grosseiras, gritavam para que osas pacientes calassem a boca, batendo nelesnelas caso não o fizessem. Conversando com algunsalgumas pacientes, ela teve certeza de que muitosmuitas não eram insanosinsanas ou loucosloucas e estavam internadosinternadas contra a vontade.<ref name="NBO"/><ref name=Kroeger/> Sobre essa experiência, ela escreveu:
 
{{quote1|''O que, exceto a tortura, poderia gerar insanidade mais rápido do que este tratamento? Aqui uma classe de mulheres foi enviada para ser curada. Gostaria que os médicos especialistas, que me condenaram por minhas ações, que provaram suas habilidades, que peguem mulheres perfeitamente saudáveis e sãs, que calem suas bocas e as façam sentar das seis da manhã às 8 da noite em bancos duros, que não deixem que elas falem ou se movam durante essas horas, sem dar-lhes nada para ler ou conhecimento sobre o mundo lá fora, dando-lhes comida de péssima qualidade e um tratamento brutal, e vejam quanto tempo levará para que elas se tornem loucas. Dois meses as destruiriam mental e fisicamente''.<ref name=Kroeger/>}}
Nellie esteve na [[Inglaterra]], [[França]], onde conheceu Júlio Verne, em [[Amiens]], [[Brindisi]], [[Canal de Suez]], [[Colombo]], Penang, [[Singapura]], [[Hong Kong]] e [[Japão]]. Com a evolução da tecnologia de telégrafos, com cabos submarinos, Nellie podia mandar relatórios atualizados de sua jornada para os Estados Unidos.<ref name="NBO"/><ref name=Kroeger/> Utilizando navios a vapor e ferrovias, muitas vezes sua viagem era interrompida pela pobre estrutura viária de alguns países. Nestas paradas obrigatórias, ela aproveitava para visitar locais de interesse, como uma colônia chinesa para pacientes com [[hanseníase]].<ref name=Kroeger/>
[[File:Nellie Bly Reception 1890.jpg|thumb|left|Imagem entalhada em madeira de Nellie Bly sendo recebida em [[Jersey City]], 8 de fevereiro de 1890.]]
Por conta do mau tempo, Nellie chegou a [[San Francisco]] pelo RMS Oceanic, da linha White Star, em 21 de janeiro de 1890, dois dias antes do previsto.<ref name="ReferenceA">Bear, David. "Around the World With Nellie Bly." ''Pittsburgh Post-Gazette'', November 26, 2006</ref> DuringDurante theseessas stopsparadas, shevisitou visiteduma acolônia leperde colonyleprosos inna China.<ref name="Ruddick, Nicholas 1999, p. 7">Ruddick, Nicholas. "Nellie Bly, Jules Verne, and the World on the Threshold of the American Age." ''Canadian Review of American Studies'', Volume 29, Number 1, 1999, p. 7</ref><ref>{{citar web|url=http://cdnc.ucr.edu/cdnc/cgi-bin/cdnc?a=d&cl=search&d=DAC18900122.2.47 |título=Daily Alta California 22 January 1890 – California Digital Newspaper Collection |publicado=Cdnc.ucr.edu |data= |acessodata=2013-07-20}}</ref> O dono do jornal porém pagou por um vagão especial para trazê-la para casa através do país e ela chegou em Nova Jersey em 25 de janeiro de 1890. Cerca de 72 dias depois de sua partida em [[Hoboken]], ela estava de volta. Nellie circunavegou o globo, viajando praticamente sozinha em toda sua jornada.<ref name=Kroeger/> Na época, a repórter da Cosmopolittan ainda estava atravessando o [[Oceano Atlântico|Atlântico]], chegando em Nova York quatro dias e meio depois.
 
==Os últimos anos==
Em 1895, Nellie se casou com o industrial milionário, Robert Seaman. Nellie tinha 31 anos e Seaman tinha 73 quando se casaram.<ref name=dies>{{Citar web |url=http://www.nytimes.com/learning/general/onthisday/bday/0505.html|título=Nellie Bly journalist Dies of Pneumonia |publicado=The New York Times |editor=The New York Times |acessadoem=6 de março de 2017}}</ref> Com o casamento, ela se aposentou do jornalismo, tornando-se presidente da Iron Clad Manufacturing Co., que fabricava contêineres para latas de leite e chaleiras. Em 1904, seu marido faleceu. Nellie foi inventora prolífica neste período, tendo recebido patentes para embalagens de leite e cestos de lixo.<ref>{{citar web|url=http://www.google.com/patents |título=Google |publicado=Google |data= |acessodata=2013-07-20}}</ref>
 
Por um tempo, ela foi a única mulher a liderar uma indústria no país, mas o desfalque aos empregados causou a falência da empresa.<ref>{{citar web|url = http://articles.latimes.com/1994-03-28/news/vw-39454_1_real-nellie-bly/2 |título= Nellie Bly, Girl Reporter: Daredevil journalist |último = Garrison |primeiro = Jayne |website =Los Angeles Times |editor= Los Angeles Times |acessadoem= 5 de maio de 2015}}</ref> Isso a forçou a retornar ao jornalismo, escrevendo relatos do front oriental durante a [[Primeira Guerra Mundial|Primeira]]. Ela brilhantemente cobriu a Parada Sufragista de 1913, prevendo em seu texto que logo as mulheres poderiam votar nos [[Estados Unidos]].<ref name=Kroeger/><ref name="Harvey">{{citar web|último =Harvey|primeiro =Sheridan|título=Marching for the Vote: Remembering the Woman Suffrage Parade of 1913|url=http://memory.loc.gov/ammem/awhhtml/aw01e/aw01e.html#ack|obra=American Women|publicado=Library of Congress|acessadoem= 6 de março de 2017}}</ref>
 
==Morte==
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