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[[File:Ede Ravenscroft Burlington Gardens CoA Queen.jpg|thumb|O brasão do Reino Unido, que é o mesmo de [[Elizabeth II]] como rainha.]]
[[File:Complete Guide to Heraldry Fig012.jpg|thumb|Exibição cerimonial de armas na corte de Munique. Ilustração do ''[[Wappencodex zu München]]'', do século XV, de [[Konrad Grünenberg]].]]
[[Ficheiro:Fl- 12v Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas.jpg|thumb|Brasões do ''[[Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas]]'', famoso armorial português.]]
 
A heráldica floresceu por longos séculos com imenso prestígio, e depois de um período de declínio, recentemente voltou a ser popular. Analisando o caso do [[Reino Unido]], cuja heráldica nobiliárquica é famosa em todo o mundo e ainda é sujeita ao controle oficial, disse Fox-Davies: "Seria uma tolice e um erro afirmar que a posse de um brasão de armas nos dias de hoje tenha perdido toda a dignidade que lhe foi associada nos dias de antigamente". Isso porque foi sempre associada a prestígio, poder e status, um costume que tem raízes muito antigas e solidamente cravadas no imaginário e na cultura da nação, que se formou sobre os fundamentos do [[feudalismo]], um sistema de [[Domínio (política)|domínio]] e [[servidão]]. Nestes reinos muitas foram as leis emitidas regulando a concessão e uso dos brasões, mas seu fascínio e seu apelo à vaidade eram tantos que a população plebeia não podia evitar adotar os seus próprios. Periodicamente novos decretos mandatavam buscas pelo interior para verificar se alguma pessoa não autorizada oficialmente estava usando armas em público. Em muitos outros países a sociedade se organizou da mesma maneira, desenvolvendo costumes similares.<ref name="Davies"/> Fox-Davies complementa:
 
::"A glória de descender de uma antiga linhagem de ancestrais armígeros, a glória e o orgulho racial inseparavelmente entrelaçados com a herança de um sobrenome famoso, o fato de que algumas armas foram concedidas para comemorar algum feito heroico, o fato de que a exibição de um brasão tem sido o método pelo qual a sociedade mostra ao mundo que tal sujeito pertence à elite ou a uma família que gerou herois, o fato de que as próprias armas são uma prova material de uma descendência ou de um status particular, [...] e justamente porque eram prerrogativas e sinais da aristocracia, eram tão cobiçosamente desejadas, e por conseguinte, tão frequentemente adotadas sem direito".<ref name="Davies"/>
[[Ficheiro:Fl- 12v Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas.jpg|thumb|Brasões do ''[[Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas]]'', famoso armorial português.]]
 
Mais do que um sinal de separação e distinção social em culturas elitistas, mais do que uma arte e uma antiga tradição, a heráldica é hoje considerada academicamente uma valiosa auxiliar da ciência, e seu estudo permite desvendar importante conhecimento sobre costumes, sociedade, política, história, [[iconografia]], [[genealogia]] e outros campos do saber.<ref name="Marquês"/><ref name="Campos"/> Definida tradicionalmente como "a arte dos brasões", é bem mais larga do que isso e tem muitas definições entre os estudiosos. Joel Serrão, por exemplo, no ''Dicionário de História de Portugal'', a descreve como "uma ciência e uma arte que estuda, ordena e elabora os símbolos ou ‘marcas’ da personalidade singular ou colectiva, moral ou territorial". Sónia Patrícia Nogueira ofereceu uma abrangente descrição: