Diferenças entre edições de "Públia Hortênsia de Castro"

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'''Públia Hortênsia de Castro''' ([[Vila Viçosa]], [[1548]] - [[Évora]], [[1595]]) foi uma das mais notáveis e célebres figuras do humanismo português. Filha de Thomaz de Castro e de D. Branca Alves<ref name=":0">{{citar web|url=http://www.escritoras-em-portugues.eu/1402845028-Cent.-XVI/2015-0329-Pblia-Hortnsia-de-Castro|titulo=Públia Hortênsia de Castro|data=|acessodata=06/10/2017|publicado="Escritoras em Português" - Projeto FLUL|ultimo=|primeiro=}}</ref>. Dotada de uma erudição ímpar e de um talento precoce extraordinário, impôs–se à estima dos maiores intelectuais do seu tempo.
 
== Vida pessoal ==
Na sua terra natal aprendeu as primeiras letras. Depois, devido à inteligência e capacidade de estudo demonstrada, foi para Évora e, sob a protecção do seu parente o Arcebispo D. José de Melo, aí se matriculou no curso de [[filosofia]] da [[Universidade de Évora|Universidade]]. Aos 17 anos de idade assombrava já com as suas capacidades de raciocínio os seus doutos professores. Mais tarde cursou Públia Hortênsia de Castro a [[Universidade de Coimbra]], na companhia de um irmão, tendo aí estudado [[Retórica]], [[Humanidades]] e [[Metafísica]].
 
Em Évora, tomou parte em certames literários diversos, em discussões públicas de carácter científico, tendo ganho fama e notoriedade fazendo uso do seu brilhantismo intelectual. No antigo colégio do Espírito Santo, em [[1571]], prestou as provas finais para alcançar o grau de licenciada, tendo ficado célebre a sua argumentação, que impressionou fortemente as doutas personalidades que a inquiriram. [[André de Resende]], seu mestre, rendeu-se às qualidades da sua discípula e, espantado com a capacidade demonstrada, depressa espalhou a notícia do prodígio, por entre os sábios estrangeiros com que trocava correspondência. Nos círculos culturais de Espanha, França e Itália, a novidade causou assombro e despertou o interesse e a curiosidade das mais insignes figuras da época.
 
Em [[1574]], Públia Hortênsia de Castro começa a frequentar o Paço Real de Évora e a erudita academia da infanta D. Maria. Em [[1581]], vendo-se sozinha e abandonada por quem a protegera até então, tendo mais de 30 anos de idade, desgostosa com a ingratidão do poder, Públia Hortênsia de Castro, resolve consagrar-se a Deus e entra no Convento do Menino Jesus da Graça, em Évora, da [[Ordem dos Agostinhos]]<ref name=":0" />. Na clausura conventual faleceu em 1595, com 47 anos de idade<ref name=":0" />.
 
== Obras ==
Faleceu sem ter feito obra marcante, mas do seu talento ficou testemunho o que escreveu em alguns livros de prosa e verso, em cartas escritas em latim e em português, e uns diálogos sobre teologia e filosofia, a que deu o título de ''Flosculos Theologicales''.
* ''Psalmos pela victoria e felicidade do Senhor D. Duarte e declaração dos Ditos Psalmos''
* ''Flosculus Theologicalis''
* ''Poezias Várias Latinas e Portuguezas''
* ''Cartas Latinas e Portuguezas a várias pessoas''
 
== Efemérides ==
Em 1978 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou a escritora e humanista dando o seu nome a uma rua na zona da Quinta dos Condes de Carnide, em [[Carnide (Lisboa)|Carnide]].<ref>https://www.facebook.com/423215431066137/photos/pb.423215431066137.-2207520000.1448280978./791281454259531/?type=3&theater</ref>
 
== Referências ==
{{referências}}
<references />
 
== Bibliografia ==
* ANASTÁCIO, Vanda (coord.) ''Uma Antologia Improvável? A escrita das mulheres (1495-1830), ''com a colaboração Inês de Ornellas e Castro, José Félix Duque, de Pedro Sena Lino, Isabel Morujão e Hugo Neto, Lisboa, Relógio de Água, 2013, p. 295
* BARROS, Thereza Leitão de, "Públia Hortênsia" ''Escritoras de Portugal. Génio feminino revelado na Literatura Portuguesa, '' Lisboa,  Typographia de Antonio B. Antunes, 1924, volume I, pp. 85-87.
* BELL, Aubrey F. G., ''A Literatura Portuguesa (História e Critica) ''[trad. do inglês porAgostinho de Campos e J.G. de Barros e Cunha], Lisboa, Imprensa Nacional, 1971 [1ª edição: 1921], p. 135.
* COELHO, Jacinto do Prado, "Públia Hortensia de Castro" in.: Jacinto do Prado COELHO (coord.) ''Dicionario de Literatura, ''3ª edição, Porto, Figueirinhas, 1983, vol. 1, p. 170.
* ESPANCA, Padre Joaquim José da Rocha, “Memórias de Vila Viçosa”,  ''Cadernos Culturais da Cãmara Municipal de Vila Viçosa'', nº 35, Vila Viçosa, Outubro 92
* FERRÉ, Pedro "Públia Hortensia de Castro" Alvaro Manuel MACHADO (org.) ''Dicionário de Literatura Portuguesa, ''Lisboa, Presença, 1996, p. 122.
* MACHADO, Barbosa, ''Bibliotheca Luzitana: histórica, crítica e cronológica, ''Lisboa Occidental, na Officina de Antonio Isidoro da Fonseca, 1741-1759, tomo III, pp. 629-630.
* PESTANA, Manuel Inácio e Carlos FILIPE, ''Vila Viçosa,'' ''História Arte e Tradição'', Lisboa, Colibri, Junho, 2009
* VASCONCELOS, Carolina Michaëlis de, «Públia Hortensia de Castro» ''A Infanta D. Maria de Portugal (1521-1577) e as suas Damas, ''Porto, Arthur José de Souza & Irmão, 1902, pp. 106-122.
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