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Textos [[Sabá (reino)|sabeus]] dos séculos II-III apresentam referências à Cindá, atestando relações hostis (diz-se de um assalto à Cariate Date Cail) e amistosas (auxílio de tropas cinditas aos governantes iemenitas). No fim do {{séc|V}}, sob {{ilc|Hujir Aquil Almurar||Ḥujr Ākil al-Murār}}, fundador tradicional da dinastia cindita, os cinditas migraram do sul para o norte da Arábia. Lá, uniram-se com algumas tribos e formaram uma confederação. Sob [[Aretas (cindita)|Aretas]] (Harite ibne Amir em árabe), o neto de Ḥujir Aquil e o mais proeminente rei da confederação, os cinditas invadiram a região do atual [[Iraque]] e capturaram [[Al-Hira]], a capital do [[lacmidas|rei lacmida]] [[Alamúndaro III (lacmida)|Alamúndaro&nbsp;III]] (Alamundir&nbsp;III ibne al-Numane [[língua árabe|em árabe]]). Em 529, Alamúndaro III reconquistou a cidade e matou Aretas, junto com outros 50 membros da casa real, o que fragilizou o poder dos cinditas.<ref name=Kindapeople />
 
Com a morte de Aretas, e talvez após a emergência dos [[coraixitas]] de Meca,<ref name=Kinda /> Cindá dividiu-se em quatro tribos (Asade[[assadidas]], Taglibe[[taglíbidas]], Cais[[caissítas]], e Cinaná), cada qual liderada por um senhor cindita. Porém, estas tribos constantemente competiram entre si, provocando, em meados do {{séc|VI}}, a expulsão dos senhores cinditas novamente ao sul da Arábia. No período muçulmano, descendentes da casa de Cindá continuaram a ocupar proeminentes posições cortesãs e um dos ramos da família adquiriu proeminência em [[al-AndalusAlandalus]]. O proeminente poeta [[ImruInru Alcais]] pertenceu à tribo dos cinditas.<ref name=Kindapeople />
 
Os cinditas foram politeístas até o {{séc|VI}}, com evidências de rituais dedicados aos deuses [[Astar]] e Cail encontradas na capital deles. Não é certo se converteram-se ao [[judaísmo]] ou permaneceram pagãos, mas há fortes evidências arqueológicas que eles estiverem entre as tribos que fizeram parte das forças de {{ilc|Danaã||Dhū Nuwās}} {{nwrap|r.|517|525/527}} durante a tentativa do rei judeu de suprimir o [[cristianismo]] no Iêmem.{{sfn|Ryckmans|1954|p=296}}