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|nome ={{Txtcor||white|Abdulá ibne Saade}}
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|nome_completo =‘Abdullāh ibn Sa‘ad ibn Abī as-Sarḥ
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'''AbdullahAbdulá ibnibne SaadSaade''' ou '''‘AbdullāhAbdulá ibnibne Sa‘adSaade ibnibne AbīAbi as-SarḥSar''' ({{Langx|ar|عبدالله بن سعد بن أبي السرح}}),||''‘Abdullāh tambémibn transliteradoSa‘ad comoibn '''Abī as-Sarḥ/Abd Allâh ibn Saad ibn Sarh'''}}; (m. [[656]] ou 657), foi um almirante [[Árabes|árabe]] do {{séc|VII}}, irmão adotivo do [[califa ortodoxo]] [[Otomão]] e filho de Saade ibne Abi Sarh.{{Ntref|name=enref|||en|Abdullah ibn Saad|447717677}}
 
Abdulá ibne Saade destacou-se principalmente por, juntamente com o futuro [[califa omíada]] {{Lknblknb|Moáuia|I}}, ter criado a primeira marinha de guerra muçulmana, baseada no [[Egito]], que sob o seu comando conquistou várias vitórias navais, das quais a primeira importante foi a da [[batalha dos Mastros]] (de Phoenix nos registos [[Império Bizantino|bizantinos]] e ''Dhat al-sawari'' nos registos árabes), travada ao largo da costa de [[Fênico]], na [[Lícia]], em 655.<ref name=brit1 />{{ntref2|enref}}
 
Abdulá ibne Saade foi também governador do Egito entre 644 e 656, durante o reinado de Otomão,<ref name=brit1 /> e foi durante o seu mandato que a [[Líbia]] passou a fazer parte do Império Islâmico com a captura de [[Trípoli]] em 647.{{ntref2|enref}}
Em 655, Abdulá é o protagonista de uma vitória naval decisiva sobre a ainda todo-poderosa [[marinha bizantina]] do imperador {{Lknb|Constante|II}}, a [[batalha dos Mastros]] (de ''Phoenix'' nos registos [[Império Bizantino|bizantinos]] e ''Dhat al-sawari'' nos registos árabes), travada ao largo da cidade de [[Fênico]], na [[Lícia]].<ref name=brit1 />{{Harvy|citSocAsia|Journal asiatique|1826|p=63}}{{ntref2|frref}}
 
Entretanto, a situação política no Egito complicava-se. Maomé ibne Hudaifa criticou Abdulá, recomendando mudanças no governo, mas Abdulá não reagiu. Depois de muitos esforços, Maomé acabou por perder a paciência e passou de crítico compreensivo a oponente desiludido, primeiro com Abdulá e posteriormente com Otomão por tê-lo nomeado. Abdulá escreveu a Otomão reclamando que Maomé andava a espalhar a insubordinação e se nada fosse feito para o parar a situação iria agravar-se. Otomão tentou silenciar os protestos de Maomé com {{fmtn|300000}} [[Dirrã (moeda)|dirrã]]s e presentes caros. O suborno provocou a reação contrária da pretendida, tendo Maomé levado o dinheiro e os presentes para a Grande Mesquita dizendo: ''«Vêem o que Otomão está a tentar fazer? Está a tentar comprar a minha fé. Ele enviou-me estas moedas e estes bens como um suborno.»''{{ntref2|enref}}{{Carece de fontes|data=outubro de 2011}}
 
Na origem do descontentamento de que Maomé ibne Hudaifa fazia eco, estava a determinação de Abdulá de desviar fundos do Egito para o califa em [[Medina]], o que provocou grande oposição entre os muçulmanos, que entendiam que esse rendimento era seu como recompensa da conquista. O descontentamento aumentou com a chegada de mais colonos árabes, que colocaram mais pressão nos recursos locais.<ref name=Petry67 />