Diferenças entre edições de "Maruane II"

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{{mais notas|data=abril de 2017}}
{{Info/Monarca
| nome = Maruane Marwan II
| título = 14º e último [[Omíadas|Califa Omíada]]
| reinado = 744-750
| imagem = Dirham of Marwan II ibn Muhammad, AH 127-132.jpg
| legenda = [[Dirrã (moeda)|Dirrã]] do califa Maruane Marwan II
| nome completo = {{lang|ar|مروان بن محمد بن مروان بن الحكم}}
| antecessor = [[Ibraim ibne Ualide|Ibrahim]]
| morte = 750
|}}
'''MaruaneMarwan ibneibn MaoméMuhammad ibneibn MaruaneMarwan''' ({{Langx|ar|مروان بن محمد بن مروان بن الحكم||''Marwan ibn Muhammad ibn Marwan''|lit. "MaruaneMarwan, filho de MaoméMuhammad, filho de MaruaneMarwan"}}), variadamente conhecido como '''Maruane&nbsp;Marwan II''', '''Maruam&nbsp;II''', '''Maruani&nbsp;II''' e '''Maruaniz&nbsp;II''' (''Marwan&nbsp;II''),{{sfn|Alves|2014|p=629}} foi o último [[califa omíada]], com reinado entre 744 e sua morte, em 750.<ref>Adeline Rucquoi [https://books.google.com/books/about/Hist%C3%B3ria_medieval_da_Pen%C3%ADnsula_ib%C3%A9ric.html?hl=pt-BR&id=rtkpAQAAMAAJ&output=html_text&redir_esc=y História medieval da Península ibérica]. p. 70</ref>
 
== General e governador ==
 
Em 732-733 (114AH), o califa [[Hixam ibne Abdal Malique]] escolheu MaruaneMarwan como governador da [[Emirado da Armênia|Armênia]] e do [[Azerbaijão (Irã)|Azerbaijão]]. Em 735-736, MaruaneMarwan invadiu a [[Geórgia]], devastou-a e tomou três fortalezas que estavam nas mãos dos [[alanos]], celebrando, por fim, uma paz com {{ilc|Tumane Xá||Tumanshah}}. Quatro anos depois, ele lançou novos ataques e conseguiu arrancar tributos de seus inimigos. Em 744-745, ao saber que havia uma complô para derrubar {{lknb|Ualide|II}}, MaruaneMarwan escreveu para os parentes na Armênia tentando fortemente dissuadi-los, alegando principalmente o bem maior que seria a preservação da estabilidade na casa dos [[omíadas]].
 
Quando {{lknb|Iázide|III}} persistiu no plano para derrubar Ualide, MaruaneMarwan à princípio se opôs, mas acabou jurando-lhe lealdade. Com a morte prematura de Iázide, MaruaneMarwan seguiu o seu próprio plano, ignorando o sucessor designado de Iázide, [[Ibraim ibne Ualide]], e se denominou califa. Ibrahim tentou inicialmente se esconder, mas acabou implorando a MaruaneMarwan que garantisse a sua segurança pessoal se ele abdicasse. MaruaneMarwan concedeu o pedido e chegou mesmo a acompanhar o califa deposto até a antiga casa do califa Hixam em Rusafa, onde ele passou a viver.
 
== Califa ==
 
MaruaneMarwan então nomeou seus dois filhos, Ubaidalá e Abdalá, como herdeiros e apontou governadores para ajudá-lo a consolidar sua autoridade. Porém, os sentimentos anti-omíadas já eram muito prevalentes, principalmente no território onde hoje estão o [[Irã]] e o [[Iraque]]. Os [[abássidas]] conseguiram angariar muito apoio na região, o que deixou MaruaneMarwan com a ingrata tarefa de tentar manter coesa a casa dos omíadas, que se despedaçava em brigas internas.
 
O novo califa tomou [[Emesa (Homs)|Emesa]] após um amargo cerco que durou dez meses. Na mesma época, [[Daaque ibne Cais Chaibam]] iniciou uma revolta entre os [[carijitas]], chegando a derrotar as forças sírias para tomar [[Cufa]]. Os carijitas avançaram sobre a cidade de [[Moçul]] e foram derrotados, juntamente com o general rebelde [[Solimão ibne Hixam]], que se juntara a eles. Durante a luta, o sucessor de Daaque, conseguiu alguns sucessos iniciais empurrando o centro das forças de MaruaneMarwan e chegou até a tomar o campo do califa, sentando em seu carpete. Porém, ele e os que estavam com ele morreram na batalha. Ele foi sucedido por Chaibam. MaruaneMarwan perseguiu tanto ele quanto Solimão até Moçul e os cercou lá por seis meses. Quando o califa recebeu reforços conseguiu expulsá-los, com Chaibam fugindo para [[Barém]], onde foi assassinado e Solimão, para a [[Índia]].
 
=== Revolta Abássida ===
No [[Coração (Irã)|Coração]] havia uma discórdia interna entre o governador omíada [[Nácer ibne Saiar]] e seus adversários, Alarite e Alcirmani e que acabou uma luta aberta. Quando enviados abássidas chegaram, eles exacerbaram um fervor religioso já existente, principalmente na forma de uma expectativa quase messiânica sobre a ascendência abássida. No [[Ramadã]] de 747, os abássidas iniciaram uma revolta aberta e Nácer enviou um de seus assessores, Iázide, contra eles. Ele acabou derrotado e foi levado como prisioneiro. Iázide se impressionou com os abássidas e, quando foi solto, informou a Nácer que queria se juntar a eles, mas acabou mantendo a sua lealdade ao antigo mestre.
 
A luta continuou por toda a região do Coração, com os abássidas conseguindo cada vez mais vitórias. Finalmente, Nácer acabou adoecendo e morreu em Rayy em 9 de novembro de 748, aos 85 anos. O avanço abássida foi fortalecido e eles tomaram [[Hejaz]]. Mas a derrota definitiva de MaruaneMarwan veio pelas mãos de [[Abu Abas Alçafá]] às margens do [[Grande Zab]], na chamada [[Batalha de Zab]]. Somente nela, mais de 300 membros da casa dos omíadas caíram. MaruaneMarwan abandonou [[Damasco]] e fugiu para o [[Egito]], onde foi capturado e morto em 6 de agosto de 750. Seus filhos, Ubaidalá e Abdalá, conseguiram chegar até a Etiópia, onde o primeiro acabou morrendo na luta.
 
A morte de MaruaneMarwan marcou o final do [[Califado Omíada]] no oriente e a ela se seguiu um grande massacre dos omíadas pelos abássidas. Quase toda a dinastia foi morta, com exceção de um talentoso príncipe, [[Abderramão I|Abderramão]], que escapou para a [[Espanha islâmica]] e fundou ali uma dinastia omíada ali, o [[Emirado de Córdova]].
 
== Bibliografia ==
113

edições