Diferenças entre edições de "Diocleciano"

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O imperador empreendeu diversas reformas administrativas, as quais devem ser entendidas no seu contexto histórico, que tem sido reconstruído sob diversas perspectivas pelos diferentes pesquisadores da área.
 
=== Crise do séculoterceiro IIIséculo ===
Por longo tempo muitos estudiosos do Alto Império Romano costumeiramente identificaram a dinastia dos [[Dinastia nerva-antonina|Antoninos]] como o ápice do sistema político imperial.<ref name="GOL175">GONÇALVES, 2006, p. 175</ref> Essa proposição levou a interpretação de que os governos que se seguiram contribuíram fortemente para a instauração de uma crise ou período de decadência do Império. Nesse sentido, a dinastia dos [[Dinastia severa|Severos]], por terem sucedido os [[Dinastia nerva-antonina|Antoninos]], foi reiteradas vezes tida como responsável pelas várias crises que ocorreram na passagem do [[Século II]] para o [[Século III]]. O fim da dinastia severiana levou a historiografia a classificar como “Anarquia Militar”, “[[Crise do terceiro século]]” ou “Período dos Imperadores – Soldados” o período em que vários governos após a dinastia severiana entre 235 e 284 d.C.<ref name="GOL175" />
 
A dinastia severiana, devido a sua ligação com elementos militares para a manutenção de seu poder, é muitas vezes vista pela historiografia  como os responsáveis pela criação de uma “Monarquia Militar” na passagem do século III para o IV d.C. Esse seria o momento em que a crise, que marcaria os governos do [[Século VI d.C.]], teria tido início. Nesse sentido, os Severos, por se preocuparem apenas com o apoio dos soldados, teriam se afastado da positiva forma de governo adotada pelos Antoninos, que preocupavam-se em conseguir apoio junto a outras camadas da sociedade. Dessa forma, os governos posteriores ao assassinato de [[Caracala]], último imperador da dinastia severiana, são apresentados como governos marcados por sérias dificuldades, como o aumento da inflação, a impossibilidade de manutenção da segurança nas fronteiras e descontentamento das legiões. Em 235 d.C., [[Maximino Trácio|Maximino]], ao proclamar-se imperador após assassinar Alexandre Severo Alexandre e sua mãe, inicia-se o período conhecido como  Crise do Terceiro Século III , que se estendeu até 284 d.C., quando Diocleciano chegou ao poder.<ref>GONÇALVES, 2006, p. 180-186</ref>
 
Essa imagem de crise e decadência instaurada no século III vem sendo reiteradas vezes contestada pelos estudos mais recentes sobre o período. Os historiadores que defendem a tese da não crise apresentam dois motivos principais para a não existência dela o primeiro deles é que, apesar das mudanças estruturais ocorridas ao longo desse período, manteve-se um sistema político-econômico estável ao longo de todo o Império e, depois, a ideia de crise não era um consenso entre os habitantes das diferentes regiões do vasto império.
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