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[[Imagem:Euskal Herriko mapa koloreztatua.png|thumb|Mapa das regiões do País Basco]]
 
O '''País Basco''' ({{langx|eu|'''''Euskal Herria'''''}}; lit.: ''"terra do [[euskara]]"'' <ref>[http://www.euskaltzaindia.net/erakundea/Dok/Euskal_Herria_gazt.pdf ''Real Academia da Lengua Basca sobre a denominação Euskal Herria'']</ref>) é o nome dado à região histórico-cultural em que residem os [[bascos]],<ref name="Trask">[[Larry Trask|Trask, R.L.]] ''The History of Basque'' Routledge: 1997 ISBN 0-415-13116-2</ref> localizada no extremo norte da [[Espanha]] e no extremo sudoeste da [[França]], cortada pela cadeia montanhosa dos [[Pirenéus]] e banhada pelo [[golfoGolfo da Biscaia]].
 
Compreende as [[Comunidades autónomas da Espanha|comunidades autônomas]] do [[Comunidade autónoma do País Basco|País Basco]] e [[Navarra]], na Espanha, e o [[País Basco francês|Iparralde]], na França.
Mesmo que não sejam necessariamente sinônimos, o conceito de um espaço cultural basco único, que abrange diversas regiões e países, tem sido estreitamente associada desde o seu início com a política do [[nacionalismo basco]]. Como tal, a região é considerada a residência do povo Basco {{langp|eu|Euskaldunak|nome}}, sua língua, cultura e tradições. Contudo, a região não é nem cultural nem linguisticamente homogênea.
 
A região basca tem uma cultura própria, sobretudo pela língua, o ''euskara'' e sustenta um [[Nacionalismo basco|movimento nacionalista]] desde fins do {{séc|XIX}}. A campanha dos grupos radicais pela independência cresce com a fundação, em 1959, do grupo separatista [[Euskadi Ta Askatasuna|ETA]] (considerado como organização terrorista por vários governos mundiais), em plena ditadura de [[Francisco Franco]] {{nwrap|g.|1939|1975}}. Com a [[constituição espanhola de 1978|Constituição Espanhola de 1978]], o País Basco conquista alto grau de autonomia, e a maior parte do movimento depõe armas, criando partidos legais. Os remanescentes da ETA, porém, decidem continuar a sua luta, utilizando a violência como meio de coação e intimidação.
 
== Etimologia ==
A palavra ''basco'', em português, assim como as palavras ''basque'', em francês, ''basco'', em gascão, e ''vasco'', em espanhol, deriva do latim ''vasco'', de plural ''vascones''. Essa palavra tem um significado desconhecido, mas acredita-se que a palavra latina ''vasco'' proceda de uma raiz basca e aquitaniana, usada por esses povos para se autodesignar. Esta raiz é ''eusk-'', pronunciada /ewsk/, que é realmente próxima do latim /wasko/. Havia também um povo aquitaniano a que os romanos chamavam Ausci (pronunciado /awski/ em latim), e que parece proceder da mesma raiz.
 
== História ==
{{Artigo principal|História dos bascos}}
Desde o Paleolítico, a região tem sido influenciada por uma série de povos: [[celtasCeltas]], [[Roma Antiga|romanosRomanos]], [[francosFrancos]], [[visigodosVisigodos]], [[muçulmanosMuçulmanos]], [[Castela|castelhanosCastelhanos]] e [[inglesesIngleses]]. Atualmente, o País Basco recebe a influência do resto da Espanha e da França. Entretanto, o povo manteve sua identidade cultural, incluindo a línguaLíngua bascaBasca.
 
=== Domínio romano ===
O noroeste da [[Península Ibérica]], incluindo o território basco, foi alcançado pelos [[Roma Antiga|romanos]] sob a liderança do general [[Pompeu]], no {{AC||século I|x}}, mas o domínio não foi consolidado até a época do imperador [[Augusto]].{{carece de fontes|data=junho de 2017}}
 
À época do domínio romano, o território das tribos bascas incluía todos os [[Pirenéus]], desde o [[golfoGolfo da Biscaia]] até ao [[marMar Mediterrâneo]].{{carece de fontes|data=junho de 2017}}
 
=== Invasões bárbaras ===
A história do País Basco torna-se novamente obscura com a chegada dos povos germânicos e o colapso do Império Romano. Provavelmente foram os [[suevosSuevos]] que atravessaram pela primeira vez os Pirenéus ocidentais, em 409.
 
== Fronteiras atuais ==
[[Imagem:San Sebastian from Igeldo.jpg|thumb|[[San Sebastián]], ou ''Donostia'' na língua basca]]
 
O [[País Basco do Sul|País Basco Espanhol]] ({{langx|es|''País Vasco y Navarra''}}; {{langx|eu|''Hegoalde''|nome}}) inclui duas regiões principais: a Comunidade Autônoma Basca (capitalCapital: [[Vitoria-Gasteiz]]) e a [[Comunidade Foral de Navarra]] (capitalCapital: [[Pamplona]]).
 
A Comunidade Autônoma Basca ({{fmtn|7234|km²}})<ref name=IGN>Area figures for Spanish Autonomous Communities have been found on the [[Instituto Geográfico Nacional (Spain)|Instituto Geográfico Nacional]] website {{citar web|acessodata=14 de setembro de 2009
 
== História ==
Diversas hipóteses afirmam que já na pré-história os bascos, ou diferentes tribos que falavam línguas muito similares com o atual euskaraEuskara, já habitavam as terras que hoje compõem Euskal Herria.
 
Já no princípio do século XIX, o escritor e pesquisador [[Juan Antonio Moguel]] expusera em seu livro ''Historia y geografía de España ilustrada desde el idioma vascuence'' - um estudo da etimologia dos topônimos da Península Ibérica tomando por base o idioma basco - que os antigos habitantes da [[Ibéria]] falavam línguas da mesma família à qual pertence o [[Língua basca|basco atual]], corroborando com seu contemporâneo o cientista alemão [[Wilhelm von Humboldt]].
No século IX, se estabelece o [[Reino de Pamplona]], [[Vassalagem|vassalo]] do [[Al-Andalus]] muçulmano, que no século seguinte se declararia completamente independente.
 
Com {{Lknb|Sancho|III|de Navarra}} (o Grande) (1004–1035), o reino''Reino de Nájera-Pamplona'' alcança sua maior extensão territorial, abarcando todo o terço norte peninsular. Pode-se dizer que Sancho III realizou o primeiro Império Hispânico e foi denominado ''Rex Íberícus'' e ''Rex Navarrae Híspaníarum''.
 
Depois da morte de Sancho III em 1035 se reparte seu reino entre seus filhos estabelecendo-se a nova estrutura política do século XII com os reinosReinos de [[reino de Navarra|Navarra]], [[Reino de Aragão|Aragão]] e [[reino de Castela|Castela]].
 
Entre 1076 e 1134, o reinoReino de Nájera-Pamplona está incorporado na coroa aragonesa da quequal se separa no reinado de [[García Ramírez]].
 
No de [[Sancho VI de Navarra]], (o Sábio) (1150–1194), passa a chamar-se '''Reino de Navarra''' e segue a perda territorial: no ano 1200, durante o reinado de [[Sancho VII de Navarra]] (1194–1234), perde os atuais territórios de [[Álava]], [[Guipúscoa]] e o [[Duranguesado]], que são anexados pelo monarca castelhano.
 
Navarra, separada já dos outros territórios peninsulares de ''Euskal Herria'', vê-se obrigada a orientar sua política de expansão desde o norte e leste, territórios franceses de ''Ultrapuertos'' ([[Baixa Navarra]]), e a franja fronteiriça com Aragão.
 
A pressão de Castela e de Aragão desde que, buscando a sobrevivência do reino, a morte de Sancho VII de Navarra em 1234 sem descendência, esteve entre a órbita da França com a instalação da casa de Champanha ([[1234]]–[[1274]]) e, posteriormente, dos Capetos (1274-1328). A [[Casa de Évreux|dinastiaDinastia de Evreux]] (1328–1425) inaugura uma etapa de interessantes relações peninsulares e europeias, sobretudo com {{Lknb|Carlos|II|de Navarra}}. {{Lknb|Carlos|III|de Navarra}}, o Nobre (1387–1425) destaca-se pela prosperidade material e cultural que se conseguiu.
 
Entre 1512 e 1524, aconteceu a [[Guerra dos Doze Anos]], na qual a [[Coroa de Castela]] [[Conquista de Navarra|anexou Navarra]]. Em 1515, pelo [[Tratado de Burgos]], Navarra se anexa à Coroa de Castela como resultado da conclusão da guerra entre navarros, que alguns consideram como invasão castelhana. Anos depois, Foix tentou recuperar Alta Navarra (o território navarro ao sul dos Pirenéus) mas não conseguiu.
 
O Reino de Navarra sob domínio da [[Condado de Foix|casaCasa de Foix]] se reduziu aos territórios ao norte dos Pirenéus (Baixa Navarra e {{ilc|Labourd||Labort|Lapurdi}}). Em 1594, [[Henrique IV de França|Henrique de Navarra]] foi coroado rei da França, sendo o primeiro [[Casa de Bourbon|Bourbon]] que chega ao trono francês.
 
Durante muito tempo, as províncias bascas conservaram suas leis tradicionais, que não foram abolidas pelos reis espanhóis e franceses.
 
=== Atentado em Madrid ===
No dia 30 de dezembro de 2006 ao ETA provocou a explosão de um carro-bomba, num piso de estacionamento do moderno Terminal 4, do [[Aeroporto de Madrid-Barajas|aeroporto de Barajas]], em Madrid. As autoridades espanholas receberam avisos da organização ETA com duas horas de antecedência (a bomba foi deflagrada às 9:01&nbsp;h, no horário local). As autoridades conseguiram evacuar, a tempo, o local. Acredita-se que vinte mil pessoas ocupavam as instalações do terminal aéreo. O tráfego aéreo ficou suspenso durante um dos dias mais agitados do ano nos aeroportos da região. Dezenas de pessoas ficaram feridas e dois equatorianos faleceram. Este terminal viria a ser reinaugurado em Setembro de 2007.
 
=== Fim das ações armadas ===
No dia 5 de setembro de 2010, o grupo anunciou, por meio do Jornaljornal basco "Gara", o fim dos ataques armados por tempo indeterminado, embora não esteja claro se temporariamente ou permanentemente. De acordo com o diário espanhol [[El País]], em um vídeo enviado pelo grupo à [[BBC]] os integrantes anunciaram que o grupo não realizará mais ações armadas e que esta decisão foi tomada há meses para seguir um caminho democrático.<ref>[http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/grupo-separatista-basco-eta-anuncia-fim-de-acoes-armadas.html''Grupo separatista basco ETA anuncia fim de ações armadas'']</ref> O governo Basco considerou insuficiente e ambígua a notícia anunciada pelo grupo, uma vez que este não esclareceu se o fim é definitivo, considerando suas outras promessas de cessar-fogo não cumpridas.<ref>[http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/governo-basco-considera-cessar-fogo-do-eta-insuficiente-e-ambiguo.html''Governo basco diz que cessar-fogo do ETA é insuficiente e ambíguo'']</ref>
 
Enfim, no dia 10 de janeiro de 2011, o ETA confirmou um cessar-fogo permanente e geral, a ser verificado pela comunidade internacional, ao mesmo tempo em que reafirmou o direito do País Basco à independência e a ser formalmente reconhecido. No entanto, enfatizou que esse processo deve ocorrer por vias democráticas, usando o diálogo e a negociação como ferramentas para alcançar seus objetivos. Não houve comentários imediatos do governo espanhol, mas observadores internacionais continuam céticos sobre as intenções do grupo, dada a sua história de retomar ações armadas em ocasiões anteriores.<ref>[http://www.guardian.co.uk/world/2011/jan/10/eta-declares-permanent-ceasefire]</ref>
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