Diferenças entre edições de "Itálico"

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===História===
Em 1501, Francesco Grifo (1450/1518) criou o "itálico tipográfico": tipos em metal inspirados nas letras cursivas das chancelarias Italianas para a imprensa venziana de [[Aldo Manúcio]]. Os tipos itálicos de Griffo economizavam espaço, em relação aos tipos romanos e foram utilizados para compor, em 1501, uma obra de [[Virgílio]] na oficina de Manúcio. O itálico foi criado, naquela época, para ser utilizado como fonte de texto e não como fonte auxiliar, como é utilizada atualmente. <ref>[Heitlinger, Paulo. Site tipográfos.net. Disponível em: http://www.tipografos.net/historia/griffo.html Acesso em 17.12.2012 </ref>
 
Francesco Griffo trabalhou junto com Aldo Manúcio para desenvolver o primeiro tipo itálico baseado nas letras de chancelaria. As letras minúsculas da tipografia em metal itálica foram projetadas para uso em livros. A ideia de Manúcio era a de usar os tipos itálicos para economizar espaço e manter o custo da produção baixo, devido a economia de papel. <ref>Clair, Kate. Manual de Tipografia; a historia, as técnicas e a arte. Bookman, 2009. ISBN 978-85-7780-371-2</ref>
 
Em Portugal, é costume se referir a itálico por '''grifo'''. <ref>[Heitlinger, Paulo. Site tipográfos.net. Disponível em: http://www.tipografos.net/historia/griffo.html Acesso em 17.12.2012 </ref>
 
[[File:Niccolo de Niccoli italic handwriting.jpg|thumb|right|Amostra da escrita cursiva de [[Niccolò de' Niccoli]], que deu origem ao tipo itálico]]
===Diferenças entre fontes itálicas e fontes romanas===
[[Imagem:Italico times arial.jpg|thumb|Diferenças entre Times Itálica e Romana e Arial Romana Inclinada e Romana]]
Uma das diferenças perceptíveis entre as fontes romanas e as fontes itálicas consiste no fato de que as romanas são eretas (90°) e as itálicas são levemente inclinadas para a direita. No entanto, a principal diferença é o fluxo e não a inclinação. As fontes itálicas possuem estrutura cursiva e contínua, diferente das romanas. As serifas itálicas são frequentemente transitivas: são traços na entrada e saída da letra, tendendo a inclinar-se em ângulo natural da escrita. <ref>[Bringhurst, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico. São Paulo: Ed. Cosac & Naify. 2005 </ref>
 
Algumas itálicas podem ser mais cursivas que outras, assim como as romanas podem, vez ou outra, conter traços caligráficos. No entanto, toda fonte itálica tende ser muito mais cursiva que as romanas.<ref>[Bringhurst, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico. São Paulo: Ed. Cosac & Naify. 2005 </ref>
As fontes romanas e itálicas foram bastante independentes até o século XVI. Antes disso, muitos livros eram compostos ou com tipos itálicos ou com tipos romanos, nunca revezando-os. No [[Renascimento]], as duas versões foram utilizadas no mesmo contexto. Normalmente, as romanas eram utilizadas no texto principal, e o itálico eram utilizado nos prefácios e nas notas laterais, versos e em citações blocadas. Foi dado o costume de deixar a romana como principal e itálico para enfatizar e especificar determinadas informações, desenvolveu-se no século XVI e estabilizou no século XVII. Os tipógrafos barrocos admiravam a mistura das romanas e itálicas, pois as mesmas foram úteis a editores e autores. A modulação e uso de ambos acabou se tornando "regra".
 
Desde o século XVII, houve tentativas falhas de neutralizar a natureza cursiva do itálico, redesenhando um tipo de segundo molde de romano o que são chamados de "romanos desenhados", o que não passam de romanos inclinados conhecidos também, como oblíquos. Aos poucos os tipos itálicos minúsculos foram sofrendo alteraçãp e se tornando romanos inclinados, e suas proporções foram alteradas. Por isso, muitos itálicos são de 5% a 10% mais estreitos que os romanos. Porém, muitos romanos inclinados (menos os desenhados por Eric Gill) são bem mais largos que os seus companheiros romanos. <ref>[Bringhurst, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico. São Paulo: Ed. Cosac & Naify. 2005 </ref>
 
==Exemplos==
* Palavras estrangeiras, inclusive a nomenclatura binária latina na [[taxonomia]] de seres vivos: ''Homo sapiens''
* Usando uma palavra como um exemplo de uma palavra para explicar seu significado [[semântica|semântico]]: "''Com'' é uma preposição."
:** Usando uma letra ou número para referir-se dentro de um contexto: "Christina ficou chateada: Escreveram o nome dela sem ''h''."
:** Quando ela viu seu nome na posição número ''1'', teve certeza de que era a melhor."
* Introduzindo ou definindo termos, especialmente termos técnicos ou usados de forma incomum ou diferente do usual: "A psicologia freudiana é baseada no ''ego'', ''superego'' e ''id''"
* Em romances, indicando o pensamento de um personagem: "''Isto não pode estar acontecendo'', pensou ela."
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