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As definições de filosofia elaboradas depois de Platão e Aristóteles separaram a filosofia em duas partes: uma [[filosofia teórica]] e uma [[filosofia prática]]. Como reflexo da busca por salvação ou [[redenção]] pessoal, a filosofia prática foi gradativamente se tornando um sucedâneo da [[fé]] religiosa e acabou por ganhar precedência em relação à parte teórica da filosofia. A filosofia passa a ser concebida como uma arte de viver, que forneceria aos homens regras e prescrições sobre como agir e como se portar diante das inconstâncias do mundo. Essa concepção é muito clara em diversas correntes da filosofia helenística, como, por exemplo, no [[estoicismo]] e no [[neoplatonismo]].<ref name="DF"/>
 
As definições de filosofia formuladas na Antiguidade persistiram na época de disseminação e consolidação do [[cristianismo]], mas isso não impediu que as concepções cristãs exercessem influência e moldassem novas maneiras de se entender a filosofia. As definições de filosofia elaboradas durante a [[Idade Média]] foram coordenadas aos serviços que o pensamento filosófico poderia prestar à compreensão e sistematização da fé religiosa; e, desse modo, a filosofia passa a ser concebida como “serva da teologia” (''ancilla theologiae'').<ref name="DF"/> Segundo [[São Tomás de Aquino]], por exemplo, a filosofia pode auxiliar a teologia em três frentes: (1) ela pode demonstrar verdades que a fé já toma como estabelecidas, tais como a existência de Deus e a [[imortalidade da alma]]; (2) pode esclarecer certas verdades da fé ao traçar [[[analogia]]s com as verdades naturais; e (3) pode ser empregada para refutar ideias que se oponham à [[doutrina sagrada]].<ref>Lindberg, D. ''The beginnings of western science''. Chicago: University of Chicago Press, 2007. ISBN 9780226482057. p. 242.</ref>
 
Os medievais também mantiveram a acepção de filosofia como saber prático, como uma busca de normas ou recomendações para se alcançar a plenitude da vida. Santo [[Isidoro de Sevilha]], ainda no século VII, definia a filosofia como “o conhecimento das coisas humanas e divinas combinado com uma busca pela vida moralmente boa”<ref>“Philosophia est rerum humanarum divinarumque cognitio cum studio bene vivendi coniuncta.” ''[[Etymologiae]]''. Tradução para o inglês: ''The etimologies of Isidore of Seville''. Cambridge: C.U.P. [http://books.google.com.br/books?id=3ep502syZv8C&pg=PA79&dq=Isidore+of+Seville+philosophy+was+the+knowledge+of+matters+human+and+divine&hl=pt-BR&ei=e3z7TJyRA4OC8gaw5tWRCw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CDAQ6AEwAg#v=onepage&q&f=false p. 79].</ref>
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