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Verbete refeito com referências
{{Ver desambig|prefixo=Se procura|o filme de Walter Lima Jr.|Joana Angélica (filme)|prefixo=Se procura}}
{{mais notas|data=janeiro de 2016}}
{{Info/Sacerdote|nome_sacerdote=Madre Joana Angélica de Jesus|nome=|imagem=Santinhos da Madre Joana Angélica.jpg|imagem_tamanho=300px|legenda=|data_nascimento={{dni|12|12|1761|si}}|local_nascimento=[[Salvador (Bahia)|Salvador]]|inicio=|fim=|predecessor=|sucessor=|data_morte={{nowrap|{{morte|19|2|1822|12|12|1761}}}}|local_morte=Salvador|cargo=Abadessa|ordem=[[Ordem da Imaculada Conceição]]}}
[[Sóror]] '''Joana Angélica de Jesus''', registrada ''Joanna Angélica de Jesus'' ([[Salvador (Bahia)|Salvador]], {{dni|12|12|1761|si}} — {{morte|19|2|1822}}) foi uma religiosa [[Concepcionistas|concepcionista]] [[Bahia|baiana]], pertencente à Ordem das Reformadas de Nossa Senhora da Conceição e [[mártir]] da [[Independência do Brasil|Independência brasileira]]<ref name=":0">{{citar periódico|ultimo=Centro Cultural Câmara dos Deputados|primeiro=|data=2016|titulo=Mulheres pioneiras: elas fizeram história|url=http://www2.camara.leg.br/a-camara/visiteacamara/cultura-na-camara/arquivos/mulheres-pioneiras-elas-fizeram-historia|jornal=Publicação governamental|volume=|via=}}</ref>.
 
Nascida durante o [[período colonial]], morreu aos 60 anos<ref name=":3">{{Citar web|url=http://origin.guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/guerra-bahia-436238.shtml|titulo=A guerra da Bahia - Guia do Estudante|acessodata=2017-11-16|obra=origin.guiadoestudante.abril.com.br|ultimo=Cordeiro|primeiro=Tiago}}</ref> atingida por um golpe de [[baioneta]] quando resistia à invasão pelas tropas portuguesas ao [[Convento da Lapa]], em Salvador<ref name=":0" />. Tornou-se assim, a primeira heroína da independência do Brasil<ref name=":4">{{citar periódico|ultimo=Centro Cultural Câmara dos Deputados|primeiro=|data=2015|titulo=Dois de julho: a independência do Brasil na Bahia|url=http://www2.camara.leg.br/a-camara/visiteacamara/cultura-na-camara/arquivos/dois-de-julho-2014-a-independencia-do-brasil-na-bahia|jornal=Série: Histórias não contadas|volume=2|via=}}</ref>.
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[[Sóror]] '''Joana Angélica de Jesus''', registrada ''Joanna Angélica de Jesus'' ([[Salvador (Bahia)|Salvador]], {{dni|12|12|1761|si}} — {{morte|19|2|1822}}) foi uma religiosa [[Imaculada Conceição|concepcionista]] [[Bahia|baiana]], nascida no [[Brasil colônia]], que morreu defendendo o [[Convento da Lapa]] em Salvador (Bahia) contra soldados [[Portugal|portugueses]].
[[Ficheiro:Joana Angelica martirio.jpg|thumb|300px|direita|Martírio de Sóror Angélica.]]
 
A freira ficou conhecida como a autora da famosa frase: “Para trás, bandidos! Respeitai a casa de Deus! Só entrarão passando por cima do meu cadáver!”. No entanto, uma extensa pesquisa de documentos referentes a vida de Joana Angélica não encontrou nenhuma evidência de que a frase tenha sido de fato proferida pela Sóror. <ref name=":1" />
=== Freira ===
Joana Angélica era filha de José Tavares de Almeida e sua esposa, Catarina Maria da Silva. Aos vinte anos de idade, a [[21 de abril]] de [[1782]], entrou para o [[noviciado]] no [[Convento da Lapa|Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa]], na capital baiana. Ali foi escrivã, [[mestra de noviças]], conselheira, [[vigária]] e, finalmente, [[abadessa]]. Ocupava a direção do [[convento]], em fevereiro de [[1822]], quando a cidade ardia de agitação contra as tropas portuguesas do brigadeiro [[Inácio Luís Madeira de Melo]] - que tinham vindo para Salvador desde o [[Dia do Fico]].
 
Conhecida principalmente pelo ato de bravura final de sua vida, Joana Angélica tem hoje sua imagem reconstruída por historiadores que pontuam sua importância também como mártir da fé.<ref name=":1" />
=== Tumultos na ocupação portuguesa ===
Grande resistência opunham os nativos baianos: no ano anterior ([[1821]]) a cidade já tinha sido palco de revoltas. A posse de Madeira de Melo tinha sido obstada, em [[18 de fevereiro]], mas a superioridade das forças do brigadeiro impingiram a derrota dos nativos.
 
Era filha de José Tavares de Almeida e Catarina Maria da Silva, uma família rica da capital baiana<ref name=":4" />. Foi batizada na Freguezia da Santa Fé, em Salvador<ref name=":5" />.
Soldados e marinheiros portugueses se embriagam e cometem excessos pela cidade, comemorando e, a pretexto de perseguir eventuais "revoltosos" atacam casas particulares e, continuando a sanha desenfreada pelo dia seguinte, tomam as ruas e dirigem-se ao Convento da Lapa.
 
[[Ficheiro:Joana Angelica martirioJoana_Angelica_martirio.jpg|thumbdireita|300pxminiaturadaimagem|direita375x375px|Martírio de Sóror Angélica.]]
 
== A vida no Convento da Lapa ==
Tinha 20 anos, quando foi aceita, em caráter de exceção, para o [[noviciado]] no [[Convento da Lapa|Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa]] em 1782. A [[Profissão de fé|profissão da fé]] foi feita em [[18 de maio]] de [[1783]], quando ingressou como irmã da Ordem das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição e passou a se chamar Joana Angélica de Jesus. Permaneceu reclusa ali durante 20 anos, e foi escrivã, [[mestra de noviças]], conselheira, [[vigária]] e, finalmente, [[abadessa]]<ref name=":4" />.
 
Entre fevereiro de [[1792]] e [[1801]] foi escrivã do convento. Já no ano de [[1812]] assumiu a função de vigária, que exerceu por dois anos. A direção do convento lhe foi concedida em [[1815]] quando foi escolhida abadessa, função que desempenhou até [[1817]]. Voltou à posição de abadessa em [[1821]], até o dia de sua [[Morte|trágica morte]] defendendo o convento<ref name=":5" />.<blockquote>Toda a [[Cidade da Bahia]] apontava para o Mosteiro da Lapa, como o asilo das virgens sem nodoa, e falava com orgulho de sua madre abadessa. (Norberto, 1862 apud. Souza, 1972)</blockquote>Apesar de circular a ideia de que era [[Carmelitas da Antiga Observância|carmelitana]], documentos encontrados no Convento da Lapa afirmam que ela pertencia a ordem das irmãs [[Franciscanismo|Franciscanas]]. Consta, equivocadamente, no livro O Brasil Religioso, escrito pelo Pe. Fernando de Macedo que em [[1822 no Brasil|1822]] as religiosas do Convento da Lapa pertenciam à vertente das [[Ordem das Clarissas|Franciscanas Claras]] (também chamadas Claristas e Clarisas). Entretanto, documentos do próprio convento afirmam que as freiras pertenciam à ordem das Franciscanas Concepcionistas<ref name=":5" />
 
== Independência do Brasil na Bahia ==
=== Ataque ao convento ===
<blockquote>Reza a [[tradição]] e afirmam todos os documentos da época que, de todos os fatos lutuosos dos tormentosos dias [[1822 no Brasil|19 e 20 de fevereiro de 1822]], nenhum impressionou mais fundo a alma da Bahia do que o selvagem ataque dos soldados contra o indefeso Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, onde morreu nobremente a primeira [[Herói nacional|heroína]] da epopéia da Independência, [[Madre]] Joanna Angelica. (Souza, 1972)</blockquote>Existem duas versões contraditórias sobre o episódio do ataque ao Convento da Lapa. Para o [[historiador]] brasileiro Bernardino José de Souza, a versão portuguesa, patrocinada principalmente pelo historiador português [[José de Arriaga|José d'Arriaga]], não tem sustentação em documentos. Segundo a história [[Lusitanos|lusitana]], agentes do partido reacionário (pró-Independência) havia se escondido no convento e atirado nos soldados de dentro do edifício. <ref name=":5" />
[[Ficheiro:2 de Julho 2007 - Joanna Angélica - Caetité.jpg|thumb|esquerda|220px|Desfile cívico revive o martírio de '''Joana Angélica'''<br />[[Caetité]]-[[Bahia|BA]], 2 de julho de 2007.]]
Sólida construção colonial, ainda hoje existente na capital baiana, o [[Convento da Lapa]] compõe-se de uma [[clausura]], cuja principal entrada é guarnecida por um portão de ferro.
 
Já os historiadores brasileiros afirmam que as [[Tropa|tropas]] portuguesas estavam entrando em diversos edifícios, praticando roubos e até mortes, com o pretexto de que tiros haviam saindo de dentro de determinado local; assim como acontecera com o convento<ref name=":5">{{citar livro|título=Heroínas Bahianas: Joanna Angélica, Maria Quitéria, Anna Neri|ultimo=SOUZA|primeiro=Bernardino José de|editora=Editora Paralelo?MEC|ano=1972|local=Brasília|páginas=|acessodata=}}</ref>. O jornal [[Diário da Bahia]] publicou em sua edição do dia [[2 de julho]] de [[1936 no Brasil|1936]], uma [[reportagem]] completa sobre o ataque ao convento e o [[martírio]] da Sóror. Nela consta a descrição da crise política e excessos cometidos pelos soldados lusitanos<ref name=":6" />: <blockquote>A cidade surpreende-se com a designação de Madeira de Mello para o commando das Armas da Província. Vitoriosos, os comandados de Madeira apossam-se da cidade (…) ódio e vingança. Incendios e saques. Selvagerias e homicidios. </blockquote>Um erro cronológico sobre o acontecimento permeia muitos dos livros que tratam do assunto. É comum encontrar que a data do ataque corresponde ao dia 19 de fevereiro de 1822. No entanto, de acordo com o termo de falecimento da Madre Joana Angélica, o fato ocorreu entre 11 horas e meio-dia de 20 de fevereiro de 1822. Outra concepção equivocada é de que o [[capelão]] do convento, Daniel da Silva Lisboa, teria sido assassinado pelos soldados portugueses no mesmo episódio. Mas como prova o [[atestado de óbito]], contido no Livro de óbitos da Freguezia de S. Pedro, ano de 1938, fls. 232, o [[Padre]] Daniel Nunes da Silva Lisbôa morreu em 1833 <ref name=":5" />.
Os gritos da soldadesca são ouvidos no interior. Imediatamente a abadessa, pressentindo certamente objetivos da [[estupro|profanação da castidade]] de suas internas<ref>{{citar web|URL=http://patrimonioespiritual.org/2015/03/05/convento-de-nossa-senhora-da-conceicao-da-lapa-salvador/|título=Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa - Salvador - BA|autor=|data=5 de março de 2015|publicado=Patrimônio Espiritual|acessodata=19 de janeiro de 2016}}</ref>, ordena que as monjas fujam pelo quintal. O portão é derrubado e, num gesto grandioso, Joana Angélica abre a segunda porta, postando-se como último empeço à inusitada invasão. Conta a tradição, reproduzida por diversos historiadores, que então exclamou:
 
Sólida [[Colonial|construção colonial,]] ainda hoje existente na capital baiana, o [[Convento da Lapa]] compõe-se de uma [[clausura]], cuja principal entrada é guarnecida por um portão de ferro. Um grupo de soldados tentava arrombar o portão enquanto Joana Angélica ordenava às irmãs fugissem pelos fundos<ref>{{Citar web|url=http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3206&catid=28&Itemid=39|titulo=A guerra que orgulha a Bahia|acessodata=2017-11-16|obra=desafios.ipea.gov.br|ultimo=Costa|primeiro=Rodrigo|lingua=pt-br}}</ref>. A fim de proteger a [[Clausura monástica|clausura]] e integridade das irmãs<ref name=":2">{{citar web|URL=http://patrimonioespiritual.org/2015/03/05/convento-de-nossa-senhora-da-conceicao-da-lapa-salvador/|título=Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa - Salvador - BA|data=5 de março de 2015|acessodata=19 de janeiro de 2016|publicado=Patrimônio Espiritual|autor=}}</ref>, a Sóror se colocou como último obstáculo entre o convento e a tropa lusitana. A porta [[testemunha]] do [[Sacrifício|sacrifíci]]<nowiki/>o da freira segue sendo a mesma atacada pelos soldados até hoje.<ref name=":5" />
{{quote1|''Para trás, bandidos. Respeitem a casa de [[Deus]]. Recuai, só penetrareis nesta casa passando por sobre o meu cadáver.''|Joana Angélica}}<ref>{{citar web|URL=http://www.filologia.org.br/xv_cnlf/tomo_2/161.pdf|título=Joana Angélica - saindo dos papéis à beatificação|autor=SANTOS, Antônia da Silva|data=2011|publicado=Anais do XV Congresso Nacional de Linguística e Filologia|acessodata=19 de janeiro de 2016}}</ref>
 
Conta a tradição, reproduzida por diversos historiadores, que então exclamou:
Abrindo os braços, num gesto comovente, tenta impedir que os invasores passem. É, então, assassinada a golpes de [[baioneta]]. Penetrando no sagrado recinto, encontram apenas o velho [[capelão]], o [[cônego]] Daniel da Silva Lisboa (cujos irmãos (dentre eles Domingos e [[José da Silva Lisboa|José]]), a quem espancam a golpes de [[coronha]]s, deixando-o como morto, mas que sobreviveu ao ataque, falecendo na década de 1830<ref>{{citar web|URL=ftp://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/JoseCAS.pdf|título=As Aulas Régias na Capitania da Bahia (1759-1827): pensamento, vida e trabalho de "nobres" professores|autor=SILVA, José Carlos de Araújo|data=2006|publicado=Universidade Federal do Rio Grande do Norte|acessodata=19 de janeiro de 2016}}</ref>.
 
{{quote1|''Para trás, bandidos. Respeitem a casa de [[Deus]]. Recuai, só penetrareis nesta casa passando por sobre o meu cadáver.''|Joana Angélica}}
Joana Angélica tornou-se, assim, a primeira [[mártir]] da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte, a [[2 de julho]], data efetiva da independência baiana, data marcante num contexto de rompimentos entre as partes da então [[América Portuguesa]] com a [[Reino de Portugal|Metrópole]]<ref>{{citar web|URL=http://www.novospesquisadores.ufba.br/downloads/Textos/DESCONSTRUINDO%20UMA%20TRAJET%C3%93RIA%20PARA%20A%20INDEPEND%C3%8ANCIA%20-%20BAHIA,%201808-1823%20%28Elisa%20de%20Moura%20Ribeiro%29.pdf|título=Desconstruindo uma trajetória para a Independência: Bahia 1808-1823|autor=RIBEIRO, Elisa de Moura|data=|publicado=Universidade Federal da Bahia|acessodata=19 de janeiro de 2016}}</ref>.
{{quote1|''ParaNo trásentanto, bandidos.uma Respeitemextensa apesquisa casarealizada deem [[Deus]].inúmeros Recuaiarquivos pelo país, conduzida penetrareispela nestapesquisadora casaAntônia passandoda porSilva sobreSantos odurante meudez cadáver.''|Joanaanos, Angélica}}nenhum documento prova que a Sóror disse isso de fato<ref name=":1">{{citar web|URL=http://www.filologia.org.br/xv_cnlf/tomo_2/161.pdf|título=Joana Angélica - saindo dos papéis à beatificação|autordata=SANTOS,2011|acessodata=19 Antôniade dajaneiro Silva|data=2011de 2016|publicado=Anais do XV Congresso Nacional de Linguística e Filologia|acessodataautor=19SANTOS, deAntônia janeiroda de 2016Silva}}</ref>
 
Joana Angélica tornou-se, assim, a primeira [[mártir]] da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte, a [[2 de julho]], data efetiva da independência baiana, data marcante num contexto de rompimentos entre as partes da então [[América Portuguesa]] com a [[Reino de Portugal|Metrópole]]<ref>{{citar web|URL=http://www.novospesquisadores.ufba.br/downloads/Textos/DESCONSTRUINDO%20UMA%20TRAJET%C3%93RIA%20PARA%20A%20INDEPEND%C3%8ANCIA%20-%20BAHIA,%201808-1823%20%28Elisa%20de%20Moura%20Ribeiro%29.pdf|título=Desconstruindo uma trajetória para a Independência: Bahia 1808-1823|autordata=RIBEIRO,|acessodata=19 Elisade janeiro de Moura|data=2016|publicado=Universidade Federal da Bahia|acessodataautor=19RIBEIRO, de janeiroElisa de 2016Moura}}</ref>.
 
== Processo de beatificação ==
O Convento da Lapa solicitou, em [[2001]], a inclusão da pesquisa de documentos comprobatórios do martírio da Madre Joana Angélica, para que se tornasse possível o processo canônico da [[beatificação]] da citada freira. A pesquisa, conduzida pela pesquisadora Antônia da Silva Santos, iniciada em Salvador, consultou os seguintes arquivos: [[Arquivo Público do Estado da Bahia]], [[Mosteiro de São Bento (Salvador)|Mosteiro de São Bento]], [[Convento de Nossa Senhora da Piedade]], [[Instituto Geográfico e Histórico da Bahia]], [[Biblioteca Pública do Estado da Bahia|Biblioteca Central do Estado]] e Arquivo da Cúria Metropolitana.
 
Insuficiente, a pesquisa seguiu para outras localidades do [[Brasil]]. Em [[São Paulo]], a pesquisa se estendeu aos arquivos: Arquivo de Documentação e Iconografia, [[Museu do Ipiranga|Museu Paulista]], Arquivo do [[Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz|Mosteiro da Luz]] e Arquivo da Cúria Metropolitana. No [[Rio de Janeiro]] visitaram: [[Biblioteca Nacional do Brasil|Biblioteca Nacional]], [[Museu Histórico Nacional]] e Mosteiro Nossa Senhora da Ajuda. E em [[Brasília]] , [[Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho|Biblioteca do Senado]], Biblioteca do [[Ministério da Justiça e Segurança Pública|Ministério da Justiça]], [[Biblioteca Nacional do Brasil|Biblioteca Nacional]] e [[Arquivo Nacional (Brasil)|Arquivo Nacional]].
 
Ainda em busca de material para constituir o processo de candidatura à beatificação a pesquisa foi para [[Lisboa]] consultar o [[Arquivo Nacional da Torre do Tombo]] e [[Biblioteca Nacional de Portugal|Biblioteca Nacional]]; e finalmente, a [[Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra]].<ref name=":1" />
 
=== FreiraHomenagens ===
[[Ficheiro:2 de Julho 2007 2_de_Julho_2007_- Joanna Angélica _Joanna_Angélica_- Caetité_Caetité.jpg|thumb|esquerda|220pxminiaturadaimagem|Desfile cívico revive o martírio de '''Joana Angélica'''<br />[[Caetité]]-[[Bahia|BA]], 2 de julho de 2007.]]
[[Caetité]]-[[Bahia|BA]], 2 de julho de 2007.]]
O jornal [[O Imparcial|O Impacial]], publicado na cidade de Salvador em 23 de maio de [[1923 no Brasil|1923]], trazia na capa uma [[homenagem]] à Sóror Joana Angélica<ref name=":6">{{citar periódico|ultimo=BAHIA|primeiro=Diario da|data=02/07/1936|titulo=Soror Joanna Angelica: a primeira martyr da Independencia|url=http://hdl.handle.net/bv2julho/245|jornal=Jornal diário|volume=|via=}}</ref>. <blockquote>Na reunião de ontem do [[Conselho Municipal]], foi aventada uma idêa que aliá, merece os applausos de toda a Bahia, por não quê, revelando o sentimento civico que caracteriza o nosso povo, homenageia a memoria imperecível daquela que, na reclusão do convento da Lapa, emprestou a melhor de suas forças em prol da [[liberdade]] da Bahia. Assim, não é justo que, no próximo [[2 de julho]], quando celebramos o primeiro centenario da nossa emancipação, deixe de ser relembrado o glorioso sacrifício de soror Joanna Angelica. </blockquote>Na mesma assembleia foi apresentado o [[projeto de lei]] que nomeava a rua da Lapa onde estava localizado o convento de Avenida Joanna Angelica. A placas seriam colocadas no dia do centenario. Hoje, com a grafia ajustada para Joana Angélica, a rua, localizada na [[Centro de Salvador|região central da capital baiana]], segue homenageando a mártir. Por todo Brasil ruas e avenidas carregam o nome da mártir, como a avenida Joana Angélica em [[Ipanema (Rio de Janeiro)|Ipanema]], no Rio de Janeiro.
 
Em 2 de julho de 1936, o Diario da Bahia também publicou uma homenagem ao martírio de Joana Angélica, ocupando uma página inteira da edição. Denominada "Soror Joanna Angelica - A primeira mártir da Independencia ", a reportagem reconta a história do ataque ao convento e dá detalhes sobre a vida da freira<ref>{{citar periódico|ultimo=IMPARCIAL|primeiro=O|data=23/05/1923|titulo=Homenageando|url=http://hdl.handle.net/bv2julho/292|jornal=Jornal diário|volume=|via=}}</ref>
 
Em 20 de fevereiro de 1922 o [[Instituto Geográfico e Histórico da Bahia|Instituto Geográfico e Histórico]] da Bahia comemorou o primeiro Centenário do martírio da Madre Joanna Angelica de Jesus<ref name=":5" />.
 
== Galeria ==
File:Domenico Failutti - Retrato de Soror Joanna Angélica, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|Em quadro de [[Domenico Failutti]]
</gallery>
</center>
 
{{Referências}}
{{Controle de autoridade}}
 
{{biografias}}
 
{{Portal3|Biografias|Bahia}}
 
{{DEFAULTSORT:Joana Angelica}}
[[:Categoria:Naturais de Salvador (Bahia)]]
[[:Categoria:Freiras católicas do Brasil]]
[[:Categoria:Independência da Bahia]]
[[:Categoria:Mortos em 1822]]