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Na virada do século XIX para o século XX, período em que muitas monarquias europeias foram extintas, as pompas e símbolos associados à nobreza caíram em desuso e se tornaram até certo ponto objeto de ridículo. Por outro lado, em alguns domínios a heráldica sobreviveu sem grandes traumas às transformações republicanas, como na armaria eclesiástica, cívico-estatal e institucional, que de fato ganharam um novo impulso no século XX, disseminando-se por todo o mundo.<ref name="Marquês"/><ref name="Campos"/><ref name="Seixas"/>
 
Ao mesmo tempo, nas décadas recentes a heráldica verdadeiramente se popularizou junto ao cidadão comum, ocorrendo uma forte onda de [[revivalismo]] e a multiplicação exponencial de novos brasões, entrando com força na [[cultura de massa]] e associando-se à nova cultura do [[logotipo]], da sinalização e da [[marca registrada]] comercial. Na esteira deste fenômeno, muitas vezes não são observadas as regras tradicionais, que têm uma significativa complexidade, ou sequer essas regras são conhecidas pelo público leigo, que tem adotado brasões desenhados de todas as formas imagináveis. Inexistindo alçadas regulamentadoras do uso de armas em países republicanos, qualquer pessoa pode adotar um brasão, e a diversidade e irregularidade têm sido a tônica, mas nas atuais monarquias há instituições que fiscalizam oeste campo dos brasões. Paralelamente a isso, proliferam pseudo-autoridades, instituições e websites que prometem pesquisas e levantamentos "científicos" mas na verdade enganam seus clientes com dados falsificados ou fantasiosos, enquanto estudiosos sérios lutam para revalorizar corretamente esta antiga arte.<ref name="Marquês"/><ref name="Nogueira">Nogueira, Sónia Patrícia Marques. [https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/1563/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20S%C3%B3nia%20Patr%C3%ADcia%20_%20Do%20bras%C3%A3o%20%C3%A0%20Marca.pdf ''Tradição e Inovação na Identidade Visual dos Municípios Portugueses: Do Brasão à Marca'']. Dissertação. Universidade da Beira Interior, 2012</ref>
 
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